Adriano Albuquerque é jornalista esportivo e serviu como editor e repórter do site BasketBrasil (http://www.basketbrasil.com.br) por cinco anos, entre 2005 e 2010. Já passou pelas redações do diário LANCE! e do site Globoesporte.com, e cobriu diversos esportes como basquete, futebol americano, futebol, beisebol, streetball, tênis, vôlei e natação. Também foi assessor de imprensa da Federação de Futebol Americano do Rio de Janeiro e do Botafogo Mamutes. Atualmente, cobre MMA para o SporTV.com. É torcedor do Detroit Pistons desde os tempos dos Bad Boys de Isiah Thomas, Joe Dumars e Bill Laimbeer.

O Futuro de Leandrinho

Foi mais um prazo de trocas morno na NBA, com promessas de transações envolvendo nomes grandes como Josh Smith, Al Jefferson, Paul Pierce, Kevin Garnett e Monta Ellis, mas que teve apenas "carregadores de piano" mudando de casa no final do dia. Mesmo assim, para o Brasil, surgiu uma notícia interessante: os dois primeiros brasileiros a serem selecionados na primeira rodada de um draft, Nenê e Leandrinho, agora serão companheiros de equipe. O ala-armador foi enviado para o Washington Wizards do ala-pivô, numa troca que levou Jordan Crawford para o Boston Celtics.

Isso significa pouco, porém. Após sofrer uma ruptura no ligamento cruzado anterior do joelho esquerdo, Leandrinho está descartado do restante da temporada regular e, no momento, se recupera da lesão no Brasil. Seu contrato se encerra ao final do semestre; portanto, o sonho de vê-lo atuar ao lado de Nenê em uma equipe da NBA dificilmente será realizado. A maior possibilidade é que o Wizards use o espaço na folha salarial aberto pela expiração do contrato do ala-armador e de seu companheiro de troca, Jason Collins, para perseguir free agents ou escolhas altas no draft. Em 2013, a classe de jogadores com passe livre pode incluir Chris Paul, Dwight Howard, Josh Smith e Al Jefferson, entre outros. Incluindo Leandrinho e Collins, o Wizards tem agora seis jogadores cujos contratos se encerram neste ano, liberando cerca de US$ 5,5 milhões em salários, suficiente para adquirir um jogador de médio porte. O time também tem uma exceção de troca no valor de US$ 1,7 milhão que deve ser usada até o fim do semestre, o que aumenta as chances de uma transação antes ou durante o draft.

Não dá para dizer que foi um "ano para se esquecer" para Leandrinho - o brasileiro jogou no Boston Celtics, time mais campeão da história da NBA, ao lado de Kevin Garnett, que virou seu "migo", e outras feras - mas certamente é um daqueles anos de "E se..." O jogador paulista poderia ter jogado no Los Angeles Lakers sob o comando de seu técnico favorito, Mike D'Antoni, não fosse uma lambança de seus antigos empresários. No Celtics, encontrou uma concorrência enorme de armadores - Rajon Rondo, Avery Bradley, Courtney Lee e Jason Terry - o que deixou seu tempo de quadra inconstante e atrapalhou seu ritmo. Quando começava a se encaixar na ausência do também lesionado Rondo, sofreu a lesão, e o profundo plantel de armadores do Boston, de súbito, precisava de uma nova peça, que seria Jordan Crawford, obtido na troca com Leandro e Collins.

Analisando o elenco do Wizards, time que conseguiu deixar de ser o pior de todos os tempos para ser apenas medíocre desde que John Wall e Nenê retornaram, Leandrinho poderia se encaixar bem. É um time que joga em velocidade e que poderia usar sua experiência, saindo do banco para dar descanso a Wall e Bradley Beal. Sua proximidade com Nenê também ajudaria a manter o ala-pivô, segundo jogador mais caro da equipe, feliz e motivado. Entretanto, armador e ala-armador é algo que, atualmente, não falta na NBA, e a classe de free agents deste ano está repleta deles. Se pensar em CP3 é irreal para Washington, há muitos nomes como Devin Harris, Darren Collison, OJ Mayo, Jarrett Jack, DJ Augustin, Tony Allen e outros que custariam pouco e dariam ao time o que precisa: defesa e mudança de ritmo. Isso sem falar no draft, que deve ser novamente o centro das ações do time, como tem sido nos últimos anos.

A dupla com Nenê parece distante, mas seguir na NBA não parece um sonho impossível para Leandrinho. Apesar de ter sofrido para fechar um contrato neste ano, o paulista poderia assinar mais um contrato de um ano pelo salário mínimo com outros times, inclusive o Lakers, se D'Antoni continuar como treinador. Por outro lado, também parece um bom momento para ele voltar de vez ao Brasil, como sugeriu o blogueiro Vagner Vargas, do Globoesporte.com, e trazer mais mídia e qualidade técnica ao NBB. Aqui, ele seria disparado a maior estrela e poderia aproveitar oportunidades de marketing que, apesar do glamour de jogar na NBA, não desfruta no momento.

A Grande Troca

A maior troca do fim da janela de transações foi, indiscutivelmente, a que mandou o jovem Thomas Robinson, quinto escolhido no draft do ano passado, para o Houston Rockets. O Sacramento Kings, lotado de pivôs e alas-pivôs jovens, desistiu rápido de T-Rob, que disputou com Anthony Davis o prêmio de Melhor Jogador Universitário em 2012. A franquia californiana, em meio a um processo de venda para um grupo de Seattle, mandou ainda Francisco Garcia e Tyler Honeycutt (quem?) para o Texas e recebeu os alas Patrick Patterson e Cole Aldrich e o armador Toney Douglas.

Soa como uma daquelas trocas de que o Kings vai se arrepender por anos. Robinson realmente não impressionou até aqui em 51 jogos - médias de 4,8 pontos e 4,7 rebotes em cerca de 16 minutos, incluindo um atroz 57,7% na linha de lance livre - mas muito disso se deve à falta de tempo de quadra em Sacramento e à completa zona que é aquele time atualmente. Robinson, que completa 22 anos em março, entra agora num clube que briga pelos playoffs e tem um buraco em sua posição. É um elenco para o futuro, com apenas dois jogadores - Carlos Delfino e, agora, Francisco Garcia - com mais do que três anos de experiência na NBA. Ou seja: o ala-pivô tem tempo para se desenvolver. E, melhor ainda, seu novo treinador é um dos melhores que já jogaram na posição: Kevin McHale, ex-Boston Celtics.

Sacramento até melhora com a troca - Patterson é um complemento melhor para a equipe do que Robinson - mas a absoluta zona que domina o time, em que os jogadores mandam mais que o técnico, é uma assassina de esperanças. Enquanto o processo de troca de comando da franquia não terminar, é difícil pensar no futuro da equipe.

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