Foi a paixão pelo basquetebol que trouxe Rubens Borges ao jornalismo. De 2005 até 2011 Rubens foi repórter do BasketBrasil (http://www.basketbrasil.com.br). Após sair do BasketBrasil, Rubens não conseguiu ficar longe do basquetebol por muito tempo e criou o Hit The Glass (http://www.hittheglass.blogspot.com.br) onde segue iluminando os fãs da NBA.

Chalk Talk: Stretch 4

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O stretch 4 é relativamente novo na NBA. O conceito de contar com um ala-pivô que pode abrir e chutar de 3 entrou em voga recentemente, mas começou, de certa maneira, com Cliff Robinson, no Portland Trail Blazers nos anos 90. Para entrar na rotação do Blazers, que contava com Jerome Kersey, Buck Williams, Clyde Drexler, Terry Porter, entre outros, Robinson entendeu cedo que deveria ser versátil. E foi isso que se tornou.

Com a habilidade de chutar de 3 abriu espaços no garrafão para os ataques de Drexler ao aro. Infelizmente para os stretch 4, os anos 90 não eram ideias para jogadores que não pareciam durões e eles não prosperaram.

Ultimamente, com um jogo menos físico, mais rápido e com o sumiço da defesa ilegal (tá, não sumiu, mas a NBA aliviou a barra) os stretch 4 prosperam e se tornaram uma posição essencial. E uma jogada no final da partida entre Minnesota Timberwolves e New York Knicks, no dia 3 de Novembro, mostrou bem por quê.

Minnesota inicia a jogada em um HORNS simples. HORNS sempre inicia com um armador no meio, os dois pivôs nos cotovelos – os cantos da linha do lance-livre – e os alas abertos nas zonas mortas, sempre que vocês virem essa disposição, adivinharam, HORNS.

Normalmente, o primeiro passe do HORNS é do armador para o pivô ou o ala-pivô, o armador cortaria para a cesta e ou receberia a bola ou o ala-pivô teria espaço para arremessar, mais uma vantagem do stretch 4. Mas o Wolves começou tudo com Kevin Martin cortando para o outro lado da quadra, dando espaço para o pick-and-roll de Ricky Rubio e Kevin Love.

Olhem o espaço que a dupla do Wolves têm para trabalhar. Com Corey Brewer, Martin e Nikola Pekovic do outro lado do garrafão o Knicks não tem ninguém para proteger o aro, Tyson Chandler, que seria o principal encarregado disso está na linha de lance-livre. Toda a ajuda do Knicks tem muito espaço para cobrir.

Talvez Chandler esteja um pouco longe demais, Pekovic tem apenas 4,4% dos pontos de Pekovic são de meia distância, mas se o pivô do Knicks proteger o aro corre o risco de ter os 3s no garrafão defensivo marcados, e com a equipe ainda tentando empatar o jogo isso seria mortal.

Normalmente, Carmelo Anthony daria alguns passos para a sua esquerda, cortando o caminho de Rubio. Com a ameaça do arremesso de 3 pontos de Love, 35% dos 3 pontos na carreira, o ala do Knicks exita entre deixar Love e ajudar Raymond Felton na marcação.

Martin aparece “above the break” (usei o termo em inglês pois será importante logo logo. “Above the break” é a parte da lina dos 3 pontos acima da “quebrada” ao sair da zona morta) e Brewer fica no canto.

Como Anthony ficou preso ao stretch 4, alguém tem que ajudar Felton, que perdeu tempo no corta-luz de Love. Aí um pequeno erro da defesa do Knicks ajuda. Iman Shumpert ajuda Felton, deixando Brewer livre na zona morta. Arremessos de 3 pontos da zona morta são os segundos com maior aproveitamento na NBA, perdendo apenas para enterradas/bandejas.

O ideal seria Shumpert ficar em Brewer, ou pelo menos impedir Pekovic de chegar ao rebote, e Chandler proteger o aro. Se Shumpert ficasse marcando Brewer, Tim Hardaway Jr. teria a tarefa de fazer o box out no Pekovic. Martin ficaria livre na linha dos 3 pontos, mas um arremesso de 3 “above the break” é muito melhor que um da zona morta.

Como Shumpert ajudou, Brewer ficou sozinho em uma ilha para o arremesso de 3 pontos. Por sorte do Knicks, Brewer errou o arremesso. Mas a jogada mostra perfeitamente o estrago que um stretch 4 pode fazer na rotação defensiva.

Em um mundo hipotético, digamos que Anthony tivesse cortado o caminho de Rubio lá na segunda foto da jogada, a não ser que a defesa do Knicks estivesse muito bem ensaiada e Felton fosse marcar Love imediatamente, o stretch 4 do Wolves ficaria livre para um arremesso de 3 pontos.

O stretch 4 tem a habilidade de devastar defesas. Seja fazendo o papel de bully dentro do garrafão ou dando espaço para os companheiros com sua constante ameaça da linha dos 3 pontos ele é essencial na NBA de hoje em dia.

Dirk Nowitzki, Ryan Anderson, LaMarcus Aldridge apesar de não estender seu jogo até a linha dos 3 pode ser considerado um. Blake Griffin faria maravilhas para o Los Angeles Clippers sendo um strecth 4, ainda não é o caso. E você não precisa ser um ala-pivô de origem para ser um stretch 4. Recentemente, Carmelo Anthony, pelo Knicks, e LeBron James, do Miami Heat, jogaram melhor com o stretch 4.

A revolução posicional no basquetebol continua à todo vapor. Hora de abrir os olhos, a mente e abraçar o novo mundo.

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