Foi a paixão pelo basquetebol que trouxe Rubens Borges ao jornalismo. De 2005 até 2011 Rubens foi repórter do BasketBrasil (http://www.basketbrasil.com.br). Após sair do BasketBrasil, Rubens não conseguiu ficar longe do basquetebol por muito tempo e criou o Hit The Glass (http://www.hittheglass.blogspot.com.br) onde segue iluminando os fãs da NBA.

Chalk Talk: O Mito do Fominha

Um dos maiores erros que muitos cometem é olhar apenas para as assistências por jogo para decidir se um jogador passa, é fominha, ou faz seus companheiros melhores. Ignorar a movimentação de bola antes de um arremesso, mesmo que o “fominha” não acabe com uma assistência é o que normalmente acontece. E um dos jogadores que mais sofrem com esse rótulo é o ala do New York Knicks, Carmelo Anthony.

A seguir, vamos analisar maneiras simples mas efetivas de Melo ajudar seus companheiros, mesmo que não tenha uma assistência e, em algumas vezes, nem toque na bola.

A primeira jogada começa com Anthony largando a bola para Iman Shumpert e abrindo espaço. Para espaçar o ataque, Melo vai em direção ao meio da quadra.

Com o perigo que o ala representa, dois jogadores do Milwaukee Bucks que poderiam ajudar na marcação ficam de olho em Anthony. Larry Sanders, no borrão, não pode deixar Tyson Chandler, uma ameaça cortando para a cesta.

Shumpert tem muito espaço para fazer o que quiser.

Infelizmente, ele resolve ir para cima da ajuda, anulando todo o espaçamento ofensivo do Knicks. A jogada termina em uma bandeja contestada, pelo erro de Shumpert, mas a presença de Anthony deu espaço ao ala-armador do Knicks.

A segunda jogada também é extremamente simples e não renderia uma assistência a Melo. No primeiro momento, Anthony larga a bola em Kenyon Martin e, imediatamente, corre para fazer o corta-luz em Andrea Bargnani.

Apesar do corta-luz decente, esta é uma área na qual Anthony precisa melhorar. Muitas vezes se preocupa em abrir para arremessar antes de fazer o corta-luz. Esta não é uma dessas ocasiões.

Bargnani aproveita o corta-luz e sai com espaço suficiente para arremessar. Se a defesa ajudar, Tim Hardaway Jr. e Beno Udrih podem ficar livres atrás da linha dos 3 pontos.

Bargnani errou um arremesso que normalmente faz, mas o espaço, novamente, estava ali. E a dupla Melo/Bargnani pode dar o que falar ofensivamente.

Bargnani faz um corta-luz em Raymond Felton e recebe um de Anthony. Melo reage rapidamente cortando para a cesta. Nesse momento, a defesa do Charlotte Bobcats fica desorganizada e precisa correr atrás do ataque do Knicks.

Quando desorganizados, a atenção se vira imediatamente para Anthony, o jogador mais perigoso do Knicks. Michael Kidd-Gilchrist e Gerald Henderson têm que decidir para onde ir. Enquanto isso, Pablo Prigioni está livre, não que vá arremessar Prigs the Pest raramente arremessa, mas está livre e Bargnani vai para a cabeça do garrafão.

Nem Henderson, nem Kidd-Gilchrist deixam Melo. Bismack Biyombo também chega na marcação. Ao total, três jogadores do Bobcats estão em volta de Anthony. Kemba Walker fecha na marcação de Prigioni, mas olha quem tem, de novo, todo espaço para arremessar.

Por sinal, esta é a principal razão da contratação de Bargnani. Contra o Indiana Pacers, nos playoffs de 2013, o Knicks não tinha ninguém, além de Melo e J.R. Smith, para abrir espaços na defesa, ou aproveitá-los, com arremessos de meia distância.

Eventualmente, Bargnani recebe a bola e tem um arremesso livre.

Contra o Minnesota Timberwolves temos mais um exemplo de como Anthony faz seus companheiros melhores apenas estando em quadra. Felton puxa o ritmo para pegar a defesa do Wolves desarrumada, uma estratégia que entrou em voga com a nova regra de delay of game.

Anthony corta para o garrafão, deixando uma decisão difícil para Ricky Rúbio, parar Melo e deixar Felton livre ou marcar Felton e esperar que Anthony seja marcado por outro. Ricky escolhe a segunda opção.

Com isso, a escolha passa para Kevin Martin. Mais perto da cesta, Martin prefere marcar Anthony, deixando Hardaway Jr. livre e com muito espaço para arremessar. Com a chegada de Kevin Love, o ideal seria que Corey Brewer marcasse Melo e Martin tirasse espaços de Hardaway Jr. Mas não foi o que aconteceu.

Hardaway Jr. é mais um Knick que recebeu a bola em uma ilha, sozinho, por causa da preocupação da defesa com seu companheiro mais famoso.

Concluindo, uma jogada contra o Houston Rockets. Quando a bola chego ao Shumpert, Francisco Garcia (o número 32 do Rockets, com a flecha na cabeça. Sim, aquele que adorava converter bolas de 3 contra o Brasil) começa a caminhar para ajudar na marcação de Anthony.

Garcia deixa Hardaway Jr. livre na outra zona morta. Se o Knicks mover a bola com velocidade pelo perímetro, THJ poderia arremessar livre. Mas não é isso que acontece.

Shumpert passa para Anthony no pivô. Chandler reconhece a ameaça e dobra a marcação no ala do time nova-iorquino, deixando Shumpert livre. O ala-armador do Knicks recebe a bola e erra o arremesso (agora fiquem comigo que essa jogada é um pouco mais longa).

O Knicks pega o rebote ofensivo e rapidamente arruma outra jogada. Quase a mesma situação da última jogada: Shumpert passa para Melo no pivô. Reparem como Garcia já começa a deixar Hardaway Jr. e dobrar a marcação em Anthony.

Mas, dessa vez não é a marcação dupla que acontece.

Assim que Melo recebe a bola três Rockets estão em volta dele. Garcia está muito longe de Hardaway Jr. Shumpert se movimenta para um ponto livre em quadra. “Mas Rubens, Anthony é fominha e não torna seus companheiros melhores, certamente vai arremessar contra três marcadores”, falará alguém.

Melo acha THJ livre para a cesta de 3 pontos. Hum, parece que Melo também torna seus companheiros livres passando a bola, não apenas chamando a atenção da defesa.

Nas próximas partidas prestem atenção na movimentação da bola e identifiquem quem merece ou não o rótulo de não melhorar seus companheiros de equipe. Anthony certamente não é um deles.

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