Nas Suas Palavras: Carlos Delfino (Detroit Pistons)
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| Delfino está feliz em sua segunda temporada com o Detroit. NBAE/Getty Images |
Como vai a temporada?
Pessoalmente bem. Como eu esperava. Estou tranqüilo. O técnico me vai usando cada dia mais e trato de aproveitar os minutos ao máximo e demonstrar o meu jogo. Não é fácil porque fazia um tempo que fiquei sem jogar por causa da lesão, mas estou tomando o ritmo e a confiança em mim mesmo com o tempo.
O Detroit não deixa de surpreender a todos e conta com o melhor recorde da NBA, o que você pensa de tudo isso?
A equipe titular está jogando muito bem. Eu sou um dos que pensam que é a melhor equipe da liga. Acho que todo o tempo que levam jogando juntos e a forma que se conectam faz que a equipe hoje esteja jogando ao nível que o está fazendo. Nós, desde o banco, cada vez que saímos tratamos de manter o mesmo nível que os titulares e lhes ajudarem dando um pouco de descanso, pois a idéia é de chegar inteiros aos playoffs.
Antes de iniciar a temporada ninguém falava de Detroit, agora todos sabem que é a equipe favorita…
Acho que se falou muito de San Antonio, qual se reforçou enquanto que a nossa equipe praticamente não mudou. Mas penso também que essa é uma das causas do nível de jogo que temos tido atualmente. Não tivemos mudanças drásticas dentro do grupo. Acho que a única mudança grande foi a do técnico, quem tem implementado muitas coisas novas na ofensiva, mas na nossa defesa não tem nem tocado, pois a defesa desta equipe sempre foi muito forte. Por causa dele, tudo tem se multiplicado. Agora os fãs começam a falar de nós. Temos jogadores que eram conhecidos como defensores ruins, mas hoje estão jogando no ataque e fazem as coisas muito bem.
Como vão as coisas com o Flip Saunders?
Bem, ele é muito boa pessoa e trabalha muito com os jovens. Foi bárbara a sua chegada à equipe, e esse feito fez que começamos a ganhar. Hoje o nosso recorde já esta bem consolidado. Sinto-me cômodo e com cada partida vou ganhando mais a confiança dele e também a confiança em mim mesmo. Também estou mais adaptado e um pouco mais solto na hora de falar inglês, e essa aprendizagem que tive no ano passado tem me servido muito para esta temporada.
Você acha que o Chauncey Billups pode chegar a ser o MVP da temporada?
Acho que ainda é muito cedo para dizer, mas acho que ele está fazendo as coisas muito bem. Ele tem noites que demonstra que verdadeiramente sim é o tipo de jogador que faz os demais jogarem melhor, então seguramente estará entre os candidatos. Para nós, ele é um exemplo e espero que ele continue jogando neste mesmo nível para o bem da equipe e para o bem dele ao alcançar esse prêmio. Acho que se ele continua assim vai conseguir chegar lá.
Como você vê o Manu e o Chapu?
Acho que o Manu está bem. Ele estava meio parado por causa da sua lesão, mas depois disso ele voltou jogando bem e num grande ritmo. Ele continua com a intensidade de sempre. O Chapu, por sua vez, está melhorando a cada dia mais. Eu digo que o Chapu é como um “touro”, pois às vezes joga muito e outras vezes não tanto, mas continua produzindo tanto mentalmente como fisicamente. Eu o vejo muito bem e já adaptado na NBA. Dentro da sua equipe ele é um pilar fundamental para o sistema. Acho que ele pode estar no Jogo das Estrelas no torneio de arremessos de três-pontos. Acho que seria bárbaro para ele porque acho que ele o merece.
Como você tem visto esta temporada para o Carlos Arroyo?
O Carlos está jogando muito bem. Ele tem tido boas estatísticas e mais minutos dentro da equipe. O problema é que ele não tem o espaço suficiente, pois em sua equipe tem vários grandes jogadores antes dele (Billups). Não só ele. Os cinco titulares da equipe estão jogando em um grande nível. Te o digo por experiência pessoal. Não é fácil “roubar” minutos desses jogadores e como a equipe está bem, o melhor é não tocar na equipe titular. O Arroyo está passando por isso, como estamos sofrendo todos os do banco, mas independente disso, ele está trabalhando muito bem. Ele está treinando a mil e está como todo o mundo esperando a oportunidade para demonstrar o seu talento. Os poucos minutos que ele joga o faz bem. Espero que tenha mais oportunidade e que lhe dão um pouquinho mais de espaço para continuar demonstrando o seu jogo.
Depois de uma temporada e meia na NBA, o que é que mais te dificulta na adaptação?
Eu acho que o fato de ter tantas partidas seguidas é algo que ainda não me adaptei, apesar de que não jogo muitos minutos. Jogar e viajar de um dia ao outro não é tão fácil, mais acho que isso fica cada vez mais rotina.
Quais são os seus planos com a seleção argentina este ano?
Se me chamam, vou jogar. Até agora não me chamaram, mas acho que não chamaram ninguém ainda. Acho que ainda é muito cedo. Estarei a disposição do técnico para fazer parte da seleção. Acho que a Argentina atualmente tem a sorte de ter cerca de 20 ou 25 jogadores de alto nível a disposição para representar nosso país no mundial. Continuarei dando o melhor de mim dia-a-dia aqui para estar em alto nível na seleção. Acho que temos uma possibilidade muito grande, pois temos um grupo de jogadores importantes. Não digo que será fácil, mas penso que nós estamos favoráveis para alcançar o título.
O seu pai sempre está vinculado com a sua carreira tanto dentro como fora das quadras. Qual é o seu maior legado?
Acho que é a minha personalidade na quadra e as minhas estatísticas sólidas. Fora do esporte, a amizade que temos é incrível. Tive a sorte de crescer quando ele jogava profissionalmente, e assim que temos também o mesmo amor por este esporte. Compartimos muitas coisas. Alem de pai, ele é um amigo. Na minha casa sempre havia um ambiente com muito esporte, e dificilmente se falava de outra coisa que não fosse esporte. Somos muitos unidos por esse lado.
Você tem alguma mensagem para os fãs de Detroit na Latina América?
Bom, como eu falo sempre... 1% são os fãs de Detroit, porque o resto é de San Antonio (risos). Envio-lhes um abraço muito grande e espero que estejam muitos felizes com o nível da equipe nesta temporada. Espero também que possamos honrar todos vocês com o anel do campeonato. É uma honra para mim ser um representante latino dentro de uma equipe maravilhosa.

























