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Ronald Martinez NBAE/Getty Images |
“Ele já é o segundo melhor pivô do mundo, e está apenas começando,” disse Bill Walton, analista da NBA para a ESPN e consagrado pivô membro do Hall da Fama. “Ele tem tudo o que a NBA poderia sonhar. A chance que ele tem de definir o curso da história é o que cria lendas e legados. Yao Ming tem tudo isso. Ele já chegou marcando presença. Temos o privilégio de presenciar seu crescimento, desenvolvimento e evolução. E, ao contrário de quase todos os outros convidados nesta grande festa, Yao Ming traz sua própria legião de fãs. Sua contribuição para a NBA é nada menos que espetacular.”
Russell, o cinco vezes MVP da NBA, líder nos inigualáveis 11 títulos dos Boston Celtics em 13 anos, concorda com o posto de Yao entre os maiores pivôs da atualidade e diz que o gigante de 2,26m lhe faz lembrar um campeão que aperfeiçoou o “gancho” a caminho de seis títulos da NBA.
“Ele está no mesmo páreo com os melhores, mas ainda tem o seu maior potencial a frente de si,” disse Russell a respeito do jovem de 24 anos. “Às vezes nos esquecemos de que é apenas um garoto. Em termos de habilidade, ele me lembra o Kareem [Abdul-Jabbar]. Ele ainda não chegou lá, mas penso que é com quem ele mais se parece.”
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Bill Baptist/NBAE/Getty Images |
Mesmo assim, o experimento de química começa a dar resultados. Desde que alcançou a média de vitórias de 50% pela primeira vez em 31 de dezembro, a equipe teve um saldo positivo de vitórias em janeiro, com o apoio dos novos integrantes David Wesley e John Berry, e com a recuperação de Bob Sura.
“Espero que eu consiga continuar a ser consistente, e que possa ajudar a constância da equipe,” disse Yao. “Temos um saldo positivo de vitórias agora, portanto temos que seguir em frente.”
De acordo com Walton, o próximo passo para que Yao chegue realmente ao topo de seu jogo não tem nada a ver com suas habilidades físicas, mas sim com a pressão psicológica que pode sofrer.
“Uma das últimas e mais difíceis barreiras que Yao Ming terá que ultrapassar para cumprir o seu destino será encontrar os treinadores compatíveis com o seu nível de talento e potencial,” disse Walton. “O passo final será o treinamento mental que permitirá a ele dominar nos níveis mais altos, onde os grandes dominam com freqüência.”
A pressão e expectativa de que Yao tenha o desempenho máximo em quadra a qualquer hora estende-se a fora dela também.
“O que Yao tem tentado é impensável,” disse Walton. “A temporada da NBA é um desafio brutal. É capaz de tirar-lhe as energias de todas as maneiras – fisicamente, mentalmente, emocionalmente e espiritualmente. E ele também está tentando unir duas culturas que não poderiam ser mais diferentes entre si.”
Esse impacto pôde ser facilmente notado nos recentes China Games, quando os Rockets enfrentaram os Sacramento Kings em Shangai e Pequim, matando a sede de jogos da NBA ao vivo de centenas de milhões de chineses, que viram o filho pródigo retornar à casa como jogador da NBA pela primeira vez. O impacto de Yao e o sucesso dos China Games continuam a crescer, mesmo três meses mais tarde.
“Creio que será como Babe Ruth e o baseball,” disse Russel a respeito do impacto dos NBA China Games. “Yao é um verdadeiro herói e cumpre bem essa função. Os garotos querem jogar o mesmo jogo que ele. Não querem necessariamente ser tão altos ou tão bons, mas querem praticar o mesmo esporte. É por isso que na China hoje em dia, há mais de 200 milhões de crianças jogando basquete.”
É tudo parte da enorme influência de Yao, dentro e fora das quadras. Uma evolução que não poderá ser medida até muito tempo após o gigante ter pendurado o uniforme.
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