Nas Suas Palavras: Jermaine O’Neal (Indiana Pacers)
Como tem mudado a equipe desde a saída do Ron Artest?
A equipe tem mudado para a melhor. Não necessariamente porque o Ron seja uma má pessoa ou que foi uma má influencia para a equipe. Mas se falou tanto sobre a sua transferência e a operação levou tanto tempo que muitos pensavam que toda a equipe iria com ele. Vários jogadores têm casas em Indiana. Eles se sentem cômodos aqui. Houve um pouco de nervosismo no grupo porque diziam que vários jogadores se iriam nessa operação, mas tudo isso passou e a mentalidade de todos agora está em ter uma boa pós-temporada.
E por outra parte, o que pode dizer da chegada do Peja Stojakovic?
Tem sido muito positiva a sua chegada. O Peja é um jogador experiente, com vários anos jogando na NBA a um grande nível. É uma estrela e tem muito talento. O seu apoio será definitivo no nosso esquema dentro da quadra. Ademais, ele é uma grande pessoa, o que é bom porque é importante que todos nós entendemos uns aos outros.
Este ano os Pacers somaram um jogador de grande prestigio internacional como o é Sarunas Jasikevicius, o que nos pode comentar a respeito disso?
Ele é um grande jogador. Ele tem muito conhecimento apesar de ser um novato na NBA. O ‘Saras’ tem muita experiência. Ele tem muitíssimo talento, é um grande arremessador e é uma máquina de fazer assistências, algo que realmente necessitamos. Acho que ele terá uma boa carreira na NBA porque ele tem muitas ferramentas que o convertem em um jogador completo.
Come você se sente ao jogar cada partida e saber que o Reggie Miller não está mais ao seu lado?
Isto tem sido um processo que comecei a entender desde o final da temporada anterior. Tem sido relativamente fácil, sobre tudo porque o Reggie assegurava 100 vezes por semana que ele não estaria conosco nesta temporada, assim que estávamos preparados. É uma nova era na equipe. O Reggie não está mais conosco e devemos representar esta franquia da melhor maneira. Temos muito bons jogadores como o Stephen Jackson ou o Freddie Jones, quem sabe não serão tão bons definidores de partidas como era o Reggie, mas eles definitivamente agora terão essa responsabilidade.
O que precisa para que os Pacers cheguem ás finais?
Dedicação, preparação e concentração. Se conseguirmos ter tudo isso, ninguém nos poderá deter porque temos uma equipe muito talentosa. Se não estivermos preparados para o que vem, não conseguiremos chegar a nossa meta original.
Você é um dos jogadores famosos desta equipe, como é para você sair na rua em Indiana?
As pessoas demonstram muito carinho na cidade. Fazem-me sentir em casa. As vezes se junta muita gente pedindo autógrafos ou fotografias, e os atendo na medida do possível porque elas me apóiam e me fazem sentir muito carinho.
Indiana é uma cidade com muita tradição no mundo dos esportes. Você tem contato com outros jogadores profissionais como os Colts (futebol americano)?
Sim, conheço-os e as vezes saímos com alguns integrantes dos Colts como o Peyton (Manning), o Edgerrin (James), o Marvin (Temrrison) e o Dwight (Freeney), entre outros. Gostamos de apoiar uns aos outros. Eles vão aos nossos jogos e nós tentamos ir nos jogos deles. Acho que tem uma grande afinidade entre ambas as equipes.
Você já faz parte das figuras que participam no Jogo das Estrelas, o que nos pode contar do seu primeiro recordo neste evento?
É uma sensação incrível. A minha primeira vez foi em Filadélfia (2002), e recordo que não podia nem dormir na noite anterior do jogo. Estava vivendo muitas coisas novas e o único que esperava era sair na quadra fazendo ‘dunks’ (enterradas) em todos os jogadores e demonstrando que eu merecia estar ali. É algo que não se esquece.
Você jogou ao lado do Michael Jordan na edição de Atlanta (2003) -- quem é um dos seus ídolos…
É verdade, foi o seu último All-Star. Foi muito emocionante jogar ao seu lado e ademais tive a sorte que ele me deu os seus tênis com o seu autografo. Inclusive lhe pedi o seu uniforme, mas me disse que queria conservá-lo como recordo. Ele é o melhor jogador na história deste esporte e ninguém pode negar a influencia que ele tem tido em todos nós, especialmente em mim. Esse presente teve um grande significado para mim.
Continuando com as estrelas. Se tivesse que escolher um jogador para que realizasse um grande arremesso no final de uma partida, quem seria?
Sem dúvida o Kobe Bryant.
E se tivesse o poder de adicionar um jogador para a equipe dos Pacers?
O Steve Nash.
E um jogador que não pode faltar em um hipotético jogo de despedida?
Tomara que eu esteja muito velho quando me aposentar (risos), mas teria que ser o Shaquille O’Neal.
Quem é o jogador mais divertido dos Pacers?
O Stephen Jackson. A energia que ele mostra na quadra é a mesma que ele demonstra na hora de fazer brincadeiras. Ele não se cansa. Ele é um cara muito engraçado.
























