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Os pontos de vista expressados no Blog Squad Brasil representam unicamente a visão daqueles que escrevem neste. Não representam a posição da NBA.com/Brasil, da NBA ou de alguma equipes da liga.

Marco Túlio Reis
Terra Brasil
Marco é narrador e jornalista há 17 anos. Narrou os jogos da NBA nos canais ESPN, PSN, TNT e RedeTV!. Cobriu vários eventos internacionais como Copa do Mundo, Olimpíadas, Jogos Pan-Americanos e Liga dos Campeões. Seu trabalho foi elogiado por várias publicações, tais como The New York Times , Daily News , O Globo e Jornal do Brasil. Desde 2007 têm narrado eventos como o Pan e Pré-Olímpico para o Sport TV e desenvolveu um blog esportivo para o site Terra. Jornalista com mestrado em rádio e televisão pela New York University.

Um Lake Show Tridimensional!
Publicado por Marco Túlio Reis 30 de maio de 2008, 10:47 am

NBAE Getty Images
Hoje, a representatividade dos Lakers, deve ser considerada tridimensional.
* Três grupos, três gerações de jogadores e três vitórias. Hoje, a representatividade dos Lakers, deve ser considerada tridimensional. Mamas and the Papas, Eagles e Red Hot Chilly Peppers são contemporâneos de Wilt Chamberlain, Magic Johnson e Kobe Bryant. Em San Antonio, quando o jogo começou e Pau Gasol converteu a primeira cesta, os Lakers evidenciaram a energia que colocariam na partida e foram logo abrindo uma diferença de 14 pontos, na metade do primeiro período. O San Antonio que teve Duncan em noite inspirada com 29 pontos e 17 rebotes, reagiu para equilibrar a partida ainda no 1° tempo, que terminou favorável aos visitantes, pelo placar parcial de 53 a 47. Na etapa final, a partida permaneceu bem disputada e o Lake Show contou com dois importantes detalhes para decidir o jogo em seu favor. Parando as infiltrações e diminuíndo os espaços de Manu Ginóbili, o time forçou Brent Barry a ser a terceira opção de ataque dos Spurs. Ele não decepcionou, pois fez 23 pontos, mas não foi o suficiente para levar o time da casa ao triunfo.

No setor de rebotes, os Lakers levaram uma boa vantagem com 46 a 37, sendo que 13 foram ofensivos. O mais valioso e tricampeão da NBA, Kobe Bryant assinalando 28 pontos e 10 rebotes, comandou o Lake Show, na vitória bravamente conseguida sobre o atual campeão San Antonio Spurs, por 93 a 91. Apesar do placar ter sido na conta do chá, os donos da casa, só chegaram a esta pequena diferença nos últimos segundos de jogo. Para o San Antonio, o outro destaque foi Tony Parker, que registrou 23 pontos e 9 assistências. Ajudando Kobe, Lamar Odum anotou 16 pontos e 9 rebotes, enquanto Pau Gasol teve 10 pontos e o mesmo número de rebotes para os Lakers, que obtiveram a terceira vitória na série final do Oeste, contra uma dos Spurs. Agora, precisam apenas vencer o próximo jogo, em Los Angeles, para chegarem na finalíssima da NBA. There will be " California Dreaming, Hotel California or a hot song by the Peppers?

* Na cidade onde a indústria automobilística se sediou e que o som da Motown feito por Steve Wonder e Diana Ross nasceu para o mundo, o Detroit Pistons em atuação empolgante, deixou tudo igual na final da conferência leste com o Boston Celtics. Jogando um basquete mais sólido e baseado em fundamentos básicos, o Detroit desempenhou um papel melhor na distribuição de jogadas, através de Chauncey Billups e Rip Hamilton, que contribuíram com 14 das 27 assistências geradas pelos Pistons, contra apenas 12 dos Celtics. No jogo, o Detroit liderou praticamente o tempo todo, por uma vantagem entre 7 e 10 pontos e apenas deslanchou no final.

A força dos Pistons, que contou com 21 pontos e 16 rebotes provenientes do destaque da noite Antonio Mcdyess, serviu também para limitar o trio do Boston, várias vezes preso a enérgica marcação imposta pelo Detroit. Pierce, Garnett e Allen juntos, totalizaram apenas 43 pontos para o Boston, que não marcou bem e apresentou poucas opções ofensivas. Rip Hamilton contribuiu com 20 pontos e o reserva Maxiell adicionou 14, no triunfo do Detroit Pistons sobre o Boston Celtics, por 94 a 75. O jogo 5 desta série, empatada em 2 a 2 será disputado em Boston, Massachussets.

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Máquina Verde Derruba Campeão do Leste
Publicado por Marco Túlio Reis 19 de maio de 2008, 4:09 pm

NBAE Getty Images
No entanto, a grande fonte de inspiração ofensiva da máquina verde surgiu das mãos de Paul Pierce, com sua melhor atuação em playoffs, registrando 41 pontos na vitória do Boston Celtics por 97 a 92.
A estratégia do Boston tinha duas faces. Como deu a entender o técnico Doc Rivers, o time deveria lutar por bolas perdidas e transformá-las em rebotes. Como exemplo, Rajon Rondo teve o dobro de rebotes do que a dupla de armadores do Cleveland, formada por West e Szcerbiak, além de ajudar o Boston a ter superioridade nas assistências ( 20 a 13). Kevin Garnett teve 13 rebotes e apesar de ter sido marcado com muita severidade, ainda contribuiu com 13 pontos. No entanto, a grande fonte de inspiração ofensiva da máquina verde surgiu das mãos de Paul Pierce, com sua melhor atuação em playoffs, registrando 41 pontos na vitória do Boston Celtics por 97 a 92, que credencia o time à final da Conferência Leste, tirando o título do Cleveland, campeão da mesma conferência em 2007. Com 10 rebotes a mais, o Boston imprimiu um estilo mais rápido de movimentação com e sem a bola, para ficar com a vantagem de 50 a 40, ao final do 1° tempo. Contudo, em quatro minutos da etapa final, o Cleveland havia tirado 7 pontos de diferença equilibrando a partida até os instantes derradeiros. Faltando 1m:21s para o jogo terminar, P.J. Brown, campeão pelo Miami em 2006, fez uma cesta importante que deu 3 pontos de vantagem ao Boston, depois que o Cleveland havia encostado no marcador por 89 a 88. Para determinar a vitória, o Boston converteu lances livres através de Ray Allen, Eddie House e Paul Pierce, deixando o Cleveland em situação de desespero para converter arremessos de 3 pontos. LeBron James foi estupendo com 45 pontos e Delonte West ainda adicionou 15 para os Cavaliers que ganharam 12 partidas de playoffs no ano passado, mas agora foram parados com apenas 7. Anderson Varejão, em 11 minutos, contribuiu com 5 pontos e 2 rebotes. O Boston que ganhou a 8ª partida consecutiva em casa nas finais deste ano, enfrenta o Detroit na final do Leste.

Em Salt Lake City, o Utah Jazz só havia perdido 5 em 48 partidas desde o início da temporada. A missão dos Lakers era difícil, mas não impossível. Apresentando passes precisos, velocidade e excelente execução nos arremessos, o Lake Show abriu 19 pontos ao final do 1° tempo. Tudo parecia caminhar tranquilamente para o atual campeão do Oeste até o final do 3° período. O Jazz começou a dominar os rebotes ofensivos e criar mais oportunidades através de Deron Williams, Andrei Kirilenko, Paul Millsap e Mehmet Okur, tirando uma diferença de 16 pontos para tornar o jogo dramático no final. Vencendo por apenas 3 pontos nos dois minutos finais, os Lakers erraram em momentos cruciais e precisaram converter lances livres com Kobe Bryant e Derek Fisher, para vencer o jogo por 108 a 105 e fechar a série por 4 a 2. Kobe Bryant fez 34 pontos, 15 em lances livres, além de 8 rebotes e 6 assistências para tornar os Lakers, um finalista da Conferência Oeste. Paul Gasol teve 17 pontos e 13 rebotes, enquanto Derek fisher colaborou com 16 pontos. Deron Williams foi a nota musical alegre do Jazz, assinalando 21 pontos e 14 assistências. O Lake Show, enfrenta o vencedor da série entre New Orleans e San Antonio.

Adicionando suspense a temporada, o tetracampeão San Antonio Spurs, precisava ganhar de qualquer forma para manter a sua dinastia viva na NBA. No Texas, o New Orleans montou uma estratégia para dificultar os arremessos dos Spurs dentro do garrafão. O plano funcionou, mas o San Antonio encontrou uma alternativa melhor, o arremesso tridimensional para vencer. Manu Ginóbili acertou 6 bolas da linha de três e totalizou 25 pontos, para levar o S.A. Spurs ao triunfo sobre os Hornets, por 99 a 80. Após um primeiro tempo equilibrado, os Spurs em 4m:45s no 3° período, foram capazes de liqüidar o jogo. A vantagem de 8 subiu para 15 pontos, graças a outras atuações inspiradas, Tim Duncan totalizou 20 pontos e 15 rebotes no jogo, enquanto Parker adicionou mais 15 pontos para os Spurs. Chris Paul ficou solitário, sem a presença de David West, que saiu ao final do 3° período com dores nas costas, mas foi o destaque dos Hornets com 21 pontos e 8 rebotes. A série está empatada em 3 a 3 e o decisivo 7° jogo, será disputado em New Orleans, Louisiana, nesta segunda.

Ainda sem Chauncey Billups, lesionado na panturrilha, o Detroit Pistons carimbou pela 6ª vez consecutiva, o seu passaporte para as finais do Leste. Os titulares do Detroit registraram 10 ou mais pontos, na vitória sobre o Orlando Magic, que viu a sua magia desaparecer nos segundos finais. Perdendo por um ponto, 85 a 84, faltando 37 segundos para o término, o Orlando quando teve a bola nas mãos de Torkoglu, poderia ter obtido uma sobrevida na partida. Foi o 21° erro no ataque do Orlando, contra 3 apenas do Detroit, em todo o jogo. Recebendo faltas, Richard Hamilton converteu 6 lances livres, nos momentos finais, para levar os Pistons a vitória por 91 a 86. O cestinha do Detroit, terminou com 31 pontos e constantemente parado com faltas, converteu todos os seus 16 lances lances livres no encontro. Hedo Torkoglu fez 18 pontos e Dwight Howard, assinalou 14 pontos e 17 rebotes para o Magic. O Detroit pega na final, o Boston Celtics.

Rick Carslile foi apresentado como o novo treinador do Dallas Mavericks. O ex- comandante do Indiana e Detroit, substituiu Avery Johnson. O técnico Mike D'Antoni, que dirigiu o Phoenix nas últimas quatro temporadas, é o novo técnico do New York Knicks. Em 2005, foi escolhido o técnico do ano.

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Afinal, Os Mais Valiosos
Publicado por Marco Túlio Reis 3 Abril 2008 , 3:42 pm

NBAE Getty Images
Kobe está carregando os Lakers rumo as finais, com as inúmeras contusões no elenco.
O panorama na NBA começa a ficar extremamente claro. Na Conferência Leste Boston, Detroit, Orlando, Cleveland, Washington, Toronto, Philadelphia e Atlanta. New Jersey e Indiana mantém chances matemáticas de chegar a 8ª posição mas, está difícil. Na Conferência Oeste New Orleans, LA Lakers, San Antonio, Phoenix e Houston já estão praticamente certos nas 6 primeiras vagas. Dallas, Denver e Golden State lutarão pelas duas vagas restantes. Formado o quadro das equipes que lutam pela 16 vagas rumo aos playoffs, agora vamos acompanhar a corrida rumo ao prêmio de jogador mais valioso da temporada. Aqui estão os 4 primeiros candidatos com considerações posteriores para os gigantes Amare Stoudemire e Tim Duncan, além de Tracy McGrady.

Kobe Bryant- Ultrapassou a marca de 20 mil pontos na temporada e este ano ingressou na 3ª posição entre os maiores cestinhas com + de 50 pontos, atrás de Michael Jordan e Wilt Chamberlain. Está carregando os Lakers rumo as finais, com as inúmeras contusões no elenco.

Lebron James-Tornou-se no mês passado o maior cestinha da história do Cleveland, com + de 10.500 pontos. Aos 23 anos de idade, foi o jogador mais jovem a atingir a marca de 10 mil pontos na NBA. Ganhou a maioria dos jogos para o Cleveland com um estilo inconfundível e tridimensional. Em todos os jogos contribui com pontos, rebotes e assistências.

Chris Paul- Considerado o melhor jogador do oeste em março, levou o New Orleans Hornets a liderança e ao melhor aproveitamento da conferência. É o melhor armador principal da liga atualmente, podendo inclusive terminar a temporada com o melhor índice em assistências e desarmes, algo que não acontece desde os tempos de John Stockton do Utah Jazz.v Kevin Garnett-É o jogador mais versátil da liga dentro e fora do garrafão. Sua movimentação é essencial para a postura de jogo adotada pelo Boston. Transformou o Boston no time mais vitorioso e melhor time defensivo da liga.

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Os Mais Quentes do Oeste
Publicado por Marco Túlio Reis 10 Março 2008 , 3:42 pm

NBAE Getty Images
A estrela Tracy Mcgrady têm se desdobrado, mas a realidade dos Rockets também está nas mãos de Rafer Alston, Shane Battier e Luis Scola entre outros.
Ciente que tudo acontece em um momento único, agora vamos mergulhar no tempo para entendermos melhor os times mais quentes do Oeste, neste mês de Março na NBA. Em 1993, surgiu um time que dividiu as atenções com o Chicago Bulls da década de 90. Liderado pelo pivô nigeriano Hakeem Olajuwon e com as grandes contribuições de Kenny Smith, Robert Horry e Sam Cassell, o Houston Rockets começou a temporada com 15 vitórias consecutivas. Graças a uma combinação de jogo coletivo e excelente execução, tornou-se bicampeão da liga, nas temporadas de 93-94 e 94-95. Em 2008, o time do Texas já bateu a marca de vitórias consecutivas e desperta uma curiosidade: até onde pode chegar sem o seu pivô chinês Yao Ming, seriamente lesionado. A estrela Tracy Mcgrady têm se desdobrado, mas a realidade dos Rockets também está nas mãos de Rafer Alston, Shane Battier e Luis Scola entre outros. De qualquer forma, as 33 vitórias dos Lakers de 5 de novembro de 1971 a 7 de janeiro de 1972 estão longe de serem alcançadas, mas isto é uma outra história.

Há 60 anos atrás nascia um dos times profissionais mais populares em Minneapolis e foi exatamente em 1960 que os Lakers se transferiram para a cidade dos anjos ou '' City of Angels", para se tornarem definitivamente, o Los Angeles Lakers. Desde a era em Minnesota, passando por Wilt Chamberlain o único jogador a superar a barreira dos 100 pontos em um único jogo ao Showtime de Magic Johnson e Kareem Abdul-Jabbar que precedeu a combinação explosiva de Kobe Bryant e Shaquille O´Neal, os Lakers colecionaram 14 títulos da NBA e 22 da Conferência Oeste.

Um time cheio de histórias e glórias promete voltar aos bons tempos após 4 anos de certas limitações que coincidiram com a saída de Shaq da cidade. Estive no Staples Center diversas vezes para a cobertura dos jogos dos Lakers e a atmosfera é muito superior ao de um simples jogo de basquete, atores e atrizes de Hollywood se espremem em suas cadeiras à beira da quadra para ver do mais singelo lance, a execução da jogada de efeito ou aquela jogada show.

Jack Nicholson, Diane Keaton, Madonna e muitas outras celebridades desfrutam de oportunidade única para ver as estrelas dos Lakers em ação, em especial Kobe Bryant. Em seu 11º ano como profissional, com quatro títulos de maior cestinha da liga e 10 convocações para o jogo das estrelas, Kobe quer se livrar da sombra de Shaq, companheiro do tricampeonato de 2000 a 2003 e conquistar o título desta temporada com todos os méritos e pompas. Dono de imensa galeria de recordes individuais, Kobe é o terceiro na lista dos jogadores com partidas envolvendo mais de 50 pontos, atrás apenas de Michael Jordan e Wilt Chamberlain. Neste ano, Kobe já é o 25º maior cestinha de todos os tempos e se sua lesão no dedo mínimo permitir poderá tornar-se tetracampeão também.

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Um Chão de Estrelas entre o Jazz e o Blues
Publicado por Marco Túlio Reis 8 Fevereiro 2008 , 11:42 pm

NBAE Getty Images
Kevin Garnett.
Nova Orleans receberá a partir do próximo 15 de fevereiro, uma real constelação de estrelas. A 57ª edição do '' All Star Game", significará um marco também na reconstrução da cidade após a ação do furacão Katrina que deixou a cidade em condições precárias. A NBA dedicou o primeiro dia de atividades ao programa '' NBA Cares'', que prestará serviços comunitários na região e terá em seu dia inaugural o jogo das celebridades, uma festa com atores, cantores e personalidades do mundo artístico.

No sábado, dia 16, serão realizados uma série de eventos com a participação de grandes atletas da NBA nas seguintes categorias: concurso de 3 pontos, competição de enterradas, seleção de arremessos, jogo dos calouros e ainda o desafio de habilidades e talentos. No domingo, o cardápio principal nos reserva o jogo com os 5 titulares, jogadores mais votados pelo público de cada conferência e os 7 suplentes escolhidos pelos 30 treinadores que compõe o corpo técnico da NBA.

Eis aqui a lista dos All Stars: Leste - Jason Kidd(New Jersey), Dwayne Wade(Miami), Lebron James(Cleveland), Kevin Garnett(Boston) e Dwight Howard(Orlando). Completam o time Chauncey Billups, Chris Bosh, Caron Butler, Richard Hamilton, Antawn Jamison, Joe Johnson e Paul Pierce (técnico:Doc Rivers). No Oeste- Allen Iverson(Denver), Kobe Bryant(L.A.Lakers), Carmelo Anthony(Denver), Tim Duncan(S.A.Spurs) e Yao Ming(Houston). Completam o time Carlos Boozer, Steve Nash, Dirk Nowitzky, Chris Paul, Brandon Roy, Amare Stoudemire e David West (técnico:Byron Scott).

Falando um pouco da história deste evento que inclui uma série de atividades para os fãs do basquete, Kareem Abdul Jabbar foi o maior participante com 19 aparições e nas últimas dez edições tivemos 5 vitórias para cada conferência, o que demonstra um grande equilíbrio. Nas duas últimas edições, o leste venceu com o seu MVP Lebron James em 2006, por 122 a 120. No ano passado, Kobe Bryant carregou o oeste na melhor atuação de sua conferência em anos, justificando um placar mais dilatado: 153 a 132 à favor do velho oeste. Michael Jordan encabeça a lista dos cestinhas de todos os tempos com 262 pontos em 13 aparições.

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Entrando em Quadra na NBA 2008
Publicado por Marco Túlio Reis 8 Janeiro 2008 , 3:09 pm

NBAE Getty Images
Conferência Leste apresentou dois reais candidatos ao título: o Boston Celtics e o Detroit Pistons.
O jogo das estrelas se aproxima, a temporada segue em seu 2º período e vamos entrando em quadra. Tive o privilégio de acompanhar alguns times de perto e cheguei a estas conclusões: até agora, a Conferência Leste apresentou dois reais candidatos ao título: o Boston Celtics e o Detroit Pistons. Outros times como Orlando, Cleveland e New Jersey devem lutar pelas outras posições no topo da tabela rumo aos playoffs. O Boston vence e convence por ser o time mais equilibrado nos dois fundamentos mais básicos do esporte: ataque e defesa. O seu diferencial entre os dois extremos chega à média de quase 13 pontos por jogo, principalmente por possuir a melhor defesa da NBA atualmente. Kevin Garnett pode ser apontado como um dos candidatos a MVP neste estágio inicial.

Detroit, por já ter vencido o adversário nesta temporada, aparece no leste como o único time realmente capaz de parar a máquina verde. O Orlando Magic, aposta no pivô dominante Dwight Howard, um dos líderes em aproveitamento de arremessos e rebotes na NBA. Já o talento colossal do cestinha Lebron James e a sempre bem-vinda ajuda de Anderson Varejão, transformaram o Cleveland Cavaliers em uma equipe vibrante novamente. Resta saber se o time vai corresponder às expectativas e recuperar o ritmo que garantiu em 2007, a soberania do leste.

O New Jersey Nets mostra alguns sinais de reação, graças à subida de produção do trio formado por Jason Kidd, Vince Carter e Richard Jefferson. Kidd encontrou nos dois o complemento que faltava para a sua armação.

Na Conferência Oeste, o Dallas Mavericks insiste em fazer companhia aos favoritos Phoenix e San Antonio. O Dallas é um time homogêneo e pode sim, superar o pelotão da frente, principalmente se Dirk Nowitzky, repetir nos playoffs o que é capaz de fazer na temporada regular. Os Suns jogam o basquete mais belo e possuem o melhor ataque da NBA, com Leandrinho em grande forma. No entanto, para ganhar o título é preciso objetividade na marcação, o time tem a 5ª pior defesa da liga, neste momento.

O San Antonio Spurs continua no mesmo esquema que há anos funciona. Parker arma, Duncan recebe e Ginóbili se desloca, abrindo espaços na defesa adversária. A defesa do campeão é impecável e por isso mesmo, os Spurs se sentem seguros. No Los Angeles Lakers, a hora é essa, para provar que este elenco de apoio pode auxiliar o fora-de-série Kobe Bryant, na tarefa de passar da primeira rodada dos playoffs.

O Denver Nuggets precisa aumentar o seu repertório de jogadas limitado a Allen Iverson ou Carmelo Anthony. Uma terceira opção deve ser usada para que o time possa desenvolver um pouco mais de jogo no garrafão para Kenyon Martin, Nenê e Camby colaborarem. Este último é o atual melhor jogador defensivo da NBA, 1º em tocos e 2º em rebotes. No balanço da temporada tudo pode mudar, mas uma coisa é certa: vai valer a pena conferir.

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Phoenix: O Melhor Show do Planeta
Publicado por Marco Túlio Reis 6 Dezembro 2007, 9:42 am

NBAE Getty Images
O sol de Phoenix também brilha para o nosso Leandro Mateus Barbosa.
Acompanhei ao vivo, a partida do Phoenix Suns, uma das forças do Oeste contra o New York Knicks no Madison Square Garden em Nova Iorque. Imagine um time com boa movimentação de bola, deslocamentos constantes, difícil de ser marcado e que usa os espaçamentos para abrir as defesas adversárias. Jogando a beira da perfeição, o Phoenix Suns pode muito bem ser descrito como o melhor espetáculo de basquete do planeta.

Na armação, Steve Nash, duas vezes o jogador mais valioso da liga(MVP), com outras três estrelas de alto calibre: Grant Hill, Shawn Marion e Amare Stoudemire. Saindo do Banco de reservas, o melhor sexto homem da liga, o nosso Leandrinho Barbosa que com sua habilidade vem conseguindo disputar quase 30 minutos por jogo, fazendo do Phoenix um time poderoso e admirável.

A máquina laranja não apenas derrotou os Knicks (115 a 104) mas demonstrou, principalmente, uma execução digna de melhor ataque da NBA. A bola gira com facilidade e os arremessos saem com a precisão de quem está melhor colocado e preparado. O talento de Grant Hill, jogador que passou por inúmeras cirurgias no tornozelo e que simpatizo, por suas qualidades e compromisso verdadeiro pelo jogo, têm sido fator primordial nesta ambição renovada em Phoenix de finalmente chegar ao título da NBA. Na última vez que o time chegou a uma final na era Charles Barkley e Kevin Johnson em 1993, o troféu ficou com Jordan e o Chicago Bulls.

No sistema armado por Mike D'Antoni e auxiliado por Alvin Gentry, todos se movimentam numa rotação constante com ou sem bola. Seguindo este raciocínio, o time cria situações em que sempre encontra alguém livre para o arremesso ou têm possibilidade de criar uma jogada de isolamento, para a definição do lance no talento individual de seus jogadores ( Nash, Hill, Marion e Leandrinho). Os arremessos tridimensionais(3) também funcionam de forma satisfatória neste contexto para jogadores e técnicos.

Não bastasse todo este esquema, Amaré Stoudemire, membro da Seleção Olímpica Americana, é um dos pivôs mais talentosos dos últimos tempos e serve com sobras a função de marcar pontos e municiar seus companheiros com rebotes. Está sempre entre os dez primeiros da liga nestas categorias.

E para finalizar o sol de Phoenix também brilha para o nosso Leandro Mateus Barbosa, que subiu sua média de 11 para 17 pontos em comparação com a última temporada e nos dois últimos anos dobrou seu número de assistências. Eu perguntei ao nosso craque se ele já estava merecendo uma vaga no próximo jogo das estrelas e com a sua costumeira humildade me disse: "Olha seria bom estar no All Star mas meu grande objetivo é levar o Phoenix à final".

Quando conversei com Nash, Marion e Stoudemire e Hill tive esta mesma impressão. Que o Phoenix continue uma máquina ofensiva e demonstre que aprendeu a disciplina tática defensiva necessária para superar todos os obstáculos. E que venha San Antonio!

VIVENDO O MUNDO DA NBA

Los Angeles- Phil Jackson ganha extensão de contrato

O mestre zen e técnico do Los Angeles Lakers, Phil Jackson, acertou uma extensão de contrato por dois anos no valor de US$ 24 milhões de dólares para treinar o time de 2008 a 2010. Jackson, aos 62 anos de idade, é o treinador da liga mais vitorioso com 9 títulos no total. Os últimos 3 foram conquistados na era pós Jordan, com Shaquille O'Neal e Kobe Bryant. O ponto alto do time até agora, tem sido as partidas em casa com 5 vitórias e uma derrota. No entanto, uma novela ainda parece interminável com garantia de mais capítulos.

Será que a permanência de Phil Jackson no comando técnico dos Lakers significará a continuidade de Kobe Bryant no time? Aguardaremos os próximos capítulos.

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Ao vivo e em cores em Nova York
Publicado por Marco Túlio Reis 7 Novembro 2007, 3:27 pm

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Não fosse o individualismo de
O outono da "Big Apple" e o início da temporada 2007-2008 me levaram ao Madison Square Garden para assistir ao jogo entre o New York Knicks e o Denver Nuggets. Duas equipes reforçadas e com novo fôlego para enfrentar a temporada. Coincidências a parte, tive a oportunidade de ver Nenê em ação e por bons 26 minutos e 20 segundos. É inegável que o trabalho e a força da superação que o brasileiro apresenta em suas partidas, tenham progredido em forma de uma melhor adaptação ao basquete do NBA.

Na primeira temporada, quando narrava os seus jogos, sentia uma disposição incomum de acertar aliada ao nervosismo natural de calouro. Agora, sinto um Nenê mais consciente e maduro, capaz de enfrentar um pivô como Eddy Curry, sempre entre os cinco melhores no aproveitamento de arremessos da liga.

Não fosse o individualismo de Allen Iverson (32pts), o Denver que teve o jogo nas mãos até 2:34 por jogar, poderia ter vencido. Ele e Carmelo Anthony controlaram as jogadas e os passes de entrada no garrafão mas tomaram decisões precipitadas no fim do jogo. O New York Knicks que perdeu sua identidade defensiva da era Pat Riley e Van Gundy, possui um time jovem e com muito ímpeto ofensivo.

Foi assim que Zach Randolph(ex-Portland), Jamal Crawford, Stephon Marbury e Eddy Curry conseguiram 92 dos pontos assinalados pela equipe na vitória em casa por 119 a 112. Já no vestiário, conversei com Nenê, sobre o desafio de ser o sexto homem dos Nuggets. "Estou pronto para demonstrar todo o meu potencial" disse o pivô brasileiro, que terminou o jogo com 8 pontos e 8 rebotes, também prometendo lutar pela vaga de titular.

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O encantamento com Boston
Publicado por Marco Túlio Reis 6 Novembro 2007, 10:08 pm

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Após 22 anos, pode estar chegando o momento raro e sublime, de subir ao topo da NBA
A História até agora................

Liderado por Larry Bird e treinado por K.C. Jones, o Boston Celtics conquistou seu último título em 1986. Desde então, a gloriosa franquia nunca mais celebrou o grande momento da NBA.

Foram muitas tentativas até a chegada de Paul Pierce que assumindo o papel principal, levou o time à final da Conferência Leste exatamente na temporada de 2001-2002. Naquela série as esperanças dos torcedores que vestiam verde e branco se evaporaram nas mãos de Jason Kidd e o New Jersey Nets.

É fato consumado que o encantamento da imprensa internacional, com as duas aquisições deste ano carrega grande fundamento. Nos últimos 5 anos, ninguém reinou em rebotes e poucos tiveram a regularidade em todos os setores do jogo, como Kevin Garnett. Mergulhando na história dos armadores ofensivos, dentre os considerados mortais, posso destacar dois que usavam a mesma estratégia, saindo de corta-luzes, para se livrar dos marcadores e criar situações de arremesso com ótimo aproveitamento: Reggie Miller e Ray Allen. Este último, deixou Seatlle e as luzes da ribalta para Kevin Durant, jogador de talento formidável e que pode ser considerado candidato ao prêmio de melhor calouro da NBA nesta temporada. Garnett e Alenn certamente vão adicionar boas opções ofensivas ao time comandado por Doc Rivers.

Considerando a mescla de habilidade e experiência que os três juntos possuem, podemos entender as expectativas que cercam a prominente cidade em Massachussets. Há muito tempo, não se vive este clima de euforia justificada em torno de um time, com reais condições de lutar pelo título e proporcionar uma festa digna das suas mais altas tradições.

Basta que Paul Pierce, Kevin Garnett e Ray Allen possam suprir as necessidades ofensivas e diminuir os efeitos de uma armação ainda em progresso e certas deficiências observadas em jogadas dentro do garrafão.

Curiosamente, desde a façanha de duas décadas atrás, apenas um time da mesma divisão, o Miami Heat, conseguiu chegar ao lugar mais alto do pódio. Foi em 2005, quando Shaq e Wade fizeram uma dupla de sucesso absoluto derrotando o Dallas Mavericks na batalha final. A favor dos mais supersticiosos bostonianos, San Antonio em toda a extensão de sua dinastia, ainda não conquistou títulos em anos consecutivos ou pares, vencendo em 1999, 2003, 2005 e 2007.

A temporada começou e os fãs de Boston certamente esperam que a escassez de triunfos tenha terminado. Após 22 anos, pode estar chegando o momento raro e sublime, de subir ao topo da NBA e recuperar o prestígio de outras épocas vividas de perto, pelo ex-jogador e atual executivo, Danny Ainge. O encantamento real surgirá apenas se esta composição der certo e a articulação para formar um trio de peso, terminar com o título em Boston.

Contato do Marco Túlio Reis: mtreis@yahoo.com

Um Novo N º 23
Publicado por Marco Túlio Reis 5 Novembro 2007, 1:47 pm

NBAE Getty Images
Após 4 anos da aposentadoria definitiva de "MJ" das quadras, ainda paira a mesma pergunta de antes no ar. Quem ocupará o trono de rei na NBA?
Os heróis culturais em uma organização são pessoas que representam a cultura corporativa e seus exemplos influenciam outros. E as culturas associativas tendem a correlacionar eventos ou personalidades como Michael Jordan a um produto ou serviço. Desta maneira o super astro do basquete mundial foi a figura central e principal referência da NBA em duas décadas.

O seu talento começou a ser vastamente notado desde sua passagem pela universidade da Carolina do Norte onde sagrou-se campeão. No entanto, isto era pouco para que o reconhecessem imediatamente como, o maior de todos os tempos, havia ainda a necessidade de provar o seu valor no mundo profissional. Jordan, não foi o primeiro jogador escolhido quando entrou para o '"draft" da NBA, o sorteio que permite cada time escolher os seus jogadores para a próxima temporada. Foi o terceiro, atrás do pivô Sam Bowie, jogador que passou pelo New Jersey Nets e que teve uma carreira sem brilho.

Após o seu primeiro título na liga em 91, vestindo a camisa do Chicago Bulls, "Air Jordan" tornou-se o perfeito embaixador para o esporte. Venceu devido ao seu talento, contando pela primeira vez com algo essencial em esporte coletivo: elenco de apoio. Scottie Pippen me confessou "que jogar ao lado de sua majestade transcendia os desejos de até mesmo ganhar um salário compatível com o resto da liga", pois mesmo sendo considerado um jogador completo, recebia 3 milhões de dólares por ano, quantia bem abaixo de outras estrelas da NBA do mesmo calibre e 6 vezes menos que Jordan, que totalizara no triênio 96, 97 e 98 cerca de 18 milhões de dólares anuais apenas em salários.

Após 4 anos da aposentadoria definitiva de "MJ" das quadras, ainda paira a mesma pergunta de antes no ar. Quem ocupará o trono de rei na NBA? . Vamos procurar esclarecer o processo em etapas:

- O sucessor de Michael Jordan deve ter uma imagem sólida perante a opinião pública para que consiga maximizar o seu potencial. São os componentes de valor pessoal que exigem uma conduta elogiosa dentro e fora das quadras.
- Carisma é um fator primordial na propagação do produto.
- Um grande mercado ajuda na divulgação de seus jogadores. Foi aí que Shaquille O'Neal chegou a reinar em duas metrópoles, Los Angeles e Miami.
- A necessidade de um título ainda prejudica as chances de alguns jogadores que precisam desta consagração.
- Os Jovens precisam amadurecer e este é um processo evolutivo que deve ser aliado a um time forte. O super badalado Lebron James do Cleveland Cavaliers encontra-se aqui.

A ética sociedade dos técnicos reconhece que James é um atleta esplêndido, tecnicamente e fisicamente, mas para nomeá-lo o grande sucessor, ainda falta um pouco mais de bagagem e o anel de campeão.

O número 23, dos Cavaliers, foi hábil ao criar na mistura de marketing e expectativas, a sua candidatura.

O clássico swingman pode jogar em ao menos duas posições e já carrega a estampa de super estrela. A clara homenagem ao ídolo, vestindo o mesmo número de camisa que ''Sir Jordan" usava, reforça as suas intenções. O tempo é mestre e mostrará com certeza!

Em meu registro final, fica a certeza de que nunca conheci ninguém igual: determinado, capaz e vitorioso com uma dosagem impressionante de confiança e humildade, um talento tão enigmático e insuperável que talvez seja melhor descrevê-lo, simplesmente Michael.

Contato do Marco Túlio Reis: mtreis@yahoo.com