Foi a paixão pelo basquetebol que trouxe Rubens Borges ao jornalismo. De 2005 até 2011 Rubens foi repórter do BasketBrasil (http://www.basketbrasil.com.br). Após sair do BasketBrasil, Rubens não conseguiu ficar longe do basquetebol por muito tempo e criou o Hit The Glass (http://www.hittheglass.blogspot.com.br) onde segue iluminando os fãs da NBA.

Chalk Talk: A Defesa do Pacers

Por mais que a NBA evolua, altura e força seguem sendo essenciais para ter sucesso. Um grande exemplo disso é a melhor defesa da Liga, o Indiana Pacers. Com a saída de Darren Collison, 1,83m, dando lugar para George Hill, 1,91m, o Pacers tem um time longo, uma defesa que ocupa espaços com facilidade e com força.

Uma boa defesa executa rotações defensivas com perfeição. Uma excelente defesa não necessita de rotações defensivas. Funciona como o mecanismo de um relógio, cada peça fazendo seu dever, atrapalhando a vida do ataque adversário, quase sem necessidade de trocas de marcação.

Apesar da derrota para o Portland Trail Blazers (102 a 106, na noite do dia 2 de Dezembro), Indiana mostrou porque é considerado a defesa mais forte da Associação. E não levou muito tempo para provar que as análises são corretas.

Já na primeira jogada da partida ficou claro que, com o tamanho e versatilidade do Pacers, fica difícil encontrar um bom arremesso. Enquanto Damian Lillard tenta colocar a bola no post up, Geroge Hill e Paul George cortam as linhas de passe perfeitamente.

Roy Hibbert acompanha Robin Lopez, evitando o passe para o pivô e tirando a infiltração de Lillard em um corta-luz.

Enquanto Hibbert tira espaços de Lopez e Lillard, George segue não dando uma linha de passe para Nicolas Batum. Sem drible, Lillard é forçado a fazer um passe para Lopez em uma situação na qual o pivô não é ameaça, perdendo preciosos segundos no ataque.

Lance Stephenson, na zona morta, não dá espaços para Wesley Matthews. David West fica entre sufocar LaMarcus Aldridge e proteger o aro caso Hibbert falhe.

Lopez devolve a bola para Lillard que tenta atacar a cesta. Hill está em seu caminho e Hibbert e West protegem o garrafão com maestria. Stephenson segue grudado em Matthews. George, por sua vez, reconhece que Lillard está bem marcado e aperta em cima de Batum, impossibilitando qualquer passe.

Sem ter para onde ir, Lillard recorre a Aldridge. Longe do aro e bem marcado o ala-pivô não tem para onde ir. Uma opção seria o passe para Lopez. Mas é um passe arriscado com West entre os dois, e Lopez não é exatamente uma arma ofensiva que preocuparia Hibbert.

A bola volta para Lillard e George se afasta um pouco de Batum. Como o francês está perto demais de Matthews, George confia a tarefa de marcá-los a Stephenson. Sufocado, Lillard só consegue encontrar Lopez, que apressa o arremesso, errando-o.

Não é fácil se mover ofensivamente contra o Pacers e a próxima jogada mostra quais dificuldades os adversários enfrentam. Com longos defensores, achar espaços é uma tarefa ingrata, mesmo quando uma série de corta-luzes fazem com que a defesa se mova por todos os lugares.

O primeiro corta-luz é de Aldridge em George. O ala do Pacers luta e segue no encalço de Batum. Desde o início da jogada fica claro que o objetivo é livrar Batum da marcação. E George se recusa a deixar que isso aconteça.

O segundo corta-luz na jogada vem de Lopez. Enquanto George não chega em Lopez, Hibbert se posiciona para ajudar o ala de Indiana, local perfeito para impedir o progresso, caso o corta-luz tenha sucesso.

Como o corta-luz de Lopez não para George, Hibbert retorna suas atenções para a dupla Lopez-Lillard. Uma opção arriscada seria a ponte aérea para Batum. Mas com Hibbert atento, West por perto e George logo atrás essa opção teria poucas chances de dar certo.

E Lopez vai para o terceiro corta-luz da jogada. Notaram uma tendência até aqui? Sim, ela continua….

Sem sucesso no terceiro e último corta-luz, Lillard se vê forçado a partir para a cesta. Hibbert, que estava esperando essa ação, reage ao bote. Sem ter para onde ir, Lillard força um arremesso da linha de lance-livre. Longe do que o Blazers buscava no início da jogada.

O esforço e vontade dos defensores do Pacers em lutar contra o corta-luz são imprescindíveis para o bom resultado. Se houvesse a troca em alguns dos três corta-luzes, aumentariam as chances de um erro na comunicação e uma defesa quebrada, a defesa teria que correr atrás do prejuízo, tornando fácil a infiltração.

Uma raridade nos dias de hoje Indiana tem de sobra, tamanho. Cada vez menos pivôs e ala-pivôs de verdade povoam as quadras da NBA. Mais difícil ainda encontrar dois no mesmo time. E esses dois serem altos, fortes e bons defensores.

Normalmente, Aldridge receberia a marcação dupla assim que a bola chegasse ao post up. A marcação dupla no post up costuma gerar arremessos de 3 pontos ou espaços para que alguém corte para a cesta e receba um passe, indo para a bandeja ou enterrada. Com West marcando Aldridge, Indiana pode se concentrar na marcação individual, deixando o ala-pivô do Blazers sem ajuda.

West não é fraco, Aldridge tenta empurrar o jogador do Pacers, sem muito sucesso. Marcado individualmente, Aldridge tem dificuldade para encontrar um companheiro livre. No entanto, se não fosse West marcando Aldridge poderia conseguir um arremesso livre, já que o ala-pivô do Blazers costuma levar vantagem de altura e força contra a maioria dos adversários. A qualidade defensiva e força de West impedem isso.

Sem outras opções, Aldridge tenta o fadeaway. Que também é defendido perfeitamente por West, forçando o erro.

A melhora de George, os fundamentos de Hibbert, a serenidade de Stephenson e a força de West são providenciais para o sucesso do Pacers. Com o fraco ataque da equipe, a defesa será a principal arma de Indiana na briga contra o Miami Heat pela supremacia da Conferência Leste.

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