Daniel Santiago

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Entrevista Exclusiva com Daniel Santiago do Milwaukee


Daniel Santiago.
Gary Dineen/NBAE/Getty Images
Como vai tudo em Milwaukee?
Estou gostando muito. É uma cidade grande em extensão mas pequena em população. As pessoas são muito simpáticas e faz muito frio, mas estou muito cômodo com minha esposa lá. Já temos um apartamento que esta muito perto do lugar dos treinamentos e é um bom lugar para viver e jogar basquete.

E come se sente na equipe?
Me sinto muito bem. É uma grande equipe, tem muito talento, os jogadores são simpáticos e tem um bom ambiente de trabalho e isso é muito importante. A administração é muito profissional e se sente o respaldo da equipe em todo o que fazemos.

O que você pensou quando te mencionaram a possibilidade de ir a Milwaukee?
Nada em particular, simplesmente pensei que seria uma grande oportunidade para voltar para a NBA logo depois de se machucar em Phoenix. Antes estava em Roma e me chegou esta grande oportunidade para voltar para a liga. Isso é um começo novo, uma boa oportunidade para minha carreira e para minha família, e assim posso continuar representando a Porto Rico.

Quais são as diferenças que você encontra estando agora nos Bucks em comparação de quando estava com os Suns?
Agora tenho mais experiência e mais confiança em min mesmo. Acho que me faltava isso em Phoenix, pois aconteceu muitas coisas novas quando estava lá. Foi também meu primeiro ano como profissional na NBA, não sabia muitas coisas do jogo, pois vinha da Europa e havia muitas coisas diferentes.

Como foi sua experiência no Pré-olímpico em Porto Rico?
Essa foi uma grande oportunidade para o basquete de Porto Rico que mostrou que podemos representar o nosso país internacionalmente. Agora todos sabem que temos jogadores que podem estar na NBA como Larry Ayuso, Rick Apodaca, entre outros. Temos um bom grupo de jogadores jovens muito bons, que levamos tempo jogando juntos nos últimos três anos e isto é fundamental para cumprir um bom papel nos Jogos Olímpicos de Atenas de 2004.

A equipe lutará por uma medalha?
Eu acho que podemos ‘fazer muito estrago’ neste torneio. Acho que vamos causar surpresas na Grécia.

Será mais fácil ou mais difícil jogar com a seleção agora que os rivais te conhecem por suas atuações na NBA?
Acho que posso fazer muito para a seleção de Porto Rico, assim como o Carlos Arroyo que está jogando bem apesar de sua lesão. Muitas coisas podem acontecer nesse torneio e o mais importante é confiar em nosso próprio talento, somos uma equipe jovem, com talento e temos a oportunidade de continuar abrindo as portas para outros jogadores que podem triunfar internacionalmente.

O que você acha do rendimento de Carlos Arroyo?
Acho que ele está muito bem na liga. Ele tem mais confiança em seu jogo e agora está jogando na equipe que já teve a John Stockton, um futuro membro do Salão da Fama (Hall of Fame). Carlos tem a missão de jogar em sua posição e isso não é nada fácil. Não se pode substituir a alguém como ele, mas definitivamente Carlos está fazendo um grande trabalho com os Jazz.

Você tem contato com ele?
Sim claro, falamos sempre.

O que você acha do impacto dos jogadores latinos na liga?
Os latinos tem sido muito bons para a liga. Só precisa ver o Emanuel Ginóbili, quem tem crescido muito em seu jogo e agora é um jogador fundamental em sua equipe. Ele tem muito respeito por parte dos outros jogadores e é um bom representante de seu país e do basquete latino. Tem muitos latinos que querem fazer o mesmo e por isso trabalhamos forte todos os dias.

O que tem significado para você ser titular desta equipe?
Para min tem sido muito importante. Me sinto útil para a equipe. Sei que tenho o talento para fazer muitas coisas na quadra e o mais importante é ganhar meu rendimento pessoal.


"Pensei que seria uma grande oportunidade para voltar para a NBA logo depois de se machucar em Phoenix".
-- Daniel Santiago --


Quem é seu melhor amigo nos Bucks?
Acho que me entendo muito bem com Michael Redd pois compartimos a religião cristiana. Falamos muito de Deus e da vida cristiana, mas em geral tenho uma relação muito boa com todos. Não temos muito tempo de vida social porque estamos sempre treinando, viajando e jogando e sobra muito pouco tempo livre.

O que você pode comentar sobre a oportunidade que tem de jogar com um veterano como Tony Kukoc?
Ele é um jogador especial, é muito gracioso, e sempre esta de bom humor. Ele é europeu e eu joguei na Itália assim que falamos muito do basquete europeu. Somos muito parecidos no jogo e acho que temos algumas coisas em comum. É uma grande pessoa, tem muita influencia positiva dentro e fora da quadra, ademais ganhou o respeito de todos por sua forma de ser e pelos títulos que ganhou com os Bulls.

Como você vê o novato T.J. Ford?
Ele é um grande homem. Ele tem uma mentalidade ganhadora, é muito rápido com as mãos e a mente e é um dos jogadores mais rápidos com os que já joguei. Está crescendo pouco a pouco e espero que possa triunfar porque ele tem um grande futuro ao mesmo nível de LeBron James e Carmelo Anthony.

Finalmente, você quer mandar uma mensagem a todos os porto riquenhos que seguem sua carreira?
Sim claro, quero agradecer a todos pelo apoio que me dão e espero continuar vendo mais porto riquenhos nas partidas. Isso motiva muito e te faz sentir bem durante os jogos.

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