Em 2004-2005, o Suns foi a surpresa da NBA, passando de 29 vitórias para 62 depois da aquisição de Steve Nash para orquestrar um estilo de jogo veloz e incansável. Em 2005-2006, embora tenham caído de 62 para 54 vitórias, o Phoenix foi novamente uma grande surpresa, principalmente porque foram capazes de superar as contusões que Amaré Stoudemire sofreu no joelho e que limitaram este grande jogador a três partidas, e o time voltou às finais do Western Conference.

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Leandro Barbosa.
NBAE/Getty Images
Com certeza, o Phoenix poderia apresentar uma outra temporada de sucesso e de basquetebol rápido e criativo, mesmo se Stoudemire, que voltará ao Suns depois de obter uma média de 20,7 pontos nos três jogos de verão da liga, e depois de ter treinado com o Team USA em Las Vegas, ainda não tiver atingido 100% da sua antiga forma.

Mas não se deixe enganar; qualquer aspiração ao título de campeão no Vale do Sol depende inteiramente do retorno à boa forma física e capacidade de explosão do jovem pivô que completará 24 anos no dia 16 de novembro.

Administrar o retorno de Stoudemire pode se tornar a parte mais difícil do trabalho do Treinador e Gerente Geral Mike D’Antoni como ele mesmo declarou ao Arizona Republic: “Podemos vencer 55 a 60 jogos se ele não participar. O difícil vai ser se ele voltar no meio da temporada. Se ele tiver problemas, poderemos enfrentar alguns momentos difíceis. E isso pode afetar negativamente uma equipe.”

Felizmente para D’Antoni, ele deve ser capaz de evitar qualquer catástrofe graças a Nash, o jogador mais valioso (MVP) da NBA, que é o capitão da equipe. O armador canadense melhorou a sua média de 15,5 para 18,8 em 2005-06 para compensar a ausência de Stoudemire, ao mesmo tempo que liderou as assistências no campeonato (10,5) ao levar o Phoenix à liderança da liga com 108,4 pontos por jogo.

O incrível é que, embora Nash fosse o MVP da liga, foi um companheiro seu de equipe, Shawn Marion quem liderou o Suns em pontos, rebotes, bolas roubadas e bloqueios! Um dos três jogadores a obter um média acima de 20 pontos e 10 rebotes na última temporada (Kevin Garnett e Elton Brand foram os outros dois), Marion é o jogador de defesa mais versátil do time e deve continuar a apresentar um desempenho discreto e silencioso.

Depois de grandes mudanças na equipe nos dois anos anteriores, o Phoenix permaneceu praticamente a mesma equipe neste verão. Tim Thomas, que veio integrar o time no dia 3 de março, melhorou muito o desempenho do Suns depois das contusões sofridas; assinou com o Clippers, ao mesmo tempo que Eddie House levou seu ataque instantâneo para Nova Jersey. Para substitui-los o Suns assinou contrato com dois jogadores, Marcus Banks e Jumaine Jones que podem crescer muito jogando com D’Antoni.

O Phoenix volta com o trio internacional que surgiu na última temporada e que foi vital para a continuação do sucesso do time. O francês versátil Boris Diaw, foi o jogador que mais progrediu na NBA depois de atingir uma média de 13,3 pontos, 6,9 pontos de rebotes e 6,2 pontos assistência; o “Brazilian Blur”, Leandro Barbosa, que acelerou para uma média de 13 pontos em apenas 28 minutos por jogo e Raja Bell (Ilhas Virgens), que trouxe para a equipe a fibra muito necessária, além de aumentar a média de pontos por jogo para 14,7.

De volta também, o bombardeador maluco James Jones e Kurt Thomas, cujas habilidades de defesa fizeram muita falta depois dele ter quebrado o pé.