Nas Suas Palavras: Grant Hill (Orlando Magic)

O Grant Hill é um dos homens mais carismáticos da NBA que continua lutando contra as lesões e o tempo para voltar ao seu nível de competência. O Hill é conhecido na NBA como um dos jogadores com mais classe dentro e fora da quadra e apesar de que não tem disputado um número ideal de partidas nos últimos anos, o seu prestigio continua intacto.

Quantos jogos te restam para que volte a estar a 100%?
Agora não sinto muita dor, mas ainda não estou recuperado totalmente. Acho que demorará mais alguns jogos para poder estar de novo a 100 por cento.

Como você acha que tem mudado o seu papel dentro dos Magic deste ano? E o que você tem que fazer para adaptar de novo a equipe?
Boa pergunta. Ainda continuo me adaptando ao meu papel. O que quero dizer é que esta equipe tem jogado 20 jogos sem mim, e as coisas já estão caminhando e os papeis já estão prontos. Depois chego eu, então tudo tem que se encaixar de novo. Uma grande mudança na equipe tem sido o grande progresso do Dwight Howard, quem foi um novato na temporada anterior. No ano anterior também corremos um pouco mais. Assim que com todas estas mudanças estamos num período de ajustes. Como nos afetará? Ainda não sei, mas de todas as formas eu posso ajudar a equipe a conseguir vitórias. Esse é o meu papel, assim que farei o melhor de mim para que assim seja.

Depois de ter que enfrentar as lesões e largos períodos de tempo longe das quadras, o que te motiva a não se dar por vencido e continuar jogando em vez de pensar em se aposentar?
Ultimamente é o amor e o desejo que tenho de jogar. Ser um atleta profissional realmente é um privilegio, e um dia esse privilégio terminará. Eu quero estar comigo mesmo na hora de me aposentar. Tenho uma perspectiva única disso, pois o meu pai foi atleta profissional e eu vi como ele teve que enfrentar tudo, passar pela aposentadoria e fazer esse ajuste. Mas eu não quero olhar para atrás em 20 anos e ver que não dei uma última oportunidade a minha carreira…. ou quem sabe uma quarta, ou quinta oportunidade. (risos).

Se pudesse jogar contra uma estrela da NBA em um duelo 1-1, contra quem você jogaria e por quê?
Contra o Shaq. Preciso jogar contra o Shaq num um a um. Por quê? Porque ele é o meu vizinho, e necessito estabelecer direitos de hierarquia. Também porque seria um bom teste de tamanho e força x rapidez e habilidade. O Shaq acha que ele é rápido, mas já veremos isso. Ganhar ou perder esse jogo trará muitos risos e seria muito divertido.

Quê diferenças existe entre o seu estilo de jogo agora com os Magic e quando estava com os Pistons?
Quando jogava com os Pistons, eu era mais jovem, tinha mais contato e mais responsabilidades de sair e fazer de tudo. Agora estou um pouco mais velho, e já não tenho que fazer todo esse trabalho, pois conto com a ajuda dos meus companheiros de equipe. Também em Detroit não tive seis cirurgias em seis anos como me tem acontecido aqui em Orlando. Essa não é uma desculpa, é apenas porque estava mais saudável em Detroit.

Os seus companheiros de equipe te deram algum apelido?
Não realmente. Algumas vezes me chamam de “G-Money”, mas acho que já estou muito velho para apelidos. Eles só me chamam de “Grant”, “G” ou “G-Money”.

A parte das terapias, a que outras coisas você se dedica para passar o tempo durante as suas lesões?
Encanta-me ler. Sou um leitor ativo. Na NBA você tem muito tempo livre, entre viajes e treinamentos. E claro, tenho uma filha de quatro anos, que é mais que suficiente para me manter ocupado quando estou fora das quadras.

Quem é o jogador que mais os divertem quando estão no vestuário?
Sem dúvidas é o Keyon Dooling. Ele é o jogador mais divertido da equipe e poderia ser o mais engraçado da liga. Ele constantemente está falando e brincando. Ele é uma grande pessoa para compartir tanto dentro como fora das quadras.

Quem é o seu “dunker” favorito?
Tem muitos bons “dunkers” na liga, mas tenho que ir com o Vince Carter. Eu o vi fazendo o seu primeiro “dunk” na liga, e estive na primeira fila quando ele fez uma enterrada incrível no Jogo das Estrelas em Oakland. Ele também é o meu vizinho, igual ao Shaq, assim que também tenho que estar do seu lado.

Quê mudança você acha que a equipe precisa para voltar à luta pelos primeiros lugares da divisão?
Primeiro, necessitamos nos manter mais saudáveis, o Kelvin Cato e o Keyon estão lesionados. Segundo, acho que não necessitamos grandes mudanças. Devemos trabalhar e unir as nossas forças para depois verificar quais outros tipos de mudanças precisamos. Para esta temporada não temos tido mudanças drásticas na equipe, acho que ainda contamos com o tempo para chegar aos playoffs.

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