Thiago Anselmo é estudante de jornalismo. Começou a acompanhar basquete em 2006 e foi por causa do amor pelo esporte da bola laranja que decidiu trabalhar com jornalismo. Criador do NBA-Etc-eTal e do Papo Basquete, também escreveu para o BasketBrasil. Entre 2009 e 2010, juntamente com mais dois apaixonados pelo basquete, foi pioneiro na criação da primeira revista eletrônica dedicada ao basquete mundial, a Lance-Livre. Atualmente é colaborador da NBA Brasil e responsável pelo twitter oficial da NBA Brasil (@NBABrasil) desde o ano de 2012.

Nenê, o pivô que abriu as portas para o Brasil na NBA

Selecionado pelo New York Knicks na sétima posição do Draft da NBA de 2002, Nenê logo foi trocado para atuar no Denver Nuggets. Lá, fez história como um importante jogador da franquia nesse século.

É o brasileiro que há mais tempo atua na liga e, atualmente, é o pivô e um dos principais nomes, junto com John Wall, do time do Washington Wizards, franquia da capital estadunidense.

Com uma média de 12,6 pontos e 6,6 rebotes por jogo, Nenê foi o nome do time nessa temporada. A equipe que vinha mal no começo da temporada, perdendo todas, começou a se reerguer quando o brasileiro voltou de uma lesão.

Agora, com os Wizards fora dos playoffs dessa temporada, o tempo será primordial para colocar ordem na casa para que na próxima eles possam voltar com mais força e, quem sabe, conseguir uma vaga para as fases finais da NBA.

O NBA Brasil, por meio de sua fan page no facebook, pediu para que os fãs da NBA enviassem perguntas para que fizéssemos ao brasileiro. Selecionamos as melhores e batemos um papo com ele em sua passagem por New York, quando estava com o time para enfrentar os Knicks.

Confira abaixo como ficou essa conversa!

NBA Brasil (Fernando Ricciardi): O que falta para os Wizards serem um time de playoffs?

Nenê: Precisamos de muitas coisas. Precisamos de consistência. Precisamos de reservas e precisamos aprender o jogo. Todos os dias precisamos aprender algo.

NBA Brasil (Ricardo Antônio): Qual é a sensação de participar do primeiro jogo da NBA no Brasil?

Nenê: Significa muito para mim. Porque, quando eu cheguei aqui, eu só tinha apoio de algumas pessoas. Muitas pessoas (quando eu ainda era pequeno) diziam que eu era como qualquer outro cara que quer tentar e conseguir. Toda a glória eu devo à Jesus Cristo. Ele me deu esse jogo de exibição. Esse jogo é para mim uma grande resposta a todo o trabalho árduo que eu tenho feito esses anos. Agora posso estar em meu país, com o meu time lá e ser o primeiro cara a jogar um jogo de exibição da NBA no Brasil.

NBA Brasil (Almir Felin): Qual a importância do jogo da NBA no Brasil, no qual você irá participar, para popularizar mais o basquete no país?

Nenê: O basquete está melhorando no Brasil. A NBA está prestando atenção agora na América do Sul porque tem bastante talento lá. É uma boa oportunidade para os fãs, para verem os jogadores de perto e para que possamos mostrar o quão fantástico é a NBA.

NBA Brasil (Guilherme da Matta): Como foi a transição de Denver para Washington depois de tanto tempo jogando pelos Nuggets?

Nenê: Foram muitos anos que joguei com aqueles caras. Jogamos juntos e nos conhecíamos. Infelizmente não fomos bem sucedidos, mas estou muito feliz de ver os Nuggets jogarem no nível que estão jogando agora. O que eu posso fazer é trazer toda a experiência que eu tenho e tentar melhorar (os Wizards).

NBA Brasil (João Pedro): Qual é o sentimento de levantar todo dia e está disputando na maior liga de basquete do planeta, jogando contra LeBron James, Kobe Bryant, Kevin Durant, entre outros?

Nenê: É um presente. Da mesma forma que Deus me deu uma oportunidade, ele pode dar a qualquer um. É uma ótima oportunidade. Tem que trabalhar bastante e ser humilde. Quando tiver uma oportunidade, aproveitá-la.

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