Blog Squad: Guilherme Buso -- 2009-10 Blog Arquivo

Bem vindos à seção do "Blog Squad Brasil", uma coleção de matérias de opinião, de jornalistas, artistas, jogadores e especialistas em basquetebol ao redor do mundo, quem quer compartir os seus pensamentos e opiniões sobre a NBA com você. Aqui você poderá consultar as colunas de opinião de cada um dos nossos convidados especiais.

Os pontos de vista expressados no Blog Squad Brasil representam unicamente a visão daqueles que escrevem neste. Não representam a posição da NBA.com/Brasil, da NBA ou de alguma equipes da liga.


Guilherme Buso - Jornalista -- 2009-10 Blog Arquivo
Deu seus primeiros arremessos numa quadra de basquete aos 9 anos de idade. Desde então, disputou todos os campeonatos das categorias de base, atuou por uma temporada de High School nos Estados Unidos e foi parte da equipe adulta de Santo André até sua formação acadêmica como jornalista na Universidade Metodista de São Paulo. Produziu o documentário "Bola ao Cesto", que faz uma retrospectiva detalhada da Seleção Brasileira de basquete masculina. Foi repórter da TV Federação Paulista de Futebol, mas jogar, assistir e comentar os jogos da bola laranja sempre foram sua tarefa predileta. Atualmente, assumiu o cargo de assessor de comunicação da Liga Nacional de Basquete e escreve para a NBA desde 2007.
Guilherme's 2007-08 Blog Arquivo | 2008-09 Arquivo


Uma classe muito talentosa
Publicado por Guilherme Buso Outubro 14 2010

Desde 2002, Leadrinho carrega a responsabilidade de liderar o basquete brasileiro.
NBAE/Getty Images
Eu me lembro muito bem da primeira vez que vi Leandrinho jogar. Foi em 1998, quando eu tinha 13 anos de idade e estava começando minha rápida e satisfatória carreira como jogador de basquete. Fui com minha família assistir ao jogo da categoria infanto-juvenil da APABA/Santo André contra o Palmeiras, no saudoso ginásio do Parque Duque de Caxias, hoje Celso Daniel. Lá estava o tal Leandro Barbosa, que víamos nas estatísticas da Federação Paulista de Basquete como o cestinha do alviverde e do campeonato estadual.

O armador magrinho e habilidoso destoava dos demais. Ele já era um grande ídolo para todos nós garotos, apesar das vaias e do desejo de ver o time de Santo André vencer o favorito Palmeiras. Não me lembro direito se ele foi cestinha nem quem saiu vitorioso do jogo, mas me recordo que o comentário geral era que ele seria o futuro do nosso basquete.

Muitos jogadores nas categorias de base já tiveram que carregar essa responsabilidade nas costas: “ser o futuro do basquete brasileiro”. A maioria não chega nem perto de atingir esse status, mas acho que Leandrinho foi o atleta que mais sentiu isso na pele.

O ala/armador se destacou cedo e provou que mesmo jovem já tinha condições de jogar no alto nível. Aos 19 anos, Leandrinho já estava na Seleção Brasileira que disputou o Campeonato Mundial de 2002, nos Estados Unidos. O jogador começou a competição como uma simples promessa e terminou como um dos principais nomes do basquete nacional.

A ascensão foi rápida demais e, consequentemente, as cobranças vieram também. Dizem que ele é fominha, que ele não sabe jogar coletivamente, que o arremesso dele não é bom, que ele não sabe marcar, que ele é arrogante, entre outras coisas.

Em toda competição que Leandrinho disputa com a Seleção Brasileira, a torcida sempre pega no pé. E na temporada passada, então, que o atleta ainda encontrou dificuldade no seu time da NBA, o Phoenix Suns. Muitas pessoas duvidaram do potencial dele.

Agora, ninguém se lembra desse mesmo Leandrinho, aos 20 anos de idade, sendo personagem principal do Tilibra/Bauru na conquista do título brasileiro de 2002, e aparecendo como o segundo cestinha da competição, atrás apenas do lendário Oscar Schmidt. No ano seguinte, esse mesmo garoto chegou à NBA, escolhido pelo Phoenix Suns na primeira rodada do Draft, e, mais tarde, conquistou o honroso título de “Melhor Sexto Homem” da temporada 2006/2007, com médias de 18 pontos, quatro assistências e 2,7 rebotes por partida.

Leandrinho é uma realidade do basquete mundial, não só em nível brasileiro. A ida para o Toronto Raptors será fundamental para o ressurgimento do ala/armador na NBA e nós brasileiros temos que torcer por isso. Estamos bem próximos de conseguir a sonhada vaga olímpica para Londres 2012, daqui menos de um ano, e precisamos estar com força total. Torcedores, críticos e fãs do basquete, queiram vocês ou não, Leandrinho ainda é o cara da nossa Seleção.

Uma classe muito talentosa
Publicado por Guilherme Buso Setembro 23 2010

O grande destaque do Draft 2010 é o quinteto da Universidade de Kentucky, liderados pelo número um, o ala/armador John Wall.
NBAE/Getty Images
A temporada 2010/2011 da NBA está bem perto de começar e, como em todo ano, muitos jogadores farão sua estreia na maior liga de basquete do mundo. A classe de rookies está cheia de talento e a expectativa é muito grande em cima de muitos deles.

Para começar a lista de novatos, o número um do Draft da temporada anterior, o pivô do Los Angeles Clippers, Blake Griffin, não jogou uma partida sequer no último campeonato, devido a uma lesão no joelho. Dessa maneira, o jogador entra com força total para rechear mais ainda a classe de rookies de 2010.

Outro destaque nessa turma talentosa é o brasileiro Tiago Splitter, que assim como Griffin, passou pelo Draft há um tempo, em 2007. O pivô chega para atuar no San Antonio Spurs nesta temporada com o status de MVP da segunda maior liga do mundo, a ACB da Espanha, e tem grandes chances de brigar entre os melhores novatos este ano.

Além dos dois, os selecionados no Draft em 2010 também são bastante talentosos. Os alas Evan Turner, do Philadelphia 76ers, e Wesley Johnson, do Minnesota Timberwolves, mais o pivô Derrick Favors, do New Jersey Nets, são nomes que devem se sobressair nessa turma.

Agora, o grande destaque entre os novatos desta temporada, com certeza, vai para o quinteto da tradicional Universidade de Kentucky. Desde 1957, 79 atletas de UK já foram “draftados” e pela primeira vez na história da NBA, uma única universidade conseguiu ter cinco jogadores escolhidos na primeira rodada, entre os 30 primeiros colocados, do Draft.

O time comandado pelo técnico John Calipari não conseguiu o título da NCAA (Campeonato Universitário), mas foi a sensação do basquete norte-americano no último campeonato. Fãs de todas as idades, incluindo artistas, rappers e outras celebridades, paravam para ver o jogo rápido e atlético do ala/armador John Wall e seus companheiros.

Wall foi o número um do Draft 2010, escolhido pelo Washington Wizards, e também entrou para a história de Kentucky por esse feito. Antes dele, o pivô Sam Bowie havia sido o melhor “draftado” de UK, sendo a segunda escolha do Portland Trail Blazers, em 1984. O engraçado desse caso, é que na terceira posição, o Chicago Bulls escolheu o ala da Universidade de North Carolina, Michael Jordan. Será que os Blazers se arrependeram disso?

Completando o quinteto de Kentucky, o pivô DeMarcus Cousins foi escolhido na quinta posição pelo Sacramento Kings; o ala/pivô Patrick Patterson foi o 14º pelo Houston Rockets; o armador Eric Bledsoe foi o 18º pelo Oklahoma City Thunder, mas foi trocado para o Los Angeles Clippers; e o pivô Daniel Orton foi o 29º pelo Orlando Magic.

Obrigado, Durant!
Publicado por Guilherme Buso Setembro 12 2010

Ninguém conseguiu parar o ala do Oklahoma City Thunder, Kevin Durant, que foi o cestinha da final e o MVP do Mundial.
NBAE/Getty Images
Os Estados Unidos superaram a Turquia, por 81 a 64, e conquistaram o título mundial de basquete masculino e os brasileiros só podem agradecer por esse resultado.

O motivo é que juntamente com o troféu de campeão e as medalhas de ouro, os norte-americanos garantiram uma das 12 vagas para os Jogos Olímpicos de Londres, em 2012. Isso significa que para o Pré-Olímpico das Américas, que será realizado no ano que vem em Mar del Plata (ARG), a Seleção Brasileira terá um grande concorrente a menos para buscar uma das duas vagas que o continente americano tem direito na próxima Olimpíada.

O título dos norte-americanos foi conquistado graças ao bom desempenho do ala Kevin Durant, cestinha do jogo com 28 pontos e eleito o MVP (Jogador Mais Valioso) do Mundial. O jovem atleta do Oklahoma City Thunder fez um campeonato impecável e mostrou que está no mesmo nível dos principais astros do basquete.

Durant impressionou a todos com sua versatilidade e a maneira rápida com que se adaptou ao estilo de jogo internacional. Craques da NBA como Kobe Bryant, LeBron James, Allen Iverson, Tim Duncan e quase todos os outros que vestiram a camisa do Team USA sentiram dificuldade com a marcação zona e o estilo mais defensivo dos adversários. O ala, de 21 anos, não ficou intimidado em nenhum momento. Encarou todas as seleções como se fosse a quinta Olimpíada da carreira.

Cestinha da NBA na última temporada (30,1 pontos por partida), Durant está acostumado a fazer um jogo com mais infiltrações e arremessos próximos ao garrafão. Nesse Mundial, o jogador mudou suas características arriscando menos batidas para dentro e mais chutes de fora. Ele estava impossível nos tiros de 3 pontos e terminou a competição com 45,6% (26 certos em 57 tentativas) de aproveitamento, superando, facilmente, os 36,1% que teve na liga norte-americana 2009/2010.

O técnico da equipe, Mike Krzyzewski, percebeu o comprometimento de Durant e quão focado ele estava na competição e fez com que o time jogasse em função dele, um fato nada característico do treinador. O ala quase não saía de quadra nos jogos mais difíceis, contra o Brasil por exemplo, e foi o grande termômetro dos Estados Unidos. Das quartas até a final do Mundial, o jogador do Thunder sentou apenas seis dos 120 minutos jogados.

Se não fosse Durant, esse jovem elenco dos Estados Unidos talvez não venceria o título mundial, que desde 1994 não era conquistado. Por esse motivo, a festa foi muito grande entre os jogadores e comissão técnica após o fim da partida. Foi uma mistura entre a sensação doce da vitória e um pouco de alívio. Sensação que deverá ser parecida ao que nós brasileiros poderemos sentir no próximo Pré-Olímpico.
A evolução do basquete brasileiro
Publicado por Guilherme Buso Setembro 8 2010

O Brasil terá quatro representantes na próxima temporada da NBA: Leandrinho (Toronto Raptors), Nenê (Denver Nuggets), Anderson Varejão (Cleveland Cavaliers) e Tiago Splitter (San Antonio Spurs).
NBAE/Getty Images
Há exatamente quatro anos, as críticas eram enormes em cima da Seleção Brasileira de basquete masculino. Após a eliminação na primeira fase do Campeonato Mundial do Japão, em 2006, criticaram os jogadores, a comissão técnica, os dirigentes e todas as pessoas envolvidas com a modalidade. Sobrou para todo mundo.

Nesta terça-feira, o Brasil não conseguiu superar sua maior rival, a Argentina, nas oitavas de final do Mundial da Turquia. Porém, a sensação da derrota foi bem mais tranquila. Vimos em quadra um time que jogou com confiança, encarou todos os adversários de igual para igual e por muito pouco, muito pouco mesmo, não passou para as quartas de final da competição.

É claro que as críticas vão existir. E devem. Afinal, perdemos mais uma partida importante para os argentinos e não alcançamos o nosso objetivo de estar entre os oito melhores do mundo. Assim como em 2006, os jogadores, o técnico e muitas outras pessoas vão ouvir. Não tem jeito.

A grande diferença é que as imagens que ficam dessa Seleção são muito melhores que as das competições passadas. O Brasil venceu três das seis partidas que disputou, uma delas contra uma potência do basquete mundial, a Croácia. E os jogos que perdemos foram contra seleções fortes tecnicamente, talvez até melhores que a gente, mas que foram definidos somente nos últimos segundos.

Contra os Estados Unidos, a Seleção Brasileira teve a chance de sair de quadra com a vitória no último lance do jogo. Na partida diante da Eslovênia, a grande sensação do Mundial, perdemos por apenas três pontos. E nas oitavas de final, frente aos argentinos, levamos o jogo até o minuto final, mas cometemos alguns erros na hora de decidir.

Vi muita gente escrever no Twitter aquela frase “jogamos como nunca e perdemos como sempre”. Isso me chateia. Pode até ser que a parte do “perdemos como sempre” se encaixe, afinal, estamos eliminados do Mundial. Mas, falar que “jogamos como nunca” não está correto.

O Brasil sempre esteve e nunca deixou de estar na elite do basquete internacional. Até a década de 80, estivemos entre os quatro melhores, ao lado de EUA, União Soviética e Iugoslávia. Porém, vale lembrar que os norte-americanos são os eternos “Number 1” e os outros dois países se dividiram, após a Guerra Fria, em outras seis ou sete grandes seleções, como Croácia, Sérvia, Eslovênia, Lituânia e Rússia.

Além disso, a globalização do basquete através da NBA, principalmente, permitiu com que outras nações se interessassem pela modalidade e astros como o chinês Yao Ming, o alemão Dirk Nowitzki, o espanhol Pau Gasol, o argentino Manu Ginobili e outros tantos jogadores fossem criados e fortalecessem inúmeras seleções pelo mundo.

O basquete brasileiro está “jogando como sempre” e nunca deixará de jogar no seu estilo característico. É evidente que algumas adaptações têm sido feitas para que a Seleção Brasileira continue evoluindo e possa, assim, recuperar o seu prestígio internacional. O primeiro passo foi dado na Turquia e, agora, o próximo deverá ser dado no Pré-Olímpico, em Mar Del Plata (ARG), no próximo ano. Estou ansioso por isso.
Que venha a Argentina!
Publicado por Guilherme Buso Setembro 2 2010

A Seleção Brasileira chega para as oitavas de final do Mundial passando por um momento importante de consolidação do basquete no País.
Gaspar Nóbrega/CBB
A Seleção Brasileira mostrou nessa primeira fase do Campeonato Mundial que está pronta para enfrentar qualquer adversário. Falhas? Claro, que temos falhas. Mas, o mais importante é que demonstramos estar no mesmo nível de todas as seleções que disputam a competição na Turquia.

O Brasil venceu três partidas, diante do Irã, Tunísia e Croácia, e perdeu de apenas dois pontos para os Estados Unidos (70 a 68) e de somente três da Eslovênia (80 a 77). A campanha de três vitórias e duas derrotas nos deixou na terceira colocação do Grupo B, o que significa termos que enfrentar os nossos principais rivais, os argentinos, nas oitavas de final. Ótimo! E te digo porquê.

Apesar da falta que o pivô do Denver Nuggets, Nenê, faz e fará nesse Mundial, essa geração de atletas da nossa Seleção nunca esteve num momento tão bom em seus respectivos clubes. O pivô Tiago Splitter chega nesta temporada da NBA como o melhor jogador da Liga ACB (segundo maior campeonato do mundo). O ala do Toronto Raptors, Leandrinho, e o pivô do Cleveland Cavaliers, Anderson Varejão, são jogadores importantes da liga norte-americana. O armador Marcelinho Huertas está comandando a equipe brasileira com uma bagagem internacional de mais de sete anos na Europa.

Além disso, o basquete brasileiro vive uma fase de consolidação através do NBB, campeonato organizado pela nova e determinada Liga Nacional de Basquete. No último jogo, contra a Croácia, foram os jogadores que atuam no País que fizeram a diferença. O alas Marcelinho, do Flamengo, e Alex, do Brasília, foram os grandes nomes da vitória do Brasil. Sem contar as presenças importantes do ala/pivô Guilherme Giovannoni, também do Brasília, do pivô Murilo, do São José, e do ala Marquinhos, do Pinheiros.

O momento é muito favorável para o basquete brasileiro, que também tem a honra de ter uma Seleção comandada por um campeão olímpico, o argentino Rubén Magnano. O treinador trouxe, além de experiência, um outro olhar sobre o basquete internacional. E, o mais importante, ele sabe como parar o selecionado argentino, nossos próximos adversários nas oitavas de final.

Muitos podem estar com um pouco de receio de ter que enfrentar os argentinos já, logo nas oitavas. Mas, eu não estou nem um pouco preocupado. Que venha a Argentina!

Nas oitavas do Mundial

Além do confronto entre Brasil e Argentina, outros sete jogos agitam a segunda fase do Campeonato Mundial. Só jogão. Confira quais serão eles:

Sérvia (1º A) x Croácia (4º B)
Espanha (2º D) x Grécia (3º C)
Turquia (1º C) x França (4º D)
Eslovênia (2º B) x Austrália (3º A)
Estados Unidos (1º B) x Angola (4º A)
Russia (2º C) x Nova Zelândia (3º D)
Lituânia (1º D) x China (4º C)
Brasil (3º B) x Argentina (2º A)



Merecemos vencer
Publicado por Guilherme Buso Agosto 30 2010

O armador Marcelinho Huertas vem sendo o grande líder no ataque brasileiro nesse Mundial.
NBAE/Getty Images
A Seleção Brasileira mereceu vencer a partida contra os Estados Unidos pelo Campeonato Mundial da Turquia, nesta segunda-feira. O Brasil conseguiu fazer tudo direitinho, jogando com uma disciplina tática que há muito tempo não era vista no basquete nacional. Os jogadores trabalharam bastante a bola no ataque, arremessaram na hora certa, com confiança, fizeram uma defesa forte e demonstraram garra em todos os lances. Faltou, simplesmente, acertar a última bola, a que decidiria o jogo.

Desde o início, o armador Marcelinho Huertas comandou a Seleção Brasileira ofensivamente. Com um entrosamento impressionante com o pivô do San Antonio Spurs, Tiago Splitter, seu ex-companheiro de Caja Laboral (ESP), o Brasil intimidou os norte-americanos no primeiro tempo. Além da dupla, os alas Leandrinho e Marquinhos colaboraram no ataque, acertando as bolas de fora. Os brasileiros venceram a primeira metade do jogo por 46 a 43.

Assustados com o volume de jogo brasileiro, os norte-americanos tiveram que mudar o esquema tático da equipe, que é baseado na rotação dos jogadores e divisão de pontos no ataque. O estilo solidário do basquete internacional ou, até mesmo da NCAA, voltou a ser o da NBA, totalmente individualizado. O ala do Oklahoma City, Kevin Durant, chamou a responsabilidade e conseguiu manter os Estados Unidos no jogo.

Diferente do que se viu nas duas primeiras partidas, contra Croácia e Eslovênia, o técnico norte-americano, Mike Krzyzewski, manteve o time titular em quadra quase o jogo todo. Durant, por exemplo, jogou 39 minutos. O pivô Kevin Love, o ala Rudy Gay e os armadores Russell Westbrook e Eric Gordon, que foram presenças importantes anteriormente, ficaram no banco, entrando somente para que os titulares descansassem um pouco.

Com o jogo nas mãos de Durant (27 pontos marcados), apoiado pela experiência do armador do Denver Nuggets, Chancey Billups, os Estados Unidos passaram à frente no placar no terceiro quarto. Os mais pessimistas devem ter pensado que o jogo estava acabado para os brasileiros; que os norte-americanos começariam a atropelar, como fizeram com eslovenos e croatas; e que o festival de enterradas iria começar. Não, isso não aconteceu. A Seleção Brasileira continuou encarando o adversário de igual para igual, mesmo com a saída momentânea da dupla Huertas-Splitter, com quatro faltas cometidas.

Com menos de cinco minutos no cronômetro, os EUA venciam a partida por quatro pontos e essa vantagem permaneceu até os momentos finais. Com 33 segundos no relógio, Leandrinho acertou uma bandeja que deixou os brasileiros atrás por dois pontos (68 a 70). Após um arremesso de 3 pontos de Billups, a bola voltou para o Brasil, faltando nove segundos para o final do jogo. Huertas pegou a bola, foi para cima de Durant, subiu para o arremesso dentro do garrafão, sofreu a falta, mas não converteu. O armador foi para a linha dos lances livres, com três segundos no cronômetro, e a possibilidade de empatar a partida. Ele errou o primeiro chute, para o desespero da torcida. Forçou o erro no segundo, pegou o rebote, conseguiu o passe para Leandrinho, embaixo da cesta, que jogou a bola para o alto, conscientemente, mas não acertou o arremesso. Uma pena. Vitória dos norte-americanos.

Apesar da derrota, a partida contra os EUA dá uma confiança extra para os brasileiros, tanto para os jogadores e comissão técnica quanto para a torcida, que tinha muitas dúvidas sobre o futuro da equipe após a saída do pivô dos Nuggets, Nenê. O Brasil briga, agora, com Eslovênia e Croácia pela segunda colocação no Grupo B, tentando uma melhor classificação para as oitavas de final da competição.

Boa sorte à Seleção, que demonstrou que tem tudo para chegar entre os primeiros do Mundial. Os americanos que o digam.


Contato do Guilherme Buso



Ainda forte no garrafão
Publicado por Guilherme Buso Agosto 23 2010

Splitter e Varejão continuam sendo os personagens principais do elenco brasileiro que disputa o Mundial da Turquia.
NBAE/Getty Images

Algumas semanas atrás, escrevi um texto para o nosso NBA Blog Squad comentando sobre o ponto forte da Seleção Brasileira neste Mundial: os pivôs. Pela primeira vez na história do basquete nacional, tínhamos uma equipe com um trio de pivôs que possuíam o papel de personagens principais no elenco. Nenê, Tiago Splitter e Anderson Varejão formavam, provavelmente, o garrafão mais forte da competição.

Neste domingo, no entanto, recebi a triste notícia de que Nenê não permaneceria no grupo para o Mundial. Devido a um estiramento na coxa, o pivô foi afastado da Seleção e J.P. Batista foi convocado para o seu lugar. O Brasil perde muito com a saída de Nenê. É claro. Mas, continuo afirmando que o nosso forte está nos pivôs.

Splitter e Varejão, se estiverem inteiros, continuam formando uma dupla fantástica no garrafão, com nível melhor do que a de muitas seleções que estarão no torneio. Além deles, temos dois jogadores na equipe que conquistaram os prêmios de melhores pivôs da última edição do NBB, Guilherme Giovannoni e Murilo, que talvez não tenham a força física de Nenê, mas tecnicamente possuem um grande valor. Vale lembrar que Giovannoni possui uma enorme experiência internacional, fator que muitos críticos pensam ser o mais importante (e não é). E Murilo demonstrou seu potencial diversas vezes, principalmente, na final do último Sul-Americano, contra a Argentina, quando ele marcou 30 pontos e 10 rebotes e liderou o Brasil ao título.

São eles que vão ditar o ritmo da equipe comandada pelo argentino Rubén Magnano, que vão facilitar a vida para nossos alas e armadores. Um jogo efetivo de garrafão no ataque permite com que nossos jogadores de fora tenham mais liberdade para os arremessos. Se Varejão e Splitter, mais Guilherme Giovannoni, Murilo e J.P. Batista, puderem receber a bola lá embaixo para desenvolver o trabalho, o jogo ficará mais aberto para Leandrinho, Marquinhos, Alex e os dois Marcelinhos. Sem contar que a nossa equipe de pivôs nos dá uma segurança enorme no setor defensivo.

A única coisa que chateia a todos os brasileiros é de sabermos que essa não será mais a primeira vez que os três pivôs atuariam juntos pela Seleção. Isso não vai acontecer. Vamos continuar sem vê-los em ação, para nossa decepção e para alegria do mundo, que estava bem preocupado em enfrentar o Brasil. Poucas seleções desse Mundial estavam com um jogo interno tão imponente quanto estava o nosso.

Uma pena!


Contato do Guilherme Buso



Tem Brasileiro no Hall da Fama
Publicado por Guilherme Buso Agosto 10 2010

Além do brasileiro Bira, a classe de 2010 do Hall da Fama terá grandes nomes do basquete mundial como Karl Malone e Scottie Pippen.
NBAE/Getty Images

No dia 13 de agosto deste ano, mais um brasileiro entrará, oficialmente, para a história do basquete mundial. Após o pioneirismo da "Rainha" Hortência, em 2005, outro ídolo nacional foi escolhido para fazer parte do seleto grupo de jogadores do Naismith Memorial Basketball Hall of Fame: o pivô Ubiratan Pereira Maciel, o "Bira".

Nascido no dia 18 de janeiro de 1944, Bira foi um dos maiores pivôs que o Brasil já teve. Conhecido como o "Rei" e "Cavalo de Aço", o ex-jogador coletou diversos títulos em mais de 20 anos de carreira. Com a Seleção Brasileira, conquistou a medalha de ouro no Campeonato Mundial de 1963 (Brasil), a prata no Mundial de 1970 (Iugoslávia) e o bronze nos Jogos Olímpicos de 1964 (Tóquio), além de cinco títulos Sul-Americanos. Pelos clubes que defendeu, como o Sírio, o Corinthians, o Palmeiras e, principalmente, o Tênis Clube de São José, foi pentacampeão da Taça Brasil e venceu 11 títulos do Campeonato Paulista.

Bira entrará no Hall da Fama juntamente com um grupo fantástico de lendas do basquete. A classe de 2010 será formada por Karl Malone, Scottie Pippen e uma das maiores jogadoras da história do basquete feminino, Cynthia Cooper. Além deles, serão homenageados Jerry Buss (dono do Los Angeles Lakers), Dennis Johnson (ex-jogador do Boston Celtics), Gus Johnson (ex-Baltimore Bullets) e Bob Hurley Sr. (técnico do colégio St. Anthony vencedor de 25 títulos estaduais e três nacionais).

Outra homenagem que será prestada no dia 13 de agosto será a duas seleções olímpicas dos Estados Unidos. A primeira foi vencedora da Olimpíada de 1960, em Roma, e contou com futuros ídolos da NBA como Jerry West, Oscar Robertson e Jerry Lucas. E a outra ficou conhecida como o Dream Team (time dos sonhos, em inglês), ouro nos Jogos Olímpicos de 1992, em Barcelona, e continha no elenco Michael Jordan, Magic Jonhson, Larry Bird, Charles Barkley, Patrick Ewing, entre outros.

Data histórica para o basquete mundial e, principalmente, para o Brasil, que estará muito bem representado pelo eterno Ubiratan.

Contato do Guilherme Buso



O Garrafão Mais Forte do Mundo
Publicado por Guilherme Buso Agosto 5 2010

Splitter chega à NBA, nesta temporada, para defender os Spurs e se unir à dupla de pivôs brasileiros Nenê e Varejão.
NBAE/Getty Images

Diferente do que sempre ocorreu na história, a Seleção Brasileira de basquete masculina que se prepara para o Mundial da Turquia tem como ponto principal o jogo no garrafão. Altos, ágeis, fortes na defesa e, também no ataque, a aposta do Brasil está nos pivôs Nenê, Anderson Varejão e Tiago Splitter, um trio que pode ser considerado o mais forte dentre as equipes que participarão da competição.

Nenê é uma realidade da NBA. Em oito temporadas disputadas pelo Denver Nuggets, o jogador foi ganhando maturidade e tornou-se um dos principais pivôs da liga. Nos últimos campeonatos, o brasileiro anotou números de "All-Star", médias de 14 pontos e oito rebotes por jogo, e foi fundamental na campanha dos Nuggets no vice-campeonato da Conferência Oeste em 2009.

Anderson Varejão não tem números tão fantásticos quanto o compatriota, mas o carisma e o estilo de jogo corajoso fazem com que o capixaba seja respeitado por todos os adversários. Titular, muitas vezes, do Cleveland Cavaliers, Varejão é considerado um dos melhores defensores da NBA e, no ataque, se dispõe a jogar taticamente para a equipe como poucos gostam de fazer.

Tiago Splitter é o novo queridinho do basquete brasileiro. Na última temporada da ACB (Liga Espanhola), a mais importante da Europa, o pivô foi eleito o MVP (Jogador Mais Valioso) e ajudou o Caja Laboral a conquistar o título da competição. Com um excelente desempenho no Velho Continente, Splitter chegou à NBA para ser uma das salvações do San Antonio Spurs no próximo campeonato.

Além do trio, o garrafão brasileiro contará com o apoio de dois jogadores importantes neste Mundial: Murilo e Guilherme Giovannoni, que foram considerados a melhor dupla de pivôs da última edição do NBB.

É claro que não podemos ignorar o garrafão da Espanha, que mesmo sem Pau Gasol, possui nomes de peso como Marc Gasol (Memphis Grizzlies), Jorge Garbarosa (Real Madrid) e Felipe Reyes (Real Madrid). Muito menos as duplas de pivôs da Argentina, formada por Luis Scola (Houston Rockets) e Fabrício Oberto (Washington Wizards), e da França, com Boris Diaw (Charlotte Bobcats) e Joakim Noah (Chicago Bulls). Sem contar os sérvios, os croatas, os eslovenos e os russos, que possuem anos de tradição embaixo da cesta.

A verdade é que neste Mundial e no basquete globalizado que temos hoje, todos os jogos são disputados. O nível técnico é muito parelho. Nenê, Verajão e Splitter vão ser desafiados o tempo inteiro. Porém, é possível afirmar, pela primeira vez na história do nosso basquete, que temos um garrafão temido internacionalmente.

Felicidade para o Brasil, tristeza para os EUA

Enquanto o Brasil aposta nos pivôs para o Mundial, os Estados Unidos temem os jogadores que possuem no elenco. Da primeira lista de atletas que se apresentaram para os treinamentos, nomes importantes como Amaré Stoudemire (New York Knciks), Brook Lopez (New Jersey Nets) e David Lee (Golden State Warriors) não permaneceram no grupo, lesionados. Por isso, os norte-americanos devem ir para a Turquia com o garrafão bem abaixo da média, representados pelos pivôs Tyson Chandler (Dallas Mavericks) e JaVale McGee (Washington Wizards) e os alas/pivôs Lamar Odom (Los Angeles Lakers), Jeff Green (Oklahoma City Thunder) e Kevin Love (Minnesota Timberwolves). A preocupação é grande por lá.

Contato do Guilherme Buso



O retorno dos Bulls
Publicado por Guilherme Buso Julho 30 2010

Ídolo dos Bulls na década de 90, sendo o principal parceiro de Michael Jordan, Scottie Pippen retorna à equipe como embaixador.
NBAE/Getty Images

Ninguém espera que o Chicago Bulls volte a reviver as glórias da década de 90 tão cedo. Nunca haverá um Michael Jordan vestindo a camisa do time novamente ou um mestre no banco de reservas como Phil Jackson. Porém, a temporada 2010/2011 da NBA poderá ter um Bulls renovado e com grandes chances de chegar longe nos playoffs.

O primeiro passo para um futuro promissor do time de Chicago, certamente, aconteceu com a chegada do armador Derrick Rose. Melhor novato do ano de 2009, Rose é o cara desse time dos Bulls. Ele é o exemplo perfeito do armador moderno, que sabe jogar coletivamente, mas tem talento e ousadia de sobra para atacar individualmente.

Na última temporada, Rose, ao lado de Joakim Noah, Luol Deng e companhia, levou a equipe de Illinois até as oitavas-de-final dos playoffs da NBA. Campanha razoável, claro. No entanto, se analisarmos que para o próximo campeonato o time manteve a base, perdendo apenas o armador Kirk Hinrich, e conseguiu trazer reforços importantes, as expectativas são excelentes para 2010/2011.

O experiente ala/pivô Carlos Boozer, ex-Utah Jazz, chegou para ser mais uma referência nos Bulls. Boozer teve médias de 19,5 pontos e 11,1 rebotes no último campeonato. Além dele, o ala Kyle Korver, ex-Jazz, e o armador CJ Watson, ex-Golden State Warriors, também chegaram. Korver é um arremessador nato, que consegue manter seu aproveitamento dos 3 ponto, geralmente, acima dos 50%. E Watson será muito bem aproveitado para ajudar Rose na armação, podendo até jogar ao lado dele em quadra.

Para comandar essa renovada equipe, os Bulls demitiram Vinny Del Negro e trouxeram Tom Thibodeau, que nunca foi técnico principal na NBA, mas foi assistente de diversos times como Boston Celtics, Minnesota Timberwolves, San Antonio Spurs, New York Knicks e Philadelphia 76ers.

Pippen está de volta
Outra novidade para os Bulls para esta próxima temporada será o retorno de um dos grandes ídolos da equipe, Scottie Pippen. Parceiro número um do maior jogador de todos os tempos, Michael Jordan, Pippen será o embaixador da franquia de Chicago e tem como objetivo, simplesmente, aparecer nos jogos e eventos. A escolha não poderia ser melhor, afinal, o ex-número 33 e hall da fama do basquete venceu seis títulos da NBA e será marcado para sempre como atleta dos Bulls.

Contato do Guilherme Buso



Novo desafio após a redenção
Publicado por Guilherme Buso Julho 20 2010

Nenhum jogador que venceu o ouro olímpico em Pequim 2008 aceitou a convocação para o Mundial da Turquia.
NBAE/Getty Images

Eles são os donos do basquete. Em 17 Olimpíadas, os Estados Unidos venceram 13 medalhas de ouro. Ninguém nega a força norte-americana no esporte da bola laranja, no entanto, essa hegemonia chegou a ser dúvida por um pequeno período de tempo.

No Mundial de 2002, jogando em casa, em Indianápolis, os EUA ficaram com o sexto lugar enquanto o título foi para a Iugoslávia, que venceu a Argentina na final. Nos Jogos Olímpicos de Atenas 2004, mais uma frustração, a medalha de bronze. Ouro para os argentinos e prata para os italianos. Dois anos mais tarde, no Mundial do Japão de 2006, outra fraca campanha, derrota na semifinal para a Grécia (derrotada na decisão para a Espanha) e mais um terceiro lugar.

Essa sequência de fracassos realmente mexeu com os norte-americanos. Dez, doze países diferentes passaram a ter condições de disputar títulos nessa nova realidade mundial. Era hora de rever alguns conceitos e entender o porquê das derrotas nas competições internacionais. Desde 2005, a USA Basketball, entidade que comanda as seleções norte-americanas de basquete masculino e feminino iniciou um projeto para reestruturar a equipe principal dos Estados Unidos. O time precisaria de jogadores que tivessem o comprometimento com o país e estivesse realmente disposto a perder as férias da NBA para encarar o desafio contra o resto do mundo.

O resultado desse trabalho foi comprovado nos Jogos Olímpicos de Pequim, em 2008, quando um selecionado composto por estrelas como Kobe Bryant, Jason Kidd, LeBron James, Dwyane Wade, Carmelo Anthony, Dwight Howard e companhia venceu a medalha de ouro sobre a campeã mundial Espanha. Eles ficaram conhecidos como "Redeem Team" (Time da Redenção, em português), comparação ao "Dream Team" (Time dos Sonhos), que disputou a Olimpíada de Barcelona em 1992.

Dois anos se passaram e os EUA se preparam agora para o Mundial da Turquia, que será realizado entre os dias 28 de agosto e 12 de setembro. Porém, nenhum dos jogadores que se comprometeu com a Seleção em Pequim aceitou a convocação para disputar essa nova competição. O time norte-americano chega para a competição com um time jovem e, claro, talentoso, liderados por um dos maiores técnicos universitários da história, Mike Krzyzewski (Duke). Mas, será que esses atletas estão prontos para encarar o alto nível de competição internacional?

É isso que poderemos analisar a partir desta terça-feira, quando a equipe do Coach K entra em quadra em Las Vegas para iniciar os treinamentos. Foram 21 jogadores convocados para essa preparação. São eles: os armadores Chauncey Billups (Denver Nuggets), Stephen Curry (Golden State Warriors), Tyreke Evans (Sacramento Kings), Rajon Rondo (Boston Celtics), Derrick Rose (Chicago Bulls) e Russell Westbrook (Oklahoma City Thunder); os alas Kevin Durant (Oklahoma City Thunder), Rudy Gay (Memphis Grizzlies), Eric Gordon (Los Angeles Clippers), Danny Granger (Indiana Pacers), Andre Iguodala (Philadelphia 76ers), OJ Mayo (Memphis Grizzlies), Jeff Green (Oklahoma City Thunder), Lamar Odom (Los Angeles Lakers) e Gerald Wallace (Charlotte Bobcats); e os pivôs Amaré Stoudemire (New York Knicks), David Lee (Golden State Warriors), Tyson Chandler (Dallas Mavericks), Brook Lopez (New Jersey Nets), Robin Lopez (Phoenix Suns), Kevin Love (Minnesota Timberwolves).

Contato do Guilherme Buso



Hora de brilhar
Publicado por Guilherme Buso Julho 15 2010

Com a saída de Bosh e Turkoglu, o brasileiro Leandrinho terá mais espaço no time para poder mostrar seu bom basquete na NBA.
NBAE/Getty Images

Após sete anos defendendo o Phoenix Suns, o ala brasileiro Leandrinho acertou sua transferência para o Toronto Raptors. O jogador foi trocado, juntamente com o pivô Dwayne Jones, pelo ala turco Hedo Turkoglu, que já havia dito no final da última temporada que não gostaria de permanecer na franquia do Canadá.

A ida para o Toronto será um grande desafio para Leandrinho, que não vinha tendo muitas oportunidades nos Suns. Na temporada 2009/2010, o brasileiro perdeu quase metade das partidas do último campeonato devido a uma lesão no punho direito e, quando voltou, teve médias de 9,5 pontos em apenas 17,9 minutos de tempo de quadra, números muito abaixo do que ele já produziu na NBA.

Desde a sua chegada ao Arizona, Leandrinho sempre teve um papel importante no elenco do Phoenix. Em 2007, o brasileiro teve o seu melhor desempenho na NBA, contribuindo com médias de 18 pontos e quatro assistências por jogo e, dessa forma, recebendo o título de Melhor Sexto Homem da temporada.

Leandrinho terá a oportunidade de brilhar mais em Toronto, já que seu novo time acabou de perder dois dos principais nomes da equipe para a próxima temporada. Além de Turkoglu, o pivô Chris Bosh acertou sua transferência para o Miami Heat, onde formará um trio com Dwyane Wade e o outro reforço LeBron James. Bosh foi responsável por médias de 24 pontos e 11 rebotes por partida no último campeonato.

Ao lado dos remanescentes Andrea Bargnani, Jarett Jack, DeMar DeRozan e Jose Calderon, Leandrinho poderá recuperar seu bom basquete na NBA e visar planos mais ousados para o futuro. O jogador pode deixar de ser mais um e tornar-se o principal pontuador desse time e, quem sabe até, ser o primeiro brasileiro a chegar ao All-Star Game.

A gente fica aqui torcendo.

Contato do Guilherme Buso



Splitter é dos Spurs
Publicado por Guilherme Buso Julho 12 2010

Splitter poderia estar na NBA desde 2007, mas resolveu voltar para a Europa, evoluir profissionalmente e voltar mais preparado. Sábia decisão.
NBAE/Getty Images

A diretoria pediu. Os jogadores ajudaram. E a torcida implorou. Toda a comunidade de San Antonio se movimentou para tentar convencer o pivô Tiago Splitter a defender os Spurs na próxima temporada. E deu certo. Nesta segunda-feira, a franquia anunciou a contratação do jogador para a alegria de todos.

A ida de Splitter para os Spurs aumenta a esperança dos torcedores texanos, mas principalmente, eleva a qualidade da disputa na próxima temporada da NBA. Depois da união de LeBron James, Dwyane Wade e Chris Bosh em Miami, muitos davam como certo uma final entre o Heat e o atual campeão Los Angeles Lakers. Agora, o San Antonio também entra nessa lista de favoritos à decisão.

O respeitado trio Tim Duncan, Manu Ginobili e Tony Parker ganha um excelente reforço. Splitter, de 25 anos, foi eleito o melhor jogador da Liga ACB (Espanha) e ajudou seu time, o Caja Laboral, a conquistar o título do campeonato, com médias de 15,4 pontos e 7,1 rebotes por partida.

Seu desempenho na liga espanhola fez com que uma série de times o oferecessem propostas. Porém, Splitter nunca negou que seu objetivo no momento era de atuar na NBA.

O brasileiro já poderia estar na liga norte-americana desde 2007, quando foi escolhido na 28ª posição do Draft pelo próprio San Antonio Spurs. No entanto, Splitter achou melhor voltar à Europa para evoluir profissionalmente e voltar mais preparado.

Sábia decisão.

Splitter, Leandrinho, Nenê e Anderson Varejão. Agora, o Brasil volta a ter quatro representantes na NBA. Parabéns ao basquete brasileiro e boa sorte a todos eles.

Contato do Guilherme Buso



Iziane no All-Star
Publicado por Guilherme Buso Julho 7 2010

Iziane é a terceira brasileira a disputar um jogo das estrelas da WNBA. Janeth (2001) e Érika (2009) já representaram o Brasil no evento.
NBAE/Getty Images

Diferentemente do que é feito nos últimos anos em praticamente todas as modalidades esportivas, a WNBA resolveu inovar no All-Star Game desta temporada. A organização do evento montou uma equipe de estrelas da liga feminina para jogar contra a Seleção dos Estados Unidos, numa partida que será disputada neste sábado.

O Brasil estará representado nesse confronto pela ala do Atlanta Dream, Iziane. A brasileira é peça fundamental na equipe de Atlanta, que ocupa a liderança da conferência Leste nesta temporada da WNBA. A jogadora vem colaborando com médias de 17,1 pontos e 2,9 assistências por partida.

Junto com Iziane, o time das estrelas da WNBA conta também com Jayne Appel, Rebekkah Brunson, Becky Hammon, Katie Douglas, Lauren Jackson, Crystal Langhorne, Sancho Lyttle, Michelle Snow, Penny Taylor e Sophia Young. A seleção dos EUA terá Sue Bird, Swin Cash, Tamika Catchings, Sylvia Fowles, Tina Charles, Candice Dupree, Maya Moore, Angel McCoughtry, Renee Montgomery, Cappie Pondexter e Diana Taurasi. Os jogadores do selecionado norte-americano se preparam para o Mundial da República Tcheca, em setembro.

Falando nessa competição, os compromissos de Iziane com o Atlanta Dream ainda não permitiram que ela se apresentasse ao técnico da Seleção Brasiliera, o espanhol Carlos Colinas.

Essa é a terceira vez que uma atleta brasileira é convocada para o Jogo das Estrelas do campeonato feminino. A primeira vez que isso aconteceu foi em 2001, quando a ex-ala do Houston Comets, Janeth Arcain, recebeu mais de 70 mil votos dos torcedores e foi titular do time do Oeste. Nessa mesma temporada, Janeth venceu o título de jogadora que mais evolui na liga. Na segunda vez, em 2009, a pivô Érika, também do Atlanta Dream, participou do evento.

Contato do Guilherme Buso



Está valendo!
Publicado por Guilherme Buso Julho 1 2010

Dirk Nowitzki, Amaré Stoudemire, Chris Bosh, Dwyane Wade e outras grandes estrelas da NBA estão na lista dos free agents para a próxima temporada.
NBAE/Getty Images

LeBron James, Dwyane Wade, Dirk Nowiztki, Chris Bosh, Joe Johnson, Amaré Stoudemire e muitos outros jogadores podem, finalmente, decidir onde jogarão a próxima temporada da NBA. Nesta quinta-feira, dia 1º de julho, a liga norte-americana liberou as negociações entre os free agents (jogadores com passe livre).

Este ano, é possível observar a melhor e mais talentosa lista de free agents da história da NBA. Dezenas de jogadores decisivos e importantes para suas respectivas franquias podem mudar de camisa da noite para o dia.

A principal estrela desse selecionado de jogadores é, sem dúvida, o ala do Cleveland Cavaliers, LeBron James. Após mais uma temporada frustrante em Ohio, King James deve trocar de cidade para tentar alcançar o tão sonhado título da NBA. Chicago Bulls, Miami Heat, New Jersey Nets e New York Knicks estão na briga pelo jogador, que deve vestir, a partir de agora, a camisa de número 6. Boa notícia para os Bulls, onde o número 23 já está eternizado, graças a Michael Jordan.

Miami Heat, que também tem o objetivo de ficar com James, não pode esquecer que seu principal astro, Dwyane Wade, é mais um na lista dos free agents. No entanto, alguns rumores indicam que o time da Flórida pode ter uma dupla formada pelos dois jogadores na próxima temporada.

Os Knicks e os Nets correm por fora para tentar ficar com LeBron. Esse sempre foi o sonho dos nova-iorquinos, que fariam de tudo para ficar com o ala. Em New Jersey, o desejo de reerguer a franquia é muito grande. O bilionário russo, Mikhail Prokhorov, acabou de comprar o time e tem como principal objetivo trazer o jogador.

A decisão do jogador, duas vezes MVP da NBA, pode transformar o cenário da NBA para a próxima década. Portanto, vale a pena acompanhar esse capítulo da carreira de LeBron James e da história da liga norte-americana.

Que comecem as negociações!

Contato do Guilherme Buso



Tem Brasileiro no Draft
Publicado por Guilherme Buso Junho 25 2010

O armador da Universidade de Kentucky, John Wall, foi escolhido pelo Washington Wizards o número um do Draft.
Nathaniel S. Butler/NBAE/Getty Images

Não havia dúvidas de que a escolha número um do Draft da NBA deste ano seria o armador da Universidade de Kentucky, John Wall. A sensação da última temporada do NCAA foi selecionado pelo Washington Wizards, equipe que estava precisando de um reforço de peso. Além dele, outros quatro jogadores dos Wildcats foram escolhidos na loteria: DeMarcus Cousins, Patrick Patterson, Eric Bledsoe e Daniel Orton.

O mais interessante de tudo isso é que Kentucky caiu nas quartas de final do campeonato universitário e, mesmo assim, foi o principal destaque nas escolhas do Draft. A atual campeã Duke, no entanto, não teve sequer um jogador escolhido para atuar na NBA.

Junto com Wall e seus companheiros de Kentucky, outros dois jogadores merecem uma atenção especial: o ala/armador de Ohio State, Evan Turner, escolhido na segunda posição pelo Philadelphia 76ers, e o ala/pivô de Georgia Tech, Derrick Favors, a terceira escolha do New Jersey Nets.

É claro que nessa loteria nem sempre as primeiras seleções são certeza de sucesso, por isso, vale a pena dar uma olhada na lista completa do Draft da NBA 2010.

Nessa lista, a grande surpresa foi a escolha do pivô brasileiro, Paulo Prestes, o Paulão, que atua no CB Murcia, da Espanha. O jogador, de 22 anos e 2,10m de altura, foi selecionado na 45ª posição do Draft, segunda rodada, pelo Minnesota Timberwolves. Na última edição da Liga ACB, Paulão teve uma boa participação, contribuindo com 9,2 pontos e 7,2 rebotes por partida.

Nos resta, agora, torcer para que o pivô tenha a oportunidade de se manter na NBA. Dessa maneira, a temporada 2010/2011 pode começar com até cinco brasileiros, um recorde para o nosso basquete. Além de Paulão e dos três brazucas que já atuam na liga, Nenê, Leandrinho e Anderson Varejão, o pivô Tiago Splitter também tem grandes chances de sair da Liga Espanhola, onde foi campeão e MVP nesta temporada, para ir à NBA. Vamos esperar...

Contato do Guilherme Buso



Hora de ir para a NBA
Publicado por Guilherme Buso Junho 22 2010

Desde 2007, o Brasil não tem quatro representantes na NBA, quando o pivô Rafael "Baby" Araújo atuava na liga ao lado de Leandrinho, Nenê e Anderson Varejão.
NBAE/Getty Images

Em 2007, o pivô brasileiro Tiago Splitter foi escolhido pelo San Antonio Spurs no Draft da NBA. No entanto, assim como os argentinos Manu Ginobili e Luis Scola, Splitter preferiu seguir jogando na Liga ACB (Espanha), a segunda melhor do mundo. A decisão de fazer os norte-americanos esperarem para continuar no basquete europeu não é fácil, porém, foi perfeita. Após três temporadas de sucesso na Europa, o jogador encerrou o ano de 2010 no auge da carreira, conquistando o título nacional, com o Caja Laboral, e vencendo o troféu de MVP da fase de classificação e das finais.

O excelente desempenho nas quadras espanholas, definitivamente, voltou a despertar o interesse dos Spurs em tê-lo no elenco para a próxima temporada. Os texanos ainda possuem o direito e a exclusividade de ficar com o jogador caso paguem ao clube espanhol a multa contratual de cerca de U$ 1 milhão. Valor que não deva ser um empecilho para as pretensões do time de San Antonio, que realmente precisa de reforços.

O próprio presidente do Caja Laboral, Josean Querejeta, já afirmou na imprensa internacional que acredita que Splitter deva ir para o San Antonio. Afinal, os melhores jogadores do mundo jogam na NBA e o pivô brasileiro precisa estar junto com todos eles.

Se, de fato, Splitter partir para os Estados Unidos, o jogador fará companhia a outros três brasileiros: Anderson Varejão (Cleveland Cavaliers), Nenê Hilário (Denver Nuggets) e Leandrinho (Phoenix Suns). Desde 2007, o Brasil não tem quatro representantes na NBA. Naquela época, além dos três, o pivô Rafael "Baby" Araújo também atuava na maior liga de basquete do mundo.

Antes de acompanhar Splitter na NBA ou na Europa, o torcedor brasileiro poderá assistir ao jogador atuando pela Seleção Brasileira no Mundial da Turquia, em agosto.

Contato do Guilherme Buso



Lakers é bicampeão!
Publicado por Guilherme Buso Junho 17 2010

Bryant e Gasol foram os grandes nomes do Jogo 7 e de toda a série final diante dos Celtics.
NBAE/Getty Images

O Los Angeles Lakers é o bicampeão da NBA. O time da Califórnia venceu o Boston Celtics, por 83 a 79, no sétimo jogo da série final desta temporada. Isso significa que o ala Kobe Bryant garantiu seu quinto título da liga, igualando aos grandes ídolos dos Lakers Magic Johnson e Kareem Abdul-Jabar, e o técnico Phil Jackson, o seu 12º anel de campeão (11 como treinador e um como jogador).

O título dos Lakers veio após uma vitória extremamente tensa, cheia de airballs, andadas, faltas, passes errados e muitos erros de arremessos. Ambos os times somaram apenas 56 acertos em 154 tentativas (36,3%). Alguns momentos do jogo nem pareciam que o confronto era entre os dois melhores times do mundo. Mas, na verdade, se analisarmos que era o sétimo jogo de uma decisão entre os maiores rivais da história NBA, fica mais compreensível de entender a falta de precisão e concentração dos jogadores em quadra. Os grandes também ficam nervosos.

Quem aproveitou mais o nervosismo do adversário foi o Boston Celtics nos primeiros quartos. Mesmo jogando em Los Angeles, o alviverde de Massachussets parecia mais tranquilo em quadra e conseguiu rodar um ataque mais organizado e, principalmente, fazer uma defesa eficiente. Os Celtics dobraram no ala Kobe Bryant, que forçou demais o jogo e acertou apenas cinco dos 21 arremessos que tentou até o terceiro quarto.

Porém, no último período, os Lakers apostaram no jogo de garrafão do pivô espanhol Pau Gasol e, dessa maneira, melhorou bastante ofensivamente. Bryant teve um pouco mais de liberdade para definir algumas bolas importantes, assim como o ala Ron Artest. Evoluindo no aproveitamento no ataque, o time da casa assumiu a frente do placar com menos de seis minutos para o fim da partida.

O clima de tensão aumentou. No entanto, diferentemente do que aconteceu durante todo o jogo, os melhores jogadores do mundo provaram seu talento e acertaram arremessos fantásticos e decisivos de 3 pontos. Os Lakers se mantiveram à frente o tempo todo, enquanto os Celtics tentaram buscar nos minutos finais. Mas, Gasol, Bryant e Sasha Vujacic, que acertou os dois lances livres finais, não permitiram a virada.

O MVP (Jogador mais valioso) da decisão, Kobe Bryant, resumiu bem o que foi a série final entre as duas equipes. "Essa vitória é a que tem o sabor mais doce para mim. Primeiro por vencermos o nosso maior rival, depois por sermos bicampeões. De longe, foi a conquista mais suada", disse o jogador, cestinha da última partida com 23 pontos. Gasol também foi peça fundamental na vitória, contribuindo com um duplo-duplo de 19 pontos e 18 rebotes.

Contato do Guilherme Buso



Bem melhores sob pressão
Publicado por Guilherme Buso Junho 15 2010

Lakers e Celtics decidem o título no Jogo 7 da série, coisa que não acontecia numa final da NBA desde 2005.
NBAE/Getty Images

O que será que passa na cabeça de um jogador que sabe que sua equipe depende muito dele para chegar ao título da NBA? Como pensa um técnico consagrado que pode perder uma invencibilidade de 47 séries de playoffs, sempre que vence o primeiro jogo da disputa? Será que os torcedores ainda têm esperança de uma virada, mesmo sabendo que nos 12 confrontos em decisão contra o adversário seu time do coração perdeu nove vezes?

E, qual é o tamanho da responsabilidade de um time que precisa vencer, somente vencer, para reverter a vantagem de 3 a 2 pertencente a seu maior rival?

Essas e outras perguntas rondavam a imaginação de milhões de fãs do basquete no mundo antes do tapinha inicial do Jogo 6 da finalíssima desta temporada da NBA entre Los Angeles Lakers e Boston Celtics. O time de Massachussets liderava a série por 3 a 2 e precisava de somente uma vitória para a conquista do título.

No entanto, os Lakers provaram que sabem jogar sob pressão e venceram, com uma certa facilidade, a sexta partida da série, por 89 a 67. Dessa maneira, a grande final da NBA 2009/2010 será decidida no último jogo, fato que não ocorria desde 2005, quando o San Antonio Spurs superou o Detroit Pistons.

Os Lakers impuseram o ritmo da partida desde os primeiros minutos. Liderados pelo ala Kobe Bryant (26 pontos e 11 rebotes), que contou com a ajuda de seus companheiros dessa vez, o time da Califórnia conseguiu abrir uma boa vantagem de 20 pontos no placar logo no primeiro tempo e, assim, foi capaz de mantê-la até o final do jogo. Os Celtics, por outro lado, tiveram muita dificuldade no ataque. Se não fosse o bom desempenho do ala Ray Allen (19 pontos), a vantagem do adversário poderia ter sido bem maior.

A necessidade de vitória que estava pesando nas costas de Bryant, Phil Jackson e todo o elenco do time de Los Angeles está bem mais leve agora. Afinal, o Boston também tem a responsabilidade de vencer o Jogo 7, caso eles pretendam ainda conquistar mais um título da NBA. A próxima partida comprovará, de fato, qual é a equipe que consegue lidar com a pressão. Final imperdível.

Lakers e Celtics entram em quadra para a última partida da série final da NBA nesta quinta-feira, às 22h, com transmissão ao vivo da ESPN.

Contato do Guilherme Buso



Dever cumprido
Publicado por Guilherme Buso Junho 14 2010

Celtics e Lakers se enfrentam novamente nesta terça-feira em partida válida pelo Jogo 6 da série.
NBAE/Getty Images

Numa série de playoffs, o time que possui melhor campanha sempre tem a vantagem de poder jogar mais partidas em casa. No caso da NBA, as séries são disputadas em melhor-de-sete jogos, portanto quatro no ginásio de um time e três na do outro. Cabe ao clube com campanha inferior tentar fazer o dever de casa e vencer pelo menos um confronto no campo do adversário para jogar toda a responsabilidade para o outro lado.

Na final desta temporada da NBA, o Boston Celtics conseguiu fazer isso. O time de Massachussets venceu, neste domingo, o Los Angeles Lakers, por 92 a 86, na quinta partida da série, e abriu 3 a 2 na disputa. Dessa forma, os Celtics precisam vencer apenas um dos dois próximos jogos, em Los Angeles, para conquistar o título. Responsabilidade total para o time que tem a vantagem de encerrar a série em casa, os Lakers.

Os Celtics conseguiram a terceira vitória na decisão graças ao bom desempenho do ala Paul Pierce, cestinha da equipe com 27 pontos, e o desequilíbrio do armador Rajon Rondo, que acertou arremessos decisivos na partida.

Jogando em casa, o Boston dominou a partida desde os primeiros minutos. Com uma defesa eficiente, o alviverde impediu que o adversário rendesse no ataque. O ala Kobe Bryant precisou chamar toda a responsabilidade ofensiva, anotando 38 pontos, e tentando compensar o baixo percentual de acerto da equipe, 31 dos 78 arremessos de quadra (39,7%). "O time entendeu que o Bryant estava jogando bem, mas se preocuparam em marcar os outros jogadores. E isso foi importante para a vitória", comentou o técnico dos Celtics, Doc Rivers.

No ataque, o Boston também teve uma noite feliz. Mesmo errando muito na linha dos 3 pontos, a equipe escolheu muito bem os arremessos ofensivamente e terminou o jogo com um aproveitamento de 56,7% (40 em 71 tentaivas). "Nós não conseguimos marcá-los. Eles conseguiram bandejas atrás de bandejas. E fica difícil sobreviver na partida contra um time que acerta 56% no ataque", lamentou Bryant.

Agora, os Celtics têm a chance de acabar com a série final nesta terça-feira, em Los Angeles, em partida válida pelo Jogo 6 da decisão.

Contato do Guilherme Buso



Com outro astral
Publicado por Guilherme Buso Junho 05 2010

O principal foco de Leandrinho, agora, é defender a Seleção Brasileira no Mundial da Turquia, em agosto.
NBAE/Getty Images

O ala/armador do Phoenix Suns, Leandrinho, foi uma das pessoas ilustres que assistiram ao quarto jogo da final do NBB, entre Flamengo e Universo/BRB/Financeira Brasília. O jogador aproveitou que está de férias na NBA para acompanhar os últimos instantes da emocionante decisão do campeonato. Eu tive a oportunidade de bater um papo com ele e discutir um pouco como ele analisa a evolução do basquete nacional.

Leandrinho comentou que está acompanhando o NBB mesmo estando longe, nos Estados Unidos. "Já venho falando que o NBB está muito organizado e, graças a ele, o basquete nacional está num outro astral. É bacana saber que mesmo fora do país, a gente pode ter a certeza de que a competição está tendo resultado", disse o jogador. "Fico muito feliz de poder voltar para o Brasil e assistir uma final como essa", completou.

Durante esta temporada do NBB, o Campos do Conde/Sercomtel/Londrina teve a intenção de trazer Leandrinho para colaborar com a equipe. O jogador disse que ficou muito feliz com essa possibilidade, mas infelizmente, não pôde vir devido ao regulamento da competição, que não permitia a inscrição de atletas após o dia 03 de fevereiro. "Fiquei muito empolgado em poder voltar a jogar no Brasil. Principalmente, de poder recuperar meu condicionamento físico para o Mundial, já que eu fiquei bastante tempo lesionado. E ainda, jogar ao lado do meu sobrinho (Eduardo Barbosa, ala do Londrina)".

O atleta dos Suns afirmou que tem muita vontade de voltar a jogar no Brasil. "Sinto falta de jogar aqui. Lá nos Estados Unidos é diferente. Aqui, a torcida é muito calorosa e apóia demais a equipe. Quem sabe um dia eu possa voltar", afirmou Leandrinho.

O número 10 do time do Arizona se prepara, agora, para defender a Seleção no Campeonato Mundial da Turquia, em agosto. Depois disso, ele vai pensar em seu futuro na NBA.

Contato do Guilherme Buso



Pode trazer a champagne?
Publicado por Guilherme Buso Junho 04 2010

Liderados por Kobe Bryant, cestinha com 30 pontos, os Lakers venceram os Celtics no Jogo 1, por 102 a 89.
NBAE/Getty Images

Se depender do retrospecto do técnico Phil Jackson, os Los Angeles Lakers podem comprar a champagne e comemorar mais um título da NBA. Todas as 47 vezes que as equipes comandadas por Jackson começaram a série de playoffs vencendo a primeira partida, eles sempre conseguiram fechar a disputa.

Nesta quinta-feira, os Lakers venceram o Boston Celtics no Jogo 1 da final, por 102 a 89, e pode-se dizer que eles conseguiram abrir uma excelente vantagem na disputa pelo título. O time da Califórnia foi liderado, novamente, pelo ala Kobe Bryant, cestinha do jogo com 30 pontos, e pelo pivô espanhol Pau Gasol, que terminou com um duplo-duplo de 23 pontos e 14 rebotes.

Além do bom desempenho da dupla, os Lakers fizeram uma boa partida coletivamente, principalmente, na parte defensiva. Os comandados de Jackson impediram que o armador Rajon Rondo controlasse o ataque do Boston com facilidade e, assim, a equipe alviverde teve que forçar muitos arremessos. Os Celtics acertaram apenas um dos 10 arremessos de 3 pontos que (10%) e 29 de 67 tentativas de 2 (43,3%). Se não fosse o ala Paul Pierce, com 24 pontos, a derrota poderia ter sido pior.

É evidente que no esporte esses retrospectos e tabus existem para ser quebrados. E esse é o grande objetivo dos Celtics, que na última vez que enfrentam o rival numa final saíram vitoriosos. A grande diferença é que em 2008, eles conseguiram vencer a primeira partida da série.

Contato do Guilherme Buso



A final mais tradicional
Publicado por Guilherme Buso Junho 01 2010

Bird, Johnson e muitos outros jogadores já fizeram parte da história desse confronto.
NBAE/Getty Images

Pense numa rivalidade no esporte. Palmeiras e Corinthians, Barcelona e Real Madrid, New York Yankees e Boston Red Sox, Flamengo e Universo. Todas elas são relacionadas devido a disputa de títulos. É difícil afirmar quem é mais vencedor ou qual equipe leva o favoritismo. Numa partida entre rivais o inesperado pode sempre acontecer.

Nesta temporada da NBA, a final mais tradicional da história acontecerá novamente. Boston Celtics e Los Angeles Lakers entram em quadra para se enfrentarem pela 12ª vez numa decisão. Os Celtics levam vantagem nas conquistas, com nove títulos. Porém, para a final deste campeonato, os Lakers é que aparecem como favoritos. Na temporada regular, uma vitória para cada franquia. Situações mais que perfeitas para dar continuidade a essa rivalidade.

Atual campeão da NBA, liderado por um dos técnicos mais vitoriosos do basquete, Phil Jackson, e pelo astro Kobe Bryant, já era esperado que o time de Los Angeles pudesse chegar a sua 31ª final. Do outro lado, no entanto, poucos acreditavam que os Celtics alcançassem sua 21ª decisão, graças, principalmente, à quarta colocação na Conferência Leste e ao elenco com média de idade superior a 31 anos.

Na última final entre as duas equipes, em 2008, Garnett, Allen e Pierce levaram a melhor sobre Bryant, Gasol e companhia. É evidente que muita coisa mudou desde então. O jovem armador Rajon Rondo se tornou líder e termômetro do Boston. Já nos Lakers, o grupo de jogadores amadureceu e o banco de reservas ganhou mais importância.

Em muitos aspectos, essa série é a pura história do basquete mundial. Russell, Chamberlain, Bird, Johnson e muitos outros jogadores já tiveram a oportunidade de disputar esse confronto. Por isso, quando a bola levantar na próxima quinta-feira, poderemos acompanhar de perto mais um capítulo desse livro glorioso.

Contato do Guilherme Buso



Chega de brincadeira
Publicado por Guilherme Buso Maio 27 2010

Howard é muitas vezes comparado a Shaquille O'Neal. Mas, ainda falta muito para que o Superman chegue ao nível de Shaq.
NBAE/Getty Images

O pivô do Orlando Magic, Dwight Howard, é o tipo de jogador perfeito para os fãs e para a imprensa. Além de ser um ídolo graças ao atleta que é, Howard adora brincar, tirar sarro dos companheiros, dar autógrafos, dançar e fazer outras coisas que muitas estrelas da NBA não gostam muito. O Superman, como é conhecido, agrada a todos com o seu carisma e jeito de ser.

O estilo brincalhão deu certo também com um outro ídolo da NBA, que começou sua carreira no mesmo Orlando Magic. O pivô Shaquille O'Neal lembra Howard em muitos aspectos. O marketing pessoal sempre foi o forte de Shaq, que durante a sua carreira lançou CD de rap, tênis com seu nome e, inclusive, foi astro de alguns filmes de Hollywood. Quem não se lembra de Kazaam e Shaq Aço?

Agora, independentemente do que O'Neal fazia fora da quadra, nada disso influenciava a sua verdadeira profissão: jogador de basquete. O pivô sempre se manteve entre os principais astros da liga, conquistou títulos, participou de 15 All-Star Games e é lembrado até hoje pelas equipes, mesmo após 17 anos de carreira.

Howard também é um dos principais nomes da NBA. Com 2,11m e 120kg, o pivô do Magic é dominante no garrafão. Nesta temporada, ele teve médias de 18,3 pontos, 13,2 rebotes e 2,8 tocos por partida. Porém, na hora da decisão, o jogador vem demonstrando uma certa imaturidade e, principalmente, inconstância.

Na final da Conferência Leste, Howard fez duas partidas muito abaixo da média, marcando apenas sete e 13 pontos nos jogos 01 e 03, respectivamente. Ambos os jogos em que sua equipe perdeu para o Boston Celtics.

Para ser comparado a O'Neal, como é muitas vezes, Howard precisa mudar a postura, jogar sério e não perder o foco. Do mesmo jeito que fez nas duas últimas vitórias do Magic diante dos Celtics. O jogador foi fundamental para o sucesso da equipe de Orlando.

Chega de brincadeira, Superman!

Contato do Guilherme Buso



E quem apostava no Boston?
Publicado por Guilherme Buso Maio 18 2010

Além do trio Garnett, Allen e Pierce, Rajon Rondo vem sendo o principal nome dos Celtics nos playoffs.
NBAE/Getty Images

No começo da temporada, muitos diziam que o Boston Celtics era um time veterano e que a época deles já havia passado. Eles não estavam totalmente errados. Os Celtics são, sim, uma equipe cheia de jogadores bastante experientes. Os pivôs Kevin Garnett e Rasheed Wallace e o ala Michael Finley estão na NBA há 14 temporadas. O ala Ray Allen tem mais 13 campeonatos na bagagem e Paul Pierce outros 11. Fora que a média de idade do elenco alviverde de Massachussets é de cerca de 31 anos.

O que a maioria das pessoas errou foi em afirmar que a época deles já havia passado.

Os Celtics classificaram para os playoffs com a quarta melhor campanha da Conferência Leste. Nada demais. Nas oitavas de final, passaram com facilidade pelo Miami Heat (4 a 1). Mas, na fase seguinte, surpreenderam o mundo ao vencer em seis jogos a série diante do time com melhor campanha na temporada regular, o único e inigualável Cleveland Cavaliers, do astro LeBron James.

O time de Boston deu uma aula de experiência e de como crescer em momentos decisivos. Coletivamente, os Celtics sabem controlar a posse de bola ofensivamente e seguram os adversários na defesa a apenas 90 pontos por jogo. O trio estrelado formado por Garnett, Allen e Pierce continuam sendo importantes para o sucesso da equipe, porém, nesta temporada, o grande diferencial vem sendo o armador Rajon Rondo.

O talentoso jogador, formado pela Universidade de Kentucky, é o terror das defesas adversárias. Rondo está com médias de 17,2 pontos e 10 assistências por partida (recorde da carreira). Além disso, vem sendo peça fundamental na parte defensiva, recuperando duas bolas e seis rebotes por jogo.

Com esse desempenho é bem provável que teremos novamente a final mais tradicional da NBA, Boston Celtics e Los Angeles Lakers. Foram simplesmente dez decisões na história da Liga, mais uma que foi disputada entre os Celtics e o Minneapolis Lakers, antes da franquia partir para a Califórnia.

Contato do Guilherme Buso



Se cuida Cavs!
Publicado por Guilherme Buso Maio 07 2010

O Phoenix Suns fez seu dever de casa, mas precisa ficar atento com o San Antonio Spurs, time que adora momentos decisivos.
NBAE/Getty Images

Dono da melhor campanha da temporada regular da NBA e time do MVP do campeonato LeBron James. Tudo levava a crer que ninguém conseguiria parar o Cleveland Cavaliers nos playoffs da Conferência Leste. Mas, não é o que está acontecendo.

Enquanto o Orlando Magic passeia pelos adversários de um lado da tabela, os Cavs encontram muita dificuldade do outro. King James e companhia já haviam perdido um jogo para o inferior Chicago Bulls na primeira rodada dos playoffs e, agora, foram derrotados pelo experiente Boston Celtics na primeira partida da série semifinal da Conferência Leste.

Com a disputa empatada em 1 a 1, os Cavs precisam ficar atentos nos dois próximos jogos em Boston, pois os Celtics podem até parecer ser um time que já não tem condições de encarar os grandes nesta temporada, mas não dá para esquecer que na equipe estão três dos principais astros da NBA: Kevin Garnett, Paul Pierce e Ray Allen. Sem contar que quem realmente está chamando a responsabilidade na atual circunstância é o armador Rajon Rondo, responsável por médias de 20 pontos e nada menos que 15 assistências por partida nessa série.

Se cuida Cavs! A revanche diante do Magic só poderá acontecer se vocês passarem pelos Celtics.

No Lado Oeste
O Los Angeles Lakers vem confirmando o favoritismo diante do Utah Jazz e não poderia ser diferente. O Jazz fez um favor aos Lakers eliminando o Denver Nuggets na primeira rodada dos playoffs. Tudo indica que Kobe Bryant e seus companheiros devam chegar as finais da Conferência Oeste em cinco ou seis jogos.

O Phoenix Suns também mostrou que não é nenhuma surpresa nessa semifinal e fez o dever de casa diante do San Antonio Spurs. Agora, do mesmo jeito que os Cavs têm que tomar cuidado com os Celtics, o time do brasileiro Leandrinho precisa ficar atento com os Spurs. Se existe um time que se supera em decisões é o San Antonio. Claro, na NBA. Porque aqui no Brasil, tem um outro que se chama Franca. Que time difícil de bater!

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É dele!
Publicado por Guilherme Buso Abril 30 2010

Tyreke Evans não levou os Kings para os playoffs, mas teve uma excelente temporada, com médias de 20,1 pontos, 5,3 rebotes e 5,8 assistências.
NBAE/Getty Images

Após entrar para a história como um dos quatro novatos da NBA que encerrou a temporada com médias superiores a 20 pontos, cinco rebotes e cinco assistências, o ala do Sacramento Kings, Tyreke Evans, encerrou seu primeiro ano na liga com chave de ouro. O jogador foi eleito pelos jornalistas e comentaristas norte-americanos como o melhor rookie do campeonato.

O título não veio fácil, afinal, a lista de novatos desta temporada era bem interessante. Evans recebeu 67 de 123 votos e teve uma disputa acirrada com o ala do Golden State Warriors, Stephen Curry (43 votos), e com armador do Milwaulkee Bucks, Brandon Jennings (12 votos).

É verdade que o novato do ano não conseguiu levar o Sacramento Kings aos playoffs da NBA, mas a excelente temporada que teve encheu os olhos do público. Evans teve médias de 20,1 pontos, 5,3 rebotes e 5,8 assistências, chegando ao nível de rookies como Michael Jordan, LeBron James e Oscar Robertson. Entre os novatos, o ala ainda conseguiu liderar em minutos por jogo (37,2) e ficar em segundo em roubos de bola (1,5).

Evans entra para uma lista seleta de jogadores que venceram o troféu em seu primeiro ano na NBA. Elgin Baylor, Wilt Chamberlain, Oscar Robertson, Kareem Abdul-Jabar, Larry Bird, Michael Jordan, Patrick Ewing, Shaquille O'Neal, Allen Iverson, Tim Duncan, LeBron James e Kevin Durant são alguns deles.

Confira a lista de votação dos rookies desta temporada:

Rookie, Team 1st 2nd 3rd Total
Tyreke Evans, Sacramento 67 50 6 491
Stephen Curry, Golden State 43 50 26 391
Brandon Jennings, Milwaukee 12 22 78 204
Darren Collison, New Orleans 1 1 9 17
Jonny Flynn, Minnesota - - 2 2
Taj Gibson, Chicago - - 2 2

2009-10 T-Mobile NBA Rookie of the Year Award voting results

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Sem novidade no Leste
Publicado por Guilherme Buso Abril 28 2010

A situação está feia para o Denver Nuggets, do brasileiro Nenê. Atrás na série, o time precisa se recuperar para não ser eliminado pelo Utah Jazz.
NBAE/Getty Images

Acho que ninguém previa algo diferente disso. Assim como na temporada passada, Cleveland Cavaliers, Orlando Magic e Boston Celtics garantiram vaga nas semifinais da Conferência Leste. O Magic teve um pouco mais de facilidade e "varreu" o estreante Charlotte Bobcats, por 4 a 0. Os Cavs encerraram a série diante do Chicago Bulls em cinco jogos, nada de anormal. E os Celtics não tiveram muita dificuldade contra o Miami Heat, 4 a 1.

O que está chamando bastante a atenção no lado Leste é a série entre o Atlanta Hawks e o Milwaulkee Bucks. Os Hawks fizeram uma excelente campanha na temporada regular (53v -29d) e foi para os playoffs com a terceira posição, à frente dos Celtics. Os Bucks, por outro lado, podem não ter feito um campeonato espetacular, mas o time está crescendo de produção na hora certa. Na fase de classificação, a equipe venceu 16 dos últimos 22 jogos.

Liderados pelo novato Brandon Jennings e o ala John Salmons, que reforçou a equipe no meio da temporada, o Milwaulkee tem dificultado a vida dos Hawks nesses playoffs. A única coisa que atrapalha os planos dos Bucks é a ausência de seu principal pivô, o australiano Andrew Bogut, lesionado. Sete jogos nessa série será pouco para decidir quem merecerá passar para as semifinais do Leste, mas o Atlante leva uma vantagem importante de poder fazer o sétimo e decisivo jogo em casa.

Sete partidas é o que deve acontecer na disputa entre os texanos Dallas Mavericks e San Antonio Spurs. Os Mavs, que tiveram melhor campanha, deixaram escapar uma partida em casa e, agora estão correndo atrás do prejuízo na série que é liderada pelos Spurs por 3 a 2. Cabe ao time do alemão Dirk Nowitzki vencer o próximo jogo, em San Antonio, para poder continuar vivo. Porém, quando se fala de playoffs e do trio Duncan, Parker, Ginobili, é difícil imaginar derrota. Como eles sabem jogar na hora decisiva!

As outras séries também têm grandes chances de chegarem ao sétimo jogo. Até o momento, a disputa entre Los Angeles Lakers e Oklahoma City Thunder está bem caseira. Cada time garantiu sua vitória em casa. Isso foi uma grande surpresa, já que poucos imaginavam que o jovem Thunder daria tanto trabalho assim para o atual campeão da NBA.

Phoenix Suns e Portland Trail Blazers continua bem interessante. Os dois times são bem parecidos e levam uma disputa equilibrada. O time de Leandrinho está vencendo a série, por 3 a 2, e deve garantir a vaga para as semifinais da Conferência Oeste. Os Suns levam muita vantagem devido ao elenco experiente que possuem, baseados no jogo do armador Steve Nash e na dupla bastante ofensiva formada pelo pivô Amaré Stoudemire e o ala Jason Richardson.

Agora, Denver Nuggets e Utah Jazz é que a coisa está pegando. O Jazz ignorou o favoritismo do adversário e conseguiu abrir 3 a 1 na disputa. O armador do time de Utah, Deron Williams, está dominando e, por outro lado, os Nuggets não estão encontrando sua maneira de jogar ideal. Com exceção do ala Carmelo Anthony, que se mantém constante, o resto do time não vem atuando bem. A equipe do brasileiro Nenê terá que mudar muito para os próximos jogos se ainda pretende continuar nos playoffs.

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Fácil de um lado, difícil do outro
Publicado por Guilherme Buso Abril 22 2010

O duelo texano entre Dallas Mavericks e San Antonio Spurs é o mais intrigante do lado Oeste. Quem será que leva?
NBAE/Getty Images

Desde o início da temporada estava explícito que na Conferência Leste apenas quatro times teriam chances de chegar ao título da NBA. O Cleveland Cavaliers e o Orlando Magic sempre foram os favoritos e o Boston Celtics e o Atlanta Hawks comendo pela beiradas. Nas primeiras partidas dos playoffs, nenhuma surpresa aconteceu. Jogando em casa, todos eles abriram 2 a 0 na série de oitavas de final.

Os Cavs não encontraram muita dificuldade diante do Chicago Bulls. O Magic leva tranquilo a série diante do estreante Charlotte Bobcats. Os Hawks estão precisando se esforçar um pouco mais para bater o Milwaulkee Bucks, equipe que pode dar bastante trabalho. E os Celtics tiveram um Jogo 01 complicado, mas passearam na partida seguinte contra o Miami Heat, de Dwyane Wade.

Poderia até apostar que todas as disputas seriam encerradas em 4 a 0. Mas, creio que os Bucks e o Heat ainda vão incomodar um pouco.

Na Conferência Oeste, a história é um pouco diferente. Durante a fase de classificação, todas as equipes fizeram campanhas excelentes. Para se ter uma ideia, o último classificado para os playoffs, o Oklahoma City Thunder, venceu 50 jogos e perdeu 32. Ele ficaria entre os quatro primeiros se estivesse no lado Leste.

Por isso, é muito difícil de dizer, com convicção, quem vencerá as séries. Mesmo porque, até o momento, somente o Los Angeles Lakers conseguiu duas vitórias diante do Thunder. As outras três disputas estão empatadas por 1 a 1.

O duelo texano entre Dallas Mavericks e San Antonio Spurs é o mais intrigante deles. Dirk Nowitzki e companhia não vão encontrar moleza diante do trio Duncan, Ginobili e Parker, que ficou meio sumido por um tempo, mas parece que voltaram a gostar do jogo novamente. Phoenix Suns e Portland Trail Blazers é uma incóginta. Não sei até quando a loucura dos comandados de Steve Nash vão conseguir superar um time novo e corajoso, que ainda não conta com seu melhor jogador, o ala Brandon Roy. E, Denver Nuggets contra o Utah Jazz? Essa série será muito interessante também. Os Nuggets levam vantagem no elenco, mas o armador Deron Williams pode fazer a diferença para o Jazz.

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Primeiro brasileiro campeão. Será?
Publicado por Guilherme Buso Abril 16 2010

Com LeBron James mais solidário, os Cavs têm muita chance de conquistar o título da NBA.
NBAE/Getty Images

O pivô Anderson Varejão pode se tornar o primeiro brasileiro a levantar o troféu de campeão da NBA nos playoffs deste ano. O Cleveland Cavaliers terminou a temporada regular com a melhor campanha da liga (61 vitórias e 21 derrotas) e é considerado o principal favorito ao título.

OK. Na temporada passada, o Cleveland também era favorito a vencer tudo. No entanto, muitas pessoas apostavam que o Los Angeles Lakers tinha mais time e poderia surpreendê-los numa possível final. Possível. Porque os Cavs foram eliminados na decisão da Conferência Leste pelo Orlando Magic. Ninguém esperava.

Nesta temporada, o time de Ohio parece ter o "algo a mais" que não teve nos playoffs passado. Apesar do jogo continuar concentrado numa pessoa só, no ala LeBron James, a equipe vem jogando um basquete mais consciente, errando menos no ataque.

LeBron James é o segundo cestinha da NBA, com média de 29,7 pontos por partida, e, pela primeira vez em sete temporadas, terminou a fase de classificação com um aproveitamento de arremessos de quadra acima de 50%. Além disso, o jogador possui a maior média de assistências na carreira (8,6). Isso demonstra que apesar de ser o homem de decisão dos Cavs, neste campeonato, ele está sabendo avaliar quem é a melhor opção para definir as jogadas. Mo Williams, Shaquille O'Neal e Antawn Jamison são os jogadores que farão a diferença nessa fase final.

Se James mantiver esse espírito, um pouco, mais coletivo e os outros jogadores não deixarem a responsabilidade nas costas dele, o Cleveland tem muitas chances de ser campeão. Na temporada passada, o número 23 dos Cavs tinha performances fantásticas nos três primeiros quartos, mas não aguentava manter o ritmo no último. Foi assim que o Magic conseguiu superá-los e, provavelmente, os Lakers também conseguiriam.

E o Varejão?
O brasileiro tem que continuar fazendo sua parte, que é muito importante para a equipe. Nos 28 minutos por partida que atua, Varejão é o líder em rebotes dos Cavs, 7,6 de média, e contribui com 8 pontos por partida. Além disso, o pivô é peça fundamental no sistema defensivo e na execução das jogadas no ataque.

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O novo "Don" da NBA
Publicado por Guilherme Buso Abril 08 2010

O técnico do Golden State Warriors, Don Nelson, bate o recorde de vitórias, 1333, superando o lendário Lenny Wilkens.
NBAE/Getty Images

A palavra Don é oriunda do espanhol e é uma abreviação do termo "De Origem Nobre". Somente as pessoas mais importantes da sociedade recebiam esse título, nos séculos passados. Alguns personagens lendários da literatura e da história possuíam esse nome, como Don Quixote de la Mancha, Don Diego de la Veja (Zorro) e Don Juan de Marco. Nos Estados Unidos, Don nada mais é que o apelido de Donald. Nada nobre nisso.

Porém, um treinador da NBA acabou de elevar Donald para Don, no conceito espanhol da palavra. Don Nelson, do Golden State Warriors, venceu, nesta quarta-feira, sua 1333ª partida como técnico e entrou para a história como o maior vencedor de todos os tempos. A nova marca supera as 1332 vitórias de Lenny Wilkens, que encerrou a carreira no comando do New York Knicks, em 2005.

"Don" Donald Nelson também treinou os Knicks e teve passagens pelo Milwaulkee Bucks, Dallas Mavericks e, hoje, comanda os Warriors. Nelson nunca foi campeão da NBA como treinador, mas já venceu três títulos de "Técnico do Ano" (1983, 1985 e 1992). Ele comandou a Seleção Norte-Americana, campeã mundial em 1994, conhecida como o Dream Team 2 e é pentacampeão com o Boston Celtics, quando era jogador.

Nelson tem 69 anos de idade e atua como técnico desde 1976. Nesses 34 anos de carreira, o treinador ficou fora de apenas três temporadas da NBA (87/88, 96/97 e 2005/2006). Foram 21 campanhas vitoriosas, acima de 50% de aproveitamento, marca expressiva comparado ao número de campeonatos disputados.

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Jogo duro nos playoffs
Publicado por Guilherme Buso Março 24 2010

De Seattle Sonics para Oklahoma City Thunder. Em apenas dois anos, a nova franquia já está perto de chegar aos playoffs.
NBAE/Getty Images

Eu me lembro bem quando escrevi um artigo para este blog sobre a despedida do Seattle Sonics e a chegada do Oklahoma City Thunder, em setembro de 2008. Naquela época, não dava para prever como o Thunder se sairia na NBA. Primeiro, porque não seria fácil substituir os Sonics, uma equipe tão tradicional (40 anos na NBA) e vitoriosa (campeão em 79). E segundo, o elenco que a nova franquia de Oklahoma tinha nas mãos não era nem um pouco competitivo. A única herança que veio da cidade de Seattle foi o ala Kevin Durant, uma grande promessa da liga, eleito o novato do ano na temporada 2007/2008.

Como era de se esperar, na primeira temporada, o Thunder teve uma campanha fraca, com 23 vitórias e 59 derrotas, ocupando a penúltima colocação na Conferência Oeste. Mas, Durant provou que era realmente um grande talento da NBA. Comparado com seu primeiro ano, o jogador elevou seu jogo e evoluiu nas médias de pontos (de 20,3 para 25,3), sendo o sexto cestinha da liga, e nos rebotes (de 4,3 para 6,5). Além dele, outro jogador chamou a atenção na estreia do Oklahoma City. O armador novato, Russell Westbrook, escolhido na quarta posição do Draft de 2008, terminou o campeonato como titular e com médias de 15,3 pontos e 5,3 assistências por jogo.

Com o bom desempenho da dupla, a expectativa para a temporada 2009/2010 ficou muito elevada. Outros jovens jogadores também passaram a ser valorizados como o ala Jeff Green e o pivô sérvio Nenad Krstic. Durant, mais uma vez, foi além do esperado. O ala é o principal cestinha da NBA, com média de quase 30 pontos por partida.

No momento, o Thunder está na luta para se classificar, pela primeira vez na história, para os playoffs da NBA. O time de Oklahoma ocupa a sétima colocação na tabela, podendo, assim, enfrentar o segundo, Denver Nuggets. Se cuida, Nenê e companhia!

Curiosidade
Recordando o passado da NBA, algo muito curioso pode acontecer se Nuggets e Thunder se enfrentarem nos playoffs. Em 1994, o Seattle Sonics, de Shawn Kemp e Gary Payton, era o melhor time da temporada regular e foi surpreendido na primeira fase dos playoffs pelo oitavo colocado, o Denver Nuggets, de Dikembe Mutombo. Seria uma revanche 16 anos depois?

Contato do Guilherme Buso



Go Aussie!
Publicado por Guilherme Buso Março 18 2010

Com um bom desempenho de Bogut, os Bucks têm a oportunidade de voltar aos playoffs, que não disputa desde 2006.
NBAE/Getty Images

Sem o ala Michael Redd, cestinha do Milwaulkee Bucks nos últimos campeonatos, outros jogadores da equipe estão tendo que aparecer mais nesta temporada. O jovem armador Brandon Jennings, os alas Carlos Delfino e John Salmons e o ala/pivô turco Ersan Ilyasova vêm fazendo um bom trabalho. Porém, o grande nome dos Bucks é, sem dúvida, o pivô australiano Andrew Bogut.

O jogador é o segundo cestinha da equipe, com 16,2 pontos por partida, sétimo em rebotes e segundo em tocos da NBA, com 10,2 e 2,5 de média, respectivamente. Da temporada passada para esta, Bogut melhorou as estatísticas em quase tudo.

Na última semana, o australiano liderou os Bucks em três vitórias diante do Boston Celtics, Utah Jazz e Indiana Pacers, terminando essa série com 19,3 pontos, 13,7 rebotes e 3,7 tocos. Com esse desempenho, Bogut foi escolhido o jogador da semana da Conferência Leste, pela primeira vez na carreira.

A boa performance de Bogut, no momento, tranquiliza o torcedor e os dirigentes dos Bucks, que ficaram meio desacreditados quando o jogador foi escolha de número um da franquia no Draft em 2005. O australiano teve uma boa carreira na Universidade de Utah, mas outros jogadores eram mais badalados naquela ocasião. Os armadores Deron Williams (Illinois), Chris Paul (Wake Forest) e Raymond Felton (North Carolina), juntamente com todo o time de North Carolina, campeão da NCAA poderiam ser melhores opções.

Se Bogut mantiver esse nível, os Bucks têm a oportunidade de terminar a temporada regular na quinta posição e encarar o quarto colocado, possivelmente o Atlanta Hawks, nos playoffs. O time de Milwaulkee não alcança às finais da NBA desde 2006.

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Só ele pode salvar
Publicado por Guilherme Buso Março 10 2010

O Charlotte Bobcats nunca classificou para os playoffs nem teve uma temporada acima dos 50% de aproveitamento. Isso pode mudar este ano.
NBAE/Getty Images

Um ídolo pode ser reverenciado pelos seus fãs de diversas maneiras. No Brasil, o maior jogador de futebol todos os tempos, Pelé, é considerado "O Rei". Na Argentina, eles são um pouco mais exagerados e chamam Maradona de Deus.

No basquete, o principal nome da história da modalidade foi Michael Jordan e, não sei porque, ele nunca foi elevado a um grau supremo como os outros ídolos. Jordan sempre foi Jordan. Até LeBron James já tem seu apelido de "The Chosen One" (O Escolhido), mas MJ sempre foi MJ. No máximo, o chamavam de "Air Jordan" ou "Mr. Airness", mas todos esses nomes eram relacionados ao estilo de jogo aéreo, de muitas enterradas, que ele tinha e não pelo que ele representou na história do esporte.

Agora, se Jordan nunca foi reverenciado dessa maneira divina, essa hora pode chegar fora dela. O ex-jogador acabou de comprar a franquia do Charlotte Bobcats, uma das piores da NBA, e terá que fazer milagre para conseguir reerguê-la.

Em cinco temporadas, os Bobcats nunca chegaram perto dos playoffs e têm um aproveitamento de apenas 35,1% (144 vitórias e 266 derrotas) em todos os jogos que disputou na NBA. O time de Charlotte nunca conseguiu terminar uma temporada acima dos 50%. Além disso, segundo as especulações, a franquia tem dívidas de cerca de 150 milhões de dólares.

O novo time de Jordan faz uma campanha decente nesta temporada. No momento, a equipe de Charlotte, liderada pelo All-Star Gerald Wallace, está com 50% de aproveitamento. Felizmente, isso é suficiente para classificar para os playoffs na Conferência Leste.

Agora, o que é mais curioso de tudo isso é que se os Bobcats conseguirem se classificar para os playoffs, eles, provavelmente, vão eliminar o Chicago Bulls do páreo, franquia que deve muito a Michael Jordan.

Contato do Guilherme Buso



Mais opções para os fãs
Publicado por Guilherme Buso Março 03 2010

A NBA é bastante popular entre os internautas brasileiros. A comunidade brasileira do Chicago Bulls no Orkut tem quase o mesmo número de fãs que a da seleção brasileira de vôlei.
NBAE/Getty Images

A força da NBA no Brasil é crescente. Segundo dados de comunidades sociais na internet, a liga norte-americana reúne no País um volume de fãs dez vezes maior que outros esportes ou campeonatos nacionais. No Orkut, por exemplo, a maior comunidade dedicada à NBA no Brasil contabiliza 155,6 mil fãs, contra 6,9 mil "seguidores" do NBB e 5,5 mil da Superliga de Vôlei. Se contarmos somente a comunidade de fãs do Chicago Bulls, 47,8 mil fãs, ela quase iguala o volume de pessoas que interagem na comunidade da seleção brasileira masculina de vôlei, 50,5 mil.

Sem contar que hoje o Brasil é representado por três jogadores que se destacam na NBA. O pivô do Denver Nuggets, Nenê, foi o terceiro pivô mais votado para o time Oeste do All-Star Game 2010. O pivô do Cleveland Cavaliers, Anderson Varejão, é exemplo de garra e determinação na liga, além de ter grandes chances, este ano, de ser o primeiro brazuca a chegar ao título. E o ala do Phoenix Suns, Leandrinho, já conquistou o título de melhor sexto homem e é um dos jogadores mais rápidos e versáteis do campeonato.

Com essa demanda, a NBA abriu o leque de opções para o torcedor assistir a temporada na TV. Além da ESPN, que sempre transmitiu os jogos, outros dois canais também incluíram a liga mais famosa do mundo na sua grade de programação: Esporte Interativo e Space.

O Esporte Interativo é o único canal de TV aberta a transmitir os jogos do NBA no Brasil, com três jogos ao vivo, as terças, quintas, sábados ou domingos. O Space é um canal de TV fechado, mas serve também como mais uma opção dos fãs de basquete com transmissões as quintas-feiras.

Além da TV, este ano, o portal Terra também mostra jogos da temporada 2009/2010 duas vezes por semana (terças e sextas) para os assinantes na internet.

Agora, se você quiser ter todas as partidas possíveis, com chance de assisti-las 24h por dia, o melhor negócio é assinar o pacote internacional da League Pass da NBA. Vale a pena!

Contato do Guilherme Buso



LeBron Jamison
Publicado por Guilherme Buso Fevereiro 24 2010

Na última semana, outras transferências interessantes aconteceram na NBA. A principal ou a mais polêmica delas foi a ida de Tracy McGrady para o New York Knicks.
NBAE/Getty Images

As médias do ala/pivô Antawn Jamison são excelentes. Em 12 temporadas, o jogador tem quase 20 pontos e oito rebotes por jogo, além de ter um aproveitamento de 45% nos arremessos de quadra. Jamison sempre foi um franchise player (jogador da franquia), convocado duas vezes para o All-Star Game (2005 e 2008) e membro da Seleção Norte-Americana no Mundial de 2006.

Porém, sua vida mudou a partir do momento em que ele acertou sua transferência para o Cleveland Cavaliers, na semana passada. Agora, o franchise player da equipe se chama LeBron James. As médias de pontos e rebotes devem cair e as chances de convocação para o Jogo das Estrelas e, principalmente, para defender os Estados Unidos vão ser menores.

Jamison é um jogador de 33 anos e nunca chegou perto de sonhar em conquistar um título da NBA. No novo time isso pode acontecer.

Com a chegada do ala ex-Wizards, o time de Cleveland ganha um reforço perfeito para alcançar esse objetivo. Jamison vem para ser o segundo nome no ataque dos Cavs. LeBron James sempre precisou de um companheiro que pudesse ajudá-lo nos momentos decisivos de uma partida. Shaquille O'Neal chegou, nesta temporada, para ser esse cara, mas não deu muito certo.

Outras transferências
O ex-ala do Houston Rockets, Tracy McGrady, acertou com o New York Knicks. Não sei se o grande investimento que se faz ainda vale para trazer T-Mac. Nas últimas temporadas, o jogador ficou afastado muitos jogos por lesão e não vem tendo bons desempenhos quando está em quadra. Por outro lado, os Rockets trouxeram o ex-ala do Sacramento Kings, Kevin Martin, que se ficar saudável pode ser um bom reforço ofensivo.

O ex-armador do New York Knicks, Nate Robinson, foi parar no Boston Celtics. Muito interessante. O tricampeão do Torneio de Enterradas é, sem dúvida, um jogador energético e que pode dar um ânimo ao experiente Celtics. Robinson pode ajudar bastante o armador titular Rajon Rondo, tanto ofensivamente quanto defensivamente.

Além de Jamison, o Washington Wizards também negociou o ala Caron Butler com o Dallas Mavericks. O jogador foi trocado com Josh Howard. Uma troca justa. Mas os Mavs ganham muito mais com isso, já que Butler chega mais empolgado num time com chances de título. E, Howard chega num time sem Jamison, Butler e Gilbert Arenas. Difícil.

Contato do Guilherme Buso




Maior evento da história
Publicado por Guilherme Buso Fevereiro 14 2010

Dwyane Wade foi o MVP do All-Star Game 2010, o maior de todos os tempos
NBAE/Getty Images

Criar expectativa com alguma coisa, geralmente, não é algo bom de se fazer. Muitas vezes nos frustramos com um evento, pois esperávamos mais do que ele realmente poderia ser. Isso é normal.

Quando soube que teria a oportunidade de ir até Dallas para acompanhar o All-Star Game da NBA, logo criei milhões de expectativas. Minha cabeça fervilhou por quase um mês, tentando imaginar como seria, quem estaria nas equipes Leste e Oeste, quais seriam os participantes dos Torneios de 3 Pontos e Enterradas, entre outras coisas.

O fato de poder estar no Jogo das Estrelas mais importante do mundo dos esportes já me deixava extremamente entusiasmado. Mas, sabe como são as coisas. Ficar pensando demais antes do tempo, pode ser decepcionante no final de tudo.

Porém, a NBA não chegou a permitir que eu pensasse em me decepcionar com alguma coisa. O All-Star Game de 2010, em Dallas, foi o mais grandioso de todos os tempos.

Neste domingo, o estádio do Dallas Cowboys recebeu um público recorde de um jogo de basquete: 108.713 pessoas. E mesmo se isso não acontecesse, a NBA foi capaz de organizar um evento perfeito, com a presença de todos os principais jogadores da liga (menos Allen Iverson), celebridades de todas as áreas, shows com os superstars Usher, Alicia Keys e Shakira, promoções muito criativas com brindes de seus patrocinadores em cada intervalo do jogo.

A partida também foi bastante atrativa. O time da Conferência Leste, com jogadores mais jovens, abusou da força física e do "talento aéreo" de seus jogadores. LeBron James, Dwyane Wade, Dwight Howard e Chris Bosh foram os destaques. Já a equipe Oeste, com atletas mais experientes, fez uma partida mais consciente, apostando mais nos arremessos de fora. Dirk Nowitzki, apoiado pela torcida da casa, e Carmelo Anthony foram os grandes nomes desse time.

No início do jogo parecia que o Leste venceria com facilidade, mas o Oeste se manteve encostado no placar o tempo todo. Nos minutos finais, o Leste vencia por 141 a 139, e o Oeste teve a chance de vencer ou levar para a prorrogação. Bola para quem? Carmelo Anthony, que conseguiu fazer o arremesso, mas não acertou. A vitória do Leste, naturalmente, deu a Dwyane Wade(28 pontos, 11 assistências e cinco roubos de bola), o merecido título de MVP.

O All-Star Game de 2010 superou, com certeza, as expectativas de todos os presentes no Cowboys Stadium. Isso é um problema apenas para Los Angeles, sede do evento em 2011. Enquanto isso, basta somente começar a imaginar como será no ano que vem.

Contato do Guilherme Buso




Jogo de todas as estrelas
Publicado por Guilherme Buso Fevereiro 13 2010

Além dos astros dentro de quadra, grandes estrelas do entretenimento vieram prestigiar o sábado do All-Star Game 2010.
NBAE/Getty Images

Foi notória a diferença. Logo na chegada para o ginásio, a movimentação era bem maior do que na noite anterior. É claro. Hoje era a noite dos torneios. As competições de 3 Pontos e Enterradas são sempre as que chamam mais atenção.

Mais jogadores importantes estiveram em quadra nesta noite e, consequentemente, diversas estrelas do entretenimento vieram prestigiar. Em alguns minutos no piso do ginásio consegui avistar Arnold Schwarzenegger, Jay-Z, um abraço entre Spike Lee e o lendário Oscar Robertson, para citar alguns.

Neste sábado, o ginásio o evento teve mais cara de All-Star Game. Dirk Nowitzki e Pau Gasol foram os grandes nomes da competição de arremessos. Vitória para Nowitzki, em parceria de Becky Hammon e Kenny Smith. Steve Nash e Deron Williams disputaram o Torneio de Habilidades, vencido por Nash. Nos 3 Pontos, Paul Pierce, Chauncey Billups e Dequan Cook foram os principais competidores. Pierce levou a melhor. Somente no Torneio de Enterradas é que não tivemos nenhum grande astro. Mas, pelo menos foi divertido, pois o pequenino Nate Robinson conquistou o título pela terceira vez na carreira.

O mais interessante do All-Star Game é a maneira como os principais ídolos da NBA encaram o evento. O pivô Shaquille O'Neal, que tem no currículo 15 convocações para o jogo, esteve presente. Kevin Durant, Chris Bosh, Rajon Rondo, Dwight Howard, todos vieram prestigiar os companheiros. Ninguém recusa o convite ou se acha mais importante que tudo ou todos.

Neste evento cheio de estrelas, não podemos esquecer de mencionar os ex-astros da NBA que qualquer fã de basquete ficaria emocionado em reencontrar. O Big O, mencionado lá em cima, foi um deles, seguido de Chris Mullin, Alonzo Morning, Dikembe Mutombo, Mitch Richmond, AC Green, Robert Horry, Jon Barry, entre muitos outros.

Novamente, foi difícil de olhar para a quadra. Tenho certeza que amanhã não será diferente, já que o All-Star Game será disputado no Cowboys Stadium, uma das mais modernas arenas dos Estados Unidos. Mal posso esperar para não assistir jogo de basquete de novo.

Contato do Guilherme Buso




Dallas se aquece
Publicado por Guilherme Buso Fevereiro 12 2010

No intervalo da partida, DeMar DeRozan ganhou a disputa contra Eric Gordon e será um dos participantes do Torneio de Enterrada.
NBAE/Getty Images

Nevou em Dallas. Nevou muito. Algumas pessoas tiveram dificuldade para aterrisar no aeroporto de Dallas Fort Worth nesta sexta-feira. Na verdade, não era tão importante estar aqui nesta sexta-feira. O primeiro evento do All-Star Game da NBA, geralmente, é o mais fraquinho dos três.

Não dá para comparar um jogo entre os rookies (novatos) e os sophomores (segundo anistas) com o Torneio de Enterradas ou o próprio Jogo das Estrelas. Mas, para quem veio acompanhar essa partida não saiu da quadra decepcionado. Pelo contrário. De um lado Michael Beasley (Miami Heat) Russell Westbrook (Oklahoma City Thunder) e OJ Mayo (Memphis Grizzlies). Do outro, talvez uma das turmas mais talentosas de novatos da NBA, composta por Brandon Jennings (Milwaulkee Bucks), Tyreke Evans (Sacramento Kings), James Harden (Oklahoma City Thunder) e Stephen Curry (Golden State Warriors). Cada um dos jogadores pode, num futuro próximo, se tornarem os próximos ídolos da NBA.

Em um jogo festivo como esse, o torcedor só pode esperar jogadas bonitas e muitas brincadeiras entre os atletas. Foi exatamente isso o que aconteceu. Os rookies passearam em quadra, venceram por 140 a 128 e dois jogadores receberam o prêmio de MVP, Evans e DeJuan Blair (San Antonio Spurs).

Neste ano, inclusive, no intervalo da partida, foi realizada uma eliminatória do Torneio de Enterradas entre DeMar DeRozan (Toronto Raptors) e Eric Gordon (Los Angeles Clippers). DeRozan venceu e participará da competição amanhã, contra outros três jogadores. Entre eles está o atual campeão, Nate Robinson (New York Knicks). Estou empolgado para ver.

Falando em festa, acho que não dá para ficar prestando muita atenção no jogo, para falar a verdade. Tem tanta acontecendo ao seu redor que muitas vezes nos esquecemos que está rolando uma partida de basquete. Os mascotes de todos os times ficam animando a torcida de um lado do ginásio. Os próprios torcedores ganham alguns brindes dos patrocinadores e não param de gritar um segundo. A imprensa do mundo inteiro trabalhando. Dwight Howard, Charles Barkley, Cherryl Miller e outros figuras sentados na lateral da quadra. Sem falar das cheerleaders, que não precisam de comentário.

É. Realmente não havia a necessidade de estar no All-Star Game na sexta-feira. Mas, para quem presenciou esse evento foi um aquecimento e tanto. Principalmente, porque continua fazendo muito frio em Dallas.

Contato do Guilherme Buso




Carnaval em Dallas
Publicado por Guilherme Buso Fevereiro 04 2010

O maior evento do basquete mundial pode ser considerado uma grande folia.
NBAE/Getty Images

A definição da palavra Carnaval no dicionário Michaelis é a seguinte: "Período de três dias de folia que precede a quarta-feira de cinzas, durante o qual, com o afrouxamento das normas morais, se dá o irromper de recalques, por meio de danças, cantos, trejeitos, indumentária diversa da habitual, etc."

Folia, danças, cantos e indumentárias diversas?

Na verdade, o que ele quer dizer é que o Carnaval é a maior festa do calendário brasileiro. Para quem mora no Brasil, esse feriado é sagrado. Não importa se é para passar na rua festejando com os blocos de marchinhas ou se é para descansar na praia ou em casa mesmo.

Eu sempre gostei de Carnaval. Felizmente, pude aproveitar alguns bons feriados marcantes. Porém, este ano tenho certeza que terei a oportunidade de passar um dos melhores Carnavais da minha vida.

Não, não vou para Salvador atrás do Chiclete com Banana. Este ano, meu Carnaval vai ser em Dallas, acompanhando o All-Star Game da NBA.

Folia? Sim, assistir a maior festa do basquete mundial pode ser considerado uma grande folia. Danças? Tenho certeza que no All-Star Game vão ter aquelas apresentações artísticas nos intervalos tão fantásticas que fazem você ficar em pé e dançar também. Cantos? Usher, Shakira e Alicia Keys, não preciso dizer mais nada. Indumentárias diversas? Claro que não verei fantasias carnavalescas, mas fico satisfeito com toda a decoração e organização do evento.

O All-Star Game de 2010 começa realmente na sexta-feira, com o Jogo das Celebridades e a disputa entre os rookies (novatos) e os sophomores (segundo anistas). No sábado, serão realizados os Torneios de Enterradas, 3 Pontos, Habilidades e de Arremessos. E no domingo, o grande Jogo das Estrelas da NBA.

Você acompanha tudo por aqui, no NBA Brasil.

Mais Jogo das Estrelas
Voltando de Dallas, irei direto para Uberlândia (MG), acompanhar o Jogo das Estrelas do NBB, o maior evento do basquete brasileiro. No sábado (dia 20), serão realizados os Torneios de 3 Pontos e Enterradas e uma partida exibição com alguns ex-jogadores da Seleção Brasileira. E no domingo (dia 21), os principais ídolos do NBB disputam o Jogo das Estrelas.

Vale muito a pena conferir também!

Contato do Guilherme Buso



Goste ou não, AI na seleção
Publicado por Guilherme Buso Janeiro 29 2010

Em 2001, Allen Iverson teve sua melhor fase, foi MVP e levou o Philadelphia 76ers à final da NBA.
NBAE/Getty Images

Ao analisarmos a falta de propostas que recebeu no começo desta temporada e, também, o fato dele ter sido dispensado pelo Memphis Grizzlies, em novembro, o armador Allen Iverson, de 34 anos, não é muito querido entre os dirigentes e, até mesmo, entre os jogadores da NBA. Sua atitude dentro e fora de quadra, o estilo de jogo e a idade elevada são fatores que vem atrapalhando a carreira de A.I. nesses últimos anos.

No entanto, independentemente do que ele faça ou deixa de fazer, uma coisa que ele não perdeu e, provavelmente, nunca vai perder é o carinho dos fãs. Iverson jogou menos de 20 partidas nesta temporada, mas mesmo assim, conseguiu cerca de 1,3 milhão de votos e estará na equipe titular da Conferência Leste no All-Star Game de 2010. Essa será a 11ª vez consecutiva que o jogador vai participar do maior evento do basquete mundial.

O curioso é que pela primeira vez na carreira, Iverson está com médias de pontos abaixo de 15 por partida. O armador foi banco de reservas do Memphis Grizzlies durante boa parte do início da temporada 2009/2010, antes de sua saída para os Sixers. E ainda, nos últimos anos, teve passagens desastrosas pelo Denver Nuggets e Detroit Pistons.

Nada disso aconteceu com os principais jogadores eleitos pelo público no All-Star Game, como LeBron James, Dwyane Wade e Carmelo Anthony.

A eleição de Iverson para o Jogo das Estrelas é simplesmente devido a figura que ele representa na história da NBA. Com apenas 1,83m de altura, o armador provou que tamanho não é documento no basquete, sendo um dos maiores cestinhas que já atuaram na liga.

Em quatro temporadas, A.I. liderou as estatísticas de pontos e, hoje, possui a quinta maior média de todos os tempos, 27,1 por partida. Em 2001, Iverson passou por sua melhor fase. O jogador teve médias de 31 pontos por partida, foi eleito MVP e levou o Philadelphia 76ers para a final da NBA, após 18 anos sem chegar em decisões.

São por esses motivos que Allen Iverson virou uma das maiores lendas do basquete mundial. Enquanto ele permanecer nas quadras, seus fãs farão de tudo para mantê-lo entre os melhores. Mesmo que ele não mereça.

Contato do Guilherme Buso



Que decepção!
Publicado por Guilherme Buso Janeiro 20 2010

O atual campeão Nate Robinson será a grande atração do Torneio de Enterrads do All-Star Game deste ano.
NBAE/Getty Images

Superman contra o pequenino da criptonita foi um show no último All-Star Game. Com toda a diversão que foi o Torneio de Enterradas, o ala do Cleveland Cavaliers, LeBron James, disse que gostaria de entrar na disputa no ano seguinte. Porém, para a decepção de muitos, o jogador dos Cavs ficou de fora da lista em 2010. E pior. O pivô do Orlando Magic, Dwight Howard, também.

Para a disputa do Torneio deste ano, no dia 13 de fevereiro, estão o atual campeão, a criptonita de Howard, o armador do New York Knicks, Nate Robinson, o ala do Charlotte Bobcats, Gerald Wallace, e o ala do Los Angeles Lakers, Shannon Brown. A quarta escolha na competição está entre o armador do Los Angeles Clippers, Eric Gordon, e o ala do Toronto Raptors, DeMar DeRosan. Ambos irão disputar a última vaga no dia que antecede as enterradas, no jogo entre os novatos e os segundo "anistas".

Não há dúvidas que com esses nomes o evento será bastante disputado e não faltarão grandes enterradas. No entanto, quando os principais astros da NBA entram na disputa, o torneio sempre entra para a história. Foi assim quando Michael Jordan travava batalhas épicas com Dominique Wilkins e, também, quando Vince Carter enfrentou seu primo Tracy McGrady.

O Torneio de Enterradas sempre foi o evento mais nobre do All-Star Game. Ídolos como Kobe Bryant, Julius Erving, Ray Allen, Clyde Drexler, entre outros, já participaram da disputa. Infelizmente, a nova geração de estrelas não se empolga mais com as cravadas e, nos últimos anos, os principais nomes da NBA não estão participando da competição mais querida dos fãs de basquete.

Tenho a esperança de poder ver ainda um Torneio de Enterradas com LeBron James, Dwyane Wade, Dwight Howard e Nate Robinson. Quem sabe em 2011.

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Mais um ano sem Redd
Publicado por Guilherme Buso Janeiro 11 2010

Com a chegada do armador novato Brandon Jennings, os Bucks melhoraram ofensivamente. No entanto, ficará muito difícil de se manter entre os oito no lado Leste sem contar com Michael Redd.
NBAE/Getty Images

Foram 34 jogos, 15 vitórias e 19 derrotas. O Milwaulkee Bucks conseguiu essa campanha contando pouco com seu principal jogador, o ala Michael Redd. O número 22 dos Bucks jogou apenas 18 partidas nesta temporada, pois vinha se recuperando de uma lesão no joelho esquerdo. Porém, no 34º jogo da equipe, diante do melhor time da NBA, o Los Angeles Lakers, Redd se lesionou novamente. O mesmo joelho esquerdo. E ficará fora de todo o campeonato deste ano.

A lesão preocupa a todos em Milwaulkee, principalmente, porque a equipe contava com o retorno de sua principal estrela às quadras. Michael Redd vem sendo cestinha dos Bucks desde a temporada 2003/2004, ano em que participou de seu primeiro e único All-Star Game. Nos campeonatos seguintes, o jogador tornou-se um dos principais pontuadores da Liga e conseguiu marcas impressionantes, como dois jogos marcando mais de 50 pontos, na temporada 2006/2007.

Em 2007, o jogador foi convocado para fazer parte da Seleção Norte-Americana que tentaria a vaga para a Olimpíada de Pequim em 2008, na Liga das Américas. Com arremessos precisos e belas atuações ao lado de astros como Kobe Bryant e LeBron James, Redd se manteve na equipe e foi para Pequim conquistar o histórico ouro olímpico. Os problemas começaram após esse feito.

Na temporada 2008/2009, Redd sofreu uma lesão nos ligamentos do joelho esquerdo após jogar somente 33 jogos. O ala dos Bucks vinha bem, com média de 21 pontos por jogo, mas seu afastamento atrapalhou todo o planejamento da equipe, que fez uma fraca campanha (34 vitórias e 48 derrotas) e ficou fora dos Playoffs.

A saída precoce de Michael Redd prejudica novamente o time de Milwaulkee, que vinha fazendo um campeonato regular nesta temporada. A chegada do armador novato Brandon Jennings e as evoluções do pivô Andrew Bogut e do ala Ersan Ilyasova deram uma melhorada no poder ofensivo da equipe. No entanto, sem contar com Redd, ficará muito difícil para os Bucks permanecerem entre os oito primeiros da Conferência Leste até o fim da competição.

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Quase um All-Star
Publicado por Guilherme Buso Janeiro 8 2010

Os alas Kobe Bryant e LeBron James duelam voto a voto para definir quem será o jogador mais votado no All-Star Game 2010.
NBAE/Getty Images

O Brasil nunca ficou tão próximo de ter um jogador participando do All-Star Game da NBA. O pivô do Denver Nuggets, Nenê, está entre os três primeiros pivôs na votação dos fãs para o time da Conferência Oeste. Nesta semana, a NBA publicou uma parcial dos resultados da votação do público e Nenê já conseguiu mais de 260 mil votos.

É verdade que o brasileiro está bem atrás do segundo colocado, o pivô do Los Angeles Lakers, Andrew Bynum (740 mil), e muito mais afastado do primeiro, o jogador do Phoenix Suns, Amaré Stoudemire (1,3 milhão). No entanto, essa é a primeira vez que um atleta do País tem chances de ser eleito para atuar num dos jogos mais importantes do basquete mundial.

Nenê, com certeza, não conseguirá superar Stoudemire na disputa pela posição no time Oeste. Porém, devido ao sucesso que o brasileiro vem tendo nesta temporada e a boa votação dos fãs, o pivô ainda tem a oportunidade de ser convocado entre os outros sete jogadores que irão completar a equipe.

Quem escolhe os reservas do All-Star Game são os técnicos de cada conferência.

Na votação geral do Jogo das Estrelas, os alas Kobe Bryant e LeBron James duelam voto a voto para definir quem será o jogador mais votado pelos fãs neste ano. No momento, o jogador do Los Angeles Lakers leva uma pequena vantagem sobre o número 23 do Cleveland Cavaliers, cerca de 15 mil votos de diferença.

Se a votação encerrasse hoje, o time da Conferência Oeste seria formado pelos armadores Kobe Bryant (cerca de 1,8 milhão de votos) e Tracy McGrady (740 mil), os alas Carmelo Anthony (1,5 milhão) e Dirk Nowitzki (820 mil) e o pivô Amaré Stoudemire (1,3 milhão). E os cinco titulares da equipe da Conferência Leste seriam os armadores Dwyane Wade (1,6 milhão) e Allen Iverson (930 mil), os alas LeBron James (1,7 milhão) e Kevin Garnett (1,4 milhão) e o pivô Dwight Howard (1,6 milhão).

O All-Star Game de 2010 será disputado no dia 14 de fevereiro e o resultado da votação será anunciado no dia 21 de janeiro. Enquanto isso, você pode continuar votando no brasileiro Nenê ou em outros astros da NBA de sua preferência para compor o time Leste e Oeste no Jogo das Estrelas. Vote aqui!

Contato do Guilherme Buso



Não é só Kobe
Publicado por Guilherme Buso Janeiro 6 2010

Kobe Bryant elevou sua média de pontos de 26 para 29 pontos por partida. Além dele, todo o elenco dos Lakers evoluiu da temporada passada para esta.
NBAE/Getty Images

Phil Jackson é conhecido por ser um técnico que consegue fazer com que os astros do time consigam jogar coletivamente. Foi assim com Michael Jordan nos seis títulos que conquistou com o Chicago Bulls, na década de 90. E, também, com a dupla Shaq e Kobe nas três vezes que foi campeão com o Los Angeles Lakers, no começo dos anos 2000.

Esse espírito coletivo implantado por Jackson foi ainda fundamental para a conquista de seu último título da NBA, na temporada 2008/2009. Liderados novamente por Kobe Bryant, os Lakers superaram todas as expectativas e jogaram um basquete praticamente perfeito.

Muitos acham que Kobe Bryant é quem leva os Lakers nas costas. De fato, ele é importantíssimo para o sucesso da equipe. No entanto, diferentemente do que acontece com o Cleveland Cavaliers de LeBron James, os outros jogadores é que permitem que a estrela do time, Bryant, tenha esse excelente desempenho.

Nesta temporada não está sendo diferente. Os Lakers são líderes absolutos da Conferência Oeste e têm a melhor campanha da NBA. Tudo isso graças à Bryant, claro, que melhorou sua média de pontos por partida de 26 para 29, mas, principalmente, a todo o elenco do time de Los Angeles que elevou o nível de jogo.

O espanhol Pau Gasol, por exemplo, manteve a média de pontos, mas aumentou de 9,6 para 11,5 rebotes por partida. O pivô dos Lakers estaria entre os cinco primeiros reboteiros da NBA se não fosse a lesão na coxa esquerda que o tirou de algumas partidas. Muito cobrado após a derrota dos Lakers para os Celtics na final de 2008, Gasol conseguiu provar a todos que é um dos melhores pivôs da Liga.

Sem Gasol nesse começo de campeonato, o outro pivô titular, Andrew Bynum, chamou toda a responsabilidade no garrafão dos Lakers. O jogador é quem teve a maior evolução da temporada passada para esta. Bynum atuava cerca de 25 minutos e, hoje, atua mais de 30. Além disso, passou a ter mais oportunidades ofensivas e, consequentemente, pontuar mais. O pivô está com média de 15,3 pontos por jogo e está entre os 10 primeiros em aproveitamento de arremessos de quadra (56%).

O ala Ron Artest não evoluiu em números individuais, mas para os Lakers foi um grande reforço. O jogador chegou nesta temporada em troca de Trevor Ariza e vem superando os números dele da temporada passada. Primeiramente, Artest tornou-se titular do time. E, depois, superou a média de pontos (12 contra 9 de Ariza), rebotes (5 contra 4) e assistências (4 contra 2).

Shannon Brown é outro jogador que ganhou espaço no time dos Lakers. O ala era completamente reserva na temporada passada e neste campeonato passou a jogar quase dois quartos por partida e contribuir com 7 pontos e dois rebotes de média.

Os únicos que não tiveram uma evolução em números foram o armador Derek Fischer e o ala/pivô Lamar Odom. No caso de Fischer a explicação é o aumento da participação de Jordan Farmar na equipe dos Lakers. Os dois armadores dividem bem o tempo de quadra na posição. Já Odom, nunca se sabe. Muitos analistas acreditam que o jogador poderia produzir muito mais para o time de Phil Jackson, mas ele se acomodou com a função de sexto homem da equipe.

Contato do Guilherme Buso



Nível de All-Stars
Publicado por Guilherme Buso Dezembro 30 2009

Além de Kevin Durant, o pivô do Los Angeles Clippers, Chris Kaman, é outro jogador com boas chances de estar no All-Star Game em 2010.
NBAE/Getty Images

Sabemos que LeBron James, Kobe Bryant, Carmelo Anthony, Dwight Howard e outros astros da NBA vão ser escolhidos pelos fãs e estarão no All-Star Game de 2010. No entanto, a lista completa de jogadores das equipes Leste e Oeste poderá contar com outros nomes, menos conhecidos, nesta temporada.

O público é responsável pela votação do time titular de ambas as equipes e os outros sete jogadores são escolhidos pelos técnicos. Por isso, alguns atletas têm grandes chances de estrearem no All-Star Game deste ano, devido à boa qualidade que vêm apresentando no campeonato.

O primeiro da lista é, sem dúvida, o ala do Oklahoma City Thunder, Kevin Durant. Em sua terceira temporada na NBA, o novato do ano de 2008 é o quarto cestinha da liga, com média de quase 28 pontos por jogo. Este ano, Durant conseguiu marcar 40 pontos em duas ocasiões e, com essas performances, tem conseguido deixar o jovem time de Oklahoma perto da zona de classificação para os playoffs no lado Oeste. Fato inédito na história da franquia.

Além de Durant, outro jogador com muitas chances de fazer o seu primeiro Jogo das Estrelas é o pivô do Los Angeles Clippers, Chris Kaman. O gigante loiro, de 2,13m de altura, elevou demais o seu jogo nesta sua sétima temporada na liga. Ele é o principal pontuador entre os pivôs, com 20 pontos por partida, além de contribuir com nove rebotes e um toco de média.

O ala do Golden State Warriors, Monta Ellis, é outro bem cotado para aparecer no time da Conferência Oeste. Sétimo cestinha da NBA, com 25 pontos por jogo, Ellis conseguiu marcar o recorde de pontos na carreira, 45, na partida contra o Indiana Pacers nesta temporada. Além disso, o jogador é o primeiro em minutos em quadra, 41,3, e o terceiro em roubos de bola, 2,3.

Pelo lado Leste, o nome que poderá ser a surpresa no Jogo das Estrelas é o do ala do Charlotte Bobcats, Gerald Wallace. O jogador é um show na quadra, principalmente, pela facilidade que tem nas enterradas. Além disso, Wallace tem média de 18 pontos e é o terceiro da liga em rebotes, 11,9 por jogo. Neste ano, o ala do Bobcats já conseguiu marcar 18 duplos-duplos.

Outros dois jogadores que têm expectativas de serem All-Stars em 2010 são os novatos Tyreke Evans, do Sacramento Kings, e Brandon Jennings, do Milwaulkee Bucks. Foram poucas as vezes em que rookies participaram do Jogo das Estrelas, mas as estatísticas de ambos permitem que eles tenham esperança de entrar na lista de convocados.

Evans tem médias de 20 pontos, cinco rebotes e cinco assistências, números que só foram anotados por Michael Jordan, LeBron James e Oscar Robertson em suas respectivas estreias na NBA. Jennings não vem muito atrás. O armador vem sendo o principal jogador dos Bucks, à frente de Michael Redd e Andrew Bogut, com 19,5 pontos e seis assistências por partida.

Se você ainda não votou para o All-Star Game de 2010, não perca tempo. Vote aqui!

Contato do Guilherme Buso



Homenagem à UK
Publicado por Guilherme Buso Dezembro 23 2009

Nesta temporada da NBA, nove ex-alunos de Kentucky estão atuando. O ala do Detroit Pistons, Tayshaun Prince, e o armador do Boston Celtics, Rajon Rondo, são uns deles.
NBAE/Getty Images

Em 2002, tive a grande oportunidade de fazer intercâmbio nos Estados Unidos e, sem poder escolher, fui parar no estado de Kentucky. Morei numa pequena cidade, de apenas 5 mil habitantes, chamada Liberty e que ficava a cerca de 100km, ou 1h30 de carro, de Lexington, casa da Universidade de Kentucky.

Kentucky para mim sempre foi o nome daquela rede de restaurantes de frango. O que eu não sabia era que além do Colonel Sanders, Kentucky era famosa também pelos cavalos do Kentucky Derby, pelo uísque do Jim Beam e, principalmente, pelo basquete da Universidade de Kentucky.

O estado é apaixonado pelo esporte da bola laranja. Além da UK, a Universidade de Louisville também é bastante conceituada e a rivalidade entre os dois times é impressionante. Lá, eu aprendi o que realmente significa o basquete universitário e a importância que ele tem na formação da NBA.

Por esse motivo, achei propício escrever sobre o mais novo feito da Universidade de Kentucky. Nesta semana, o time comandado pelo técnico John Calipari e pelo brilhante novato John Wall venceu Drexel, por 88 a 44, e alcançou sua 2000ª vitória em partidas oficiais da NCAA. A primeira equipe a conseguir essa marca na história. Vale ressaltar que antes do início da temporada, Kentucky estava apenas quatro vitórias (1988) à frente da Universidade de North Carolina (1984).

Desde 1903, quando Kentucky venceu Lexington YMCA, por 11 a 10, até hoje, a universidade vem colecionando conquistas e revelando grandes jogadores de basquete para a NBA. A UK é um dos principais times da história da NCAA (Campeonato Universitário dos Estados Unidos). Desde 1939, Kentucky conquistou sete títulos, disputou dez finais, teve 13 aparições no Final Four (Quadrangular Final da NCAA) e 48 participações na fase final. Somente UCLA supera Kentucky nas conquistas, venceu 11 vezes o Campeonato Universitário.

O sucesso de Kentucky não se limita apenas nos resultados de jogos, mas também, na revelação de grandes jogadores para a NBA. Nomes como Pat Riley, Cliff Hagan, Dan Issell, Kenny Walker, Rex Chapman, Jamal Mashburn, Antoine Walker, Ron Mercer e Derek Anderson, para citar os mais conhecidos, já vestiram a camisa do Big Blue.

Nos últimos 15 anos, Kentucky colocou dez jogadores entre os dez primeiros do Draft da NBA. Nesta temporada, por exemplo, UK está com nove ex-alunos na liga profissional. São eles: o ala do Detroit Pistons, Tayshaun Prince, o armador do Boston Celtics, Rajon Rondo, o ala do San Antonio Spurs, Keith Bogans, o pivô do Charlotte Bobcats, Nazr Mohammed, o pivô do Miami Heat, Jamaal Magloire, o pivô do Houston Rockets, Chuck Hayes, o ala do Golden State Warriors, Kallena Azubukie, o armador do Milwaulkee Bucks, Jodie Meeks, e o pivô do Atlanta Hawks, Randolph Morris.

Agora que você sabe um pouco mais sobre a história da gloriosa Universidade de Kentucky, vale a pena conferir o time nesta temporada. Além de grandes favoritos ao título, é bem provável que o astro da equipe, o ala/armador John Wall, seja o próximo número um do Draft da NBA em 2010.

Contato do Guilherme Buso



E os brasileiros?
Publicado por Guilherme Buso Dezembro 16 2009

Nenê é o brasileiro que está melhor nesta temporada. Ao lado de Anthony, Billups e Martin, o pivô vem fazendo uma excelente campanha com o Denver Nuggets.
NBAE/Getty Images

A temporada 2009/2010 da NBA está chegando em sua terça parte e os times dos brasileiros Nenê, Leandrinho e Anderson Varejão vêm fazendo excelentes campanhas no campeonato. O Denver Nuggets de Nenê é líder da Divisão Noroeste, Phoenix Suns de Leandrinho é o segundo da Divisão Pacífico e o Cleveland Cavaliers de Varejão é o primeiro na Divisão Central. As três equipes estão entre as oito melhores da NBA.

A campanha dos times pode ser muito boa, mas nem todos os jogadores brasileiros vêm acompanhando o ritmo de seus times. Para começar, o ala/armador Leandrinho não teve um início de temporada muito feliz. Desde a primeira partida, o jogador entrou em quadra sofrendo com dores no pulso direito. Além disso, no começo de dezembro, o número 10 dos Suns sofreu uma lesão no tornozelo esquerdo.

Com essas lesões, Leandrinho participou de um pouco mais da metade dos jogos do Phoenix nesta temporada. As médias de tempo de atuação caíram e, consequentemente, seus números de pontos (11,6), assistências (2,1) e roubos de bola (0,6) também. As menores médias desde 2005.

O brasileiro não está aproveitando o bom momento da equipe na competição. Liderados pelo armador Steve Nash e com um ótimo desempenho ofensivo do pivô Amaré Stoudemire e do ala Jason Richardson, os Suns têm o melhor ataque da NBA e vem dando muito trabalho aos adversários.

Para Anderson Varejão, esse ano também não vem sendo o das melhores. Na campanha do vice-campeonato da Conferência Leste, na temporada passada, o brasileiro foi titular de 42 das 82 partidas da equipe. Hoje, a situação é diferente. O pivô começou jogando em apenas seis ocasiões.

A vinda do astro Shaquille O'Neal atrapalhou um pouquinho, mas foi o jovem J.J. Hickson que realmente colocou Varejão no banco. Mesmo assim, o pivô brasileiro conseguiu manter a sua média de tempo em quadra e, ainda, melhorou uma de suas principais características, os rebotes (8 por jogo).

Somente o pivô Nenê é que não pode reclamar desse começo de temporada. O jogador vem desempenhando um papel de extrema importância no Denver Nuggets.

O time continua embalado com o vice-campeonato da Conferência Oeste, na temporada passada. O ala Carmelo Anthony é o cestinha da NBA, com 30 pontos por jogo, e lidera a excelente campanha da equipe. Ao lado de Chauncey Billups e Kenyon Martin, Nenê continua como titular absoluto, com médias de 13,3 pontos e quase nove rebotes por partida.

Contato do Guilherme Buso



O novo Sam Bowie
Publicado por Guilherme Buso Dezembro 9 2009

Devido a uma série de lesões, Greg Oden não conseguiu provar o porquê foi escolhido o número um do Draft de 2007. Assim como Sam Bowie, em 1984.
NBAE/Getty Images

Em 1984, o Portland Trail Blazers era o segundo time a escolher o jogador no Draft da NBA. Na primeira posição estava o Houston Rockets, que garantiria a escolha da sensação regional, o pivô da Universidade de Houston, Hakeem Olajuwon. Sobrava aos Blazers as opções do pivô da Universidade de Kentucky, Sam Bowie, ou do ala da Universidade de North Carolina, Michael Jordan.

Está certo que ninguém sabia ainda que Jordan se tornaria o maior jogador de basquete do mundo. Porém, na época, já se comentava que o ala era uma grande promessa. Mesmo assim, os dirigentes da franquia de Portland ignoraram esse panorama e escolheram Bowie.

O pivô teve um bom desempenho como rookie, com médias de 10 pontos e 8,6 rebotes, e a nomeação ao time dos melhores novatos do ano. No entanto, uma série de lesões permitiram que Bowie jogasse apenas 63 jogos nas próximas três temporadas. Sua carreira não deslanchou e a escolha do Portland no Draft de 1984 ficou marcada como a pior da história da NBA.

Treze anos se passaram e o Portland Trail Blazers teve o número um do Draft de 2007 para escolher. O pivô calouro da Universidade de Ohio State, Greg Oden, era o favorito e foi o escolhido pelos Blazers. Não havia nenhum Michael Jordan e a decisão parecia correta.

O que o pessoal em Portland não esperava era que o jogador fosse sofrer uma lesão no joelho direito e ficar fora de toda sua primeira temporada na NBA. No ano seguinte, Oden se machucou novamente, dessa vez, o pé direito, na estreia dos Blazers na temporada, diante do Los Angeles Lakers. Foram mais 20 jogos afastado em seu segundo campeonato na liga norte-americana.

Este ano, Oden começou o campeonato inteiro. O pivô contribuía com o time com 11,7 pontos e 8,8 rebotes por partida. Parecia que tudo estava indo bem. Até o dia 05 de dezembro, numa partida contra o Houston Rockets, o jogador lesionou o joelho esquerdo e, segundo os médicos, não terá condições de voltar para essa temporada.

Até agora, Oden jogou apenas 82 jogos com a camisa dos Blazers e ainda não conseguiu provar o porquê foi escolhido o número um do Draft. Os pessimistas por aí já dizem. Só falta o ala do Oklahoma City Thunder, Kevin Durant, número dois do Draft de 2007, se tornar um Michael Jordan. Assim, os Blazers entrariam para a história, novamente, como uma das piores escolhas do Draft da NBA.

Contato do Guilherme Buso



Da NBA para o NBB
Publicado por Guilherme Buso Dezembro 8 2009

O armador Jamison Brewer não atuou muito na NBA, mas sua experiência de quatro anos traz benefícios ao basquete brasileiro.
NBAE/Getty Images

Stacey King, Tony Delk, Rolando Blackman, Jeff Shepard, Josh Childress são jogadores que saíram da NBA e foram fazer sucesso no basquete europeu. No Brasil, isso já aconteceu algumas vezes, porém, nesta temporada do NBB (Novo Basquete Brasil) dois nomes estão elevando as estatísticas de bons atletas que já passaram pelo basquete norte-americano.

O primeiro deles é o novo contratado do Pinheiros/SKY, o armador Jamison Brewer. Brewer é formado pela Universidade de Auburn e já atuou por três temporadas no Indiana Pacers e uma no New York Knicks. Quando atuou na NBA, o jogador atuou em 54 partidas, com média de 8,7 minuto, 1,6 pontos e 1 rebote por jogo.

Está certo que o jogador não teve muitas oportunidades na liga profissional dos Estados Unidos, no entanto, a experiência de quatro anos traz bastante benefício ao basquete brasileiro.Na sua estreia no NBB, Brewer já marcou 17 pontos e demonstrou um nível ofensivo na armação da equipe paulista muito acima da média.

Além dele, outro norte-americano que se destaca no campeonato nacional deste ano é o ala/armador do Vivo/Franca, Tony Stockman. Embora o jogador nunca tenha jogado na NBA, Tony, como é conhecido em Franca, foi um excelente jogador no High School (Campeoanto Colegial) e disputou o NCAA (Campeonato Universitário) por duas grandes universidades, Clemson e Ohio State.

Outra grande façanha deste armador, de 28 anos e 1,85m de altura, é o título de Mr. Basketball do estado de Ohio, em 2000. O título é entregue para o melhor jogador colegial do estado. Nos três anos seguintes (2001, 2002 e 2003), ninguém menos que o ala do Cleveland Cavaliers, LeBron James, faturou esse troféu.

Com a chegada de bons jogadores estrangeiros e o sucesso dos três brasileiros, Leandrinho, Nenê e Anderson Varejão, na NBA, além de outros pela Europa, o basquete brasileiro vai crescendo aos poucos e voltando a ser referência no cenário mundial. Portanto, torcedor, aproveite essa nova fase!

Contato do Guilherme Buso



Começaram com o pé esquerdo
Publicado por Guilherme Buso Dezembro 3 2009

A dulpa Harris-Carter foi responsável por metade dos pontos que os Nets produziam na temporada passada. Sem eles, a coisa ficou feia.
NBAE/Getty Images

Conhece a expressão: "fale mal, mas fale de mim"? É. O New Jersey Nets não está gostando nem um pouco de ser falado nesta temporada da NBA. Após a derrota para o Dallas Mavericks (107 a 101), nesta quarta-feira, a franquia de Nova Jersey entrou para a história da liga com o pior início de campeonato. Foram 18 jogos e 18 derrotas.

Os Nets superaram o Miami Heat, que estreou na temporada 1988/1989 e perdeu as 17 primeiras partidas, e o Los Angeles Clippers de 1999/2000, que também repetiu essa campanha no início da NBA daquele ano.

Perder esse último jogo para os Mavericks talvez não fizesse o time entrar para a história dessa forma trágica. Porém, a situação em Nova Jersey está feia desde a pré-temporada. O time perdeu seu principal jogador, o ala Vince Carter, numa troca com o Orlando Magic. A franquia da Flórida cedeu os armadores Courtney Lee e Rafer Alston e o pivô Tony Battie pelo "All-Star".

Sem Carter e com a chegada de bons jogadores apenas para compor elenco e, não, para serem peças principais, os Nets jogaram toda a responsabilidade nas costas do jovem armador Devin Harris. No entanto, Harris teve uma lesão na virilha no começo da temporada e ficou nove jogos afastado.

No campeonato passado, a dupla Harris-Carter foi responsável por cerca de 41 pontos dos 98 que a equipe produzia por partida, quase metade. Sem os dois jogadores, o New Jersey Nets teve muita dificuldade de achar uma outra peça que pudesse suprir essa necessidade ofensiva.

O pivô Brook Lopez, em sua segunda temporada na NBA, evoluiu as estatísticas no ataque. De 13 pontos por partida, passou a marcar 18. Outro jogador que precisou melhorar os números foi o ala Chris Douglas-Roberts, que atuava apenas 13 minutos no ano passado e, hoje, é titular absoluto, com média de 36 minutos por jogo. O atleta ainda melhorou absurdamente sua pontuação, de 5 pontos por partida para 17.

Essa evolução não foi suficiente para que os Nets enfrentassem as outras equipes da NBA de igual para igual. Na verdade, eles não conseguiram chegar nem perto disso. Tanto que os números dos Nets são os piores da liga nesta temporada. Pontos por jogo, aproveitamento de arremessos, assistências, quase tudo.

O técnico Lawrence Frank foi demitido no 16º jogo e as coisas parecem não melhorar por lá. Agora, resta saber se o time conseguirá evoluir um pouquinho para, pelo menos, não terminar este campeonato com a pior campanha de todos os tempos, que pertence ao Phildelphia 76ers de 1972/1973, que venceu apenas nove jogos e perdeu os outros 73.



Agora, chegar nesses números só foi possível graças a uma carreira com quase nenhuma lesão. Stockton não esteve em quadra defendendo o time de Utah em apenas 22 jogos nos 19 campeonatos em que atuou. Kidd, por outro lado, jogou menos de 60 partidas durante três temporadas.

Assim, fica mais fácil Jason Kidd aceitar o título de segundo melhor em assistências da NBA, já que para chegar em Stockton, vai ter que atuar por pelo menos mais cinco temporadas. Aos 36 anos e 18 temporadas nas costas, não sei se será possível.

Contato do Guilherme Buso



Chegou, mas falta muito
Publicado por Guilherme Buso Dezembro 1 2009

John Stockton é o número um em assistências da NBA, com 15.806. Com esse número, Jason Kidd fica a mais de 5 mil assistências abaixo da liderança.
NBAE/Getty Images

Uma ponte-aérea para o francês Rodrigue Beaubois no terceiro quarto da partida contra o Houston Rockets, nesta quarta-feira (dia 27), levou o armador do Dallas Mavericks, Jason Kidd, à segunda colocação entre os jogadores que mais deram assistências em jogos da temporada regular da NBA. Kidd chegou ao número 10.335, superando o ex-armador do Indiana Pacers e New York Knicks, Mark Jackson, antigo segundo lugar.

Com 10.335 assistências em 1.122 partidas disputadas (18 temporadas), o armador dos Mavs tem em sua carreira uma média de 9,2 assistências por jogo. Com esses números, Kidd ultrapassa grandes "garçons" da história da NBA, como Magic Johnson, Oscar Robertson, Isiah Thomas e Gary Payton.

O único que ele ainda não conseguiu superar foi ex-armador do Utah Jazz, John Stockton. Mas, esse vai ser bem difícil de passar à frente.

Stockton é o maior líder em assistências da NBA com números impressionantes. O ex-armador do Jazz deu 15.806 passes precisos para cesta na carreira, em 1.504 partidas (19 temporadas). Isso equivale a uma média de 10,5 assistências por jogo. Stockton deu cerca de 5 mil assistências a mais do que Jason Kidd.

O parceiro de Karl Malone também tem o recordes de maior média de assistências em uma temporada, 14,5 em 1990. Além de ser um dos três únicos jogadores a alcançar a 1000ª assistência em um campeonato, estando ao lado de Terry Porter (1.099 em 1979) e Isiah Thomas (1.123 in 1985). A única diferença é que ele chegou e ultrapassou essa marca sete vezes.

Agora, chegar nesses números só foi possível graças a uma carreira com quase nenhuma lesão. Stockton não esteve em quadra defendendo o time de Utah em apenas 22 jogos nos 19 campeonatos em que atuou. Kidd, por outro lado, jogou menos de 60 partidas durante três temporadas.

Assim, fica mais fácil Jason Kidd aceitar o título de segundo melhor em assistências da NBA, já que para chegar em Stockton, vai ter que atuar por pelo menos mais cinco temporadas. Aos 36 anos e 18 temporadas nas costas, não sei se será possível.

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Time de um homem só
Publicado por Guilherme Buso Novembro 23 2009

David Lee é o segundo cestinha dos Knicks e está entre os 10 maiores reboteiros da NBA.
NBAE/Getty Images

Eu me lembro bem do dia 16 de dezembro de 2006. Eu e meu irmão fomos pela primeira vez ao Madison Square Garden para assistir New York Knicks e Denver Nuggets. Só a partida nos proporcionou diversos momentos que valeram boas recordações. O brasileiro Nenê estava em quadra, o técnico dos Knicks era ninguém menos que Isiah Thomas, craques como Melo e Starbury (bem antes dos vídeos malucos na internet) estavam em ação e, ainda mais, naquela noite houve uma confusão histórica entre os jogadores das duas equipes, gerando nada menos que nove expulsões.

Agora, uma coisa que marcou demais esse jogo foi o carinho do torcedor nova-iorquino pelo pivô David Lee. Eu não acreditava que num dos maiores templos do basquete mundial, vestindo a camisa de um dos clubes mais tradicionais da NBA, a única frase que deixava a torcida eufórica era: "Number 42, David Leeeeeeee!".

Sem exageros, ele era o único que era aplaudido no ginásio. É evidente que já naquela época os Knicks não passavam por uma boa fase. O time era fraco e contava com algumas estrelas que não brilhavam mais, como Stephon Marbury e Malik Rose, e promessas, como Jamal Crawford e Nate Robinson.

Ninguém acreditava que a franquia de Nova Iorque chegaria aos playoffs. O que importava para o torcedor era a demonstração de vontade e determinação para, pelo menos, dar trabalho ao adversário. Todos esses quesitos podiam ser vistos nesse jovem atleta, com cara de jogador de beisebol, David Lee.

Ele tornou-se o queridinho da torcida logo no seu segundo ano na NBA. De sua primeira temporada como rookie à segunda, Lee dobrou todos seus números nas estatísticas, principalmente, em tempo de quadra. Na temporada seguinte, o pivô manteve sua média de pontos e rebotes, além disso, teve mais oportunidades como titular.

No último campeonato, David Lee foi titular absoluto, passou a ser o quinto cestinha e segundo melhor reboteiro da equipe. E, sempre, jogando com aquele espírito guerreiro característico.

Infelizmente, o elenco dos Knicks para esta temporada continua fraco. O torcedor pode ficar sem ver o time nos playoffs pelo sexto ano consecutivo. No entanto, o queridinho de Nova Iorque vem surpreendendo novamente. Ele é o segundo cestinha da equipe, com uma média de quase 18 pontos por partida, e está entre os dez principais reboteiros da NBA, com média de 10 rebotes por jogo.

Dessa maniera, o pivô de apenas 2,06m e com cara de jogador de beisebol vai conquistando seu espaço nesse tradicional time da NBA, que contou com pivôs históricos como Patrick Ewing e Willis Reed.

Contato do Guilherme Buso



Graças a ele, Varejão foi para o banco
Publicado por Guilherme Buso Novembro 19 2009

O brasileiro Anderson Varejão percisa ficar atento, pois o jovem J.J. Hickson é um jogador mais ofensivo.
NBAE/Getty Images

Na temporada 2008/2009, o pivô J.J. Hickson teve a possibilidade de entrar em jogo 64 vezes pelo Cleveland Cavaliers, atuando uma média de somente 11 minutos. Sem muita oportunidade, o jogador não foi nem utilizado pelo técnico Mike Brown nas partidas dos playoffs, em que os Cavs chegaram até a final da Conferência Leste.

Após um longo trabalho de verão, Hickson voltou para a temporada 2009/2010 mudado e, aos poucos, foi ganhando a confiança tanto do treinador quanto dos companheiros de time. O jovem jogador disputa seu segundo campeonato da NBA e vem sendo a grande surpresa do time de Ohio.

Diante do Golden State Warriors (17/11), Hickson marcou 21 pontos, recorde da carreira na NBA. O pivô teve outras boas atuações no ataque contra o Utah Jazz (14/11), 20 pontos, e Miami Heat, 18 pontos. No momento, o jogador está aproveitando a lesão do brasileiro Anderson Varejão e vem conquistando a vaga de titular na posição 4 dos Cavs.

A diferença de Hickson para Varejão e para os outros pivôs da equipe de Cleveland é que ele tem um perfil mais ofensivo. O jogador não se limita a fazer corta-luzes e correr para o rebote. Dessa maneira, os Cavs passam a ter uma nova opção no ataque, coisa que fez falta na temporada passada, quando o time ficou totalmente limitado às jogadas individuais do astro LeBron James.

Quando Varejão se recuperar da lesão no quadril terá que ficar esperto, pois o jovem Hickson está fazendo uma coisa que o brasileiro faz muito pouco: olhar para a cesta.

Contato do Guilherme Buso



Rápidos de novo
Publicado por Guilherme Buso Novembro 17 2009

Jogadores como Nash, Leandrinho e Jason Richardson gostam e estão acostumados com o estilo rápido de jogo dos Suns.
NBAE/Getty Images

Não dá para dizer que o Phoenix Suns não foi bem na temporada 2008/2009. A campanha de 46 vitórias e 36 derrotas era mais do que suficiente para classificar a equipe para os playoffs na Conferência Leste. No entanto, esses números deixaram os Suns na nona colocação no lado oeste, um abaixo da zona de classificação.

Por muito tempo, o time do Arizona ficou conhecido pelo seu jogo rápido de transição, explorando os contra-ataques. O armador Steve Nash sempre com a posse da bola cansava de dar assistências para os rápidos alas.

Essa sincronia ofensiva acabou quando o técnico Mike D'Antoni saiu do Phoenix para tentar implantar o seu sistema tático em Nova Iorque. Alguns dias depois, a diretoria da franquia veio com uma outra novidade, a contratação do pivô veterano Shaquille O'Neal. Em termos de marketing e chamar a atenção, a chegada de Shaq pode sim ter sido uma boa opção. Porém, em termos de basquete e equipe, isso não ajudou muito.

Com Shaq em quadra, o time perdeu sua principal característica, ou algumas delas, como leveza, agilidade, explosão e, principalmente, eficiência ofensiva.

Outro fator que atrapalhou os planos dos Suns foi a ausência do cestinha e maior reboteiro do time, Amaré Stoudemire, por 29 jogos na temporada regular. Se não fosse isso, o time de Phoenix teria, com certeza, alcançado os playoffs do Oeste.

Agora, com a saída de O'Neal e a permanência de Stoudemire por mais jogos em quadra, os Suns voltam a recuperar o estilo de jogo marcante, que jogadores como Nash, Leandrinho e Jason Richardson gostam e estão acostumados. E, dessa forma, os adversários vão ter que se preocupar em ir muito melhor no ataque que o Phoenix, porque pará-los na defesa não é tão fácil assim.

Contato do Guilherme Buso



Reserva de luxo
Publicado por Guilherme Buso Novembro 11 2009

Jamal Crawford vem do banco de reservas para contirbuir como segundo cestinha da equipe, com média de 18 pontos por jogo. Bom para os Hawks!
NBAE/Getty Images

Ninguém gosta de ser reserva. No entanto, poucos sabem aproveitar esse fato. O argentino Manu Ginobili, na temporada 2007/2008, e o brasileiro Leandrinho, em 2006/2007, entenderam essa situação e ambos venceram o título de Melhor Sexto Homem da NBA. Mesmo sem serem titulares, foram muito importantes para a campanha de seus times.

Nesta temporada, um jogador já largou na frente na disputa desse troféu, o ala Jamal Crawford do Atlanta Hawks. O jogador é o segundo cestinha da equipe e tem papel fundamental no esquema tático do técnico Mike Woodson.

A explicação para ele ainda não ter começado nenhuma partida de titular é simples. Crawford saiu do Golden State Warriors este ano para atuar no time de Atlanta. Ele chegou num time bem montado e que fez uma excelente campanha na última temporada. Os dois jogadores que poderiam ceder a vaga de titular seriam ninguém menos que a estrela e cestinha do time, o ala Joe Johnson, ou a cabeça pensante, o armador Mike Bibby.

Dessa forma, o treinador dos Hawks optou em manter Crawford no banco de reservas para o começo do campeonato e sentir se ele realmente entenderá essa situação. Até o momento, está dando resultado. O ala está contribuindo com médias de 18 pontos e três assistências, atuando cerca de trinta minutos por jogo.

Pode ser que se Jamal Crawford atuasse em outra equipe, ele seria titular absoluto e cestinha, assim como fez atuando pelo New York Knicks por quatro temporadas. No entanto, cabe a ele decidir se seguirá o exemplo de Ginobili e Leandrinho, e entender que apesar de ter condições de estar entre os cinco que começam o jogo, o importante é contribuir para o sucesso time.

Se Crawford pensar dessa forma será bom para os Hawks, ótimo para o técnico da equipe e excelente para ele mesmo, que assim garantirá com antecedência o título de Melhor Sexto Homem da temporada 2009/2010.

Contato do Guilherme Buso



De volta e em forma
Publicado por Guilherme Buso Outubro 29 2009

Com Arenas, Jamison e Butler saudáveis, o Washington Wizards pode ser a grande surpresa da Conferência Leste.
NBAE/Getty Images

Nas últimas duas temporadas da NBA, o Washington Wizards disputou um pouco mais de 160 partidas. No entanto, seu principal jogador, o armador Gilbert Arenas, esteve em quadra em apenas 19 jogos.

O resultado é óbvio. Uma campanha regular no campeonato de 2007/2008 e o título de segunda pior equipe da liga em 2008/2009, com apenas 19 vitórias e 63 derrotas. Nessa última edição, inclusive, Arenas jogou somente duas partidas. Os Wizards sem ele simplesmente não funcionam.

Recuperado de uma lesão no joelho esquerdo, o "Agente Zero", como é conhecido, já atuou na estreia de seu time na liga deste ano. O armador atuou 38 minutos e, sem dúvida, pôde mostrar aos fãs que está pronto para brilhar novamente.

A vitória dos Wizards sobre o Dallas Mavericks foi devido à excelente atuação de Gilbert Arenas. O jogador marcou 29 pontos e contribuiu com mais nove assistências. Além disso, as estatísticas comprovam que armador foi eficiente na partida. Em 21 arremessos de quadra tentados, o All-Star converteu 10. Sem contar os oito lances-livres convertidos em nove tentativas.

Dessa maneira, o Washington Wizards pode sonhar em retornar aos playoffs e rever a seleção do Leste no "All-Star Game" com pelo menos um integrante da franquia. Vale lembrar que o time de Washington recentemente cedeu três atletas para o Jogo das Estrelas. Além de Arenas convocado três vezes, os alas Antawn Jamison e Caron Butler também já participaram do evento em duas ocasiões.

Com esses três jogadores em quadra, sem lesões, o Washington Wizards pode ser uma grande surpresa no lado Leste, com chances até de atrapalhar os planos dos três favoritos ao título da conferência: Orlando Magic, Cleveland Cavaliers e Boston Celtics.

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Advinhe quem voltou?
Publicado por Guilherme Buso Outubro 6 2009

Os Spurs voltam para essa temporada com o trio Parker, Ginobili, Duncan sem lesões, além de reforços experientes como Richard Jefferson e Antonio McDyess.
D. Clarke Evans/NBAE/Getty Images
Nos últimos 11 campeonatos da NBA, o San Antonio Spurs venceu quatro, chegou em duas finais de conferência e disputou os playoffs todas as vezes. Se não fosse a dupla Shaq e Kobe do Los Angeles Lakers, o time do Texas poderia ter sido a nova hegemonia da NBA após o Chicago Bulls de Michael Jordan. Tudo isso, graças ao constante Tim Duncan e o poder de evolução do time quando chegam nos playoffs.

Logo que chegou na NBA, o pivô Tim Duncan conquistou dois títulos ao lado de David Robinson e, depois, venceu mais dois com Manu Ginobili e Tony Parker. Com 2m11 de altura, Duncan é um dos pivôs mais técnicos da história do basquete. Jogando sempre de uma maneira simples e eficaz, Duncan atuou em 12 temporadas, marcando médias de 21 pontos e 11 rebotes por jogo, que nos playoffs aumentam para 23 e 12 respectivamente.

No time atual, o ala Manu Ginobili e o armador francês Tony Parker são outros dois grandes exemplos de aumento de produtividade durante os playoffs. O argentino chegou a ter médias nas finais que superam até quatro pontos as da temporada regular. Enquanto o francês, no último campeonato, evoluiu de 22 para 28 pontos por partida na etapa decisiva.

Esse ritmo empolgante e eficiente da equipe de San Antonio é refletido em boas atuações também dos outros jogadores. Quem não se lembra da evolução do armador Steve Kerr em 2003 e do ala Robert Horry em 2005? Ambos vieram do banco de reserva para tornarem-se peças fundamentais nas conquistas dos respectivos anéis de campeão.

Sem contar com Ginobili em quase metade das partidas no último campeonato, os Spurs fizeram uma excelente campanha (3ª melhor no lado Oeste) na temporada regular. No entanto, ainda sem o argentino nos playoffs, não conseguiram evoluir, como de costume, e foram logo superados pelo Dallas Mavericks nas quartas-de-final de conferência.

Isso não deve acontecer este ano. Os Spurs devem manter a mesma base, Parker, Ginobili e Duncan, durante todo o campeonato, além de contar com o reforço dos experientes Richard Jefferson, Theo Ratliff e Antonio McDyess, do rookie DeJuan Blair e do ala Roger Mason, um dos cestinhas do time em 2008/2009.

Eu não gostaria de enfrentar os Spurs nos playoffs.

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Ricky Rubio fica em casa
Publicado por Guilherme Buso Setembro 2 2009

Duas temporadas no basquete europeu podem fazer bem ao jovem Ricky Rubio. O Minnesota Timberwolves sonha com o retorno do espanhol para 2011.
Phil Walter/NBAE/Getty Images

Acabou a novela Ricky Rubio. Após dois meses de espera, o jovem armador espanhol decidiu seu futuro. Na próxima temporada, ele defenderá a camisa do atual campeão espanhol, o Barcelona (ESP), e deverá fazer sua estreia na NBA somente daqui dois anos.

O Minnesota Timberwolves selecionou Rubio na quinta escolha do Draft deste ano. Essa posição não agradou o espanhol, que esperava ser escolhido entre os três primeiros na loteria. Outro aspecto que o deixou insatisfeito foi a ida para os Wolves. O armador tinha mais afinidade com o Memphis Grizzlies e ficou decepcionado ao saber que a segunda escolha foi a do pivô Hasheem Thabeet.

O fator financeiro também atrapalhou a ida de Rubio para a liga norte-americana. O DKV Juventut (ESP), seu ex-time, tinha uma cláusula de rescisão contratual de 4,7 milhões de euros (cerca de R$ 12 milhões), valor que os Wolves não poderiam pagar, já que a regra da NBA não permite que as franquias excedam 500 mil dólares (cerca de R$ 1 milhão) em rescisões contratuais.

Com tudo isso, o jogador de apenas 18 anos preferiu ficar em casa, na Espanha, perto da família e, ainda mais, jogando num dos maiores clubes do mundo. O Barcelona pagará ao DKV Juventut cerca de 3,7 milhões de euros (cerca de R$ 10 milhões) para tê-lo por duas temporadas.

Dois anos a mais de experiência no basquete europeu podem ser muito importantes na formação de Rubio. O armador é sem dúvida um talento do basquete mundial, mas ainda não estava pronto para brilhar na liga norte-americana. A prova de que o espanhol era considerado uma incógnita para os dirigentes dos Wolves foi a escolha de um outro armador no Draft, Johnny Flynn, logo após Rubio, na sexta posição.

Esperar esse tempo, talvez não seja o que os dirigentes dos Wolves pretendiam, no entanto, pode valer a pena. O time de Minnesota pode receber um armador pronto para encarar a NBA em 2011, tendo mais resultado do que manter um Ricky Rubio ingênuo, fraco fisicamente e despreparado para esta temporada.

Contato do Guilherme Buso



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  • Amazing Block by Favors

    Derrick Favors makes an amazing block on Brandon Bass' dunk attempt.
  • Davis Climbs the Ladder

    Anthony Davis climbs the ladder for the high-flying alley-oop spike.
  • Leuer Throws Down

    Jon Leuer hammers home the two-handed jam assisted by Beno Udrih.
  • Leuer Throws Down

    Jon Leuer hammers home the two-handed jam assisted by Beno Udrih.
  • Veteran Vince

    Vince Carter sinks the step-back 3-pointer from Nick Calathes.
  • Veteran Vince

    Vince Carter sinks the step-back 3-pointer from Nick Calathes.
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  • Oop to A.D.

    Tyreke Evans lofts it up to Anthony Davis who flies-in for the two-handed stuff.
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  • Jones Beats The Buzzer

    Perry Jones gets the lay-up to go just as the half-time buzzer sounds.
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  • Put Back by Bass

    Brandon Bass cleans up the miss with the left-hand put back slam.