Adriano Albuquerque é jornalista esportivo e serviu como editor e repórter do site BasketBrasil (http://www.basketbrasil.com.br) por cinco anos, entre 2005 e 2010. Já passou pelas redações do diário LANCE! e do site Globoesporte.com, e cobriu diversos esportes como basquete, futebol americano, futebol, beisebol, streetball, tênis, vôlei e natação. Também foi assessor de imprensa da Federação de Futebol Americano do Rio de Janeiro e do Botafogo Mamutes. Atualmente, cobre MMA para o SporTV.com. É torcedor do Detroit Pistons desde os tempos dos Bad Boys de Isiah Thomas, Joe Dumars e Bill Laimbeer.

Peça central para Miami

Nesta terça-feira, o Miami Heat dá as boas-vindas de volta a Chris Bosh com muito alívio. Não que o desafio de enfrentar o lanterna New Jersey Nets exija muitos reforços - e se exigir, vai ser na armação para segurar Deron Williams - mas porque os dois jogos que Miami fez sem Bosh na semana passada provaram que o ala-pivô é uma parte tão importante de seu esquema quanto LeBron James e Dwyane Wade.

Lembra como no ano passado todos comentavam que faltava um pivô ao Heat? Sem Chris Bosh, a situação é ainda pior. CB1 faz a maior parte de seu estrago no cotovelo do garrafão e no poste baixo, sem entrar tanto na área pintada, mas sua mera presença ocupa um dos pivôs adversários e o impede de dobrar em cima de LeBron e D-Wade. Contra o Utah Jazz e o Los Angeles Lakers, a "dupla dinâmica" do Miami se viu frequentemente cercada por Al Jefferson, Paul Millsap, Andrew Bynum e Pau Gasol ao tentar se aproximar do garrafão. Com quem os pivôs vão se preocupar, Joel Anthony? Udonis Haslem?

Haslem, coitado, é um cara raçudo, muito útil com seu arremesso de meia distância do cotovelo direito, mas não é um titular à altura deste time, precisa vir do banco. Ele não deve, e provavelmente não quer, ser colocado ao mesmo nível que James e Wade. Mesmo sendo um chute que ele acerta com regularidade, Haslem não tinha de dar o último arremesso no jogo contra Utah, o nervosismo do momento é muito diferente de acertar o mesmo lance no segundo ou terceiro quarto. Se Bosh estivesse ali, era outra situação - ele era o "fechador" de jogos em Toronto e está acostumado a esta pressão. Mesmo quando seus números não mostram, CB1 facilita o jogo para seus companheiros mais incensados.

Nesta temporada, Bosh foi All-Star com méritos, graças a médias de 18,4 pontos e 8,3 rebotes e a atuações dominantes quando Wade e LeBron estiveram lesionados. Ele merece ser incluído novamente no apelido de "Super Trio" do Miami. Todavia, sua volta não garante que o Heat leva o título; mesmo com Bosh em quadra, a equipe da Flórida ainda tem buracos (criação de jogadas e defesa no interior do garrafão são os dois maiores problemas) que podem ser bem explorados por equipes como Chicago, Oklahoma City, San Antonio, Clippers e Lakers.

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