Guilherme Buso deu seus primeiros arremessos numa quadra de basquete aos 9 anos de idade. Desde então, disputou todos os campeonatos das categorias de base, atuou por uma temporada de High School nos Estados Unidos e foi parte da equipe adulta de Santo André até sua formação acadêmica como jornalista na Universidade Metodista. Produziu o documentário "Bola ao Cesto", que faz uma retrospectiva detalhada da Seleção Brasileira de basquete masculina. Foi repórter da TV Federação Paulista de Futebol, mas jogar, assistir e comentar os jogos da bola laranja sempre foram sua tarefa predileta. Atualmente, é gerente de comunicação da Liga Nacional de Basquete e escreve para a NBA desde 2007.

Mano a Mano – E o San Antonio Spurs?

- Mano a Mano -

No Brasil, é muito comum as famílias se reunirem para falar de futebol. Mas no caso deles, o tema principal dos longos bate-papos sempre foi o basquete. Inspirados pelo pai, Guilherme e Gabriel Buso jogaram basquete desde garotinhos na cidade de Santo André. Coincidentemente, ambos fizeram intercâmbio nos Estados Unidos, no estado de Kentucky, conhecida como uma das grandes capitais da modalidade no país. E por todas essas razões, o esporte da bola laranja é uma paixão inexplicável para ambos. Todas as sextas-feiras, os dois irmãos estarão aqui na NBA Brasil para fazer o que eles mais gostam: falar do maior basquete do mundo. E você é o nosso convidado para participar desse grande debate, afinal, todos nós fazemos parte da mesma família basqueteira.

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Desde a chegada de Tim Duncan, na temporada 1997/1998, o San Antonio Spurs ganhou quatro títulos e nunca deixou de ir aos playoffs. Este ano, o time do Texas é líder da Conferência Oeste e está, novamente, entre os favoritos ao título. Qual é a opinião de Guilherme e Gabriel Buso a respeito do sucesso dessa franquia?

Há 16 anos não sabemos o que é um playoffs da NBA sem o San Antonio Spurs. Coincidência ou não, a única temporada que Gregg Popovich não conseguiu a vaga para a fase final foi quando ele ainda não tinha o pivô Tim Duncan em sua equipe. Ao longo desses anos, foram quatro títulos, sendo três conquistados pelo trio Duncan-Ginobili-Parker, e apenas uma derrota nas Finais da NBA. Não há como negar que a franquia do Texas é um grande exemplo de sucesso dentre todos os times das ligas profissionais norte-americanas.

Nesta temporada, os Spurs vêm mostrando mais uma vez porque merecem estar entre os favoritos ao título. Após uma derrota em uma emocionante final com sete jogos diante do Miami Heat, de LeBron James, Dwyane Wade e cia, o time de San Antonio parece ter voltado ainda mais forte, liderando a tão competitiva Conferência Oeste.

Assistiremos a mais uma aparição de Popovich e seus liderados na grande final? Por que entra ano e sai ano e o Spurs mantém tamanha regularidade? Vamos ver o que os irmãos Buso têm a dizer.

Guilherme Buso
NBA Brasil
Análise do Guilherme

Eu vou ter que concordar com tudo o que você disse, Bel. O San Antonio Spurs é tudo isso mesmo e fica melhor ainda quando o jogo está, digamos, valendo!

Os Spurs sejam, talvez, a única equipe na NBA que trabalha a bola no ataque de maneira coletiva e não depende exclusivamente de um ou outro jogador. Aliado à defesa consistente, a quarta melhor da atual temporada, a equipe do Texas encontrou seu estilo de jogar há muito tempo, um jeito meio europeu/latino-americano, que vem tendo um sucesso incrível.

A única coisa que me preocupa no San Antonio Spurs é a saúde dos três principais atletas, Tim Duncan (37 anos de idade), Manu Ginobili (36) e Tony Parker (31). Vamos ser sinceros, o trio está bem velhinho e, com isso, mais propício a lesões e desgastes físicos. Como já aconteceu em temporadas anteriores, a saída de uma dessas peças faz muita diferença.

Apesar dos números não mostrarem muita coisa em relação à performance do time baseado na presença do trio, a ausência de Duncan, Parker e/ou Ginobili dificultaria demais as chances do San Antonio numa série decisiva de playoffs. Quem assumiria a responsabilidade?

Nenhum jogador do elenco conseguiria por medo no adversário como os três fazem. Por mais que Ginobili não seja o mesmo de anos atrás, Parker esteja mais lento e Duncan menos agressivo, os defensores os respeitam demais por todo o histórico. Subconscientemente, eles sabem que Ginobili vai matar aquela bola de longe, Parker pode deixá-lo no chão com seus dribles desconcertantes e Duncan não erra nenhum arremesso no garrafão, mesmo que eles nem façam essas jogadas com tanta efetividade mais.

E é isso que faz toda a diferença. O comprometimento coletivo e a qualidade técnica e tática do trio fazem do San Antonio Spurs quase imbatível no Oeste. Mas, isso se Duncan-Parker-Ginobili estiverem em quadra. Se não, Oklahoma City Thunder e outras equipes têm grandes chances de vencerem.

Gabriel Buso
NBA Brasil
Análise do Gabriel

Eu gosto de começar a analisar o Spurs pela lista de cestinhas da NBA. Para encontrar alguém de San Antonio, você tem que descer algumas vezes a barra de rolagem. Nesta temporada, o primeiro jogador do atual primeiro colocado da Conferência Oeste a aparecer é Tony Parker. O armador está na trigésima colocação. E é assim que Santo Antonio mostra que não precisa de alguém anotando 30 pontos por jogo para chegar numa final.

Cada jogador entendeu a sua função dentro do esquema de jogo de Gregg Popovich, e o mesmo sabe explorar as qualidades de seus armadores, alas e pivôs. É claro que quando Parker, Manu e Duncan estão em quadra, o San Antonio fica mais forte, graças ao imenso talento de cada um, mas quando eles vão para o banco, o jogo parece permanecer o mesmo. A defesa continua forte. A movimentação da bola continua rápida e eficiente, permitindo arremessos sem marcação.

O grande líder da equipe e vencedor de quatro títulos, o pivô Tim Duncan não vem tendo um ano tão brilhante quanto na temporada passada, quando recebeu nomeações para o All-Star Game e All-NBA First Team (Melhor Quinteto da Temporada). Mesmo assim, Popovich arruma maneiras para colocar o time entre os melhores da liga.

Ele pode não ser o treinador mais simpático do mundo, mas definitivamente é um dos melhores da história. Sua capacidade em fazer times formados por atletas estrangeiros (apenas três jogadores nascidos nos Estados Unidos no elenco) serem favoritos, ano após ano, numa NBA com um estilo de jogo totalmente diferente de uma Euroliga ou um NBB é impressionante!

Acho que porque os Top 10 das melhores jogadas da NBA dificilmente incluam alguém dos Spurs, com exceção das assistências de Manu por baixo das pernas dos adversários, acabamos “esquecendo” do que eles são capazes de fazer. Acredito que enquanto Gregg Popovich estiver no comando da equipe, sempre colocarei a equipe de San Antonio entre os favoritos ao título.

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