Foi a paixão pelos esportes que fez com que esse ex-administrador de empresas resolvesse tornar-se jornalista. Formado pela Universidade
Metodista de São Paulo, já escreveu sobre esportes em vários sites e blogs e hoje é o responsável pelo setor de jornalismo de uma grande empresa
de cosméticos da região do ABCD paulista. Porém, sua grande motivação ainda reside em comentar e escrever sobre eventos esportivos, especialmente
o basquete. É fã e grande colecionador de artigos da NBA desde quando assistiu sua primeira partida ao vivo na antiga Miami Arena há 15 anos.
Estágio ForçadoA temporada da NBA começou com uma grande notícia para nós brasileiros, afinal teríamos nada mais nada menos do que seis atletas representando o país no maior basquete do Mundo, um recorde! No entanto, este recorde durou quase nada, e os rookies Scott Machado (Houston Rockets) e Fab Melo (Boston Celtics) terão que adiar um pouco o sonho de jogar na NBA. Os dois terão que “fazer um estágio” na D-League,uma espécie de Liga de Desenvolvimento da NBA. Muitos jogadores que não encontram espaço na liga (sob contrato ou não) são enviados para a D-League com objetivo de ganharem experiência e mostrarem serviço às franquias da NBA, que muitas vezes já são associadas a algumas destas equipes da D-League. Este foi o caso dos brasileiros que poderão ganhar ritmo de jogo e provar seu talento para os treinadores, coisa que pouco poderiam fazer atuando escassos minutos ou apenas treinando com a equipe, visto que muitas vezes nem no banco de reservas eles ficavam. O Houston enviou Machado para sua filial na D-League, o Rio Grande Valley Vipers, enquanto o Boston também se utilizou de sua filial na liga de desenvolvimento, o Maine Red Claws, para colocar Melo. O que para muitos poderia ser encarado como um “rebaixamento” para os brasileiros acabou surgindo com uma boa oportunidade para o futuro. “Eu não estou frustrado. Não posso desanimar com isso. Pelo contrário, tenho que tirar vantagem disso. Todas as equipes da NBA estarão nos observando na D-League, então toda vez que entrar em quadra vou provar meu valor”, afirmou o armador Scott Machado. Já o pivô Fab Melo concordou com Machado e se mostrou animado: “Eu sou bem positivo com relação a esta mudança. Eu não estava jogando pela equipe, portanto acho que será ótimo para eu atuar com freqüência e assim ganhar mais experiência”. Vale lembrar que muitos outros jogadores tiveram essa passagem pela D-League como essenciais para que hoje tenham espaço garantido na NBA. Vejamos, por exemplo, casos como o do ala Steve Novak que após ser enviado pelo mesmo Houston Rockets ao Rio Grande hoje é dos jogadores mais queridos pela torcida do New York Knicks. O armador Aaron Brooks foi outro que enviado ao Rio Grande pelos Rockets hoje tem minutos preciosos em quadra pelo Sacramento Kings. Outro bom exemplo é do ala Danny Green, do San Antonio Spurs. Green já atuou por três diferentes equipes da D-League e hoje caiu nas graças do treinador Gregg Popovich, algo bastante difícil de acontecer, convenhamos, sendo titular do time texano em diversas partidas. Resumindo, não é o fim do mundo para os brasileiros Machado e Melo, que poderão ser chamados de volta pelas suas equipes da NBA a qualquer momento, apenas mais um desafio, necessário para manter o foco e servir de motivação para que ambos consigam um lugar cativo na NBA. |
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