Guilherme Buso deu seus primeiros arremessos numa quadra de basquete aos 9 anos de idade. Desde então, disputou todos os campeonatos das categorias de base, atuou por uma temporada de High School nos Estados Unidos e foi parte da equipe adulta de Santo André até sua formação acadêmica como jornalista na Universidade Metodista. Produziu o documentário "Bola ao Cesto", que faz uma retrospectiva detalhada da Seleção Brasileira de basquete masculina. Foi repórter da TV Federação Paulista de Futebol, mas jogar, assistir e comentar os jogos da bola laranja sempre foram sua tarefa predileta. Atualmente, é gerente de comunicação da Liga Nacional de Basquete e escreve para a NBA desde 2007.

Mano a Mano – Heat x Pacers

- Mano a Mano -

No Brasil, é muito comum as famílias se reunirem para falar de futebol. Mas no caso deles, o tema principal dos longos bate-papos sempre foi o basquete. Inspirados pelo pai, Guilherme e Gabriel Buso jogaram basquete desde garotinhos na cidade de Santo André. Coincidentemente, ambos fizeram intercâmbio nos Estados Unidos, no estado de Kentucky, conhecida como uma das grandes capitais da modalidade no país. E por todas essas razões, o esporte da bola laranja é uma paixão inexplicável para ambos. Todas as sextas-feiras, os dois irmãos estarão aqui na NBA Brasil para fazer o que eles mais gostam: falar do maior basquete do mundo. E você é o nosso convidado para participar desse grande debate, afinal, todos nós fazemos parte da mesma família basqueteira.

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Nas últimas duas temporadas, Miami e Indiana se enfrentaram nos Playoffs da NBA e o time da Florida foi o grande vencedor em ambas as ocasiões. Neste ano, as equipes se enfrentaram duas vezes; uma vitória para cada lado e liderança e vice-liderança da Conferência Leste. A rivalidade está formada e nunca foi tão forte. Se os Playoffs fossem hoje, em quem os irmãos Buso apostariam para seguir em frente?

Em duas semanas pudemos assistir dois jogaços entre Miami Heat e Indiana Pacers. O ambiente nos ginásios, a vontade dos jogadores e a empolgação dos narradores e comentaristas mostraram que as vitórias valiam muito mais que simples jogos de temporada regular. São aquelas vitórias para dar moral. E em ambos os confrontos os mandantes foram superiores.

No primeiro, em 10 de dezembro, com um segundo tempo incrível de Paul George e um jogo muito consistente do pivô Roy Hibbert, com 24 pontos, os Pacers garantiram a primeira vitória da série de quatro jogos. Já na partida em Miami, oito dias depois, a dupla LeBron James e Dwyane Wade mostraram mais uma vez porque os dois últimos títulos pertencem à South Beach.

A hegemonia do Heat no lado Leste nos últimos três anos vem tirando o sono das outras equipes, mas definitivamente, não há outro time tão incomodado com a situação atual quanto o Indiana Pacers. Nos Playoffs de 2012, as duas equipes se encontraram na semifinal de Conferência. O Miami levou a melhor na série vencendo por 4 a 2. No ano seguinte, na final de Conferência, a série foi até o sétimo jogo. Os Pacers foram ganhando maturidade ao longo das duas últimas temporadas e a confiança do Heat é cada vez maior. Desde o começo da temporada 13/14, Indiana e Miami vêm mostrando sua superioridade diante das outras equipes do Leste.

Enquanto aguardamos ansiosamente os próximos dois jogos da temporada regular, que só acontecerão em 26 de março e 11 de abril, por que não imaginar como seria um novo encontro das duas equipes na final de conferência de 2014? Indiana, com a base fortalecida e com novos reforços, conseguirá finalmente desbancar o bicampeão Miami?

Guilherme Buso
NBA Brasil
Análise do Guilherme

Não dá para assistir a uma partida do Indiana Pacers nesta temporada e não ficar empolgado com o que eles vem apresentando em quadra. O time tem um estilo de jogo coletivo, diferente do que muitas equipes da NBA fazem, e ainda consegue trabalhar individualmente com muitos atletas talentosos do elenco. Realmente Bel, Paul George está voando nesta temporada. Que jogador!

O domínio físico dos Pacers também impressiona demais e acredito ser a grande preocupação do Miami Heat para a inevitável final da Conferência Leste. O técnico do Heat, Erik Spoelstra, e sua comissão técnica já devem estar quebrando a cabeça para encaixar um sistema defensivo e, também ofensivo, que resista ao trabalho de garrafão dos pivôs David West e Roy Hibbert numa série melhor de sete partidas.

Agora Bel, me perdoe, mas o Miami Heat, atual bicampeão da NBA, ainda é o favorito e tem tudo para levar mais um título da Conferência Leste este ano. Não podemos ficar aqui falando somente das hipóteses, dos “ses”, afinal, se o Paul George ou o Roy Hibbert se machucarem no decorrer do campeonato, o Indiana não teria nenhuma chance de sonhar em encarar o time da Flórida.

Vamos colocar assim. Hoje, o Miami Heat completo venceria o Indiana Pacers na final da Conferência Leste, com bastante dificuldade, mas venceria.

Eu tenho a impressão que o Heat conseguiu atingir o patamar dos grandes times da história da NBA. Eles conseguem levar a temporada regular jogando o básico e quando chegam aos playoffs elevam o nível ao máximo. LeBron James e Dwyane Wade juntos são imbatíveis, pelo menos no lado Leste. E aliado a isso, o elenco possui jogadores experientes como Ray Allen, Chris Bosh, Shane Battier e Michael Beasley, que entendem seu papel no time e podem assumir o jogo em qualquer situação e fazer toda a diferença.


O Indiana pode até empolgar, mas o Miami ainda é o melhor time do Leste!

Gabriel Buso
NBA Brasil
Análise do Gabriel

Estou com os Pacers neste ano. O que já era um grande time no ano passado está ainda melhor. E isso vai muito além da vinda do argentino Luis Scola e C.J. Watson, que por sinal foram e estão sendo excelentes aquisições. A equipe de Indiana ganhou um candidato a MVP, em Paul George, e um novo talento, Lance Stephenson.

Ao final da temporada passada, Paul George recebeu o troféu de Most Improved Player (Jogador que mais Evoluiu), e, por enquanto, nesta temporada, poderia muito bem receber o troféu de MVP. George se tornou aquele jogador que se você flutuar, ele converte o arremesso (melhor aproveitamento da carreira nos 3 pontos), e se você pressioná-lo, ele te corta. Lance Stephenson parece um novo jogador. Ele não é mais apenas um atleta voluntarioso. Seus arremessos de média e longa distância estão muito melhores, suas médias de assistências e rebotes quase dobraram e Frank Vogel não tem mais dúvidas em relação a quem é o seu shooting guard titular.

É evidente que o Miami continua sendo o time a ser batido em toda a liga. LeBron continua fantástico. Seu aproveitamento de arremessos nunca foi tão alto e um de seus piores fundamentos (se é que essa palavra pode entrar num comentário sobre LeBron James), o lance livre, foi melhorado ao ponto de ser a melhor porcentagem na carreira. Mas, eu acredito que o sucesso da equipe dependerá mais uma vez da condição física de Dwayne Wade. No último jogo entre os dois times, o camisa 3 mostrou mais uma vez porque é tricampeão da NBA. Foram 32 pontos em 37 minutos. Definitivamente não pareceu que o seu joelho prejudicou o seu desempenho durante o tempo que ficou em quadra. Foram pontos de tudo que é jeito, bem típicos de Wade.

Outra fator também continua igual ao ano passado. A não ser que Greg Oden se reabilite e jogue o que nunca jogou na NBA, o Indiana continuará a ser um time fisicamente muito mais forte que o Miami. E essa força, principalmente evidenciada nos rebotes, aliada ao poder de George e Stephenson e uma possível vantagem no mando de casa, me deixam bem confiante em relação a minha escolha.

E aí Gui? Chegou a vez do Indiana ou o Miami mantém essa hegemonia?

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