Blog Squad: Luiz André Guazzelli -- 2009-10 Blog Arquivo

Bem vindos à seção do "Blog Squad Brasil", uma coleção de matérias de opinião, de jornalistas, artistas, jogadores e especialistas em basquetebol ao redor do mundo, quem quer compartir os seus pensamentos e opiniões sobre a NBA com você. Aqui você poderá consultar as colunas de opinião de cada um dos nossos convidados especiais.

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Luiz André Guazzelli -- 2009-10 Blog Arquivo
Luiz's 2008-09 Blog Arquivo
Jornalista
Foi a paixão pelos esportes que fez com que esse ex-administrador de empresas resolvesse tornar-se jornalista. Formado pela Universidade Metodista de São Paulo, já escreveu sobre esportes em vários sites e blogs e hoje é o responsável pelo setor de jornalismo de uma grande empresa de cosméticos da região do ABCD paulista. Porém, sua grande motivação ainda reside em comentar e escrever sobre eventos esportivos, especialmente o basquete. É fã e grande colecionador de artigos da NBA desde quando assistiu sua primeira partida ao vivo na antiga Miami Arena há 15 anos. Contato do Luiz André Guazzelli: guazza@gmail.com


Tem Brasil na Final da WNBA
Publicado por Luiz André Guazzelli Septembro 10 2010

A ala brasileira Janeth Arcain foi o maior nome brasileiro na WNBA. A ex-cestinha da seleção brasileira foi tetra-campeã da liga atuando pelo Houston Comets.
NBAE/Getty Images
Se no masculino os jogadores brasileiros ainda não conseguiram chegar a uma final da NBA, no feminino mais uma vez seremos bem representados. O Atlanta Dream da ala Iziane e da pivô Érika começa a disputar o título da WNBA neste domingo contra o Seattle Storm.

Porém, as brasileiras não terão vida fácil. Afinal, o Seattle foi a melhor equipe da temporada regular e conta com a MVP do campeonato a pivô australiana Lauren Jackson, considerada por muitos a melhor jogadora do mundo. Além disso, também tem como outro grande destaque a armadora Sue Bird, campeã olímpica pelos Estados Unidos, em 2008, na China.

As brasileiras tem feito um bom campeonato. Iziane vem com expressiva média de 16,9 pontos e 2,6 assistências por partida. Enquanto Érika tem média de 12,4 pontos, 8,3 rebotes e 1,2 tocos por jogo. Érika tenta seu segundo título de WNBA. A atleta foi campeã em 2002 pelo Los Angeles Sparks.

A série melhor de cinco começa neste domingo e se for necessário um Jogo 5 este será realizado no dia 21 de setembro, apenas dois dias antes da estréia da seleção brasileira no Mundial de Basquete da França.

É o basquete nacional mais uma vez presente e com destaque em um dos mais importantes campeonatos do mundo.



Dia da Independência?
Publicado por Luiz André Guazzelli Septembro 3 2010

Campeão olímpico pela Argentina e atual treinador do Brasil, Rubén Magnano é uma das armas brasileiras para bater os rivais e seguir em frente no Campeonato Mundial da Turquia.
NBAE/Getty Images
Após vários anos de fracasso e alguns péssimos resultados, o basquete brasileiro parece se recuperar. Hoje temos um organizado e bem disputado campeonato interno, alguns talentos jogando em grandes times da NBA e uma seleção brasileira consistente, competitiva e treinada por um campeão olímpico, o argentino Rubén Magnano.

A atual boa fase do basquete nacional tem sido comprovada neste Mundial. Endurecemos e quase ganhamos dos favoritos norte-americanos de Coach K (na verdade merecíamos a vitória). Perdemos para a Eslovênia graças a um segundo quarto desastroso e vencemos com autoridade a Croácia, garantindo a terceira colocação da nossa chave. Mas isso tudo ainda é pouco, e para seguir em frente no campeonato temos que passar pelas oitavas de final. Nosso adversário? Por ironia do destino, a Argentina, nosso maior rival e ultimamente, nosso grande carrasco.

Sem dúvida alguma, a Argentina ganhou na última década bastante respeito e admiração dos amantes do bom basquetebol. Afinal, foram resultados expressivos como o vice-campeonato mundial de 2002 e a inédita e talvez inesperada medalha de ouro olímpica em 2004, sob o comando do nosso atual treinador, Rubén Magnano. Nesse período a Argentina bateu o Brasil por diversas vezes, inclusive no último Pré-Olímpico quando o Brasil praticamente completo foi derrotado por uma Argentina extremamente desfalcada.

Alguns anos depois, temos a chance de devolver essa e outras derrotas. O mais engraçado é que essa chance ocorrerá logo no dia 07 de Setembro, Independência do Brasil. Seria essa a hora de espantar alguns fantasmas e conquistar um pouco de independência também no basquetebol? Espero que sim. O momento é esse.

A presença de Magnano do nosso lado pode ajudar bastante, pois ninguém conhece tão bem essa equipe quanto ele. Mesmo assim a Argentina parece levar um pouquinho de vantagem. Prigioni é um grande jogador e conhece bem nosso armador Marcelinho Huertas. Delfino sempre castiga o Brasil com seus arremessos de longa distância. Porém o grande fator de desequilíbrio atende pelo nome de Luis Scola. O ala do Houston Rockets é até agora o grande destaque e cestinha do campeonato com quase 30 pontos por partida e, certamente, dará muito trabalho a Anderson Varejão e Tiago Splitter.

No entanto nossa equipe também possui boas armas. Além da grande velocidade, evoluímos bastante na defesa. Tiago Splitter tem sido decisivo e o retorno de Varejão tem trazido de volta a explosão e a empolgação que precisávamos. Além disso, não podemos deixar de enaltecer o comando e a liderança de Huertas e esquecer de Leandrinho, Alex e principalmente Marcelinho Machado, nome do Brasil nas últimas duas partidas, graças a seus precisos e salvadores arremessos de três pontos.

Repito, a hora é essa. É o momento certo, o dia mais do que ideal para nossa seleção derrotar os hermanos e resgatar a confiança e a esperança no basquete nacional. Que seja um Feliz Dia da Independência para nós todos.

Grupo Definido
Publicado por Luiz André Guazzelli Agosto 24 2010

Principal cestinha da NBA, Kevin Durant tem sido o grande nome da renovada seleção norte-americana. O ala do Oklahoma City Thunder foi o maior pontuador da equipe nas vitórias contra Lituânia e Espanha.
NBAE/Getty Images

A já bastante desfalcada equipe norte-americana perdeu mais uma importante peça para o Mundial de Basquete que começa neste final de semana na Turquia. O armador Rajon Rondo, do Boston Celtics, pediu dispensa da seleção, evitando assim a necessidade de um corte antes do campeonato, já que o grupo possuía treze jogadores.

O pedido de dispensa ocorreu dois dias após a bela vitória do US Team sobre a Espanha por 86 a 85, quando o armador sequer foi aproveitado pelo treinador Mike Krzyzewski. Segundo a USA Basketball (Federação Norte-Americana de Basquete) Rondo resolveu abrir mão de participar do Mundial, pois precisava resolver alguns problemas pessoais e familiares antes do início da temporada da NBA.

Com a saída de Rondo o grupo dos Estados Unidos será formado pelos armadores Chauncey Billups (Denver Nuggets); Stephen Curry (Golden State Warriors); Eric Gordon (Los Angeles Clippers); Derrick Rose (Chicago Bulls); e Russell Westbrook (Oklahoma City Thunder), pelos alas Kevin Durant (Oklahoma City Thunder); Rudy Gay (Memphis Grizzlies); Danny Granger (Indiana Pacers); Andre Iguodala (Philadelphia 76ers); Kevin Love (Minnesota Timberwolves) e Lamar Odom (Los Angeles Lakers), e pelo pivô Tyson Chandler (Dallas Mavericks).

Os norte-americanos estão no Grupo B do Mundial, o mesmo da seleção brasileira. Completam a chave: Croácia, Eslovênia, Tunísia e Irã.

Equipe Jovem e Renovada

Atuais campeões Olímpicos, os Estados Unidos sofreram desde o começo da preparação com muitos problemas. Sabia-se desde o início que as principais estrelas americanas (Kobe Bryant, LeBron James, Dwyane Wade, Dwight Howard, Carmelo Anthony, Chris Bosh, dentre outros) não estariam presentes no Mundial. Além disso, outros destaques como David Lee e Tyreke Evans sofreram com contusões durante a preparação. Sem contar com inesperados problemas burocráticos, como os que tiraram Amar’e Stoudemire do grupo.

Mesmo assim o treinador Mike Krzyzewski conseguiu formar um grupo bastante talentoso, que tem na marcação e no incrível potencial atlético sua grande arma. Liderados pelos experientes Chauncey Billups e Lamar Odom e pelo cestinha da NBA, Kevin Durant, os Estados Unidos tem mostrado nos amistosos que possuem um grupo forte e pronto para disputar o título da competição, mesmo contando com jogadores jovens e sem muita experiência internacional. Para se ter uma idéia o elenco conta com quatro jogadores com 21 anos de idade (Durant, Rose, Gordon e Westbrook) e dois com 22 (Curry e Love).

Independentemente da idade dos jogadores, o Us Team chega com tudo para o Mundial, que promete ser um dos mais disputados de todos os tempos, apesar de todas as sentidas ausências.

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Para Auxiliar O Super Trio
Publicado por Luiz André Guazzelli Agosto 2 2010

Atual treinador do Miami Heat, o jovem Erik Spoelstra terá a missão de conduzir a badalada equipe da Flórida ao título da NBA. A responsabilidade será imensa, mas com um elenco desses tudo fica mais fácil.
NBAE/Getty Images

O primeiro questionamento ou reação após a surpresa causada pela reunião dos três principais Free Agents da NBA, Dwyane Wade, LeBron James e Chris Bosh no Miami Heat foi: “Tudo bem eles são fantásticos, mas sozinhos não ganharão um título. Eles precisam de bons coadjuvantes para dar o apoio necessário e garantir vitórias, principalmente nos playoffs decisivos.”

Foi pensando nisso que o atual presidente e ex-treinador do Heat, Pat Riley, resolveu formar um elenco de respeito para suprir quaisquer necessidades que o “Trio de Reis Magos” – como foi batizado pela imprensa em Miami – pudesse enfrentar durante a longa temporada, que todos, desde já, esperam que termine com o título da equipe da Flórida.

Com pouco dinheiro disponível no teto salarial para fazer novos investimentos milionários, a direção do Miami contou com a “boa vontade” de vários jogadores experientes que sonhando com um título, que agora parece eminente, aceitaram fechar com o time por um contrato mínimo, ou bastante aquém do que poderiam receber em equipes mais modestas.

Este foi o caso dos veteranos Juwan Howard e Eddie House. O armador Eddie House, draftado em 2000 pelo próprio Miami, foi importante arma do técnico Doc Rivers na conquista do título do Boston Celtics em 2008, e que chegou a se revoltar quando o atleta foi mandado para o New York Knicks na última temporada. Já o ala Juwan Howard chega a Miami com 14 anos de atraso. Para quem não lembra o ex-All Star teve sua contratação pelo Heat cancelada pela NBA em 1996, pois a equipe havia estourado o teto salarial.

O pivô lituano Zydrunas Ilgauskas também aceitou receber menos para tentar seu primeiro título da NBA. Companheiro de LeBron nos Cavs o pivô será essencial para dividir o garrafão com Chris Bosh. Outro cobiçado Free Agent que terá papel importante na rotação do Heat será o ala Mike Miller. Respeitado arremessador, Miller poderia ter acertado com outra equipe por um salário bem mais polpudo, mas foi seduzido pelo projeto de Riley que quer criar uma dinastia em Miami, e provavelmente será o sexto homem da equipe.

Além disso, a equipe da Flórida tratou de renovar contrato com outros jogadores-chave do elenco, como o armador porto-riquenho Carlos Arroyo que foi titular da equipe em 35 partidas da temporada anterior e com o ala-pivô Udonis Haslem, considerado por Riley como o “jogador símbolo da equipe, um verdadeiro guerreiro”. Outros atletas que renovaram com o Heat foram os pivôs Joel Anthony e Jamaal Magloire e o ala James Jones. Sem contar com o armador titular Mario Chalmers que continua em Miami.

O Miami Heat chega forte e favorito ao título da Temporada 2010/2011 da NBA, pois além de possuir um Super Trio ainda conseguiu cercá-lo de boas peças que deverão contribuir efetivamente para o sucesso da equipe. A conquista do anel de campeão parece uma obrigação e qualquer coisa diferente disso poderá ser encarada como um grande fracasso. Agora é esperar para ver.

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Dinastia em Miami?
Publicado por Luiz André Guazzelli Julho 8 2010

Atual presidente do Miami Heat e eleito um dos dez maiores técnicos da história da NBA, Pat Riley havia prometido formar uma nova dinastia agora em Miami. Com Wade, LeBron e Bosh a promessa tem tudo para virar realidade.
NBAE/Getty Images

Após muitas especulações, diversas informações desencontradas e grande suspense, LeBron James divulgou ao vivo, via ESPN, na noite desta quinta-feira seu futuro na NBA. O astro de 25 anos resolveu se juntar aos amigos Dwyane Wade e Chris Bosh no Miami Heat.

LeBron abriu mão de um contrato de 128 milhões de dólares com o Cleveland Cavaliers, e do status de Rei, para tentar realizar seu maior sonho: ser campeão da NBA. Para isso, LeBron aceitou ganhar menos e dividir as atenções com outras estrelas, dentre elas Dwyane Wade, ídolo máximo e “dono” da sua nova equipe.

Duas vezes MVP da NBA, o ala passou as últimas semanas se reunindo com diversas franquias da NBA, dentre elas Chicago Bulls e New York Knicks, mas acabou optando pela Flórida. “Decidi o que era melhor para mim. Claro que foi uma decisão bastante emocional e vou entender a frustração dos fãs em Cleveland. Mas, essa era a melhor oportunidade de ganhar agora e no futuro”, disse LeBron logo após anunciar sua decisão.

Com o sim de LeBron o Miami Heat se tornou o grande vencedor do período de transferências da NBA conquistando os três mais badalados Free Agents do mercado para alegria do presidente e ex-técnico da equipe, Pat Riley, que chegou a declarar logo após o término da temporada que não mediria esforços para alcançar seu grande objetivo de formar uma nova dinastia na NBA com sede em Miami.

Agora o time da Flórida corre atrás para liberar dinheiro em sua folha de pagamento para reforçar o banco de reservas. Para isso deve negociar o ala Michael Beasley em breve e assim utilizar o espaço na folha salarial para correr atrás de um pivô e talvez de um armador. Alguns jogadores mais experientes como o armador Jason Willians deverão reforçar o Heat sonhando com um título que agora parece iminente.

Independente do plantel, que claro terá muita importância para o sucesso do Miami nesta nova temporada, Dwyane Wade, LeBron James e Chris Bosh deverão fazer muito estrago na temporada 2010/2011 e lotar a American Airlines Arena todas as noites. Promessa de um supertime e muita alegria para os torcedores de Miami. É esperar para ver!

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NY Sai Na Frente
Publicado por Luiz André Guazzelli Julho 7 2010

E o mistério continua. Onde LeBron James e Dwyane Wade atuarão nesta temporada? Façam suas apostas!.
NBAE/Getty Images

Talvez esta seja a temporada com o maior número de Free Agents de qualidade em toda a história da NBA. E a possibilidade de jogadores do quilate de LeBron James, Dwyane Wade, Chris Bosh, Amare Stoudemire, Carlos Boozer, dentre outros, mudarem de equipe tem deixado os torcedores enlouquecidos. Afinal que não quer ter um grande astro em sua equipe?

Com a liberação para negociações ocorrida no último dia 1º de julho algumas movimentações já começam a pipocar. E a primeira equipe a conquistar uma estrela foi o New York Knicks. A equipe da Big Apple acertou nesta segunda-feira um contrato de cinco temporadas com o ala/pivô Amare Stoudemire, ex-Phoenix Suns.

Precisando voltar aos tempos de glória, os Knicks pretendem com a aquisição de Amare chamar a atenção de outros Free Agents que possam reforçar a equipe. O grande objetivo é seduzir LeBron James ou Dwyane Wade, dois dos principais franchise players da Liga. O próprio Amare já confirmou que tem feito contatos para que estes e outros jogadores se unam a ele em NY.

Além disso, os Knicks tentam renovar com o pivô David Lee, grande destaque do time na última temporada, quando foi inclusive convocado para disputar seu primeiro All-Star Game. Lee chegou a declarar que dificilmente permaneceria em NY nesta temporada, mas a chegada de reforços poderá pesar em sua decisão final. Lee e Amare fariam sem dúvida alguma uma excelente dupla.

Mistério

Enquanto Amare já tem uma nova casa, permanece o mistério envolvendo os três grandes Free Agents do momento: LeBron, Wade e Bosh. Os três já se reuniram para trocar idéias sobre o futuro e já cogitaram a hipótese de jogarem juntos, Mas até agora, nenhuma novidade. Chicago Bulls e Miami Heat parecem ser os destinos mais prováveis dos jogadores. Muitos afirmam que o Bulls já teria, inclusive, um “pré-contrato” com LeBron e que Wade gostaria muito de defender os Bulls, afinal foi criado em Chicago. Entretanto, não seria uma surpresa se LeBron e Wade renovassem com suas atuais equipes.

Wade não esconde de ninguém que gosta de Miami e se sente totalmente respaldado pela diretoria do Heat. O ala/armador gostaria apenas que a equipe da Flórida se reforçasse para a nova temporada, o que poderia acontecer através das contratações de Chris Bosh e Carlos Boozer que já receberam propostas de Miami.

Já LeBron é praticamente um Deus em Cleveland e a contratação de Byron Scott como novo técnico dos Cavs poderia de alguma forma ajudar na manutenção do astro em Ohio.

Por falar em renovação, algumas estrelas praticamente já acertaram permanência em suas atuais equipes. Dirk Nowitzki deve continuar no Dallas Mavericks, Paul Pierce, no Boston Celtics e Carmelo Anthony no Denver Nuggets. Já o ala Joe Johnson renovou com o Atlanta Hawks por seis temporadas.

Mais novidades em breve...

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Título? Só No Jogo 7!
Publicado por Luiz André Guazzelli Junho 16 2010

Kobe Bryant foi mais uma vez o cestinha da partida, porém dessa vez o astro do Lakers não precisou jogar sozinho e teve boa ajuda de seus companheiros, especialmente do pivô Pau Gasol e do ala Ron Artest que mostrou nesta sexta partida o porquê de ser considerado o grande defensor da liga.
NBAE/Getty Images

Jogando em casa, o Los Angeles Lakers venceu o Boston Celtics por 89 a 67 na noite desta terça-feira e empatou novamente a série final da NBA. Uma sétima e decisiva partida será necessária para conhecermos o grande campeão da temporada 2009/2010.

O Lakers entrou em quadra pressionado, pois uma derrota seria fatal para equipe, já o Boston entrou tranqüilo e confiante na conquista do título no jogo 6. E talvez isso tenha sido decisivo para a partida. Enquanto o time californiano veio aceso para a quadra o Celtics chegou relaxado demais, e a tranqüilidade virou apatia rapidinho.

Com este panorama, o Lakers foi logo abrindo vantagem no começo da partida, graças a uma defesa forte que anulava o poder ofensivo dos visitantes. Desta vez não só Kobe (cestinha do jogo com 26 pontos) brilhou. Ron Artest brilhou na defesa e ainda contribuiu ofensivamente com 15 pontos. Pau Gasol não ficou atrás e anotou 17 pontos e 13 rebotes. Por falar em rebotes, os atuais campeões da liga conquistaram 52 rebotes na partida contra 39 do Boston, mais uma prova do poderio defensivo da equipe do treinador Phil Jackson.

A apatia do Boston se refletia na fraca transição ofensiva e principalmente na defesa, que foi ainda mais enfraquecida com a perda do pivô Kendrick Perkins logo no começo da partida após torção no joelho. Com o garrafão desfalcado e sem o brilho de seu quarteto ofensivo, o Boston tornou-se presa fácil. Ray Allen, bastante instável nessas finais, foi o nome do Boston com 19 pontos. Paul Pierce grande nome da partida anterior marcou apenas 13.

A vitória dos Lakers leva o confronto para a sétima e decisiva partida, fato que já ocorreu por outras 15 vezes na história da NBA e que não acontecia desde 2005 quando o San Antonio Spurs superou o Detroit Pistons por 4 a 3.

Esta será a primeira vez em 22 anos que o Lakers disputará uma final de NBA em sete partidas. A última vez do Boston em uma sétima partida final foi em 1984. O retrospecto entre as duas equipes em uma final com sete jogos é totalmente favorável ao Boston, afinal nas quatro vezes em que se enfrentaram o Boston venceu o jogo decisivo. Além disso, dos 17 títulos dos Celtics, 7 foram conquistados na sétima partida.

Estatísticas e retrospectos à parte, o Lakers leva mais uma vez a vantagem de jogar em casa ao lado de sua torcida e virá com moral para a partida decisiva após a grande vitória no jogo 6. Já o Boston tentará esquecer a fraca atuação e reencontrar forças para derrotar o rival californiano.

Los Angeles Lakers e Boston Celtics fazem a sétima e decisiva partida da final da NBA nesta quinta-feira às 22h de Brasília, no Staples Center, em Los Angeles.

Los Angeles Lakers e Boston Celtics voltam a se enfrentar no próximo domingo novamente em Boston. A sexta e sétima partidas serão realizadas em Los Angeles na semana que vem.

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Novamente Empatados
Publicado por Luiz André Guazzelli Junho 11 2010

O armador Nate Robinson chegou contestado em Boston e pouco jogou. Agora nos playoffs finais o baixinho começa a ganhar a confiança do treinador e dos companheiros de equipe. Robinson foi decisivo para a vitória dos Celtics na quarta partida da série final da NBA.
NBAE/Getty Images

O Boston Celtics bateu o Los Angeles Lakers na noite desta quinta-feira, em Boston, por 96 a 89 e empatou novamente a série válida pela grande final da NBA.

O Boston entrou em quadra pressionado pela derrota em casa na partida anterior e sabendo que uma nova derrota poderia significar uma provável perda do título. A responsabilidade pesou no primeiro tempo da partida, onde o Lakers pôde se soltar e até abrir vantagem, sempre se apoiando em Kobe Bryant (cestinha da partida com 33 pontos), que mesmo fortemente marcado, dificilmente errava arremessos. Os californianos fecharam a primeira etapa em 45 a 42.

Apenas no quarto período da partida que os donos da casa conseguiram acertar a marcação e passar na frente. Destaque para os reservas Nate Robinson (12 pontos) e Glenn Davis (18 pontos) que desequilibraram a partida. Vale lembrar que o banco de reservas dos Celtics anotou 21 pontos só no último quarto de partida, sendo fundamental para a importante vitória, principalmente em um momento que os astros da equipe, Paul Pierce, Ray Allen, Rajon Rondo e Kevin Garnett eram anulados pela defesa californiana.

Apesar da vantagem do mando de quadra dos Lakers a série continua bastante equilibrada e difícil de fazer um prognóstico. A quinta partida será muito importante, principalmente para os Celtics que precisarão mais uma vez fazer a lição de casa para depois tentar uma vitória nos dois jogos finais em Los Angeles. Os Lakers, por sua vez, deverão se arriscar um pouco mais para voltar para casa muito mais tranqüilos e próximos de outro título.

Los Angeles Lakers e Boston Celtics voltam a se enfrentar no próximo domingo novamente em Boston. A sexta e sétima partidas serão realizadas em Los Angeles na semana que vem.

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Na mesma moeda
Publicado por Luiz André Guazzelli Junho 10 2010

Ray Allen foi irreconhecível no jogo 3 da série final. O ala errou todos os 21 arremessos que tentou na partida, terminando o confronto com apenas dois pontos.
NBAE/Getty Images

A alegria de reverter a vantagem na final da NBA durou muito pouco tempo para o Boston Celtics e logo na primeira partida em Boston os donos da casa foram surpreendidos pelos campeões da liga que recuperaram a vantagem de decidir o título em casa, devolvendo, assim, a derrota sofrida na segunda partida da série na Califórnia.

A vitória dos Lakers por 91 a 84 na última terça-feira foi obtida graças a uma eficiente e sólida defesa que minou os principais jogadores do Boston, sobretudo Paul Pierce e Ray Allen.

Por falar em Ray Allen, o ala que havia sido o melhor em quadra na segunda partida entre as equipes, dessa vez foi irreconhecível, errando todos os 21 arremessos que tentou, terminando a partida com apenas 2 pontos anotados.

Já pelos lados do Los Angeles Lakers, Kobe mais uma vez foi o cestinha com 29 pontos. Entretanto, talvez o grande nome da partida tenha sido o armador Derek Fisher que assumiu a responsabilidade no último e decisivo quarto de partida anotando 11 de seus 16 pontos. O jogador terminou a partida visivelmente emocionado. Fisher é um dos jogadores menos badalados do elenco, mas provavelmente o mais importante depois de Kobe Bryant, especialemente em finais de NBA.

Com essa vitória, o Lakers volta a assumir o controle da série e joga toda a pressão para cima do Boston que não pode nem pensar em perder a próxima partida.

Los Angeles Lakers e Boston Celtics voltam a se enfrentar nesta quinta-feira novamente em Boston.

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Tudo Igual
Publicado por Luiz André Guazzelli Junho 07 2010

Com um triplo-duplo (19 pontos, 10 assistências e 12 rebotes) na noite deste domingo, Rajon Rondo foi decisivo para que o Boston igualasse a série final da NBA e jogasse um pouco de pressão sobre o atual campeão da liga, o Los Angeles Lakers.
NBAE/Getty Images

Como de costume nestes playoffs, o Boston Celtics provou ser um visitante perigoso (com essa foram seis vitórias fora de seus domínios), e bateu o Los Angeles Lakers neste domingo, na Califórnia, por 103 a 94 e empataram a série final da NBA. Mais do que isso, “roubaram” momentaneamente a vantagem dos Lakers de decidirem o título em casa. As próximas três partidas da final serão no Ginásio TD Banknorth Garden, em Boston.

Ray Allen, ala/armador do Boston foi o destaque da partida anotando que desequilibrou no primeiro tempo de partida quando anotou 27 pontos. Allen acertou nada mais, nada menos que oito bolas de três pontos, fechando a partida com 32 pontos. O armador Rajon Rondo também foi bem, terminando a noite com 19 pontos, 10 assistências e 12 rebotes.

Talvez o grande fator a favor do Boston tenha sido a eficiente marcação sobre Kobe Bryant que limitou seu poder ofensivo, o que convenhamos, é preponderante para parar os atuais campeões da Liga. O astro californiano anotou “apenas” 21 pontos. Andrew Bynum e Pau Gasol foram os principais jogadores do Lakers, com 21 e 25 pontos, respectivamente, mostrando que o segredo para essa série talvez seja apostar na força do garrafão, que se mostra mais eficiente do que o do rival Celtics.

A terceira partida da série será em Boston, nesta terça-feira. Promessa de outra grande partida.

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Ainda Respirando
Publicado por Luiz André Guazzelli Maio 24 2010

O ala Paul Pierce do Boston Celtics já considera a série contra o Orlando Magic ganha. Após declarar que sua equipe iria varrer a adversária, o ala agora garante que sua equipe será campeã da NBA contra o Los Angeles Lakers. É esperar para ver.
NBAE/Getty Images


Ainda respirando
Após duas derrotas fáceis o Phoenix Suns provou estar vivo na disputa pelo título da Conferência Oeste da NBA. A equipe do Arizona mostrou reação após sofrer duas derrotas fáceis e diminuiu a vantagem na série melhor de sete, disputada contra o Los Angeles Lakers com uma convincente vitória em casa por 118 a 109 neste domingo.

O triunfo veio graças à grande atuação do ala/pivô Amare Stoudemire, cestinha e destaque da partida, que anotou 42 pontos e 11 rebotes em 42 minutos em quadra. Pelo lado dos Lakers, Kobe Bryant foi mais uma vez o principal jogador com 36 pontos, 11 assistências e nove rebotes.

Como tem sido frequente nesta série os ataques foram muito mais eficientes que as defesas, porém desta o Lakers não soube parar o ala/pivô Amare Stoudemire que acabou desequilibrando a partida e dominando o garrafão.

Lamar Odon e Andrew Bynum estiveram muito aquém das expectativas facilitando o trabalho dos Suns embaixo da cesta. Esse fator ficou ainda mais comprovado através da boa partida do pivô Robin Lopes que marcou 20 pontos. Steve Nash se destacou fazendo 15 assistências e 17 pontos. Já o brasileiro Leandrinho não foi bem a marcou apenas dois pontos em lances livres, permanecendo em quadra por 12 minutos.

A próxima partida da série será, na próxima terça-feira, também na US Airways Center em Phoenix.

Leste
Pelo lado Leste o passeio continua. O Boston mais uma vez não tomou conhecimento do Orlando, vice-campeão da NBA, e abriu três a zero na série e tem tudo para “varrer” o adversário já nesta segunda-feira. A equipe do quarteto Rajon Rondo, Ray Allen, Paul Pierce e Kevin Garnett tem melhorado a cada partida e dificilmente perderá a vaga. O Orlando, por sua vez, depois de ter chegado à final de conferência invicto não tem apresentado um bom basquetebol. Seus principais jogadores têm falhado bastante nos momentos decisivos e a equipe tem sido completamente dominada pela experiente equipe do Boston.

Contato do Luiz André Guazzelli: guazza@gmail.com


Tudo ou Nada
Publicado por Luiz André Guazzelli Maio 12 2010

O trio de astros Ray Allen, Paul Pierce e Kevin Garnett tem sido decisivo para a liderança do Boston na série até agora. Além disso, o armador Rajon Rondo tem feito sua melhor temporada na NBA. Sua média contra os Cavs é de 20,6 pontos, 11,8 assistências e 7 rebotes por partida.
NBAE/Getty Images

Depois de sete partidas, o Atlanta finalmente conseguiu passar pelo aguerrido e desfalcado time do Milwaukee Bucks e garantir a última vaga para a próxima fase dos playoffs.

O que poucos acreditavam pode se tornar realidade nesta quinta-feira. A melhor equipe do campeonato, super favorita ao título da NBA e que tem o melhor jogador da liga pode se despedir dos playoffs mais cedo.

Perdendo a série semifinal para o Boston Celtics por 3x2, o Cleveland Cavaliers, do MVP LeBron James, precisa da vitória na arena do Boston para seguir vivo na competição.

Para aumentar ainda mais o drama da equipe do brasileiro Anderson Varejão, essa poderá ser a última partida de LeBron com a camisa dos Cavs, já que uma eliminação precoce deverá ser decisiva para que o astro resolva mudar de ares na próxima temporada.

Apesar do favoritismo dos Cavs o fator casa dessa vez tem desequilibrado contra a equipe. Se na temporada passada jogar em casa era praticamente um sinal de vitória, no atual confronto contra o Boston tem ocorrido o contrário. Das três partidas disputadas nesta série na Quicken Loans Arena o Cleveland venceu apenas uma. Sendo que na última realizada na terça-feira, o Cleveland foi humilhado pelo Boston por 120 a 88, com LeBron anotando apenas 15 pontos.

Vale lembrar ainda que antes dos playoffs as duas equipes haviam se enfrentado cinco vezes, com três vitórias para os Celtics (uma na Pré-temporada) e duas para os Cavs. Além disso, a rivalidade foi aflorada no último encontro entre as equipes quando após uma partida bastante tensa com seis faltas técnicas, expulsão do treinador Mike Brown dos Cavs e vitória do Boston, LeBron declarou que as duas equipes se odiavam.

Ódios à parte, a chance da veterana equipe do Boston causar uma incrível surpresa nesses playoffs é enorme, principalmente se mais uma vez os jogadores do Cleveland deixarem toda a responsabilidade nas costas de LeBron e não contribuírem com a equipe de forma mais efetiva.

O Orlando Magic, ainda invicto nos playoffs e totalmente descansado, assiste de camarote à batalha, esperando seu adversário na grande final da Conferência Leste.

Conferência Oeste
Após varrerem seus adversários, Los Angeles Lakers e Phoenix Suns terão um bom descanso até a primeira partida da final da Conferência Oeste que foi confirmada para a próxima segunda-feira em Los Angeles.

Contato do Luiz André Guazzelli: guazza@gmail.com


Atlanta Garante A Última Vaga
Publicado por Luiz André Guazzelli Maio 03 2010

Pelo segundo ano seguido o astro LeBron James do Cleveland Cavaliers foi eleito o melhor jogador da temporada regular da NBA. LeBron recebeu 116 dos 123 votos possíveis, deixando Kevin Durant do Oklahoma na segunda colocação.
NBAE/Getty Images

Depois de sete partidas, o Atlanta finalmente conseguiu passar pelo aguerrido e desfalcado time do Milwaukee Bucks e garantir a última vaga para a próxima fase dos playoffs.

A equipe do melhor sexto jogador da NBA, Jamal Crawford, enfrentará agora o atual campeão da Conferência Leste e vice-campeão da Liga, o Orlando Magic, única equipe a “varrer” seu adversário (Charlotte Bobcats) na primeira rodada dos Playoffs. Mais descansado, o Orlando é franco favorito neste confronto.

Na outra semifinal da conferência, o Cleveland Cavaliers, melhor equipe da temporada regular, que bateu o Chicago Bulls por 4x1, enfrenta o experiente time do Boston Celtics, que por sua vez eliminou o Miami Heat também por 4x1. Esta série promete ser bastante nervosa. Vale lembrar que no começo de abril, LeBron James afirmou que sua equipe não gostava do Boston e vice-versa. A declaração ocorreu após derrota dos Cavs frente aos Celtics em uma partida que teve seis faltas técnicas e ainda a expulsão de Mike Brown, treinador dos Cavs.

Apesar do favoritismo do Cleveland, a equipe do brasileiro Anderson Varejão leva desvantagem nesta temporada. Foram cinco encontros, com três vitórias para o Boston (uma válida pela Pré-Temporada) e duas para o Cleveland.

Pela Conferência Oeste, a surpresa ficou por conta das eliminações de Dallas Mavericks e Denver Nuggets. O Dallas, segunda melhor equipe da Conferência, foi derrotado pelo San Antonio Spurs por 4x2. A equipe dos veteranos Tony Parker, Manu Ginobili e Tim Duncan terá pela frente o Phoenix Suns do brasileiro Leandrinho, que eliminou o Portland Trail Blazers também por 4x2. De 2002 para cá os Spurs já eliminaram os Suns dos Playoffs por três vezes. Será que a história se repetirá mais uma vez?

O Denver Nuggets do brasileiro Nenê tentava repetir a temporada passada quando disputou a final da Conferência contra o Los Angeles Lakers. Mas, dessa vez os Nuggets tiveram pela frente Deron Williams e Carlos Boozer que desequilibraram a série a favor do Utah Jazz. Mesmo desfalcada de jogadores importantes como Andrei Kirilenko e Mehmet Okur, o Utah mostrou força e bateu a equipe do Colorado por 4x2.

O Utah medirá forças na semifinal com o todo poderoso Los Angeles Lakers, atual campeão da NBA, que teve muitas dificuldades para passar pelo novato Oklahoma City Thunder por 4x2. A série entre o primeiro e oitavo colocados do Oeste quase foi para a sétima e decisiva partida, porém uma cesta de Pau Gasol a 0,5 segundos do final da partida garantiu a virada e a vitória dos Lakers fora de casa. A equipe de Kobe Bryant é favorita no confronto, mas deverá ter trabalho, afinal o armador Deron Williams, do Utah, vive grande fase.

Atualizando
Duas partidas deram início à fase de Playoffs válida pela semifinal de Conferência. No último sábado o Cleveland jogando em casa bateu o Boston por 101 a 93. Eleito pelo segundo ano consecutivo como MVP da temporada regular, LeBron James foi o destaque da partida anotando 32 pontos. Já no Domingo foi a vez de Los Angeles Lakers e Utah Jazz medirem forças pelo Oeste. Com grandes atuações de Kobe Bryant e Pau Gasol os atuais campeões da liga saíram na frente na série com uma difícil vitória em casa por 104 a 99.

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Orlando: Único Invicto
Publicado por Luiz André Guazzelli Abril 26 2010

Apesar da magnífica atuação de Dwyane Wade, que anotou 46 pontos na primeira vitória do Miami Heat contra o Boston Celtics, a equipe da Flórida perde a série por 3x1 e dificilmente continuará viiva nos Playoffs.
NBAE/Getty Images

Com a primeira rodada dos Playoffs perto do final (pelo menos em algumas séries), o Orlando Magic é a única equipe que ainda não sofreu derrotas, e que tem a chance de poder “varrer” seu adversário, o caçula Charlotte Bobcats, já nesta segunda-feira.

A equipe da Flórida não teve grandes dificuldades nas duas primeiras partidas em casa, vencendo sem problemas, mas no terceiro jogo em Charlotte o equilíbrio foi maior e o Magic precisou bastante de seu armador, Jameer Nelson, que desequilibrou anotando 32 pontos. Apesar da vantagem de 3x0 (que nunca foi revertida nos Playoffs da liga), o Magic tem sofrido com sua principal estrela, o pivô Dwight Howard, que conseguiu ser excluído com seis faltas em todas as partidas da série, algo a ser corrigido com urgência.

Outra equipe que tinha chance de varrer seu adversário era o Boston Celtics, mas Dwyane Wade não deixou. O ala-armador do Miami Heat marcou nada mais nada menos que 46 pontos (recorde da franquia em Playoffs) na vitória deste domingo contra o Celtics diminuindo a vantagem na série para 3x1.

Já o super favorito Cleveland Cavaliers se recuperou da derrota na última partida e bateu mais uma vez o Chicago Bulls, graças à outra grande atuação do astro LeBron James, que anotou outro triplo duplo, com 37 pontos, 12 rebotes e 11 assistências. A série está em 3x1 para os Cavs.

Ainda pela Conferência Leste, nesta segunda-feira Atlanta Hawks e Milwaukee Bucks farão a quarta partida da série. Depois de duas vitórias em casa, o Atlanta perdeu a primeira em Milwaukee e agora os Bucks tentarão empatar a série jogando novamente em casa.

Pela Conferência Oeste o equilíbrio entre as equipes têm sido ratificado. Entretanto, algumas “surpresas” têm ocorrido. O atual campeão Los Angeles Lakers após vencer as duas primeiras partidas em casa acabou derrotado nos dois jogos realizados em Oklahoma e agora mais do que nunca dependerá do fator casa e da vantagem de fazer um jogo a mais em seus domínios para bater o inexperiente, porém talentoso time de Kevin Durant e Russel Westbrook.

Dallas e Denver eram franco favoritos em suas séries diante de San Antonio Spurs e Utah Jazz, respectivamente. Mas agora ambas as equipes terão que lutar contra uma eminente e precoce eliminação. Após perderem uma partida em seus domínios, e consequentemente a vantagem na série, Dallas e Denver foram para San Antonio e Utah sabendo que precisavam de pelo menos uma vitória para retomar o controle da série. No entanto falharam na missão e agora estão a apenas uma derrota da degola.

A série mais equilibrada até agora é a que reúne Phoenix Suns e Portland Trail Blazers. Cada equipe venceu uma partida em casa e outra fora. Com 2x2 na série, tudo leva a crer que o duelo deverá continuar até a sétima e decisiva partida. O Phoenix leva a vantagem de fazer um jogo a mais em casa, mas o retorno de Brandon Roy eleva a esperança do torcedor do Portland.

Uma semana de muitas decisões pela frente. Quem vai seguir em frente e quem vai deixar de lado o sonho do título da NBA?

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Apenas Os Suns Não Fizeram O Dever De Casa
Publicado por Luiz André Guazzelli Abril 19 2010

Carmelo Anthony talvez tenho sido o principal nome dessa primeira rodada dos Playoffs. Melo liderou o Denver na vitória contra o Utah Jazz anotando 42 pontos e acertando 18 de 25 arremessos de quadra.
NBAE/Getty Images

Nesta primeira rodada dos Playoffs da NBA, o Phoenix Suns foi a única equipe a não vencer dentro de casa e assim perdeu a vantagem do mando de quadra.

No sábado, Cleveland Cavaliers, Atlanta Hawks, Boston Celtics e Denver Nuggets fizeram a lição de casa e abriram vantagem em suas respectivas séries.

Os Cavs não tiveram dificuldades em bater o Chicago Bulls, última equipe a garantir vaga aos playoffs, por 96 a 83. LeBron James foi mais uma vez o cestinha da equipe com 24 pontos. Mesmo com a volta do superpivô Shaquille O’Neal, foi o brasileiro Anderson Varejão que brilhou na parte defensiva anotando 15 rebotes. Destaque também para o armador Mo Willians que marcou um double-double, com 19 pontos e dez assistências.

Em Atlanta, a grande atuação do armador Brandon Jennings não foi suficiente para ajudar sua equipe, o Milwaukee Bucks, a bater os donos de casa. Mesmo com 34 pontos anotados pelo novato, os Bucks viram o jogo coletivo dos Hawks predominar no confronto. Nada mais do que seis jogadores marcaram pelo menos 12 pontos na vitória dos Hawks por 102 a 92.

Também pela Conferência Leste, Boston e Miami fizeram um jogo bastante tenso, que acabou na expulsão do pivô Kevin Garnett depois de dar uma cotovelada no ala-armador Quentin Richardson do Miami Heat. O Miami liderou o placar durante todo o primeiro tempo, mas acabou sendo derrotado no final por 85 a 76 graças à boa atuação do ala Paul Pierce, importante nos momentos decisivos.

Na outra partida do dia, o Denver Nuggets bateu o Utah Jazz por 126 a 113. Destaque para o ala Carmelo Anthony que anotou 42 pontos. O pivô brasileiro Nenê ajudou a equipe com 19 pontos e seis rebotes. Deron Williams foi o melhor do Utah com 26 pontos e 11 assistências.

No domingo, a rodada terminou com mais quatro partidas. Orlando Magic, Los Angeles Lakers e Dallas Mavericks fizeram sua parte e venceram em sues domínios. Já o Phoenix do brasileiro Leandrinho foi o único a perder em casa.

Segunda melhor equipe da Conferência Leste, o Orlando Magic superou o Charlotte Bobcats por 98 a 89. O armador Jameer Nelson do Orlando foi o cestinha da partida com 32 pontos, enquanto o pivô Dwight Howard decepcionou anotando apenas cinco pontos. O ala Gerald Wallace, dos Bobcats, foi o destaque da partida com 25 pontos e 17 rebotes.

As outras três partidas envolveram equipes da Conferência Oeste. Atual campeão da liga, o Los Angeles Lakers contou com atuações sólidas de Kobe Bryant (21 pontos) e Pau Gasol (19 pontos e 13 rebotes) para bater o caçula Oklahoma Thunder por 87 a 79. O Lakers ainda teve o retorno do pivô Andrew Bynum que estava machucado e anotou 13 pontos e 12 rebotes. Kevin Durant com 24 pontos foi mais uma vez o destaque do Thunder e o cestinha do confronto.

O Dallas Mavericks teve trabalho para vencer o San Antonio Spurs por 100 a 94. A vitória veio graças a outro show do ala Dirk Nowitzki que desequilibrou marcando 36 pontos. Tim Duncan e Manu Ginobili com respectivamente 27 e 26 pontos foram os grandes destaques dos Spurs.

A grande decepção desta primeira rodada foi sem dúvida nenhuma o Phoenix Suns, única equipe a perder em casa. Mesmo sem contar com seu principal jogador, o ala Brandon Roy, o Portland Trail Blazers surpreendeu fazendo 105 a 100. O armador Andre Miller chamou a responsabilidade e foi decisivo no último quarto, anotando 15 de seus 31 pontos na partida. Outro destaque da boa equipe dos Blazers foi o pivô Marcus Camby que pegou 17 rebotes.

Pelos lados do Suns, Steve Nash foi o principal nome com 25 pontos e nove assistências. Amar’e Soudemire anotou 18 pontos e oito rebotes. Leandrinho teve boa atuação, com 13 pontos em apenas 17 minutos jogados.

Diferente das outras equipes que mantiveram o mando de quadra, agora os Suns terão necessariamente que vencer um confronto fora de casa. Sorte deles que o Portland vem desfalcado de jogadores importantes e com outros atuando no sacrifício, senão o desafio seria muito mais complicado.

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Fazendo História
Publicado por Luiz André Guazzelli Abril 14 2010

Verdadeira lenda da NBA, Oscar Robertson é o primeiro da lista entre os estreantes na NBA. Jogando pelo Cincinatti Royals "The Big O" anotou 30,5 pontos, 10,1 rebotes e 9,7 pontos por jogo em sua primeira temporada como profissional.
NBAE/Getty Images

O calouro Tyreke Evans do Sacramento Kings estreou na NBA fazendo estrago, no bom sentido é claro, e acaba de colocar seu nome na história do basquete profissional norte-americano.

O armador de apenas 20 anos de idade tornou-se o quarto jogador da liga a terminar sua primeira temporada como profissional com média superior a 20 pontos, 5 rebotes e 5 assistências por partida.

Com esse feito Evans passa a fazer parte de uma seletíssima lista de atletas que inclui nada mais nada menos que Oscar Robertson, Michael Jordan e LeBron James.

Vamos aos números: Primeiro na lista de estreantes, Oscar Robertson anotou expressivos 30,5 pontos, 10,1 rebotes e 9,7 assistências jogando pelo Cincinatti Royals na temporada 1960/1961. Michael Jordan, segundo da lista, em sua primeira temporada pelo Chicago Bulls (84/85) atingiu 28,2 pontos, 6,5 rebotes e 5,9 assistências e LeBron James, o terceiro, estreou pelo Cleveland Cavaliers na temporada 2003/2004 com 20,9 pontos, 5,5 rebotes e 5,9 assistências.

Já Tyreke Evans chegou bem próximo aos números de LeBron nesta temporada, com 20,3 pontos, 5,3 rebotes e 5,8 assistências por partida. Um excelente e surpreendente cartão de visitas para o ex-jogador da Universidade de Memphis.

Número quatro do último Draft, Evans foi o grande nome da fraca equipe do Sacramento Kings, penúltima colocada da forte Conferência Oeste com 25 vitórias e 57 derrotas.

Vale lembrar ainda que o camisa número 13 conseguiu outro feito nesta temporada de estréia, afinal foi eleito o melhor jogador da partida entre Calouros x Segundo Anistas, realizada no final de semana do All-Star Game, quando anotou 26 pontos, 6 rebotes, 5 assistências e 5 roubadas de bola.

As brilhantes atuações do armador serviram para salvar a frustração e a decepção dos torcedores dos Kings, que apesar do fracasso podem se gabar de ter o melhor novato da Liga, ou alguém duvida que esse título será dele?

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Vaga Histórica
Publicado por Luiz André Guazzelli Abril 09 2010

Muito da boa fase atual e da classificação do Charlotte Bobcats se deve às grandes atuações do ala Gerald Wallace. Capitão da equipe, o ex-jogador do Sacramento disputou neste ano seu primeiro All-Star Game e recentemente foi convocado para fazer parte da seleção norte-americana de basquete.
NBAE/Getty Images

Depois de seis temporadas, o Charlotte Bobcats conseguiu pela primeira vez em sua curta história alcançar os Playoffs da NBA.

A sonhada classificação ocorreu nesta quarta-feira (07/04) após vitória mais do que sofrida sobre o New Orleans Hornets por 104 a 103 fora de casa. O cestinha dos Bobcats na partida foi o experiente ala Stephen Jackson que anotou 29 pontos.

A façanha teve um gostinho mais do que especial, afinal que não se lembra do antigo Charlotte Hornets, que tanto fez sucesso na década de 90 com a dupla Larry Johnson / Alonzo Mourning e acabou tendo sua franquia transferida ou re-alocada para New Orleans.

Além disso, também foi especial para o pivô Tyson Chandler que após disputar três temporadas por New Orleans foi trocado com o pivô Emeka Okafor dos Bobcats e agora pôde se vingar da ex-equipe, que desta vez não irá para os Playoffs.

A equipe que foi recentemente comprada pelo eterno astro Michael Jordan está atualmente em sétimo lugar na Conferência Leste com 42 vitórias e 36 derrotas, apenas duas vitórias a menos que o sexto colocado Miami Heat, e o quinto, Milwaukee Bucks, grande surpresa desta temporada.

Apesar da classificação garantida, e de possuir no elenco jogadores talentosos como o armador Raymond Felton, o ala Gerald Wallace, e o cestinha Stephen Jackson, os Bobcats certamente não terão vida fácil na fase decisiva da NBA onde deverão cruzar logo na primeira rodada provavelmente com Orlando Magic ou Boston Celtics.

Porém, independente de qualquer coisa a classificação deve ser bastante comemorada. Charlotte está de volta à elite do basquetebol mundial! E não é que Michael Jordan começou bem sua carreira de dono de equipe?

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Denver Despenca Em Momento Decisivo
Publicado por Luiz André Guazzelli Março 31 2010

As ausências do ala-pivô Kenyon Martin e do comandante George Karl parecem ter sido fundamentais para a queda de rendimento do Denver Nuggets. É hora de abrir os olhos, pois os playoffs vem aí.
NBAE/Getty Images

O equilíbrio entre as equipes da Conferência Oeste é realmente muito grande. Qualquer derrota pode significar perda de posição e consequentemente vantagem nos playoffs da NBA. Num piscar de olhos uma equipe pode passar da segunda colocação para a quinta. Exemplo disso é o Denver Nuggets do brasileiro Nenê Hilário.

Vice-campeã da Conferência Oeste na temporada passada, quando deu bastante trabalho ao campeão Los Angeles Lakers, a equipe do Colorado passou grande parte da temporada sustentando (com certa folga em alguns momentos, diga-se de passagem) o posto de segunda melhor equipe da Conferência, porém neste momento decisivo a história mudou rapidamente, e após sofrer derrotas importantes consecutivas o Denver despencou três posições na tabela e agora é apenas o quinto colocado.

Motivo para desespero? Ainda não. Entretanto, o sinal de alerta está ligado. Afinal de contas o time de Nenê vem de cinco derrotas (Milwaukee, New York, Boston, Orlando e Dallas) nas últimas seis partidas, apresentando uma visível queda de rendimento. Além disso, as ausências do ala-pivô Kenyon Martin, que dificilmente voltará às quadras nesta temporada, e do técnico George Karl que está em tratamento contra um câncer têm contribuído para o difícil momento da equipe.

Porém a derrota de ontem (29/03) para o Dallas Mavericks – adversário direto na luta pela segunda colocação, e por que não, ao título da Conferência Oeste – foi bastante sentida. O Dallas Mavericks mostrou grande superioridade, excelente jogo coletivo e contou com mais uma atuação de gala do ala Dirk Nowitzki, cestinha da partida com 34 pontos. Pelos lados do Denver o destaque foi o armador reserva JR Smith que anotou 27 pontos. Dos titulares, destaque para o brasileiro Nenê que marcou 14 pontos e pegou oito rebotes.

As vitórias de Utah Jazz (terceiro colocado) e Phoenix Suns (quarto) contribuíram para a queda do Denver do segundo para o quinto lugar. Mas tudo poderá mudar na próxima rodada, afinal as quatro equipes possuem campanhas praticamente idênticas e tudo leva a crer que a definição do posicionamento para os playoffs só será decidido nas últimas rodadas.

Resta saber se o Denver Nuggets terá força para recuperar a segunda colocação e o favoritismo na Conferência, fato este que parece bastante abalado. É esperar para ver...

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De Olho Nos Playoffs
Publicado por Luiz André Guazzelli Março 04 2010

Com a segunda melhor campanha da Liga, o Los Angeles Lakers deve garantir vaga aos Playoffs nos próximos dias. Para isso contam uma dupla mais do que afinada: Kobe Bryant e Pau Gasol. Sem dúvida alguma uma das melhores duplas da NBA.
NBAE/Getty Images

A poucas partidas do término da temporada regular da NBA algumas equipes já começam a garantir vaga aos Playoffs.

Na noite desta quarta-feira o Cleveland Cavaliers não só garantiu sua vaga como pela terceira vez consecutiva conquistou o título da Divisão Central. A equipe de LeBron James e do brasileiro Anderson Varejão bateu o Indiana Pacers por 99 x 94 em casa e chegou a décima vitória seguida, graças mais uma vez à grande atuação de LeBron que anotou 32 pontos, nove rebotes e nove assistências. Com 54 triunfos e apenas 15 derrotas mantém a melhor campanha da NBA até o momento.

Outra equipe que garantiu vaga na Conferência Leste foi o atual vice-campeão da liga, o Orlando Magic. A classificação veio depois de uma convincente vitória contra o San Antonio Spurs por 110 x 84. Os alas Vince Carter com 24 pontos e Rashard Lewis com 20 foram os destaques do confronto. Com 48 vitórias e 21 derrotas até aqui a equipe da Flórida mantém a segunda colocação da Conferência, com cinco vitórias a mais do que Boston Celtics e Atlanta Hawks, respectivamente terceiro e quarto colocados.

As vagas da Conferência Leste deverão ser preenchidas rapidamente afinal existe uma grande diferença entre as equipes. Por enquanto a oitava vaga aos Playoffs é do Toronto Raptors que possui 33 vitórias e 33 derrotas, duas vitórias a mais que Charlotte Bobcats e Miami Heat, respectivamente sexto e sétimo colocados. Logo atrás da equipe canadense está o Chicago Bulls com duas vitórias a menos, mas vindo de nove derrotas seguidas a ex-equipe de Michael Jordan parece cada dia mais distante de uma vaga na fase final da NBA. Depois dos Bulls aparecem New York Knicks e Philadelphia 76ers, que com 24 vitórias dependem de milagre para obter uma improvável classificação.

Na Conferência Oeste o equilíbrio é muito maior e nada está decidido, com várias equipes tendo chance de classificação. Claro que dificilmente Los Angeles Lakers, Denver Nuggets, Dallas Mavericks e Utah Jazz deixarão de manter as quatro primeiras colocações.

O atual campeão Los Angeles Lakers, mantém a segunda melhor campanha da Liga com 50 vitórias e 18 derrotas e está praticamente garantido na fase final o torneio. Com 46 vitórias Dallas e Denver lutam para chegar na segunda colocação e se beneficiar com o mando de quadra nas fases decisivas, o que convenhamos com tanto equilíbrio existente pode significar uma grande vantagem.

Do quinto ao oitavo lugar quase não existe diferença. O Oklahoma Thunder dono da quinta vaga tem 41 vitórias e 25 derrotas, o Phoenix Suns, sexto, tem 42 vitórias, mas 26 derrotas. O San Antonio Spurs é o sétimo com 40 triunfos e 24 derrotas e o Portland Trail Blazers se mantém em oitavo com 41 vitórias e 28 derrotas. Porém nada está garantido afinal Memphis com 36 vitórias e Houston com 35 mantém chances de roubar uma vaga. Até o New Orleans Hornets com 33 vitórias ainda almeja uma classificação, entretanto, a tarefa parece muito difícil de ser alcançada.

A Temporada Normal da NBA chega na reta final, uma vitória nesse momento é crucial e pode fazer diferença lá na frente. Garantia de muita emoção nos próximos jogos!

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Com Moral Elevada
Publicado por Luiz André Guazzelli Março 04 2010

O brasileiro Anderson Varejão vem fazendo boas partidas pelo Cleveland Cavaliers. Além de elogiado pelos companheiros de equipe, Varejão é um dos atletas mais queridos pelo torcedor dos Cavs. Toda temporada ele é homenageado com a Noite da Peruca e agora o pivô é o garoto propaganda da primeira Noite do Cobertor. Que moral!
NBAE/Getty Images

O brasileiro Anderson Varejão não tem do que se queixar. Está na NBA jogando ao lado do astro LeBron James em uma das melhores equipes da liga, recebe um baita salário, é adorado por seus companheiros de time e muito querido pela torcida do Cleveland Cavaliers, e ainda por cima tem evoluído bastante, disputando, quem sabe, sua melhor temporada como profissional.

Andy, como é chamado pelos jogadores do Cavs, tem sido fundamental em algumas partidas e até decisivo em outras. Permanecendo em quadra por pouco mais de 28 minutos, o pivô brasileiro tem atualmente médias de 8,6 pontos e 7,8 rebotes por partida. Com méritos, o pivô é hoje figura importantíssima para a equipe de LeBron.

Seu estilo agressivo e para quem não existe bola perdida as vezes acaba sendo mal interpretado pelos adversários que inclusive elegeram o brasileiro como o quarto jogador mais sujo da NBA. Porém, esta pesquisa pouco abala a moral do nosso pivô, que continua alta.

“Eu confio nele dentro e fora da quadra. Ele é dedicado à equipe, ao basquete, é leal e amigo”. Essas são as palavras do astro LeBron James ao se referir a Anderson Varejão. Outro que não mede esforços ao falar sobre o brasileiro é o superpivô Shaquille O’ Neal: “O Andy é um dos caras de quem eu mais gosto na liga”.

Já o “chefe”, o técnico do Cleveland Cavaliers, Mike Brown, nunca escondeu o carinho pelo brasileiro, tendo inclusive participado do Desafio Internacional de Basquete realizado no ano passado aqui no Brasil, que reunia amigos do Varejão contra os amigos do Leandrinho. “Temos muita sorte de ter Anderson conosco”, afirmou Brown recentemente.

Além disso, a torcida também já elegeu Varejão como um de seus jogadores preferidos, apelidando-o de “Wild Thing”, ou “Coisa Selvagem” em português. Para homenagear o atleta, vez ou outra ocorre a chamada “Noite da Peruca” em que os torcedores usam uma peruca semelhante à vasta cabeleira do brasileiro. O evento que começou em fevereiro de 2006, estabeleceu o recorde de maior número de pessoas usando uma peruca no mesmo local.

Agora, o Cavs novamente usa a imagem de Varejão para obter outro recorde. No site oficial da equipe há uma foto do brasileiro como garoto propaganda de um cobertor que será distribuído aos torcedores antes da partida desta sexta-feira contra o Detroit Pistons. Na Noite do Cobertor, todos deverão usá-lo durante os primeiros cinco minutos de partida e assim estabelecer outro recorde, graças à figura peculiar e carismática de Anderson Varejão.

Não há como negar, o brasileiro está com muita moral, dentro e fora da quadra. Sorte do basquete brasileiro, carente de resultados e de ídolos, mas que segue devagar rumo a uma necessária recuperação.

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Uma Noite no Madison Square Garden
Publicado por Luiz André Guazzelli Março 04 2010

O brasileiro Anderson Varejão vem fazendo boas partidas pelo Cleveland Cavaliers. Além de elogiado pelos companheiros de equipe, Varejão é um dos atletas mais queridos pelo torcedor dos Cavs. Toda temporada ele é homenageado com a Noite da Peruca e agora o pivô é o garoto propaganda da primeira Noite do Cobertor. Que moral!
NBAE/Getty Images
Assistir a uma partida da NBA pela televisão já é muito legal. Imagine então ter a chance de ver um jogo no palco mais famoso do basquete mundial, o Madison Square Garden, em New York... Realmente uma experiência no mínimo inesquecível. Na última quarta-feira, 17 de fevereiro, tive a oportunidade de conferir de perto, de perto mesmo, a partida entre New York Knicks e Chicago Bulls e confirmar o que todos dizem – uma partida da NBA é um show, um evento realmente especial.

Logo ao chegar ao Madison Square Garden a ansiedade já passa a tomar conta, pessoas vestidas com a camisa dos Knicks e também dos Bulls já são avistadas e você não vê a hora de pegar seu lugar na arena. Consegui um excelente ingresso, literalmente na "cara da cesta"... Sensacional!

Nós acostumados com os jogos de futebol aqui do Brasil notamos uma grande diferença. Lá, todos tem seu lugar garantido (numerado), ou seja, nada de alguém ficar no seu lugar (e não precisamos chegar cedo para pegar os melhores lugares), e diferente daqui a grande maioria das pessoas chega para o jogo minutos antes do tapinha inicial. É incrível como o ginásio lota rapidinho, de uma hora para outra, num piscar de olhos. Outra coisa importante: torcedores das duas equipes sentam lado a lado sem nenhum problema ou provocação, cada um na sua. Convenhamos que aqui no nosso país isso é totalmente improvável, uma pena!

O jogo sempre começa após a solenidade do hino nacional norte-americano, que nessa ocasião, foi cantado pelo ex-American Idol e atual protagonista da peça Rock of Ages da Broadway (muito boa por sinal), Constantine Maroulis.

Para agitar o público, um telão e um potente som ambiente entoam incentivos (mensagens sonoras) para que a equipe da casa reforce a defesa, ou para que os torcedores façam barulho para pressionar os adversários. Enquanto no Brasil a torcida dita o ritmo da partida, lá o público é convidado a participar. Nesse quesito, ponto para os torcedores brasileiros que pouco necessitam de incentivo para apoiar seu time do coração. Outra coisa impressionante é o entretenimento constante. Nos tempos das equipes e nos intervalos sempre ocorre algum evento. Seja dança das cheerleaders, lançamento de camisetas para a platéia, campeonatos de lance livre valendo dinheiro, arremessos do meio da quadra, jogos entre crianças, homenagens a ex-jogadores e astros do showbiz e até pedidos de casamento via telão. Você nem percebe o tempo passar.

Ah sim... Falemos um pouco do jogo, que por sinal foi muito bom. Os Knicks começaram bem a partida. Al Harrington, Danilo Gallinari, David Lee e Wilson Chandler se destacaram, conduzindo os donos da casa a uma boa vantagem durante o primeiro tempo da partida. No segundo tempo, graças ao talento indiscutível de Derrick Rose, cestinha da partida com 27 pontos, e a ajuda de Luol Deng e Brad Miller, o Chicago Bulls equilibrou a partida, passando a frente no último e decisivo quarto. A recuperação dos Bulls intimidou o Knicks que ainda tentou recuperar a liderança no final da partida, mas sem sucesso. Apesar da derrota por 115 a 109, a torcida local mesmo frustrada reconheceu a boa performance de sua equipe que lutou bastante, em uma partida muito agradável de assistir. Para este colunista, independente do resultado que nesse momento pouco contava, ficou uma experiência única e difícil de esquecer. Assistir a um jogo da NBA direto da arena é obrigatório para qualquer amante do esporte da bola laranja. Mal posso esperar pelo próximo show!

Contato do Luiz André Guazzelli: guazza@gmail.com<
Brasileiros em momentos distintos na NBA
Publicado por Luiz André Guazzelli Janeiro 30 2010

Leandrinho tem tido nesta temporada o pior aproveitamento da carreira – 42,2% nos chutes de dois e 33% nos de longa distância. Além disso, tem permanecido pouco mais de 19 minutos em quadra. Tempo relativamente baixo para quem chegou a jogar 32 minutos em 2006-2007 e 25 na temporada passada.
NBAE/Getty Images
Chegando perto do tão esperado All Star Game podemos fazer uma pequena análise de como andam os brasileiros nesta temporada 2009/2010.

Definitivamente o atual momento é distinto, os pivôs estão muito bem obrigado, mas nosso armador tem enfrentado muitas dificuldades.

Nenê, o único brasileiro titular de sua equipe, tem feito grande atuações pelo Denver Nuggets e mantido uma excelente regularidade. Suas médias tem sido praticamente as mesmas da temporada passada, sua melhor na NBA, com 14,3 pontos e 8,2 rebotes por partida. Em algumas partidas o pivô brasileiro tem sido decisivo, como na recente vitória frente ao Houston Rockets quando anotou 18 pontos.

Graças a Nenê e companhia o Denver vem de oito vitórias consecutivas e segue na segunda colocação da Conferência Oeste com 31 vitórias e 14 derrotas, atrás apenas do atual campeão e superfavorito ao título, Los Angeles Lakers. É inquestionável sua importância para o time. A cada dia Nenê ganha status de um dos melhores pivôs da liga.

Nosso outro pivô, Anderson Varejão, também tem sido peça chave na rotação do Cleveland Cavaliers. Varejão esteja fazendo talvez sua melhor temporada na NBA, com médias de 8,3 pontos e 8,1 rebotes por partida. Além disso, tem recebido elogios constantes de LeBron James que considera o brasileiro como essencial para o sucesso da equipe. Não é por menos afinal o brasileiro foi, por exemplo, grande responsável pela vitória dos Cavs contra o Los Angeles Lakers no último encontro entre as equipes, anotando 7 de seus 11 pontos no quarto decisivo.

Após um começo não muito bom, os Cavs vêm melhorando jogo a jogo e já possuem certa folga na liderança da Conferência Leste com 36 vitórias e 11 derrotas, 7 vitórias a mais que o vice-líder Boston Celtics.

Já o armador Leandrinho do Phoenix Suns tem tido poucos motivos para sorrir nesta temporada. Sua equipe não vem bem e já vê alguns riscos em sua classificação para os playoffs.

A chegada do cestinha Jason Richardson acabou relevando Leandrinho a um segundo plano na equipe. Com isso, o armador tem tido seus minutos em quadra reduzidos e contribuído pouco com a equipe. Seus números caíram bastante. Hoje ele tem pouco mais de 10 pontos por partida de média. O que assusta é que esses números têm caído ano a ano. No ano passado anotava 14. Na temporada 2007-2008 sua média chegava a 15,6 e no período de 2006-2007 passava dos 18 pontos por partida.

Para piorar uma séria contusão deve agravar ainda mais a situação do brasileiro. Leandrinho se submeteu a uma cirurgia para retirada de um cisto na mão e deverá ficar de fora por pelo menos 6 semanas.

Fica nossa torcida pela recuperação de Leandrinho e pela manutenção das boas atuações de Nenê e Varejão. O basquetebol brasileiro agradece!

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Ano novo, vida nova?
Publicado por Luiz André Guazzelli Janeiro 14 2010

Talvez uma explicação para a péssima campanha dos Pistons esteja relacionada com o ala/armador Tayshaun Prince. Prince disputou apenas nove partidas nesta temporada devido a uma contusão nas costas e seus números até agora estão bem abaixo do normal. Enquanto nas últimas cinco temporadas Prince tinha uma média de 14 pontos por jogo, na atual ela mal chega aos 9.
NBAE/Getty Images
Enfim o Detroit Pistons conseguiu sua primeira vitória no ano de 2010. Jogando fora de casa os Pistons bateram o Washington Wizards por 99 a 90, colocando um ponto final na vergonhosa série de 13 derrotas consecutivas.

Donos da segunda pior sequência de derrotas da temporada 2009/2010 ficando atrás apenas do New Jersey Nets que perdeu suas primeiras 18 partidas no campeonato, o Detroit não lembra em nenhum momento aquela equipe temida de cinco ou seis anos atrás quando foi bicampeã da Conferência Leste e campeã da NBA.

Mas, o prenúncio do que poderia ocorrer nesta temporada já vinha tomando forma pelo menos nas últimas duas temporadas. A derrocada pode ter começado com a frustrante troca entre Chauncey Billups e Allen Iverson em 2008. Billups era o comandante de uma equipe sólida, vencedora e tinha grande entrosamento com seus companheiros Tayshaun Prince, Richard Hamilton e Rasheed Wallace. Reconhecidamente um jogador de grupo, enquanto Iverson sempre foi conhecido por seu individualismo, e claro, suas polêmicas tanto fora quanto dentro das quadras.

A troca definitivamente não deu certo, e principalmente não foi bem aceita pela torcida, o que culminou com a saída de Iverson da equipe e uma vergonhosa participação nos playoffs da temporada passada, quando foi eliminada na primeira rodada pelo Cleveland Cavaliers, após quase ter ficado de fora da fase final do campeonato.

Com a péssima campanha, o Detroit resolveu mudar algumas peças no elenco. Além de Iverson, Rasheed Wallace também deixou o time e foi para o Boston Celtics, enquanto os bons reservas Arron Afflalo e Antonio McDyess foram respectivamente para Denver Nuggets e San Antonio Spurs. Em contrapartida vieram dois excelentes alas, o cestinha Ben Gordon, ex-Chicago Bulls; e Charlie Villanueva, ex-Milwaukee Bucks.

Os reforços contratados pareciam sugerir uma excelente temporada para os Pistons, afinal no papel a equipe reúne talento e experiência. No entanto a boa expectativa, por enquanto, ficou só no papel. A campanha está muito aquém do que qualquer um poderia imaginar: 12 vitórias e 25 derrotas e a penúltima colocação na Conferência Leste.

A primeira vitória no ano pode surgir como um alento e quem sabe um sinal de recuperação, afinal ninguém pode imaginar o Detroit fora dos playoffs. Isso seria demais para uma torcida que se acostumou com vitórias e grandes equipes nas últimas décadas. É esperar para ver...

Contato do Luiz André Guazzelli: guazza@gmail.com


Reação Necessária
Publicado por Luiz André Guazzelli Dezembro 28 2009

Contratado para ser o parceiro ideal para o astro LeBron James, o superpivô Shaquille O'Neal tem tido atuações apenas regulares.  Com pouco mais de 10 pontos e 7 rebotes por partida Shaq tem tido as menores médias de sua carreira. A torcida dos Cavs espera que com o decorrer dos jogos e principalmente nos playoffs o ex-MVP volte a ser decisivo e ajude a equipe a conquistar o sonhado título da NBA
NBAE/Getty Images
Depois de um começo de temporada bastante aquém das expectativas o Cleveland Cavaliers começa a se recuperar e ameaçar a liderança do Boston Celtics na Conferência Leste.

A chegada de Shaquille O'Neal nos Cavs animou a equipe e recuperou a confiança dos torcedores que davam como certo o título da temporada passada da NBA e viram este sonho ser frustrado por Dwight Howard e o Orlando Magic. No entanto, o começo do campeonato não foi nada bom para LeBron e Cia. Muitas derrotas, inclusive em casa, fato inusitado para uma equipe que pouco perdeu em seus domínios na última temporada.

Além disso, a dupla Shaq / LeBron pouco brilhou no início e os velhos problemas relacionados ao fraco banco de reservas voltaram a aparecer. Porém de algumas semanas para cá a equipe mostrou sinais claros de recuperação. LeBron manteve seu alto padrão de jogo e acabou ganhando uma contribuição mais do que necessária do armador Mo Willians que passou a dividir as atenções e anotar muitos pontos.

A comprovação da boa fase veio na noite de Natal, quando os Cavs foram até Los Angeles e venceram os atuais campeões da NBA, Los Angeles Lakers, por 102x87, quebrando uma série de 11 vitórias seguidas dos californianos. Foi uma vitória bastante convincente, afinal o Cleveland desde o início da partida anulou as principais jogadas dos Lakers, graças a uma forte e eficiente marcação, dominou o garrafão e não deu chances ao adversário.

Já são 9 vitórias nas últimas 10 partidas. Com 24 vitórias e 8 derrotas o Cleveland tem apenas 2 derrotas a mais do que o Boston Celtics que lidera a Conferência Leste. Definitivamente LeBron e Cia resolveram acordar no campeonato e colocar pressão nos adversários. A confiança voltou e os Cavs passam novamente a sonhar com o ainda bastante distante título da NBA. Alguém duvida?

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Ninguém segura os campeões
Publicado por Luiz André Guazzelli Dezembro 21 2009

Pau Gasol tem sido fundamental para a excelente campanha dos Lakers nesta temporada. Com médias superiores aos 17 pontos e 12 rebotes por partida o espanhol prova a cada dia ser o melhor pivô da liga e o companheiro ideal para o astro Kobe Bryant
NBAE/Getty Images
22 vitórias e 4 derrotas até agora (21/12), Kobe Bryant desequilibrando e vencendo partidas na última bola, uma equipe entrosada e ainda mais forte. Os atuais campeões da liga parecem não ter adversários e a cada dia são mais favoritos ao bicampeonato da NBA.

O começo de temporada até assustou um pouco, afinal o Lakers estava sem seu grande pivô Pau Gasol e logo na segunda partida da temporada já obteve sua primeira derrota frente ao forte Dallas Mavericks. Entretanto esse foi apenas um "desvio de rota". Logo vieram seis vitórias seguidas, liderança da conferência e muita confiança.

Com o retorno de Gasol a superioridade aumentou ainda mais. Já são 15 vitórias nas últimas 16 partidas e o time parece ainda mais forte do que era quando foi campeão da NBA alguns meses atrás.

Ron Artest não só substituiu Trevor Ariza à altura como ainda é capaz de pontuar com mais eficiência, além de mostrar uma grande regularidade. Andrew Bynum a cada ano evolui um pouco mais. Lamar Odon continua fazendo muito bem seu trabalho, mantém o padrão de jogo lá em cima quando entra e nos momentos decisivos sempre é importante.

Derek Fisher faz seu arroz com feijão de forma impecável e é um grande líder, além de ser o homem de confiança do técnico Phil Jackson. Pau Gasol prova que é o melhor pivô da liga, marca e ataca muito bem, além de ser muito habilidoso. E Kobe?

O imarcável Kobe Bryant continua brilhando, lidera como poucos e no momento de decisão dificilmente erra. Quem assistiu Lakers x Bucks na última semana viu o que ele é capaz de fazer. Praticamente jogou sozinho na prorrogação, e ganhou a partida na última bola no último segundo. Como disse uma vez chega até a dar raiva. Ele é sem dúvida alguma o jogador da década na NBA.

Parece improvável que a equipe de Phil Jackson perca esse título. Dallas e Denver podem dar trabalho na Conferência Oeste. O Boston parece muito forte neste ano, e não dá para descartar Orlando e Cleveland, mas o Lakers ainda sobra no campeonato. Fica aqui uma pergunta: será que alguém conseguirá parar Kobe & Cia?

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Fim da Aposentadoria
Publicado por Luiz André Guazzelli Dezembro 7 2009

Allen Iverson retorna para a equipe onde foi ídolo e ainda é o maior cestinha da história da franquia. Foi nos Sixers que o armador viveu sua melhor fase, sendo vice-campeão da NBA e eleito MVP na temporada 2000/2001
NBAE/Getty Images
Allen Iverson está de volta ao Philadelphia 76ers. O veterano armador desistiu da aposentadoria anunciada na semana passada e resolveu voltar para a equipe onde surgiu para a NBA, onde foi ídolo, MVP e vice-campeão da NBA.

Se a idéia é boa ou não, não podemos saber, fato é que sua contratação já começa a dar novo ânimo à combalida equipe dos Sixers, que vem de oito derrotas consecutivas e uma campanha desastrosa até o momento. A venda de ingressos já aumentou substancialmente e a outrora consagrada camisa número 3 dos Sixers volta a vender como água.

Parece improvável que o Iverson de anos atrás venha a superar a má imagem estabelecida nos últimos anos, afinal as passagens por Denver, Detroit e Memphis foram no mínimo frustrantes.

Se em Denver suas atuações até foram boas, mas os resultados foram péssimos, em Detroit sua imagem se desgastou bastante e toda culpa pelo fracasso na temporada passada recaiu sobre seus ombros. Definitivamente os torcedores dos Pistons não aceitaram o armador. A fama de encrenqueiro e individualista também contribuiu para o inferno astral do ex-MVP.

Atuar em uma equipe sem grandes responsabilidades e com um elenco jovem e em formação poderia ser tudo aquilo que Iverson precisaria para recuperar pelo menos a vontade de jogar e liderar positivamente. Por isso, o Memphis parecia o destino ideal ao atleta, mas os poucos minutos em quadra revoltaram o jogador que se decidiu pela aposentadoria, agora renunciada.

Se reviver o sucesso que fez de "The Answer" o maior cestinha da história da franquia com 28,1 pontos de média por partida é exigir demais, podemos apenas torcer para que Iverson e Sixers entrem nos eixos e possam brindar os torcedores com boas atuações, pelo menos até chegar a nova e verdadeira aposentadoria do antigo ídolo.

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Novato de futuro
Publicado por Luiz André Guazzelli Novembro 23 2009

Antes do começo da temporada, Blake Griffin era praticamente o único favorito ao título de Novato do Ano. Depois de sua contusão a atenção passou a ficar dividida e hoje Brandon Jennings surge como novo favorito. Griffin deve estrear em breve e aí sim teremos uma disputa. Quem é melhor: Griffin ou Jennings?
NBAE/Getty Images
Antes mesmo do início da temporada 2009/2010 da NBA, o título de Novato do Ano já parecia ter um dono. Afinal, o ala-pivô Blake Griffin do Los Angeles Clippers, primeira escolha do draft desse ano, curtia uma justa badalação em torno de seu nome. Vinha de grandes atuações no disputado basquete universitário, além de elogiadas participações em Ligas de Verão e na Pré-Temporada da NBA. No entanto, uma contusão no joelho acabou adiando a estréia de Griffin na liga, e assim o foco passou a ser dividido entre os outros novatos.

E quem tem aproveitado a oportunidade de brilhar é o armador do Milwaukee Bucks, Brandon Jennings. Décima escolha do Draft, Jennings chegou a NBA sem grandes expectativas por parte da maioria dos críticos e, além disso, vinha bastante criticado por ter deixado a Universidade para jogar profissionalmente na Itália, fato este que gerou muitos debates e controvérsias.

Independente disso, Jennings é hoje o melhor calouro da temporada com folgas. As médias de 25,3 pontos, 5,5 assistências e 4,4 rebotes por partida estão aí para comprovar e surpreender. O armador do Bucks tem tido grandes atuações. Em sua estréia na NBA contra o Philadelphia 76ers quase anotou um triple-double, com 17 pontos, 9 assistências e 9 rebotes. Na segunda partida, contra o Detroit Pistons, foi o cestinha de sua equipe com 24 pontos.

Mas foi no dia de 15 de Novembro que o novato mostrou todo seu potencial. Com uma atuação soberba, Jennings fez 55 pontos na vitória dos Bucks contra o Golden State Warriors por 129 a 125, tornando-se o terceiro jogador da franquia a anotar mais de 50 pontos em uma partida. E ainda por cima, quebrou o recorde de Kareem Abdul-Jabbar, que até então era o maior pontuador novato da história da equipe com 51 pontos. Vale lembrar que o recorde de pontos de um jogador em sua temporada de estréia é o de 58 pontos, marcados por Wilt Chamberlain em 1960.

As atuações do armador de 20 anos têm contribuído para o excelente início de temporada dos Bucks, que agora podem voltar a sonhar em disputar os playoffs, fato que não ocorre desde 2005.

Enquanto Blake Griffin não estréia, Jennings começa a assumir o favoritismo ao prêmio do Novato do Ano da NBA, com total merecimento. Definitivamente, Brandon Jennings tem um futuro brilhante à sua espera... Sorte dos Bucks!

Contato do Luiz André Guazzelli: guazza@gmail.com


Começo arrasador
Publicado por Luiz André Guazzelli Novembro 9 2009

Grande sensação antes do início da temporada, a dupla LeBron James / Shaquille O'Neal ainda não mostrou do que é capaz. Na verdade os Cavs tem sido até agora a grande decepção da temporada e com apenas 6 jogos disputados a equipe já igualou o número de derrotas em casa que teve em toda a temporada regular de 2008/2009.
NBAE/Getty Images
Depois de uma temporada 2008/2009 aquém das expectativas, onde precisou lidar com a perda do astro Kevin Garnett, contundido antes dos playoffs, o Boston Celtics começou a nova temporada com tudo, vencendo suas primeiras seis partidas com autoridade.

Estrearam na temporada 2009/2010 contra o badalado Cleveland Cavaliers e não deram a menor chance para LeBron e Shaq em plena Qucken Loans Arena, em Cleveland. Depois fizeram a lição de casa batendo na sequência Charlotte Bobcats, Chicago Bulls e New Orleans Hornets, com incrível facilidade, afinal foram 33 pontos de vantagem contra os Bobcats e 28 contra os Bulls.

Jogando contra o Philadelphia 76ers, o Boston fez mais uma grande partida derrotando os donos da casa por 105 a 74 com surpreendente facilidade. Nesta partida todos os jogadores do Celtics pontuaram, inclusive os reservas. Fato bastante incomum na NBA.

Os Celtics completaram a invencibilidade (até agora, 06/11) derrotando o Minnesota Timberwolves por 92 a 90 também fora de casa. Esta foi a primeira partida onde o Boston realmente esteve ameaçado por algum momento (chegou a perder os dois primeiros quartos da partida), mas graças à experiência da equipe conseguiu garantir outra vitória.

Este grande começo de temporada põe o Boston novamente em foco. Se o trio Ray Allen, Paul Pierce e Kevin Garnett se mantiver sadio até o final do campeonato tudo leva a crer que os Celtics irão muito longe neste campeonato. Ainda mais agora reforçados do ótimo ala Rasheed Wallace e com o armador Rajon Rondo melhorando a cada temporada. Definitivamente as equipes da Conferência Leste terão que suar muito a camisa para bater o Boston Celtics.

Cleveland
Diferentemente do Boston, o Cleveland Cavaliers vem decepcionando neste começo de temporada. Até agora 3 vitórias e 3 derrotas, sendo 2 em casa, mesmo número de derrotas em casa que a equipe teve em toda a temporada regular passada.

Apesar de ainda ser bastante prematuro afirmar alguma coisa, fica a impressão que a contratação de Shaquille O'Neal pouco contribuirá para a melhora do time. Afinal de contas o grande problema da equipe na última temporada era a ausência de um jogador que pudesse dividir em alguns momentos a pontuação com LeBron, tirando um pouco da pressão em cima do MVP, e isso dificilmente ocorrerá com Shaq. Além disso, o banco de reservas continua pouco participativo.

Se não houver alguma mudança na equipe, a chance de fracasso nesta temporada poderá ser grande. Boston, Orlando e Atlanta parecem hoje um pouco superiores aos Cavs. Mas, a temporada é bastante longa e tudo poderá acontecer. Ainda não é momento para desespero e sim de atenção!

Contato do Luiz André Guazzelli: guazza@gmail.com


Novato de futuro
Publicado por Luiz André Guazzelli Outubro 27 2009

O Los Angeles Lakers é considerado por muitos como favorito à conquista do bicampeonato da NBA, afinal manteve a base do time, conta com o técnico mais vencedor da liga, Phil Jackson, e com o melhor jogador, Kobe Bryant. Entretanto não será nada fácil. A temporada 2009/2010 tem tudo para ser uma das mais disputadas da história. Os Lakers que se cuidem!
NBAE/Getty Images
A espera acabou. A partir desta terça-feira as atenções voltam a se concentrar no melhor basquete do mundo. E a temporada 2009/2010 da NBA tem tudo para ser empolgante, bastante disputada e equilibrada.

Os atuais campeões, Los Angeles Lakers, são a equipe a bater. Entram na temporada como favoritos ao bicampeonato. Perderam apenas um jogador, o bom marcador Trevor Ariza, em compensação se reforçaram com um dos melhores defensores da NBA, o ala Ron Artest ex-Houston Rockets, que além de marcar tão bem quanto Ariza ainda é muito mais eficiente no ataque.

Apesar do favoritismo acentuado, a equipe de Kobe Bryant poderá encontrar algumas pedras no caminho em direção ao título da Conferência Oeste. O San Antonio Spurs chega mordido, graças ao péssimo desempenho na temporada passada. Além de contar com o retorno do argentino Manu Ginobili, os texanos se reforçaram com o talentoso ala Richard Jefferson, ex-Milwaukee Bucks e New Jersey Nets.

Já o Denver Nuggets, do brasileiro Nenê, manteve a base da equipe vice-campeã do Oeste, mas teve seu banco de reservas enfraquecido com a perda de Danthay Jones e Linas Kleiza, figuras importantes na rotação dão time.

Portland Trail Blazers e Dallas Mavericks também podem dar trabalho. O Dallas de Jason Kidd e Dirk Nowitzki, que eliminou o San Antonio Spurs na temporada passada, fortaleceu o elenco com a contratação dos experientes alas Shawn Marion e Drew Gooden. Já o Portland melhora a cada temporada. Possui um elenco jovem e bastante talentoso, que agora terá o bom armador André Miller, ex-Philadelphia Sixers, como comandante.

No lado Leste o equilíbrio deverá ser até maior do que foi na temporada passada. O Orlando Magic, vice-campeão da NBA, perdeu o versátil ala turco Hedo Turkoglu, mas trouxe para seu lugar o cestinha Vince Carter, que nos seus tempos de Toronto Raptors era sem dúvida um dos melhores jogadores da liga. Deverá fazer uma excelente dupla como o pivô Dwight Howard.

Por falar em dupla, o Cleveland Cavaliers do brasileiro Anderson Varejão trouxe o superpivô Shaquille O'Neal para ajudar o astro LeBron James a conseguir o sonhado título da liga. Vale lembrar que Shaq sempre formou grandes duplas na NBA, ajudando Kobe Bryant e Dwyane Wade a ganharem seus primeiros anéis. Só o tempo dirá se o investimento valerá à pena e se a história se repetirá mais uma vez.

Entretanto a disputa não deverá se resumir a Cavs e Magic, afinal o Boston Celtics poderá novamente contar com o trio Ray Allen, Paul Pierce e Kevin Garnett, este último voltando após longo período de inatividade. O trio agora terá a ajuda do ala Rasheed Wallace, ex-Detroit Pistons. Apesar da idade um tanto avançada o agora quarteto tem tudo para dificultar a vida das equipes nesta temporada.

O Atlanta Hawks poderá ser a grande surpresa da Conferência. Na temporada passada os Hawks mostraram ter um bom time, inclusive eliminando o Miami Heat na primeira rodada dos playoffs. Mantiveram seus principais jogadores e ainda de sobra trouxeram o cestinha Jamal Crawford, que foi disputado por várias equipes da liga.

É isso aí, as cartas estão na mesa. Promessa de fortes emoções pela frente. Será que os Lakers conseguirão o bicampeonato? Shaq e LeBron formarão uma dupla vitoriosa? O experiente quarteto do Boston recuperará o título do Leste? O Orlando Magic repetirá a grande campanha da temporada passada? Tim Duncan resgatará o prestígio dos Spurs? Essas e outras perguntas começarão a ser respondidas hoje. A NBA está de volta!!!

Contato do Luiz André Guazzelli: guazza@gmail.com


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