Adriano Albuquerque é jornalista esportivo e serviu como editor e repórter do site BasketBrasil (http://www.basketbrasil.com.br) por cinco anos, entre 2005 e 2010. Já passou pelas redações do diário LANCE! e do site Globoesporte.com, e cobriu diversos esportes como basquete, futebol americano, futebol, beisebol, streetball, tênis, vôlei e natação. Também foi assessor de imprensa da Federação de Futebol Americano do Rio de Janeiro e do Botafogo Mamutes. Atualmente, cobre MMA para o SporTV.com. É torcedor do Detroit Pistons desde os tempos dos Bad Boys de Isiah Thomas, Joe Dumars e Bill Laimbeer.

Espera Desagradável

Eu adoro os playoffs da NBA, mas só na primeira rodada, quando você tem jogos todos os dias e são (quase) sempre jogos de alto nível. Neste ano, a tabela dos playoffs a partir da segunda rodada deu uma endoidada e criou folgas mais longas entre séries, além de uma crise de abstinência de basquete na minha pessoa. Spurs e Grizzlies disputaram dois jogos das finais da Conferência Oeste antes de Heat e Pacers sequer disputarem um jogo das finais do Leste, e agora a série só continua no Oeste neste sábado, após três dias, enquanto os times do Leste fazem seus dois primeiros jogos.

Atletas dizem que, após uma derrota, a pior coisa é ter de esperar muito tempo para jogar de novo, pois você fica pensando demais no resultado e sofrendo com o revés. Melhor é voltar logo à quadra para botar a decepção no passado. Para o Grizzlies, isso parece especialmente verdade. Memphis é um time muito bem estruturado, que joga de uma forma simples e eficiente, mas que não tem muitas opções a este formato. Eles vencem ou perdem jogando da mesma forma. Não há espaços para muitos ajustes. Diferente de seu adversário, o San Antonio Spurs, que tem tantas opções que pode ser um time completamente diferente de um jogo para o outro. Na série contra o Golden State Warriors, por exemplo, a receita do Spurs foi diminuir o ritmo e fazer o adversário trabalhar na meia-quadra; contra Memphis, o negócio é acelerar para pegar a defesa desarrumada.

A máxima parece ser mesmo verdadeira para Memphis. Segundo coluna do jornalista Matt Moore no site "CBSSports", jogadores e treinadores do Grizzlies não conseguiam nem concordar sobre os ajustes que o time precisava fazer para derrotar San Antonio. O técnico Lionel Hollins quer que Marc Gasol procure chutar mais, apesar de o pivô ter arremessado 28 vezes nos dois primeiros jogos, uma média superior de chute à que está tendo nos playoffs (13,5). Tony Allen quer marcar Tony Parker, mas ninguém pediu isso a ele.

Talvez, o maior ajuste que o Grizzlies precise seja realmente voltar para casa, onde está invicto em cinco jogos na pós-temporada até aqui. Ou talvez não faça tanta diferença, já que o Spurs, de forma impressionante, tem quatro vitórias em cinco jogos fora de casa nesta pós-temporada.

Na minha opinião, não há motivos para desespero. O primeiro jogo realmente foi um passeio do Spurs, mas o segundo foi muito mais parelho. As chaves para o Grizzlies realmente estão em ajustar sua defesa. Na partida de terça-feira, a equipe marcou melhor os chutes de 3, voltou a controlar os rebotes e trouxe Zach Randolph de volta à série. Parar o Spurs passará necessariamente por um melhor trabalho de marcação em Tony Parker, e aí eu acho que Allen tem razão em pedir uma oportunidade. O time tem que estar melhor posicionado e mais atento a cobrir os buracos quando houver ajuda, para evitar os problemas com faltas que causaram sua queda em grandes buracos aos finais dos segundos quartos até aqui. No ataque, é trabalhar melhor a bola para chegar a Randolph de forma mais criativa, já que a marcação em cima dele está negando o passe direto no poste baixo. É imperativo envolver o ala-pivô desde cedo, só assim se abrirá espaços no perímetro.

Aguardo um jogão neste sábado em Memphis. Sem previsões…

Tony Parker para MVP

As lesões no final da temporada ofuscaram mais uma campanha de alto nível de Tony Parker, mas ele vem compensando com uma campanha digna de MVP nos playoffs. Está certo que ele não pegou ainda um armador defensivo de elite - Mike Conley é um ótimo defensor, mas não exatamente tão bom quanto Westbrook, Chris Paul ou Rajon Rondo - mas isso pouco importa. O francês foi o principal responsável pelas vitórias contra Lakers e Warriors e está ainda mais impressionante contra a melhor defesa da liga. Caso San Antonio confirme o favoritismo e vá às Finais, pode ter certeza que ele é a chave do título, seja contra Miami ou Indiana. Nenhum dos dois times tem um armador capaz de pará-lo ou incomodá-lo no outro lado. Se o Spurs conquistar seu quinto troféu Larry O'Brien, o MVP será Tony Parker, não Tim Duncan.

LeBron, "clutch" e o Pacers

Há um mundo de exagero na discussão sobre se LeBron James é ou não "clutch", o adjetivo usado pelos americanos para apelidar jogadas e performances decisivas no basquete. Os detratores insistem que LBJ é "amarelão", e os súditos do "Rei" apontam jogadas como as duas últimas da vitória por 103 a 102 no primeiro jogo contra o Indiana Pacers como provas de que ele é, de fato, "clutch".

Para mim, é difícil olhar apenas para as duas bandejas e dizer que isso significa que James é o mesmo tipo de jogador que Michael Jordan, Kobe Bryant e Kevin Durant. É preciso olhar para o resto da prorrogação e do tempo normal, as inúmeras jogadas em que LeBron teve a bola nas mãos e passou para companheiros igualmente marcados, em uma delas cometendo um turnover ridículo após ter entrado no garrafão. Espera-se de caras como LeBron que forcem o chute. ELE pode forçar, porque é dele que se espera a bola da vitória.

Por outro lado, LeBron é muito inteligente e sabe onde pode atacar e onde não pode. Se Roy Hibbert está dentro do garrafão esperando para dar um toco nele, James não vai ser burro e "machão" e partir para cima, a não ser que ele perceba o adversário atrasado. Ele foi para as bandejas na prorrogação porque, na primeira, a defesa do Pacers trocou e deixou George Hill em sua marcação, e, na segunda, Paul George foi além de onde deveria ir para contestar o passe lateral a LeBron e deixou o caminho ao aro aberto. Além disso, Hibbert não estava em quadra. Se estivesse, e tivesse largado Chris Bosh para marcá-lo, LeBron teria passado a bola para Bosh, e com razão.

LeBron James não é o mesmo jogador que Jordan, Kobe ou Durant. Ele simplesmente não vai forçar o chute a não ser que seja o último recurso. Porém, isso não significa que ele seja menos "clutch". Como dizer que um cara que faz um 30-10-10 num jogo de playoff, incluindo as duas cestas da vitória, não é decisivo?

Vamos ao Jogo 2...

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  • James Gets Busy

    Mike James abuses the defender with the sick step back jumper and drills the triple.
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  • Anderson's Amazing Dime

    Kyle Anderson delivers the amazing behind-the-back dish to Shannon Scott for the deuce.
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    Becky Hammon guides the Spurs to the Las Vegas Summer League title as Jonathan Simmons wins championship game MVP in the 93-90 win over the Suns.
  • Spurs Win Summer League Championship

    Becky Hammon leads the San Antonio Spurs to a championship in the Las Vegas Summer League. Jonathan Simmons wins Summer League Championship game MVP.
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  • Quick Steal and Slam

    Mike James makes the quick steal and goes in for the one-hand jam.
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