Adriano Albuquerque é jornalista esportivo e serviu como editor e repórter do site BasketBrasil (http://www.basketbrasil.com.br) por cinco anos, entre 2005 e 2010. Já passou pelas redações do diário LANCE! e do site Globoesporte.com, e cobriu diversos esportes como basquete, futebol americano, futebol, beisebol, streetball, tênis, vôlei e natação. Também foi assessor de imprensa da Federação de Futebol Americano do Rio de Janeiro e do Botafogo Mamutes. Atualmente, cobre MMA para o SporTV.com. É torcedor do Detroit Pistons desde os tempos dos Bad Boys de Isiah Thomas, Joe Dumars e Bill Laimbeer.

Noite digna do sonho

Perdoem-me pelo repetitivo uso de sonho no título dos posts do blog, mas a ocasião pede a palavra. Pois nesta quinta-feira, pela primeira vez, a atual seleção olímpica dos EUA mereceu, de fato, a comparação ao "Dream Team" de 1992, a equipe que encantou Barcelona e o mundo há 20 anos. Em sua terceira atuação em Londres, o time americano não só quebrou, como destroçou inúmeros recordes das Olimpíadas com a sova aplicada na Nigéria. Placar final na Basketball Arena: 156 a 73.

Em que pese a mediocridade absoluta do time nigeriano - o que aconteceu com eles? Pareceram distantes, longínquos dos jogadores que chocaram o mundo ao derrotar a Grécia no Pré-Olímpico Mundial. Não se esperava que chocassem o mundo novamente, mas pelo menos que aparecessem em quadra. Injusto dizer isso de um time que marcou 73 pontos num jogo de Olimpíada, mas quando o outro time marca 83 A MAIS, isso não parece nada. Ike Diogu até fez uma graça no ataque. Mas onde estava a Nigéria na defesa?? Alguém viu Al Farouq Aminu, jogador de NBA, em quadra? Os africanos pareceram claramente intimidados.

Difícil não se intimidar quando, do outro lado, se encontram - JUNTOS! - Chris Paul, Kobe Bryant, Kevin Durant, LeBron James e Tyson Chandler. Quando LeBron vai descansar, entra Carmelo Anthony. Quando Paul precisa recupera o fôlego, vem Westbrook! Chandler ganha uma folguinha e quem entra em quadra? Kevin Love. Ah, o Kobe Bryant cansou de correr? Bota o James Harden!

Muitos braços no caminho, muitos jogadores enormes fechando os espaços, muita velocidade para alcançar no pique. Vem enterrada, vem saída em contra-ataque, vem ponte aérea, vem rebote, vem bola de um lado para o outro, vem bola de 3, vem outra, mais outra, vêm 26. 78 pontos em 20 minutos, recorde olímpico. 156 pontos num jogo inteiro - nem Oscar, Marcel e companhia fizeram tantos. Em Seul 1988, marcaram 138 contra o Egito e se colocaram como maiores pontuadores de um jogo na história das Olimpíadas. Nesta quinta, o Team USA subiu um degrau acima deles.

Carmelo Anthony fez o papel de Oscar. 37 pontos, recorde da seleção olímpica americana - uma marca que perde um pouco da graça quando você descobre que o recordista anterior era Stephon Marbury, com 31 pontos, numa Olimpíada em que os EUA levaram ferro de, entre outros, Porto Rico. Melo meteu 10 bolas de 3 pontos, outro recorde americano - não consigo encontrar o de Oscar, mas ele fez mais quando marcou 55 pontos na Espanha também em 88.

O jogo desta quinta colocou a seleção de 2012 definitivamente na história do basquete. Eu ainda reluto em considerar esse time "dos sonhos" porque, apesar de soar ranzinza, ele ainda poderia ser tão melhor. A começar pelo óbvio Andre Iguodala, que com todo respeito, é um bom jogador, mas simplesmente não está no mesmo nível dos seus pares. Imagine se pudéssemos trocá-lo por Dwyane Wade. Aí, considere que, no lugar do bastante útil, jogador campeão de NBA e em ótima fase Tyson Chandler, deveria estar Dwight Howard. Somente a título de mesquinharia mesmo, já que Deron Williams é um grande armador e tem uma medalha de ouro olímpica muito merecida, pense na diferença que seria ter Derrick Rose na sua posição. Nem precisa tirar o Anthony Davis - que ele seja o Christian Laettner desta geração, e um Laettner BEM melhorado; o monocelha dá impressões de que pode ser um Chandler com um esboço de jogo ofensivo no futuro. Ainda não seria um time de 11 Hall of Famers como 1992, mas seria certamente o melhor que os EUA poderiam oferecer.

Mas deixe minhas picuinhas de lado. A performance de quinta-feira não provou nada, mas mostrou que sim, no dia certo, com a vontade em alta, este time também faz sonhar. Torna sonhos em realidade. Nesta quinta, se tornou digno de vestir a alcunha de "Dream Team".

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