Adriano Albuquerque é jornalista esportivo e serviu como editor e repórter do site BasketBrasil (http://www.basketbrasil.com.br) por cinco anos, entre 2005 e 2010. Já passou pelas redações do diário LANCE! e do site Globoesporte.com, e cobriu diversos esportes como basquete, futebol americano, futebol, beisebol, streetball, tênis, vôlei e natação. Também foi assessor de imprensa da Federação de Futebol Americano do Rio de Janeiro e do Botafogo Mamutes. Atualmente, cobre MMA para o SporTV.com. É torcedor do Detroit Pistons desde os tempos dos Bad Boys de Isiah Thomas, Joe Dumars e Bill Laimbeer.

Valeu cada segundo

A NBA demorou muitos anos para realizar seu primeiro jogo em solo brasileiro. A espera, porém, valeu a pena. O NBA Global Games Rio teve grandes jogadores, grandes jogadas, um resultado decidido nos segundos finais e um verdadeiro espetáculo dentro e fora de quadra, no padrão que tornou a liga americana de basquete um exemplo para todos os campeonatos esportivos do mundo. Mas valeu por muito mais do que isso.

Para quem pôde acompanhar a rotina de Chicago Bulls e Washington Wizards por toda a semana, foi uma experiência única. Na superfície, parece um treino de basquete como qualquer outro, mas logo nota-se que, mesmo sendo pré-temporada ainda, a intensidade é outra. Ver a ênfase que Tom Thibodeau coloca na defesa mesmo no treino, e os exercícios para trabalhar reação e velocidade, realmente te faz entender porque ele é um dos melhores treinadores da NBA.

Para quem pôde observar esses treinos, ver o time executando tudo em quadra foi uma coisa linda. Dava para ver cada jogada trabalhada no treino sendo realizada, a memória muscular dos jogadores repetindo com perfeição tudo o que foi trabalhado durante a semana.

Alguns vão implicar que Derrick Rose e Joakim Noah não jogaram, por opção dos treinadores, e vão reclamar que não havia nenhum All-Star em quadra. Porém, não se engane: um jogo de NBA é completamente diferente de um jogo de basquete comum. Os jogadores são todos maiores, mais atléticos, mais rápidos. E apesar de alguns também reclamarem que a liga valoriza demais isolações e jogadas individuais, a consciência tática dos times é impressionante, e os jogadores respeitam as jogadas desenhadas por seus treinadores. Novamente, quem viu os treinos, sabe disso.

Não houve Rose nem Noah, mas muitos dos caras em quadra no sábado mostraram potencial para, no futuro, serem All-Stars, ou pelo menos muito bons jogadores. Jimmy Butler deu a impressão de que está pronto para assumir um papel mais importante no Bulls, e Tom Thibodeau o recolocou no final para garantir que o time segurasse a reação do Wizards, sinal de sua confiança no ala. Taj Gibson também mostrou vasta melhora e praticamente apresentou seu desafio a Carlos Boozer pela posição de titular no garrafão. Pelo que Chicago jogou até o último quarto, quando cansou e usou reservas na maior parte do tempo, e pelo que Rose e Noah vão acrescentar uma vez que voltarem, pode ser que o público presente à HSBC Arena esteja dizendo em junho de 2014 que viu os campeões da NBA antes de sua campanha vitoriosa.

O Wizards começou devagar, talvez sentindo a responsabilidade de ser o "time da casa" - Nenê certamente parecia nervoso, arremessando cedo mais do que costuma fazer e errando algumas bolas que normalmente encestaria - mas mostrou que tem potencial para disputar os playoffs neste ano. John Wall decepcionou e não jogou tudo o que se esperava dele, mas Bradley Beal pareceu pronto para a responsabilidade aumentada que vai receber neste ano, marcando os primeiros sete pontos da equipe, e o time tem bons valores jovens como Glen Rice Jr, Jan Vesely e Kevin Seraphin. O "nômade" Martell Webster também se mostrou no melhor de sua forma. Quando Emeka Okafor, Otto Porter Jr. e Al Harrington voltarem de lesão, o elenco ficará bem forte.

Tão bom quanto o jogo foi a experiência NBA. Ficou claro que mesmo no Brasil, onde as torcidas são ativas e gritam bastante por toda a partida, o lado de entretenimento pode funcionar, se for bem feito. Houve muitas promoções, câmera de dança no telão, show de enterradas no intervalo, e cheerleaders - que tentaram conquistar o público dançando "Show das Poderosas", da Anitta, e receberam um aplauso pelo esforço. Os mascotes é que roubaram a cena. G-Wiz e Benny the Bull distraíram o público mesmo enquanto o jogo rolava na quadra, com muitas brincadeiras com os seguranças da arena. Eles arrebataram o público quando entraram em suas formas infláveis para dançar na quadra. No meio das tradicionais músicas de hip hop que eles dançam, pintou um samba, e os dois mascotes dançaram juntos. A galera foi à loucura. Homenagem melhor ao Brasil e ao Rio, não havia.

A quem não foi, fica a dica: não perca o próximo. A HSBC Arena ainda é a única arena equipada para receber os jogos, mas a nova arena do Palmeiras, o Allianz Parque, é uma possibilidade para o futuro uma vez que ficar pronta, no primeiro trimestre de 2014, e há otimismo que um novo ginásio em Fortaleza e um Mineirinho reformado também tenham condições de sediar um jogo. Agora, é esperar novamente, mas, pelo que tudo indica, será um tempo bem mais curto do que o que esperamos para esta estreia.

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