O Peter John Ramos Fala da Sua Participação na ‘D-League’

O porto-riquenho Peter John Ramos chegou à NBA depois de ser escolhido pelo Washington Wizards no turno 32 do NBA Draft em 2004. Na sua segunda temporada e depois de não ter muito tempo de jogo com a sua equipe, os diretores decidiram que ele deveria ganhar mais experiência na ‘D-League’, a liga de desenvolvimento da NBA. Desde novembro de 2005, ele integrou a equipe do Roanoke Dazzle como um jogador titular. Confira abaixo a entrevista exclusiva com o Peter John Ramos.

Ramos
Peter John Ramos.
Mitchell Layton/NBAE/Getty Images

Você acha que foi uma boa decisão haver se vinculado a D-League?
Definitivamente sim. No começo pensei que me sentiria incômodo, mas não tem sido assim. Esta sendo como uma família. Sinto-me calmo e tranqüilo, e estou desfrutando desta experiência.

Você é o primeiro jogador latino com sucesso nesta liga. Como se sente representando a Porto Rico e aos latinos?
Muito bem, pois sempre que jogo estou representando a Porto Rico e por suposto a todos os latinos.

Fala-nos da sua equipe atual.
A nossa equipe está trabalhando duro. Somos uma equipe jovem. Estamos num processo de aprendizagem, mas o plano é chegar as finais do campeonato.

Qual é a maior diferença para você entre a NBA e a D-League?
Eu aqui estou jogando quando em Washington estava num processo de aprendizagem por causa da minha idade. Aqui estou trabalhando muito duro para progredir e ajudar os Wizards no futuro.

E em relação ao jogo dentro da quadra?
Aqui o jogo é um pouco mais lento, mas ainda se corre bastante porque os jogadores são jovens e bem preparados fisicamente.

Existem muitas diferenças logísticas ou de estilo de vida entre a NBA e a D-League?
Todos sabem que na NBA os jogadores se hospedam em hotéis de luxo, cada equipe tem o seu próprio avião privado, e etc. Mas aqui também temos comodidades. Talvez à única grande diferença seja que viajamos em vôos comerciais, mas em geral isso não me importa. Eu sou muito tranqüilo e me concentro mais em jogar basquete do que na vida exterior.

Você mantém contato com o pessoal dos Wizards?
Sim, sempre estamos nos comunicando. Eles acompanham cada uma das minhas partidas, o progresso que tenho tido, e também sabem de tudo o que acontece fora da quadra.

Quando você acha que é o momento oportuno para voltar aos Wizards?
Estou tranqüilo aqui, não tenho pressa. Prefiro terminar a temporada muito bem, e estar bem preparado para a próxima temporada.

Como tem sido a vida fora de Porto Rico? O que é que mais sente falta?
Bom, como tudo tem sido um processo de adaptação à vida em Washington primeiro e agora aqui, sinto muita falta da minha família. Nunca havia separado antes deles, e sempre espero que cheguem as férias ou qualquer oportunidade para compartir esse tempo com eles.

Quem é o seu melhor amigo e maior conselheiro nos Wizards?
Todo o pessoal da equipe sempre tem estado muito atencioso comigo. Talvez entre os jogadores quem mais me tenha ajudado e aconselhado tem sido o Antawn Jamison.

O que você acha da transferência do Carlos Arroyo aos Magic?
Acho que é bom para ele e para os fãs de Orlando, porque tem muitos porto-riquenhos e hispanos vivendo nessa cidade e que podem o apoiar.

Você tem planos de jogar na seleção este ano?
Sim, essa é a idéia.

Qual tem sido a maior surpresa que você tem encontrado na D-League?
Em geral toda a liga e o ambiente é muito agradável. O que não esperava eram o reconhecimento e o apoio das pessoas. Nas ruas me recolhessem e me pedem autógrafos. O carinho deles te motiva para jogar e fazer as coisas boas pela sua equipe.

Como você tem melhorado o seu jogo deste que chegou a D-League?
Tenho melhorado em todos os sentidos. Agora estou trabalhando muito nos meus lançamentos, nos movimentos como pivô, nos lances livres, e acho que estou correndo melhor em quadra.

Qual seria o seu conselho para um jogador que seja transferido da NBA a ‘D-League’?
Definitivamente você deve aceitar vir aqui. É uma boa experiência. Você aprende bastante e trabalha no seu jogo. Quando é hora de volta a NBA, você pode ir confiante que poderá ajudar muito a sua equipe.

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