Adriano Albuquerque é jornalista esportivo e serviu como editor e repórter do site BasketBrasil (http://www.basketbrasil.com.br) por cinco anos, entre 2005 e 2010. Já passou pelas redações do diário LANCE! e do site Globoesporte.com, e cobriu diversos esportes como basquete, futebol americano, futebol, beisebol, streetball, tênis, vôlei e natação. Também foi assessor de imprensa da Federação de Futebol Americano do Rio de Janeiro e do Botafogo Mamutes. Atualmente, cobre MMA para o SporTV.com. É torcedor do Detroit Pistons desde os tempos dos Bad Boys de Isiah Thomas, Joe Dumars e Bill Laimbeer.

Scott Machado: 'Sou um líder. Sei ganhar'

O estresse acabou. Scott Machado teve de esperar por sua chance na NBA - esperou um draft inteiro, uma Summer League inteira, seis meses desde que fez seu último jogo pela universidade de Iona - mas enfim foi chamado pelo Houston Rockets no início de setembro. O time que ele defendeu na Summer League de Las Vegas em julho, pelo qual produziu médias de 8 pontos, 5,6 assistências e 2,2 roubos por partida, lhe deu um contrato de três anos, mas garantido apenas até janeiro de 2013.

Com a preocupação e incerteza para trás, agora Machado quer mostrar na NBA porque foi indicado ao Prêmio Bob Cousy de melhor armador universitário e Prêmio John R. Wooden de melhor jogador universitário do ano em 2012. O brasileiro não teve a confiança abalada e garante que tem qualidade para ser um dos principais armadores do Rockets. Scott Machado explicou como está encarando sua chegada ao basquete profissional em entrevista ao NBA.com/Brasil.

Como foi a sensação quando seu agente te contou que assinaria com o Houston?

Estava muito alegre, muito feliz que eles me deixaram saber que iam ficar comigo. Quando meu agente disse que eles ligaram, fiquei muito alegre, porque todo mundo na minha família estava esperando. De todos os times que fui treinar (antes do draft), ninguém me pegou… Eu gostei.

Você teve dúvidas, em algum momento, que seria convidado para um training camp da liga? Como lidou com essa ansiedade?

Eu estava preocupado, um pouco. Mas, do jeito que joguei na Summer League, alguém ia me pegar. Eu tinha que esperar para ver o que ia acontecer. Mas o Houston me disse para eu ficar tranquilo, que gostaram de mim, mas que eu tinha que esperar para assinar.

Você ainda não está garantido no elenco final, né?

Eu estou no time, mas só até janeiro, dia 10 de janeiro. Jogando bem, eu fico até o final do ano, eles tem que estender até lá.

Você terá de brigar por vaga com o Shaun Livingston, Toney Douglas e Courtney Fortson. Como lida com essa competição interna?

Eu acho que sou diferente desses jogadores, trago algo diferente para a mesa. Ajudo o time também, mas fico ansioso para jogar contra eles e mostrar o que posso fazer. Só por estar no time, estou alegre. Quero jogar. Essa é a intenção de cada jogador: jogar.

Se vai ficar até janeiro, já está se ambientando a Houston? Como está sendo?

Estou procurando apartamento agora. Está fácil, porque eles ajudam. Ajudam muito, e aqui não tem impostos estaduais (como em outros estados americanos), é barato comprar casa.

Por que acredita que seja o nome ideal para ser um dos armadores do Houston Rockets na próxima temporada?

Porque eu sou um líder. Sei ganhar, sei pegar o melhor chute na cancha (quadra), sei falar com meus teammates (companheiros de equipe), e sei fazer o que o técnico pede para fazer.

Como tem sido sua relação com os treinadores do Rockets? O que Kevin McHale pediu para você?

Todos falam comigo, especialmente por ser rookie (novato) e estar entrando agora. Ele (McHale) disse que quer que eu seja um jogador-líder do time, que corra o tempo todo, defenda e que faça o time todo melhor.

Que diferenças sentiu entre o basquete da Summer League e o basquete universitário? Deu para sentir a diferença do jogo profissional?

Sim, dá para ver, porque agora você está jogando contra os melhores, que estão tentando entrar na NBA. Isso que muda. O jogo é o mesmo, só que quando os jogadores são melhores, eles começam a jogar mais duro e forte.

Você foi companheiro de equipe do Danny Green na high school. Mantém contato com ele? O que tirou da experiência dele na NBA até aqui?

Sim, falo com ele sempre. Ele está fazendo tudo bem. Ele falou que, quando estava no Cavaliers, o time dele queria mandá-lo para overseas (exterior), e ele não queria ir. Ele queria jogar na D-League. Ele mesmo fez a ligação e jogou na D-League, destruiu lá, e o Spurs o pegou. Vi que tem que trabalhar pelo que se quer. Para chegar onde você quer chegar, tem que fazer tudo que puder.

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