Guilherme Buso deu seus primeiros arremessos numa quadra de basquete aos 9 anos de idade. Desde então, disputou todos os campeonatos das categorias de base, atuou por uma temporada de High School nos Estados Unidos e foi parte da equipe adulta de Santo André até sua formação acadêmica como jornalista na Universidade Metodista. Produziu o documentário "Bola ao Cesto", que faz uma retrospectiva detalhada da Seleção Brasileira de basquete masculina. Foi repórter da TV Federação Paulista de Futebol, mas jogar, assistir e comentar os jogos da bola laranja sempre foram sua tarefa predileta. Atualmente, é gerente de comunicação da Liga Nacional de Basquete e escreve para a NBA desde 2007.

Mano a Mano – Allen Iverson

- Mano a Mano -

No Brasil, é muito comum as famílias se reunirem para falar de futebol. Mas no caso deles, o tema principal dos longos bate-papos sempre foi o basquete. Inspirados pelo pai, Guilherme e Gabriel Buso jogaram basquete desde garotinhos na cidade de Santo André. Coincidentemente, ambos fizeram intercâmbio nos Estados Unidos, no estado de Kentucky, conhecida como uma das grandes capitais da modalidade no país. E por todas essas razões, o esporte da bola laranja é uma paixão inexplicável para ambos. Todas as sextas-feiras, os dois irmãos estarão aqui na NBA Brasil para fazer o que eles mais gostam: falar do maior basquete do mundo. E você é o nosso convidado para participar desse grande debate, afinal, todos nós fazemos parte da mesma família basqueteira.


Com apenas 1,83m, Allen Iverson teve médias de 26,7 pontos e 6,2 assistências por jogo em 14 temporadas na NBA. Foram quatro times defendidos, sendo o Philadelphia 76ers a franquia em que “The Answer” (A Resposta, apelido de Iverson) teve maior destaque. No seu primeiro ano na liga, em 1996, o recém-chegado da Universidade de Georgetown já chamou a atenção dos torcedores, técnicos e jogadores com uma habilidade e explosão impressionantes que lhe renderam o troféu de Novato do Ano. Ao lado do lendário Wilt Chamberlain, Iverson lidera a lista do 76ers em pontos por jogo, além de ser o segundo em assistências e o terceiro em roubadas de bola.

Com média de mais de 30 pontos por jogo, a temporada de 2000/2001 foi a mais importante na carreira de Iverson. A conquista da Conferência Leste e o troféu de MVP consagraram um ano que só não foi perfeito graças a Shaq, Kobe e companhia. A.I. conseguiu colocar a equipe da Philadelphia numa final da NBA após quase 20 anos, sendo esta a última da história dos 76ers.

Confira abaixo a coluna “Mano a Mano” em que os irmãos Guilherme e Gabriel Buso analisam a importância de Allen Iverson na franquia do 76ers e no mundo do basquete em geral.

Guilherme Buso
NBA Brasil
Análise do Guilherme

Se no basquete atual é comum vermos dois armadores atuando em quadra num quinteto titular, Allen Iverson foi o responsável por isso. No final da década de 90, quando a média de altura dos atletas de basquete atingiam os maiores níveis, baixinhos, praticamente, só podiam ser armadores.

Iverson, de fato, chegou à NBA para ser mais um armador. Porém, seu estilo agressivo e sua facilidade de pontuar fizeram com que o Philadelphia 76ers atuasse com um quinteto diferente, onde Iverson, com apenas 1,83m de altura, jogasse na posição 2 (ala), tendo que encarar as grandes estrelas da NBA, como Michael Jordan, Kobe Bryant, Reggie Miller, Vince Carter e Ray Allen, muito maiores e mais fortes que ele.

O brilhantismo dentro de quadra, com seus crossovers e enterradas, aliado ao seu estilo único fora das quatro linhas, desde as trancinhas no cabelo até as dezenas de tatuagens espalhadas pelo corpo, fizeram de Allen Iverson um dos maiores jogadores da história do basquete mundial.

Mesmo com diversas polêmicas, falta de treinamento e uma série de turbulências, o número 3 da equipe da Philadelphia deixava claro que na hora do jogo, nada disso iria interferir. E desse jeito, os 76ers chegaram à uma final de NBA graças à Allen Iverson.

Eu realmente acredito que se A.I. tivesse levado uma vida mais regrada, sem tantas polêmicas envolvendo seu nome, ele teria sido um melhor jogador. No entanto, se isso tivesse acontecido, com certeza, ele não seria lembrado do mesmo jeito que é até hoje. Iverson é um mito e merece todas as homenagens.

Gabriel Buso
NBA Brasil
Análise do Gabriel

Quando eu penso em Allen Iverson, lembro de três momentos em especial. A partir deles, vou mostrar o que eu sinto a respeito do eterno camisa 3 de Philadelphia:

1 – O crossover em cima de Michael Jordan

Definitivamente o melhor jogador “abaixo de 1,90” que eu já vi jogar. Iverson deixava tudo o que tinha na quadra. Seu talento era tão impressionante quanto a sua vontade de ganhar. Desde que chegou à NBA, mostrou que era especial, Michael Jordan que o diga. Um repertório imenso de dribles e uma explosão fora do comum.

2 – Seus 48 pontos na vitória do Jogo 1 da final contra os Lakers

Com um time bem mediano (Aaron Mckie, Raja Bell, Eric Snow eram alguns nomes importantes daquele time) conseguiu chegar à final da NBA e até arrancou uma vitória no primeiro jogo da série, dentro do Staples Center. Pena que do outro lado tinha o tricampeão Los Angeles Lakers de Shaq e Kobe.

3 – Sua histórica resposta quando perguntado sobre as ausências nos treinos (“practice!”)

Acho que o tamanho não foi o que impediu Iverson de ser tão importante quanto um Michael Jordan ou um Kobe Bryant. Suas atitudes fora da quadra e respostas como essa (naquela coletiva Iverson disse a palavra “practice” 20 vezes) prejudicaram uma carreira que poderia ter sido muito mais especial. Se nos jogos ele era um exemplo de garra, vontade e “sangue nos olhos”, no dia a dia A.I. era alvo dos jornalistas. Iverson poderia ter sido muito mais líder e muito menos polêmico.

Polêmicas a parte, Iverson merece ter seu número retirado pela franquia de Philadelphia. Se suas atitudes fora da quadra não eram as ideais, dentro da quadra Iverson era um gigante de apenas 1,83.

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