Adriano Albuquerque é jornalista esportivo e serviu como editor e repórter do site BasketBrasil (http://www.basketbrasil.com.br) por cinco anos, entre 2005 e 2010. Já passou pelas redações do diário LANCE! e do site Globoesporte.com, e cobriu diversos esportes como basquete, futebol americano, futebol, beisebol, streetball, tênis, vôlei e natação. Também foi assessor de imprensa da Federação de Futebol Americano do Rio de Janeiro e do Botafogo Mamutes. Atualmente, cobre MMA para o SporTV.com. É torcedor do Detroit Pistons desde os tempos dos Bad Boys de Isiah Thomas, Joe Dumars e Bill Laimbeer.

Fique de olho!

O dia chegou, gente! A temporada 2012/13 da NBA começa nesta terça-feira, e desta vez, nem o locaute, nem o terrível Furacão Sandy, vão causar uma espera prolongada por jogos - até a manhã desta terça, os jogos entre Cavaliers e Wizards, em Cleveland, e Heat e Celtics, em Miami, estavam confirmados, e apenas o duelo de quinta-feira entre Brooklyn Nets e New York Knicks na nova arena de Nova Iorque, Barclays Center, permanecia em dúvida, visto que o Nordeste americano foi o mais afetado pelas tempestades.

Nossas orações vão para as vítimas deste fenômeno da natureza. Mas neste espaço, falamos de basquete e, mais especificamente, de NBA. Teremos cinco meses e meio de temporada até o início dos playoffs, mais dois meses de pós-temporada, e muitas histórias para acompanhar. Eis as 10 que merecem maior atenção, na minha opinião:

1. Lakers, Lakers, Lakers
Ano sim, ano também, o Los Angeles Lakers é o time mais discutido da NBA. Ame-o ou odeie, sem meio termo, todos falam do Lakers com paixão. Este ano, com motivo extra: a equipe se reinventou novamente com mais uma offseason de múltiplas transações. Kobe Bryant, Ron Artest e Pau Gasol receberam os reforços de Steve Nash, melhor armador ofensivo da última década, e Dwight Howard, melhor jogador defensivo dos últimos cinco anos e melhor pivô da liga. Não foi só isso: o banco também melhorou, com as chegadas de Antawn Jamison, Chris Duhon e Jodie Meeks.

Os torcedores do Lakers já querem que a NBA entregue logo o troféu Larry O'Brien. Mas calma lá: primeiro, precisamos descobrir se o time de All-Stars roxo-e-dourado está mais para Showtime dos anos 80, ou mais para o experimento falido de 2004, quando Gary Payton e Karl Malone se juntaram a Kobe e Shaq, chegaram às Finais aos trancos e barrancos e terminaram derrotados pelo Detroit Pistons. Nash está em fim de carreira, Howard está retornando de cirurgia nas costas e Kobe já começa a temporada com uma lesão no pé direito. Minha aposta é que o Lakers vai se encaixar lindamente, orquestrado pelo técnico Mike Brown (sim, você leu essa frase), e será forte candidato ao título. Mas o caminho para a 18ª bandeira de campeão passa pelo Rei...
2. LeBron James após o primeiro título
Visto o que jogou nos playoffs em maio/junho e nas Olimpíadas de Londres, LeBron James enfim merece o apelido de Rei da NBA. Mas como será que ele vai reagir a ter o "macaco tirado das costas"? A maior crítica que ele recebia era que não conseguia conquistar o anel; agora que ele já tem a jóia, vai se acomodar? Vai voltar melhor ainda? Será ele capaz de repetir o verão de 2012? BronBron já voltou dizendo que quer ser o "melhor da história", e todos lembram de sua infame declaração, ao chegar em Miami, de que não estava ali para ganhar "só um, só dois, só três, só quatro, só cinco, só seis, só sete" títulos. Veremos se a fome de James é mesmo do tamanho de sua boca.
3. 'No Flopping'
"Flopping" é como os americanos chamam as "cavadas" de falta na NBA. Os "cai-cai" têm sido fonte de muita reclamação na liga nos últimos anos, e nesta temporada, foi anunciado que os "atores" do basquete que forem pegos encenando em quadra serão punidos com multas de US$ 5 mil a US$ 30 mil. Porém, as punições e multas só serão aplicadas após revisão em vídeo, depois dos jogos. Durante as partidas, nada indica que essas faltas cavadas não serão marcadas. Fora isso, o que é uma multa de US$ 30 mil para quem ganha mais de US$ 1 milhão por ano? Será que a nova regra vai diminuir tanto a encenação assim? Veremos como funciona e, se não der certo, falamos um pouco mais disso no futuro.
4. Próximo passo de Oklahoma City
Em 2010, eles perderam por pouco para o Lakers na primeira rodada dos playoffs. Em 2011, foram eliminados pelo Dallas Mavericks nas finais de conferência. Em 2012, chegaram às Finais, mas foram superados pelo Miami Heat. Naturalmente, o próximo passo para o Thunder é conquistar o título em 2013, certo? O problema é que a NBA não é uma ciência exata e os times não seguem à risca uma progressão aritmética ou geométrica. O elenco praticamente não mudou, enquanto seus rivais, em especial o Lakers, se fortaleceram. A maior mudança feita em OKC, na véspera da temporada, foi a troca que enviou sua "terceira peça", James Harden, para Houston. Sexto Homem do Ano em 2011-12, Harden está em seu último ano de contrato e criaria um problema financeiro para a equipe. Com Kevin Martin, jogador enviado pelo Rockets para o Thunder, o time não perde quase nada ofensivamente. Mas será o suficiente para OKC dar o próximo passo?
5. O Brasil na NBA
Foi por pouco! Mas o Brasil começa a temporada com seu recorde de jogadores inscritos na liga: seis! Leandrinho assinou praticamente no último minuto com o Boston Celtics, e Scott Machado foi preservado no elenco do Houston Rockets após os últimos cortes da pré-temporada. Eles se juntam a Nenê (Washington Wizards), Anderson Varejão (Cleveland Cavaliers), Tiago Splitter (San Antonio Spurs) e Fabrício Melo (Celtics). A marca é legal, mas a expectativa para suas participações não é tão grande. Varejão será, sem dúvida, parte importantíssima de um Cavs que vai brigar para voltar aos playoffs, mas terá a sombra do segundoanista Tristan Thompson e do novato Tyler Zeller. Nenê também é parte importante do esquema do Washington Wizards, mas a fasciite plantar que o incomoda desde os treinos da seleção brasileira vai continuar o atrapalhando por toda a temporada - ele é dúvida para a estreia desta terça. Splitter foi uma decepção nas Olimpíadas de Londres e parece mesmo ter perdido a confiança em San Antonio. O pivô começa a temporada como reserva de Boris Diaw (sim, aquele Boris Diaw, que fisicamente lembra Charles Barkley pós-aposentadoria) e dividindo minutos com DeJuan Blair e Matt Bonner. Melo é um projeto do Celtics, está atrás de Kevin Garnett, Jason Collins e Darko Milicic na fila de pivôs e vai passar mais tempo na D-League do que na própria NBA. O mesmo provavelmente vai acontecer com Scott Machado, embora eu acredite que ele está subindo no conceito de Kevin McHale e será parte da rotação até o final da temporada. Leandrinho foi adicionado ao elenco do Celtics no final da pré-temporada e tem muita competição na posição 2: Courtney Lee, Jason Terry, Avery Bradley, Keyon Dooling e Dionte Christmas. Meu desejo, claro, é que os brasileiros superem todos seus obstáculos e façam bonito na temporada.
6. A Batalha de Nova Iorque
Agora que o Nets oficialmente está em Nova Iorque, representando o bairro de Brooklyn (é o único time que leva o nome de um bairro na NBA), teremos uma rivalidade mais intensa entre os dois times da "Grande Maçã". O Knicks já é parte da fábrica da cidade, mas o Nets está numa das áreas mais populares, é a novidade no pedaço e ainda apresenta um time que pode ser tão competitivo ou mais que os Knickerbockers, ainda mais com a polêmica aposta deste último em "experiência" (elenco mais velho da temporada). Espere jogos intensos entre os dois rivais.
7. Divisão Atlântico
Não faz muito tempo que a Divisão Atlântico tinha apenas o Boston Celtics ou o New Jersey Nets como legítimo candidato aos playoffs e um monte de portas. Não em 2012-13: o Celtics conseguiu recarregar as forças e voltar como força na briga pelo título por mais um ano; o Nets vem revigorado pela mudança para o Brooklyn e por um elenco ancorado por Deron Williams e Joe Johnson; New York tem Carmelo Anthony e Amar'e Stoudemire dispostos a provar de uma vez por todas que podem dar certo juntos; o Philadelphia 76ers tem o melhor pivô do Leste em Andrew Bynum e um time que chegou às semifinais do Leste no ano passado; e o Toronto Raptors é uma zebra indigesta, reforçada por Kyle Lowry na armação e com dois pivôs europeus perigosos: Andrea Bargnani e Jonas Valanciunas. Pode ser a divisão mais acirrada da NBA.
8. Sequelas da temporada reduzida
Os jogadores tiveram uma pré-temporada inteira desta vez para se preparar, mas o impacto do locaute e da temporada reduzida de 2011-12, quando as lesões se acumularam devido ao estresse e falta de preparação adequada, ainda é sentido por toda a NBA. Jogadores importantes como Derrick Rose, Ricky Rubio e Chauncey Billups ainda se recuperam de lesões sofridas durante a temporada reduzida e não se sabe quando estarão de volta à ativa. Nenê ainda sofre com a fasciite plantar, outra "herança" do locaute.
9. O fim dos rituais pré-jogo
Essa passou meio despercebida, mas a NBA, numa tentativa de reduzir os tempos dos jogos, resolveu criar um limite de 90s entre o fim dos anúncios das escalações e o tapinha inicial. Isso deve mudar vários rituais pré-jogo de jogadores, que vão ter de se apressar para entrar em quadra. Dê adeus aos cumprimentos malucos e danças curiosas de jogadores como LeBron, Dwyane Wade, Dwight Howard, entre outros.
10. O começo do fim de David Stern
O comissário da NBA, David Stern, anunciou na semana passada que vai se aposentar em 2013-14, após 30 anos na função. Stern teve seus pontos polêmicos, uma postura às vezes discutível perante jogadores e mídia, mas não há dúvidas que é um dos melhores dirigentes da história do esporte profissional e um dos grandes responsáveis pelo sucesso da NBA em escala global. Sua ausência será sentida após 2014. Será que o prazo de validade do comissário vai tornar os fãs mais carinhosos e saudosos com ele? Stern já deixou sua marca, mas será que ele vai querer inventar ainda mais nos próximos dois anos para mudar seu legado? E o que está em seu futuro? Uma transição para a Fiba? De qualquer forma, vale a pena ficar de olho.

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Vídeo

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