Blog Squad: Guilherme Buso 2008-09 Arquivo

Untitled Document Bem vindos à seção do “Blog Squad Brasil”, uma coleção de matérias de opinião, de jornalistas, artistas, jogadores e especialistas em basquetebol ao redor do mundo, quem quer compartir os seus pensamentos e opiniões sobre a NBA com você. Aqui você poderá consultar as colunas de opinião de cada um dos nossos convidados especiais.

Os pontos de vista expressados no Blog Squad Brasil representam unicamente a visão daqueles que escrevem neste. Não representam a posição da NBA.com/Brasil, da NBA ou de alguma equipes da liga.

Guilherme Buso - 2007-08 Blog Arquivo
Repórter
Deu seus primeiros arremessos numa quadra de basquete aos 9 anos de idade. Desde então, disputou todos os campeonatos das categorias de base de São Paulo, atuou por uma temporada de High School nos Estados Unidos e foi parte da equipe adulta de Santo André, até a sua formação acadêmica como jornalista na Universidade Metodista de São Paulo. Recentemente, produziu o documentário "Bola ao Cesto", que faz uma retrospectiva detalhada da Seleção Brasileira de basquete masculina. Hoje, é repórter da Federação Paulista de Futebol, mas jogar, assistir e comentar os jogos da bola laranja continuam sendo uma de suas tarefas prediletas..

Ricky Rubio fica em casa
Publicado por Guilherme Buso Setembro 2 2009

Duas temporadas no basquete europeu podem fazer bem ao jovem Ricky Rubio. O Minnesota Timberwolves sonha com o retorno do espanhol para 2011.
Phil Walter/NBAE/Getty Images

Acabou a novela Ricky Rubio. Após dois meses de espera, o jovem armador espanhol decidiu seu futuro. Na próxima temporada, ele defenderá a camisa do atual campeão espanhol, o Barcelona (ESP), e deverá fazer sua estreia na NBA somente daqui dois anos.

O Minnesota Timberwolves selecionou Rubio na quinta escolha do Draft deste ano. Essa posição não agradou o espanhol, que esperava ser escolhido entre os três primeiros na loteria. Outro aspecto que o deixou insatisfeito foi a ida para os Wolves. O armador tinha mais afinidade com o Memphis Grizzlies e ficou decepcionado ao saber que a segunda escolha foi a do pivô Hasheem Thabeet.

O fator financeiro também atrapalhou a ida de Rubio para a liga norte-americana. O DKV Juventut (ESP), seu ex-time, tinha uma cláusula de rescisão contratual de 4,7 milhões de euros (cerca de R$ 12 milhões), valor que os Wolves não poderiam pagar, já que a regra da NBA não permite que as franquias excedam 500 mil dólares (cerca de R$ 1 milhão) em rescisões contratuais.

Com tudo isso, o jogador de apenas 18 anos preferiu ficar em casa, na Espanha, perto da família e, ainda mais, jogando num dos maiores clubes do mundo. O Barcelona pagará ao DKV Juventut cerca de 3,7 milhões de euros (cerca de R$ 10 milhões) para tê-lo por duas temporadas.

Dois anos a mais de experiência no basquete europeu podem ser muito importantes na formação de Rubio. O armador é sem dúvida um talento do basquete mundial, mas ainda não estava pronto para brilhar na liga norte-americana. A prova de que o espanhol era considerado uma incógnita para os dirigentes dos Wolves foi a escolha de um outro armador no Draft, Johnny Flynn, logo após Rubio, na sexta posição.

Esperar esse tempo, talvez não seja o que os dirigentes dos Wolves pretendiam, no entanto, pode valer a pena. O time de Minnesota pode receber um armador pronto para encarar a NBA em 2011, tendo mais resultado do que manter um Ricky Rubio ingênuo, fraco fisicamente e despreparado para esta temporada.

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Enquanto a NBA não começa...
Publicado por Guilherme Buso August 27 2009

Os grandes favoritos, a seleção da Argentina, conta apenas com o pivô do Houston Rockets, Luis Scola, para essa Copa América. Isso deve complicar a vida dos "hermanos" no torneio.
NBAE/Getty Images

Enquanto a NBA não começa...

Enquanto a temporada 2009/2010 da NBA não começa, os fãs de basquete podem acompanhar o desempenho de alguns jogadores na Copa América, competição que define as últimas quatro vagas do continente americano para o Mundial da Turquia em 2010.

A Seleção Brasileira está bem representada pelos astros da NBA, Leandrinho e Anderson Varejão. O pivô do Denver Nuggets, Nenê, pediu dispensa do grupo que disputa o torneio devido a uma lesão. Além do Brasil, sete dos outros nove times possuem jogadores que atuam ou já atuaram na liga profissional norte-americana. Apenas as Ilhas Virgens e o Panamá não entram nessa lista.

A Argentina, campeã olímpica em 2004, conta apenas com o pivô do Houston Rockets, Luis Scola, para essa competição. Manu Ginobili (SAS), Fabrício Oberto (WAS), Carlos Delfino (MIL) e Andrés Nocioni (SAC) optaram por não participar da Copa América. Isso pode complicar a vida dos grandes favoritos “hermanos”.

Além da Argentina e do Brasil, a República Dominicana é a seleção que possui mais jogadores da NBA no elenco. Francisco Garcia (SAC), Al Horford (ATL) e Charlie Villanueva (DET) são os grandes destaques da equipe.

O Canadá também conta com dois astros da liga, Joel Anthony (MIA) e Tyler Kepkay. Mesmo assim, o selecionado sente a falta do armador Steve Nash e do ala Jamaal Magloire.

Porto Rico é outra equipe forte e que tem no grupo cinco jogadores que passaram pela NBA. O armador Carlos Arroyo (ORL, UTA, TOR e DET), os alas Elias Ayuso (SAS) e Guillermo Diaz (LAC) e os pivôs Peter Ramos (WAS) e Daniel Santiago (MIL e PHO) já atuaram na liga e são os grandes nomes do time, que sempre dá trabalho para os brasileiros.

Completam a lista de ex-jogadores da NBA, o pivô uruguaio Esteban Batista (ATL), o ala venezuelano Oscar Torres (HOU e GSW) e o pivô mexicano Horacio Llamas (PHO)

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Yes, we can!
Publicado por Guilherme Buso August 12 2009

Os astros da NBA não vieram apenas para jogar e se divertir. Vieram também para representar a maior liga de basquete do mundo, a NBA.
NBAE/Getty Images

O jogo era de festa. O objetivo era caridade. E quem venceu com isso foi o torcedor brasileiro, que pôde ver de perto ídolos da NBA.

Anderson Varejão e Leandrinho organizaram o Basketball Show no Rio de Janeiro, neste último final de semana. Os brasileiros convidaram para o evento seus amigos da Seleção e, também, astros da NBA como Shawn Marion, Danny Granger, Drew Gooden e Keith Bogans.

Além do jogo, o mais interessante dessa vinda dos All-Stars norte-americanos foi a ação de caridade que eles fizeram aqui no país. Para os jogadores da NBA não basta apenas vir, jogar e se divertir. Eles representam uma entidade mundial que tem como princípio ajudar os mais necessitados.

Assim, os atletas da NBA deram um show em quadra e, também, fora dela. Uma parte da arrecadação do Basketball Show foi doada à instituição Hope Unlimited do Brasil e ao INCA (Instituto Nacional de Câncer) e a outra doada ao Clube de Regatas Saldanha (ES), clube onde Varejão começou a jogar basquete.

Outro fator importante desse jogo foi a ótima oportunidade para o Brasil de mostrar sua força de organização para, possivelmente, sediar um jogo da temporada regular da NBA. Este ano, o México receberá Philadelphia 76ers e Phoenix Suns. Europa e Ásia já foram sede de partidas várias vezes. A tendência é que outras cidades do mundo também possam receber esses jogos futuramente e o Brasil e a Argentina são fortes candidatos.

Em quadra, faz tempo que não vencemos nossos “hermanos”, mas em organização, é possível que levemos essa.

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Saudades
Publicado por Guilherme Buso August 6 2009

Nós, brasileiros, podemos nos contentar com um pouco de basquete apoiando a Seleção Brasileira na Copa América este mês.
NBAE/Getty Images

Shaquille O’Neal é o novo reforço dos Cavs. Vince Carter está no vice-campeão Orlando Magic. Kobe e os Lakers querem o bicampeonato. Os Celtics reforçaram. Os Nuggets não engoliram a derrota nas finais de conferência deste ano. Tudo isso está para acontecer na próxima temporada da NBA, mas ela não começa!

É, fanáticos. A NBA só começa no dia 27 de outubro. A tabela completa já está pronta e foi anunciada esta semana pela liga. Como tradição, no dia 25 de dezembro, Natal, os torcedores poderão acompanhar um dos jogos mais esperados da temporada: Los Angeles Lakers e Cleveland Cavaliers. Este ano, bem mais apimentado. Não é apenas Kobe Bryant e LeBron James em quadra. Shaquille O’Neal também fará parte dessa disputa.

Enquanto isso, temos que nos contentar com o futebol brasileiro, Série A e Série B; o baseball; a NFL, que começa em setembro; e torcer também para nossa Seleção Brasileira de basquete na Copa América. Apesar de não podermos contar, mais uma vez, com todos os jogadores da NBA, é importante que o Brasil faça uma boa competição e comece a preparação para o Mundial do próximo ano.

O primeiro desafio dessa Seleção será neste final de semana, um torneio bacana organizado pela CBB, que terá Austrália, Argentina e Uruguai. A Sportv transmitirá todos os jogos. Bom, pelo menos um pouquinho de basquete para a gente assistir.

Outra coisa que podemos fazer enquanto a NBA não começa é discutirmos todas as transferências e expectativas para a próxima temporada no Twitter da NBA Brasil.

Sim, nós também estamos lá. Para quem ainda não está nos seguindo, o endereço é http://twitter.com/nbabrasil

Nos encontramos no Twitter, pessoal.

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Brasil no All-Star Game
Publicado por Guilherme Buso Julho 23 2009

A pivô Érika é a melhor reboteira da WNBA com uma média de 8,6 rebotes por partida.
NBAE/Getty Images

O Blog Squad da NBA Brasil costuma acompanhar a liga profissional norte-americana masculina, principalmente, o que acontece com nossos representantes brasileiros. No entanto, quando uma jogadora da WNBA faz bonito na liga feminina não podemos deixar de mencionar. É o caso da pivô brasileira do Atlanta Dream, Érika, que estará em quadra neste sábado, em Connecticut, disputando o All-Star Game da WNBA.

Essa é a segunda vez que uma atleta brasileira é convocada para o Jogo das Estrelas do campeonato feminino. A primeira vez que isso aconteceu foi em 2001, quando a ex-ala do Houston Comets, Janeth Arcain, recebeu mais 70 mil votos dos torcedores e foi titular do time do Oeste. Nessa mesma temporada, Janeth venceu o título de jogadora que mais evolui na liga.

Dessa vez, Érika vestirá a camisa do time da Conferência Leste. Ela também vem cotada para a partida como a principal reboteira da WNBA. Até o momento, a pivô brasileira tem uma média de 8,6 rebotes por jogo.

Em entrevista para o Globoesporte.com, Érika comentou estar vivendo uma excelente fase da carreira e revelou que não esperava o sucesso na WNBA tão rapidamente. “Estou fazendo um campeonato que está chamando a atenção das pessoas, com números expressivos de rebotes, aproveitamento de arremesso, roubos de bola e tocos. Mas não imaginava que a resposta seria tão rápida”, disse a pivô.

Com a segunda convocação de uma brasileira para o All-Star Game da WNBA, quem sabe não estamos perto de ter uma boa surpresa em 2010 com o primeiro jogador brasileiro no Jogo das Estrelas da NBA.

Contato do Guilherme Buso



A nova moda
Publicado por Guilherme Buso Julho 20 2009

O armador Brandon Jennings foi astro do basquete colegial norte-americano e preferiu esperar a legitimidade para entrar na NBA atuando uma temporada no basquete europeu.
NBAE/Getty Images

LeBron James, Kevin Garnett, Kobe Bryant, Dwight Howard, entre outros. Todos eles saíram do colégio (High School) direto para a NBA. Com apenas 18 anos já eram estrelas milionárias do basquete mundial. E essa tendência vinha aumentando, não eram apenas casos isolados. No Draft de 2004, oito dos 30 jogadores escolhidos na primeira rodada vieram do High School.

Por esse motivo, a NBA proibiu o ingresso de jovens jogadores no Draft a partir de 2006. Para poder entrar na loteria é preciso que o jogador tenha no mínimo 19 anos de idade e tenha se formado no colégio há pelo menos um ano.

Dessa forma, muitos jogadores que já eram escolhas certas no Draft quando ainda eram jovens, necessariamente, precisavam passar pelo basquete universitário. Bom, essa era a ideia inicial. Mas, não foi o que aconteceu.

Nos Estados Unidos, tanto o basquete colegial quanto o universitário possuem regras bem rígidas contra o pagamento de salários ou benefícios financeiros para os jogadores. Sendo assim, os empresários passaram a negociar os atletas com clubes europeus logo após a saída do colégio.

Esse é o caso de um dos pioneiros, o armador do Milwaulkee Bucks, Brandon Jennings, a décima escolha do Draft deste ano. Antes de chegar na NBA, Jennings foi astro do basquete colegial, com médias de 35 pontos por partida em seu último ano em Oak Hill. Após a formatura, o jogador foi defender as cores do Lottomatica Virtus Roma (ITA).

O armador não teve uma temporada expressiva no basquete europeu e o intuito nem era esse. O importante era esperar um ano para poder entrar no Draft da NBA. Ao invés de ganhar experiência em qualquer universidade norte-americana, Jennings preferiu ir para a Europa. A única vantagem é que no basquete europeu se ganha dinheiro, na NCAA se joga de graça.

Essa é a nova tendência das jovens promessas do basquete norte-americano. Outros jogadores já atuam na liga europeia, abrindo mão de sua formação acadêmica nas universidades. Quem perde com isso é a NCAA e os próprios jogadores, que deixam de disputar um dos campeonatos mais fantásticos do basquete mundial e aprender um pouco nas salas de aula.

Contato do Guilherme Buso



Veteranos ou experientes?
Publicado por Guilherme Buso Julho 7 2009
O Boston sempre viveu de tradição: nos 11 títulos de Bill Russell, no trio Bird, Mchale e Parish e agora, com Garnett, Pierce e Allen.
NBAE/Getty Images

Tradição no esporte é importante, mas não é fundamental. Ainda mais nos dias de hoje, em que os ídolos são cada vez mais jovens e os jogadores mais velhos duram menos tempo em atividade.

O Boston Celtics viveu de tradição por muito tempo. O pivô Bill Russell conquistou 11 títulos com a mesma camisa verde e branca, na década de 60. E o trio Larry Bird, Kevin Mchale e Robert Parish atuaram juntos cerca de 14 anos, vencendo três campeonatos da NBA, na década de 80.

Os anos 90 chegaram e com ela uma nova fase do basquete mundial e da administração do esporte como um todo. Jogadores eram negociados constantemente e os pequenos times tornavam-se grandes. O Los Angeles Lakers, que era tão tradicional quanto os Celtics, acompanhou essa mudança.

Os Celtics passaram quase duas décadas de frustrações. Até a temporada passada, quando os dirigentes do Boston ousaram e trouxeram dois jogadores de peso para atuar ao lado do prata-da-casa, Paul Pierce. O problema é que Kevin Garnett e Ray Allen não eram mais revelações. Eram jogadores experientes em busca de um sonho, o título da NBA.

Com o objetivo alcançado em 2008, Garnett e Allen passaram de jogadores experientes a jogadores veteranos. E o Boston Celtics que havia se renovado, após duas temporadas voltava a ser um time de tradição e velho.

No momento em que se esperava uma grande contratação para agitar Boston, a franquia vem com uma surpresa chocante. Outro jogador veterano, com título de NBA, fará parte do elenco, o ex-ala polêmico do Detroit Pistons, Rasheed Wallace.

Sendo assim, o time titular do Boston Celtics para a temporada 2009/2010 terá Garnett, 33 anos; Wallace, 34; Allen, 33; Pierce, 31; e Rajon Rondo, 23. Uma média de quase 31 anos de idade, a mais alta da liga.

É... Rajon Rondo, você vai ter que correr muito.

Contato do Guilherme Buso



Eles confiaram em Hansbrough
Publicado por Guilherme Buso Junho 30 2009
Tyler Hansbrough é o recordista de pontos e rebotes da Universidade de North Carolina, superando astros do basquete como Michael Jordan e Vince Carter.
NBAE/Getty Images

Sem exageros, ele é o maior jogador da história da Universidade de North Carolina. O pivô Tyler Hansbrough atuou quatro anos na NCAA (Liga Universitária dos Estados Unidos) e teve uma carreira brilhante, superando grandes nomes de UNC. Um deles, em especial. O melhor jogador de todos os tempos, também criado por lá, Michael Jordan.

Tyler Hansbrough chegou ao Draft da NBA este ano como o atual campeão da NCAA, vencedor de todos os prêmios de melhor jogador universitário que existem e detentor de uma série de recordes em North Carolina.

O pivô é o maior cestinha e reboteiro da história da universidade, com 2.872 pontos e 1.219 rebotes. Ele ainda detém os recordes de acertos de lances-livres e arremessos de quadra. Sem contar outras estatísticas importantes conquistadas a cada temporada que atuou com a camisa dos Tar-Heels.

Jordan, Sam Perkins, James Worthy, Vince Carter, Rasheed Wallace, Jerry Stackhouse, Antawn Jamison e muitos outros não chegaram nem perto dos números de Hansbrough.

Mesmo assim, o jogador não foi bem visto pelas franquias da NBA. Poucos acreditaram que o pivô teria boas chances na liga profissional. Segundo os especialistas de Draft, Hansbrough seria escolhido entre as 25 primeiras posições. Uma grande surpresa para quem acompanhou sua carreira nos tempos de universitário.

Houve apenas um time que confiou no potencial desse pivô de 23 anos. O Indiana Pacers o escolheu na 13ª posição do Draft e pode, agora, usufruir do talento de Hansbrough. É claro que ele não vai se tornar um Jordan e pode até ser que não consiga ser um “All-Star” como Carter e Jamison. Mas, com os números que ele demonstrou em North Carolina vale a pena acreditar.

Contato do Guilherme Buso



Noite “caliente” para o Minnesota
Publicado por Guilherme Buso Junho 29 2009
O armador Ricky Rubio foi o número cinco do Draft, escolhido pelo Minnesota Timberwolves. Além dele, os Wolves escolheram outro armador, Jonny Flynn, de Syracuse, na sexta posição.
NBAE/Getty Images

A primeira escolha do Draft da NBA este ano estava decidida há muito tempo. O pivô de Oklahoma, Blake Griffin, já era do Los Angeles Clippers. No entanto, as outras posições ainda eram duvidosas, principalmente, porque ninguém sabia quem escolheria o jovem armador espanhol Ricky Rubio.

A segunda escolha foi do Memphis Grizzlies, que optou pelo gigante pivô de Connecticut, Hasheem Tabeet. Enquanto isso, permanecia a dúvida no ar sobre quem ficaria com o talentoso jogador espanhol.

Em seguida, chegou a hora do Oklahoma City Thunder decidir. Para surpresa de muitos, a franquia optou pelo ala de Arizona State, James Harden, um dos jogadores mais completos no Draft deste ano.

Quando o Sacramento Kings foi anunciar a quarta escolha, a maioria das pessoas imaginava ouvir o nome de Ricky Rubio. Porém, mais uma vez, foram surpreendidas. Os Kings escolheram o ala de Memphis, Tyreke Evans.

Assim, o armador Ricky Rubio ficou, inesperadamente, para o Minnesota Timberwolves, que tinha as próximas duas escolhas.

O espanhol foi o número cinco do Draft, seguido do também armador de Syracuse, Jonny Flynn. Além dos dois jogadores, os Wolves tiveram mais duas escolhas na primeira rodada e duas na segunda.

O armador de North Carolina, Ty Lawson, foi o número 18 do Draft, mas logo foi negociado com o Denver Nuggets. E, seu parceiro de universidade, o ala Wayne Ellington, foi escolhido pelo time de Minnesota na 28ª posição.

O ala de Florida, Nick Calathes, 45ª posição, e o holandês do DKV Juventut - ESP, Hank Norel, 47ª, também foram draftados pelos Wolves. Apenas Norel permanecerá no time, já que Calathes foi negociado com o Dallas Mavericks.

Os dez primeiros

Completando as dez primeiras escolhas do Draft da NBA estão o armador de Davidson, Stephen Curry, (7ª - Golden State Warriors); o pivô de Arizona, Jordan Hill, (8ª - New York Knciks); o ala de USC, DeMar DeRozan, (9ª - Toronto Raptors); e o armador do Lottomatica Roma - ITA, Brandon Jennings, (10ª - Milwaulkee Bucks).

Confira a lista completa do Draft da NBA 2009

Contato do Guilherme Buso



Apenas um brasileiro no Draft
Publicado por Guilherme Buso Junho 24 2009
Com médias de 12 pontos e 5,7 rebotes, Vitor pretende jogar mais um ano na Europa e fazer uma temporada mais convincente.
NBAE/Getty Images

De todos os brasileiros que já tentaram entrar no Draft da NBA até hoje, o pivô Vitor Faverani é o menos conhecido de todos. O jogador atua na segunda divisão da Europa, nunca defendeu a Seleção Brasileira e há muito tempo não joga no Brasil.

Vitor é natural de Paulínia, interior de São Paulo, e jogou até os 14 anos de idade na equipe de Araraquara. Lá, se destacou e partiu para a Espanha, onde disputa a segunda divisão do campeonato nacional pelo Clínicas Rincón (ESP).

Com médias de 12 pontos e 5,7 rebotes por partida na última temporada, o pivô brasileiro afirmou não estar confiante em ser escolhido. “Minha prioridade, no momento, não é passar no Draft. Quero ficar mais um ano na Europa para fazer uma temporada mais convincente”, disse em entrevista ao portal UOL.

Segundo os especialistas do Draft, Vitor está na 10ª colocação no ranking entre os pivôs. Por isso, o intuito do jogador é de participar da Summer League (Liga de Verão) da NBA e poder mostrar o seu verdadeiro jogo para os olheiros dos times.

Além dele, outros dois brasileiros se inscreveram no Draft, mas decidiram retirar os nomes antes da escolha. São os casos do pivô Paulo Prestes, também do Clínicas Rincón, e o ala Jonathan Tavernari, que disputará seu último ano na NCAA pela BYU.

Os três jogadores podem voltar ao Draft da NBA na próxima temporada e tentar novamente. Mesmo assim, desejamos boa sorte à Vitor Faverani este ano.

Contato do Guilherme Buso



Quem vai ficar com ele?
Publicado por Guilherme Buso Junho 22 2009
O único time que, definitivamente, não irá escolher Ricky Rubio é o Los Angeles Clippers, que já decidiu ficar com o pivô Blake Griffin
NBAE/Getty Images

O armador espanhol Ricky Rubio encantou a todos nos Jogos Olímpicos de Pequim, quando jogou de igual para igual com a seleção dos Estados Unidos. Na época, o armador tinha apenas 17 anos de idade e conseguiu encarar grandes nomes da NBA como Chris Paul e Jason Kidd.

Ricky Rubio é, sem dúvida, uma grande promessa do basquete mundial e está bem cotado para entrar no Draft da NBA deste ano entre os cinco melhores colocados. A única pergunta que fica é: qual será o time que apostará todas as suas fichas em um jovem armador espanhol?

O único time que, definitivamente, não irá escolhê-lo é o Los Angeles Clippers. Desde a definição como a primeira escolha na loteria, os dirigentes da franquia já anunciaram que o grande destaque do Oklahoma Sooners, o pivô Blake Griffin, seria o escolhido.

A disputa por Rubio está entre os outros três primeiros na escolha do Draft, Memphis Grizzlies, Oklahoma City Thunder e Sacramento Kings, respectivamente.

Os Grizzlies sempre foram a favor de ter Ricky Rubio em seu time, mas nos últimos dias, existem muitos rumores de que a franquia ficará com o talentoso ala James Harden, de Arizona State. Ao lado de OJ Mayo, Harden pode rapidamente tornar-se um ídolo na NBA. Diferentemente de Rubio, que precisará de um pouco mais de tempo para adaptação.

Na terceira posição da loteria está o Oklahoma City Thunder que nunca imaginou ter a chance de poder escolher a sensação espanhola e, ao mesmo tempo, sempre mostrou interesse no pivô Hasheem Thabeet, de Connecticut.

Com isso, o jovem espanhol pode parar no Sacramento Kings, time que necessita de uma grande mudança no seu elenco. Na temporada passada, os Kings tiveram a pior campanha da liga e a chegada de Rubio pode sacudir o ânimo dos torcedores e da franquia, que está baixo desde a saída de Chris Webber.

No dia 25 de junho, saberemos quem ficará com Ricky Rubio.

Contato do Guilherme Buso



Fisher decisivo
Publicado por Guilherme Buso Junho 12 2009
Com os arremessos precisos e decisivos, Derek Fisher é o "fiel escudeiro" de Kobe Bryant.
NBAE/Getty Images

Michael Jordan sempre teve no seu time um armador, “fiel escudeiro”, que sempre estava pronto para arremessar de 3-pontos. John Paxson, BJ Armstrong e Steve Kerr foram os três jogadores que contribuíram, em épocas diferentes, nos momentos decisivos para que Jordan conquistasse seus seis anéis de campeão da NBA.

Na carreira de Kobe Bryant não é diferente. Nos três títulos que o ala venceu com o Los Angeles Lakers, o armador Derek Fisher estava lá. Com a mão esquerda sempre precisa na hora certa, o “fiel escudeiro” de Bryant sempre esteve preparado para ajudar.

Nesta série final diante do Orlando Magic, Fisher foi decisivo no Jogo 04, quando acertou um arremesso de 3-pontos que levou a partida para a prorrogação e outro que praticamente decidiu a partida.

Os Lakers venceram o Magic fora de casa (99 a 91) e estão a apenas um jogo do 15º título da história da franquia.

O Orlando fez de tudo para empatar a série. O time teve mais uma partida eficiente no ataque e conseguiu impedir que Kobe Bryant jogasse facilmente. O ala turco Hedo Turkoglu foi o grande nome do Magic, com 25 pontos . Além dele, o pivô Dwight Howard contribuiu, principalmente na defesa, com incríveis 21 rebotes e nove tocos.

Do lado dos Lakers, Kobe Bryant foi novamente o cestinha do jogo, marcando 32 pontos. Pau Gasol e Trevor Ariza também tiveram uma noite feliz no ataque, com 16 pontos cada.

Contato do Guilherme Buso



Só “mágica” salva o Orlando
Publicado por Guilherme Buso Junho 8 2009
O pivô Dwight Howard vem enfrentando dificuldades no garrafão adversário com a forte marcação de Andrew Bynum e Pau Gasol.
NBAE/Getty Images

No primeiro jogo, o Orlando Magic não teve um bom desempenho e foi surpreendido por uma excelente partida de Kobe Bryant (40 pontos). Muitos pensaram que o fantasma da final de 1995 poderia aparecer. Naquela ocasião, o jovem Magic de Shaquille O’Neal e Penny Hardaway foi massacrado pelo experiente Houston Rockets de Hakeem Olajuwon e Clyde Drexler.

O Jogo 02 era decisivo. O baque da primeira derrota poderia influenciar o resto da série. Porém, isso não aconteceu. O time de Orlando voltou ao Staples Center confiante e com muita personalidade, principalmente, dos alas Rashard Lewis e Hedo Turkoglu.

O pivô Dwight Howard mais uma vez não fez uma boa partida ofensivamente, mas, como sempre, compensou na defesa com 16 rebotes e quatro tocos. O “Super-Homem” vem enfrentando muita dificuldade no garrafão adversário, com uma forte marcação de Andrew Bynum e Pau Gasol.

O Orlando Magic levou o jogo de igual para igual com os Lakers. Eles puderam aproveitar a irregularidade de Kobe Bryant, que apesar dos 29 pontos, errou muitos arremessos. Além disso, conseguiram jogar organizadamente no ataque, sem finalizações precipitadas.

No fim do jogo, com apenas 0,6 segundos no placar, o Magic teve a chance de vencer, mas numa ponte aérea quase perfeita de Turkoglu para o novato Courtney Lee, o armador errou a bandeja, totalmente livre.

O jogo foi para a prorrogação e, lá, a experiência de Bryant e Gasol foi superior ao excesso de erros do jovem Magic. Os Lakers abriram 2 a 0 na série final e, agora, estão confiantes suficientemente para ganhar dois jogos em Orlando e conquistar o 15º título da história da franquia.

Contato do Guilherme Buso



A responsabilidade é de Gasol
Publicado por Guilherme Buso Junho 2 2009
Nos dois jogos disputados nesta temporada entre Magic e Lakers, Howard superou Gasol tanto na vitória do time quanto na performance individual.
NBAE/Getty Images

O pivô Pau Gasol sofreu muitas críticas após a final da NBA do ano passado. O espanhol foi considerado um dos responsáveis pela derrota do Los Angeles Lakers diante do Boston Celtics.

Um ano se passou e novamente os Lakers estão na decisão. A situação é praticamente a mesma. O ala Kobe Bryant ainda tem toda a responsabilidade ofensiva nas costas e Pau Gasol é peça fundamental para o sucesso dos Lakers, liberando a pressão do companheiro.

A única diferença é que o time de Los Angeles irá enfrentar na final um time mais jovem e que, diferentemente dos Celtics, tem toda sua força dentro do garrafão. O Orlando Magic depende do “Super-homem” Dwight Howard, que vem sendo o terror dos pivôs adversários nesses playoffs.

Howard é o cestinha entre os pivôs, com média de 21,7 pontos por partida. E ainda, é líder nas estatísticas de rebotes (15,4), tocos (2,2) e porcentagem de arremessos de quadra (62,2%).

A grande incógnita para essa final é saber se Gasol fará boas partidas com Howard na marcação. Na final do ano passado, contra Kevin Garnett, o espanhol errou demais no ataque e, o que é pior, criou poucas oportunidades de cesta. Foi omisso.

Nos dois jogos entre Lakers e Magic na temporada regular deste ano, o time de Howard foi o vencedor em ambas. E, para a tristeza do torcedor de L.A., Gasol fez partidas bem razoáveis.

No primeiro jogo, o Magic venceu os Lakers, por 106 a 103, e Gasol contribuiu com apenas 11 pontos e sete rebotes. Já Howard, teve 18 pontos e 12 rebotes.

No segundo confronto, mais uma vitória do Magic, 109 a 103, e um show do “Super-Homem”, que marcou 25 pontos e pegou 20 rebotes, contra 13 e 9, respectivamente, do pivô espanhol.

Contato do Guilherme Buso



Ritmo de campeão
Publicado por Guilherme Buso Maio 26 2009
Os Nuggets dominaram nos rebotes. Os pivôs Kenyon Martin, Chris Andersen e Nenê foram responsáveis por agarrar 43 dos 58 rebotes do time.
NBAE/Getty Images

Jogos truncados, definidos no último arremesso são constantes nos playoffs. É muito raro um time passar para a próxima fase com facilidade, principalmente, nas finais de conferência.

Denver Nuggets e Los Angeles Lakers faziam uma série dessa maneira, até o quarto jogo. Os Nuggets passearam sobre o adversário. Conseguiram jogar ofensivamente o tempo inteiro, deixando os Lakers sem confiança.

O armador Chauncey Billups e o ala J.R. Smith, vindo do banco, marcaram 24 pontos cada. Além deles, outros cinco jogadores do time de Denver terminaram a partida com mais de 10 pontos.

Nos rebotes, os Nuggets foram perfeitos. Conseguiram agarrar 58 contra 40 dos Lakers, sendo que no ataque, foram 20 a 9. Os pivôs Kenyon Martin, Chris Andersen e Nenê foram os principais responsáveis por essa superação, contribuindo com 15, 14 e 13 rebotes respectivamente. O brasileiro, ainda, dominou os rebotes ofensivos, com sete segundas chances.

O que é mais incrível na performance dos Nuggets é que eles jogaram assim sem contar muito com a participação do principal jogador deles, o ala Carmelo Anthony, que não teve uma boa atuação. O número 15 do Denver marcou apenas 15 pontos e errou muito no ataque. Foram três arremessos certos em 16 tentativas e nove lances-livres convertidos em 11.

Com esse espírito, os Nuggets surpreenderam a todos, inclusive, Kobe Bryant e os Lakers. Agora, o time de Los Angeles terá que elevar o seu jogo nas próximas partidas para tirar essa confiança do Denver.

Contato do Guilherme Buso



Allez les Bleus!
Publicado por Guilherme Buso Maio 25 2009
Nos três jogos disputados na série, o banco de reservas dos Cavs colaborou com apenas 27 pontos, contra 72 do adversário.
NBAE/Getty Images

LeBron James pode fazer 35, 41, 49 pontos numa partida. Mas, não adianta muito se o resto do time não cooperar. Na final da Conferência Leste, o Cleveland Cavaliers não está conseguindo vencer o Orlando Magic. E não é porque James está mal. Na verdade, ele está jogando muito. Os outros é que não estão.

Nos três jogos disputados na série, o banco de reservas dos Cavs colaborou com apenas 27 pontos, contra 72 do adversário. Isso não é uma simples estatística. É um fato comprovado dentro de quadra.

No Jogo 3, o ala francês Mickael Pietrus foi o responsável pela arrancada final do Magic à vitória (99 a 89). O ala marcou metade dos seus 16 pontos no quarto período do jogo. Além de impedir que LeBron James pontuasse nos últimos minutos da partida.

Pietrus ainda colaborou com seis rebotes e dois roubos de bola, além de um fantástico toco, na tabela, em LeBron James, num momento importante do jogo.

A comparação não é entre qual das duas equipes tem os melhores reservas e, sim, qual delas tem bons reservas. O Magic reveza sua equipe o tempo inteiro e o nível de jogo não cai em nenhum momento. Já os Cavs, não podem ficar sem LeBron James muito tempo fora de quadra, pois o time não rende tão bem.

Falta no Cleveland alguém que ajude o número 23 no ataque. Está certo que o armador Mo Williams vem fazendo um bom papel como segundo cestinha. No entanto, quando ele não está bem, os Cavs sentem a falta de opção.

Quantas vezes foi possível ver os pivôs Anderson Varejão, Joe Smith e Ben Wallace recuarem os arremessos por falta de atitude e confiança. Além disso, os alas Sasha Pavlovic e Wally Szczerbiak estão completamente fora de sintonia.

Dessa forma, o time de Orlando inverteu a vantagem do adversário e chega para o quarto jogo com 2 a 1 na série. Lembrando que poderia estar 3 a 0 para o Magic, se não fosse LeBron James. Ele precisa fazer 35, 41, 49 pontos toda partida senão...

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Ganhou quem acertou mais lances-livres
Publicado por Guilherme Buso Maio 21 2009
A melhor defesa dos playoffs não foi capaz de impedir os 30 pontos do "Super-homem", Dwight Howard.
NBAE/Getty Images

Os playoffs da NBA começaram somente agora para o Cleveland Cavaliers. E, da pior maneira. Com derrota.

Até então, Detroit Pistons e Atlanta Hawks foram vítimas fáceis para os Cavs nas últimas séries. Eles venceram as oito partidas sem dificuldade. No entanto, na semifinal de conferência surgiu o primeiro adversário à altura, o Orlando Magic. E o time de LeBron James sentiu a diferença.

O MVP da temporada não sentiu tanto. Fez uma daquelas partidas memoráveis, anotou 49 pontos, deu oito assistências e teve um aproveitamento de quadra incrível, 20 arremessos certos em 30 tentativas.

Seus companheiros, por outro lado, não atuaram tão bem como nas primeiras partidas dos playoffs. O armador Mo Williams, segundo cestinha do time e responsável por tirar um pouco a responsabilidade ofensiva de James, errou 13 arremessos de 2-pontos e seis de 3-pontos.

Os reservas dos Cavs também não tiveram uma boa performance. Apenas o ala de força Joe Smith marcou pontos, apenas cinco. Enquanto no lado do Magic, os reservas somaram 25.

Sem contar que a defesa dos Cavs, a melhor dos playoffs até esse jogo, não conseguiu segurar o pivô Dwight Howard. O “Super-homem” fez 30 pontos, 28 deles dentro do garrafão do Cleveland.

Pelo Magic, os alas Rashard Lewis e Hedo Turkoglu ainda ajudaram no ataque, com 22 e 15 pontos respectivamente. O jogador turco também contribuiu com 14 assistências, recorde pessoal na carreira.

Mesmo assim, o jogo foi definido na última bola. Lewis acertou um arremesso de 3-pontos, com 14,7 segundos no placar, que deu o resultado final dessa primeira partida da série.

Eu espero ansioso pelo segundo jogo da série, já que a responsabilidade é toda dos Cavs, que não podem nem pensar em perder mais um jogo em casa.

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Ganhou quem acertou mais lances-livres
Publicado por Guilherme Buso Maio 20 2009
Kobe Bryant reclamou muito da forte marcação que recebeu durante o jogo. Mesmo assim, marcou 40 pontos em apenas 34 minutos de quadra.
NBAE/Getty Images

Não adianta fazer um bom jogo defensivo, ter um ótimo aproveitamento nos arremessos de quadra e 3-pontos, se na hora decisiva a equipe não acertar lances-livres. Em jogos disputados ponto a ponto, os arremessos livres são fundamentais no resultado final. Foi nesse critério que o Denver Nuggets perdeu o primeiro jogo da final da conferência oeste diante do Los Angeles Lakers (105 a 103).

Jogando fora de casa, os Nuggets tinham tudo para sair com a vitória. Liderados pelo ala Carmelo Anthony, que terminou a partida com 39 pontos, o time do Colorado esteve à frente do placar durante todo o tempo.

A defesa atuou muito bem nos três primeiros quartos. Os pivôs Nenê e Kenyon Martin anularam o espanhol Pau Gasol, que não passou dos 13 pontos. E assim, os outros jogadores dos Lakers não tiveram uma boa performance no ataque.

O problema, claro, foi segurar Kobe Bryant. No primeiro quarto, eles conseguiram impedir que o número 24 dos Lakers jogasse. Ele até perdeu a cabeça em alguns lances, reclamou com a arbitragem em razão da intensa marcação que estava recebendo.

No entanto, nos outros três quartos Bryant foi se soltando, achando espaços na defesa dos Nuggets e, aos poucos, foi chamando o jogo para si. O ala dos Lakers terminou o jogo com 40 pontos, atuando apenas 34 minutos.

Agora, todos sabiam que Bryant marcaria muitos pontos. O técnico dos Nuggets, George Karl, também sabia. Esse não seria o problema. Os 12 lances-livres errados em 35 tentativas é que pesaram no resultado final. Principalmente, porque sete desses erros foram cometidos pelos melhores arremessadores do time, Chauncey Billups (90% de aproveitamento na temporada) e J.R. Smith (75%).

Na final de conferência, um ponto de lance-livre faz toda a diferença. Azar para os Nuggets que poderia começar a série na frente. E sorte para os Lakers, que apesar de não ter jogado bem, abriu 1 a 0 no placar.

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Enquanto isso, os Cavs esperam
Publicado por Guilherme Buso Maio 13 2009
O fator que pode ser determinante para o título dos Cavs é sua quadra, o Quicken Loans Arena. Em casa, o time tem uma campanha de 43 vitórias e apenas duas derrotas.
NBAE/Getty Images

Nos playoffs da NBA é assim. Quando você ganha sua série facilmente, você tem que esperar as outras definições. Pois, com certeza, os outros times estão tendo muita dificuldade de superar os adversários e, geralmente, os confrontos duram seis ou sete partidas para ter o vencedor.

Neste ano, o Cleveland Cavaliers é quem espera tranquilo pelo próximo oponente na final de conferência. Boston Celtics e Orlando Magic disputam ponto a ponto, partida por partida, pela vitória na série. Enquanto, Lakers, Rockets, Nuggets e Mavericks lutam pelas vagas no oeste.

Os Cavs fizeram por merecer, afinal, massacraram o Detroit Pistons nas quartas-de-final e, depois, não deram chance alguma para o Atlanta Hawks na semi. É claro que nenhum dos dois times tinha condições de bater LeBron James e companhia. Porém, 4 a 0 é a demonstração clara de que o Cleveland não está brincando de tentar ser o campeão desta temporada. Eles sabem, eles querem, eles podem conquistar o título sim.

Para começar, os Cavs tem simplesmente o MVP da temporada no elenco, LeBron James. Dá para dizer que ele também é o jogador mais valioso dos playoffs, já que é o cestinha com 32,9 pontos, seguido de uma média de 9,8 rebotes, 6,8 assistências e 2 roubos de bola por partida. Ninguém consegue segurá-lo. Pelo menos, até agora ninguém conseguiu.

Não é só James que está jogando bem. O time inteiro vem correspondendo à altura. Segundo as estatísticas, quando o ala não está em quadra, os Cavs ainda conseguem manter o bom nível. Em cinco dos oito jogos disputados, a equipe venceu o adversário com “The King James” no banco de reservas.

Fora isso, o Cleveland possui a segunda melhor média de pontos ofensivos (115,7), atrás dos Nuggets, e é a melhor defesa dos playoffs (95,3 pontos sofridos).

Agora, o fator que pode ser determinante na campanha rumo ao título é a sua quadra, o Quicken Loans Arena. Os Cavs dificilmente perdem em casa. Até o momento, foram 43 vitórias e somente duas derrotas na temporada. E nos playoffs, o time venceu todas as partidas com uma diferença de quase 20 pontos por jogo.

Quem vai conseguir impedi-los???

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E deu LeBron James!
Publicado por Guilherme Buso Maio 5 2009
LeBron James pretende agora acabar com o tabu de MVPs. Desde o pivô dos Spurs, Tim Duncan, em 2003, que o melhor da temporada não vence o título da NBA.
NBAE/Getty Images

Cinco nomes eram cogitados para o título de MVP desta temporada, porém um deles era o grande favorito, o ala do Cleveland Cavaliers, LeBron James. Após a votação de 121 jornalistas norte-americanos e canadenses, “The King James” levou o troféu Mauricio Podolff deste ano.

O jogador dos Cavs totalizou 1.172 pontos, sendo que 109 pessoas o indicaram como primeiro lugar na votação. O sistema de votos dava 10 pontos aos indicados em primeiro, sete para o segundo, cinco para o terceiro, três para o quarto e um para o quinto colocado.

Sendo assim, o segundo MVP da temporada foi o ala do Los Angeles Lakers, Kobe Bryant (698 pontos), seguido do armador do Miami Heat, Dwyane Wade (680), do pivô do Orlando Magic, Dwight Howard (328), e do armador do New Orleans Hornets, Chris Paul (192).

LeBron James entra para a história do Cleveland Cavaliers como o primeiro jogador da franquia a conquistar o título de MVP da temporada regular. O ala terminou a primeira fase da competição com média de 28,4 pontos, 7,6 rebotes, 7,2 assistências e 1,7 roubos de bola por partida.

Agora, James pretende acabar com o tabu dos MVPs que não conseguem levar seus times ao título do campeonato. O último a conseguir o troféu de melhor jogador e de campeão na mesma temporada foi o pivô do San Antonio Spurs, Tim Duncan, em 2003.

Player, Team 1st 2nd 3rd 4th 5th Total
LeBron James, Cleveland 109 11 1 - - 1,172
Kobe Bryant, L.A. Lakers 2 56 52 8 2 698
Dwyane Wade, Miami 7 50 41 17 4 680
Dwight Howard, Orlando 1 3 17 63 23 328
Chris Paul, New Orleans 2 1 9 23 51 192
Chauncey Billups, Denver - - - 6 15 33
Paul Pierce, Boston - - 1 2 10 21
Tony Parker, San Antonio - - - 1 6 9
Brandon Roy, Portland - - - 1 4 7
Dirk Nowitzki, Dallas - - - - 3 3
Tim Duncan, San Antonio - - - - 2 2
Yao Ming, Houston - - - - 1 1

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Pintou competição no lado oeste
Publicado por Guilherme Buso Abril 30 2009
Um dos fatores determinantes para a evolução dos Nuggets nos playoffs é o bom desempenho do armador Chauncey Billups.
NBAE/Getty Images

O favoritismo é um fator utilizado bastante no esporte. A imprensa sempre gosta de apontar o favorito. O time favorito não assume o favoritismo. E o adversário usa o favoritismo como motivação.

Na conferência oeste, desde o começo da temporada, o Los Angeles Lakers joga com o favoritismo nas costas. Diversos motivos apontam para isso. Eles são os atuais campeões da conferência, possuem no elenco o ala Kobe Bryant, não engoliram a derrota nas finais da NBA do ano passado e tiveram a melhor campanha no lado oeste este ano.

Se, no início do campeonato, você perguntasse para qualquer entendedor de basquete qual seria a final da NBA em 2009, a dúvida ficaria somente no time do lado leste. No entanto, 90% das respostas indicariam os Lakers como campeões da conferência oeste.

Esse panorama continua até hoje. Porém, o desempenho de um outro time do oeste chama a atenção. O Denver Nuggets fez uma boa temporada regular, com o mesmo número de vitórias do Portland Trail Blazers e do San Antonio Spurs. O time do Colorado classificou em segundo e, antes dos playoffs, era mais um que teria a missão de bater os Lakers.

Agora, após a tranquila vitória sobre o New Orleans Hornets por 4 a 1, nas oitavas-de-final, os Nuggets chegam forte para a disputa do título. Foram quatro vitórias convincentes, com diferenças acima de 15 pontos em todas elas. O quarto jogo da série, inclusive, foi uma lavada de 121 a 63.

Os números do Denver Nuggets nestes playoffs são fantásticos. A equipe é líder em pontos marcados e sofridos no lado oeste e, ainda, possui a melhor porcentagem de cestas de quadra e 3-pontos dos playoffs.

Tudo isso, graças ao trabalho em equipe, obviamente, mas também ao crescimento do desempenho do armador Chanucey Billups. O jogador chegou nos Nuggets nesta temporada após ser envolvido numa troca com Allen Iverson, que foi para o Detroit Pistons. Ele foi, sem dúvida, a melhor aquisição de um time da NBA, este ano.

O Denver ganhou muito com sua chegada, já que nos últimos campeonatos, a equipe sentiu falta de um bom armador. O grande mérito de Billups é a sua evolução em momentos decisivos. Foi assim em 2004, quando liderou os Pistons na conquista do título da NBA e venceu o troféu de MVP das finais. E está sendo agora nos playoffs.

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O garrafão perde seu dono
Publicado por Guilherme Buso Abril 22 2009
O que vai ficar na memória dos fãs do pivô Dikembe Mutombo será a negação com o dedo após o toco, marca registrada do jogador.
NBAE/Getty Images

A carreira de um jogador de basquete não dura muito. Ídolos vão, outros vêm, e o que fica na história são suas lindas jogadas, as vitórias e os títulos conquistados. No caso do pivô Dikembe Mutombo não é possível dizer que lances maravilhosos e grandes conquistas marcaram sua carreira. O que ficará na memória de todos será sua marca registrada. Marca que até hoje é imitada por garotos que sonham chegar aonde ele chegou. Após um toco, apontam para o garrafão e, em seguida, negam com o dedo indicador querendo dizer: “Aqui não!”

O pivô nascido no país africano do Congo, Dikembe Mutombo, nunca foi campeão da NBA, não foi cestinha, esteve apenas uma vez em uma final, com o Philadelphia 76ers em 2001, mas foi ídolo da liga devido a sua força de vontade. O seu ponto forte era a defesa. Característica que poucos jogadores possuem.

Em 18 anos de carreira, Mutombo foi líder absoluto em tocos na NBA e sempre esteve entre os primeiros nos rebotes. Foram 3.289 bloqueios, sendo o segundo maior da história da liga, atrás apenas de Hakeem Olajuwon. O pivô ainda conquistou quatro títulos de melhor defensor da temporada e foi escolhido para disputar oito “All-Star Games”.

A carreira do jogador teve sua grande virada ainda no Denver Nuggets, quando o seu time eliminou nos playoffs os favoritos ao título de 1994, o Seattle SuperSonics, de Shawn Kemp e Gary Payton. Após a vitória, Mutombo agarrou a bola, deitou no chão e chorou muito. Uma cena marcante na história dos playoffs da NBA.

Depois do Denver Nuggets, Mutombo teve passagens pelo Atlanta Hawks, Philadelphia 76ers, New Jersey Nets, New York Knicks e Houston Rocekts, onde encerrou a carreira após uma lesão no joelho na segunda partida dos playoffs deste ano, contra o Portland Trail Blazers.

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Eu aposto no Leste!
Publicado por Guilherme Buso Abril 20 2009
O Leste é forte, mas nem tanto. O Phoenix Suns de Leandrinho poderia se classificar em quinto lugar no lado leste com a campanha que fizeram este ano.
NBAE/Getty Images

Com o final da temporada regular da NBA, três dos quatro melhores times da liga são da conferência leste. O Cleveland Cavaliers terminou a primeira fase com a melhor campanha, seguido pelo Los Angeles Lakers, do lado oeste, e mais duas franquias da conferência leste, o Boston Celtics e o Orlando Magic.

Isso não acontecia desde a hegemonia do Chicago Bulls no final dos anos 90. Nas últimas dez finais da NBA, o lado oeste venceu em sete ocasiões. Foram quatro títulos do San Antonio Spurs e três do Los Angeles Lakers.

A disparidade se dava também nos altos e baixos das equipes do lado leste. Nesses últimos dez anos, oito franquias diferentes chegaram à decisão da NBA. O New Jersey Nets e o Detroit Pistons foram os únicos que conseguiram alcançar a final da liga por mais de uma vez.

Apesar de possuir três grandes concorrentes ao troféu de campeão da NBA, divisão leste ainda continua sendo superada pelo oeste nas campanhas regulares dos outros times. É muito mais fácil conseguir a classificação para os playoffs na conferência leste do que na oeste.

O Phoenix Suns, por exemplo, não conseguiu vaga para os playoffs após uma boa campanha de 46 vitórias e 36 derrotas. Com esses números, o time do Arizona se classificaria facilmente na chave do leste, ainda por cima, na quinta colocação geral.

Tudo indica que os playoffs no lado leste só começarão a esquentar nas semifinais de conferência, com Cavs, Magic, Celtics e mais um time brigando por duas vagas. Enquanto isso do outro lado, o favorito Lakers não terá moleza em nenhuma série, principalmente contra adversários como os jovens Portland Trail Blazers e New Orleans Hornets, o tradicional San Antonio Spurs e o todo mudado Denver Nuggets.

Alguém arrisca dar palpite?

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Que tristeza!
Publicado por Guilherme Buso Abril 13 2009
Webber & Williams
Quem não se lembra do Sacramento Kings com o trio Webber, Divac e Williams ou na época do grande ala Mitch Richmond? Hoje, é bem diferente.
NBAE/Getty Images

Quem não se lembra da rivalidade entre Sacramento Kings e Los Angeles Lakers no lado oeste? Quantas vezes vimos partidas memoráveis do trio Chris Webber, Vlade Divac e Jason Williams? E na época em que o ala Mitch Richmond era um dos maiores pontuadores da liga?

Esse tempo de vitórias do Sacramento Kings acabou. E acabou de vez.

Nesta temporada da NBA, o time da Califórnia é o pior da liga. Até o momento, a franquia conseguiu 64 derrotas e apenas 16 vitórias. A campanha é muito inferior a do ano passado, em que o time ficou perto de conseguir empatar em número de vitórias e derrotas.

Diferentemente dos tempos gloriosos, a equipe não possui mais um forte “franchise player” como foram Webber e Richmond. Quem faz esse papel nos últimos anos é o armador Kevin Martin, que vem pontuando médias superiores a 20 pontos por partida.

Para prejudicar o time este ano, Martin sofreu uma lesão no tornozelo e atuou somente 51 partidas. O melhor jogador dos Kings passou a ser o ala John Salmons, que para a tristeza da torcida foi negociado com o Chicago Bulls após o 53º jogo na temporada.

Isso não quer dizer que Salmons era um atleta que fazia a diferença, mesmo porque em sete temporadas na NBA, o ala mantém uma fraca média de 8,8 pontos por partida, e nos Kings elevou essa estatística para 18. Nada bom para um “franchise player”.

Com a saída de Salmons e a ausência de Martin, os Kings ainda não encontraram uma solução para o ataque. Nenhum jogador tem média de pontos maiores que 15. Sem contar as baixas estatísticas em assistências e arremessos de quadra.

Hoje, o Sacramento Kings é liderado por jogadores estrangeiros como o argentino Andrés Nocioni (envolvido na troca com Salmons para os Bulls), o dominicano Francisco Garcia e o esloveno Beno Udrih. Pode ser que eles realmente sejam a esperança da torcida para as próximas temporadas. Eu acho difícil, principalmente, porque quando lembro dos Kings, me lembro de Webber, Richmond, Jason Williams, Divac, Mike Bibby....

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M - V - P
Publicado por Guilherme Buso Abril 6 2009
Olympics - Paul, LeBron & Kobe
Os grande favoritos a MVP este ano são todos membros do time olímpico medalha de ouro em Pequim 2008. Esse título fortaleceu o basquete norte-americano novamente.
NBAE/Getty Images

Foi na Olimpíada de Atenas em 2004 que a seleção norte-americana de basquete perdeu sua hegemonia de fato. Na disputa da final estavam Argentina e Itália, dois times que eram o exemplo da evolução do esporte no mundo.

Desde aquele episódio, os norte-americanos sentiram a força da internacionalização de sua liga profissional, a NBA. As franquias passaram a contar com diversos jogadores estrangeiros no elenco. E os ídolos nacionais começaram a perder espaço para os internacionais.

Em 2005 e 2006, o canadense Steve Nash conquistou consecutivamente o título de MVP da NBA. E, assim, no ano seguinte foi a vez do alemão Dirk Nowitzki vencer o troféu.

Os estrangeiros haviam dominado a liga e os jogadores norte-americanos não eram mais dominantes como sempre foram. Além dos dois MVP’s, o argentino Manu Ginobili, o chinês Yao Ming, o espanhol Pau Gasol e outros muitos atletas internacionais eram considerados os maiorais do basquete mundial.

Tudo isso era reflexo de uma seqüência de fracas campanhas da seleção de basquete dos Estados Unidos.

Em 2009, o panorama é completamente diferente. A temporada regular da NBA está quase no fim e os grandes nomes da liga voltaram a ser os norte-americanos. Após alguns anos, nenhum candidato ao título de MVP é estrangeiro.

Do mesmo jeito que os Estados Unidos perderam a força no cenário do basquete mundial numa olimpíada, eles se redimiram e recuperaram em Pequim 2008 com a medalha de ouro. Os cinco candidatos a MVP desta temporada foram membros do “Redeem Team”. São os alas Kobe Bryant e LeBron James, o pivô Dwight Howard e os armadores Dwyane Wade e Chris Paul.

É muito bom ver os estrangeiros se destacarem dentro da NBA, entretanto sempre quando os norte-americanos estão em alta também. Dessa forma, quem ganha é o torcedor que pode assistir a essa rivalidade entre os favoritos ao MVP, assim como está acontecendo nesta temporada.

Faça suas apostas.

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A força que Kobe precisava
Publicado por Guilherme Buso Fevereiro 17 2009, 2:38 PM
Shaq and Kobe
A dupla Kobe e Shaq foi uma das mais dominantes da história da NBA. Os dois lideraram os Lakers a três títulos.
NBAE/Getty Images

A dupla Kobe Bryant e Shaquille O’Neal foi uma das mais dominantes da história da NBA. Durante os anos de 2000, 2001 e 2002, os dois lideraram o Los Angeles Lakers a três títulos consecutivos da liga. Feito que não acontecia desde a era Jordan, quando o Chicago Bulls conquistou o tricampeonato em duas ocasiões, nos anos 90.

Muitas polêmicas envolvendo a dupla Kobe e Shaq foram mais tarde aparecendo. Diziam que os dois não se entendiam mais em quadra. Kobe queria fazer todos os pontos e Shaq não gostava de ser o segundo homem do time. A parceria foi se desfazendo naturalmente, até ser oficializada, em 2004, com a saída de O’Neal para o Miami Heat.

As próximas temporadas provaram que a parceria era mais necessária para Bryant do que para O’Neal, já que em 2006, o pivô conseguiu o título da liga no outro time. O ala dos Lakers precisava de uma outra referência no time para tentar conquistar mais um anel na carreira.

O técnico Phil Jackson voltou para o time da Califórnia. Tentou investir no ala Lamar Odom num estilo de jogo mais parecido com Scottie Pippen. Não deu certo. O espanhol Pau Gasol também veio para os Lakers, acrescentou muito ao time, mas não foi suficiente.

A falta de uma outra referência ofensiva para Kobe foi evidente na final da NBA do ano passado. Mesmo após uma brilhante temporada regular do jogador, os Lakers não tiveram força para derrotar o Boston Celtics, que também tinha no elenco uma parceria interessante formada por Kevin Garnett, Ray Allen e Paul Pierce.

Kobe precisava de Shaq.

E essa ajuda apareceu no Jogo das Estrelas deste ano. Após uma excelente vitória do time do Oeste sobre os jovens astros do Leste, Kobe e Shaq venceram juntos o título de MVP da partida.

Do mesmo jeito que eles comemoraram três títulos consecutivos, os dois deram um espetáculo em Phoenix e levantaram lado-a-lado o troféu de melhor jogador do “All-Star Game”.

Com esse título, Kobe Bryant sai na frente de LeBron James e outros jogadores favoritos ao troféu de MVP da temporada. Além disso, essa pode ser a força extra que lhe faltou em 2008 e pode fazer a diferença nas finais deste ano.

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Os favoritos ao título de MVP do "All-Star Game"
Publicado por Guilherme Buso Fevereiro 9 2009, 2:38 PM
Glen Rice
Nem sempre os favoritos ao título de MVP se destacam no Jogo das Estrelas. Glen Rice superou Michael Jordan, em 1997.
NBAE/Getty Images

Allen Iverson, Shaquille O’Neal, Kobe Bryant e LeBron James são os jogadores que têm a chance de conquistar o terceiro título de MVP no Jogo das Estrelas deste ano. Apenas três atletas na história da NBA já alcançaram ou superaram essa marca. Oscar Robertson (Cincinatti Royals) e Michael Jordan (Chicago Bulls) foram os melhores do “All-Star Game” três vezes, enquanto o recorde fica com Bob Petit (Saint Louis Hawks) que venceu o troféu em quatro ocasiões.

Os grandes favoritos ao MVP em 2009 são, definitivamente, os alas Kobe Bryant e LeBron James. Nos últimos três anos, os dois jogadores roubaram a cena. James venceu em 2006 e 2008, enquanto Bryant foi o MVP de 2007.

Nesta temporada regular, os astros foram os responsáveis por uma sequência de noites memoráveis no Madison Square Garden. O ala dos Lakers bateu o recorde de pontos numa partida dentro do ginásio, 61 pontos. E duas noites depois, o ídolo dos Cavs quase completou um triplo-duplo, anotando 52 pontos, 11 assistências e 9 rebotes.

A rivalidade entre os dois jogadores está sendo um show aparte na NBA. Entretanto, na história do “All-Star Game”, outros jogadores se destacaram mais nessas condições do que os favoritos ao título de MVP.

No Jogo das Estrelas de 1987, havia uma infinidade de astros como Julius Erving, Michael Jordan e Larry Bird, no lado Leste, e Magic Johnson, Kareem Abdul-Jabbar e Hakeem Olajuwon, no time do Oeste. No entanto, foi o ala do Phoenix Suns, Tom Chambers, que acabou com a partida, com 34 pontos, liderando o Oeste à vitória na prorrogação, 154 a 149.

Em 1995, todos os olhos estavam voltados para o duelo entre os pivôs Shaquille O’Neal e Hakeem Olajuwon, mas quem brilhou mesmo foi o ala do Sacramento Kings, Mitch Richmond, com 23 pontos em 22 minutos.

Dois anos mais tarde, enquanto o favorito Michael Jordan fazia um triplo-duplo de 14 pontos, 11 assistências e 11 rebotes, Glen Rice, recebia o troféu de MVP do Jogo das Estrelas, com uma performance memorável. O ala do Charlotte Hornets marcou 26 pontos em apenas 25 minutos, sendo que 20 deles só no terceiro quarto. Um recorde.

Com esse histórico, é possível que o “All-Star Game” seja a noite de Dwight Howard, Chris Paul ou Dwyane Wade, jogadores que não são favoritos ao troféu de MVP, mas tem as características perfeitas para brilharem num jogo festivo como esse.

Além dos três, nomes como Joe Johnson e Paul Pierce, exímios acertadores de 3-pontos no selecionado Leste, Dirk Nowitzki e Pau Gasol, os gigantes do time Oeste, e, ainda, o rápido e brilhante armador francês Tony Parker, também do lado Oeste, podem ser fortes candidatos ao título de MVP de 2009.

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Nova Iorque se rende a Bryant
Publicado por Guilherme Buso Fevereiro 4 2009, 2:38 PM
Vale lembrar que Kobe Bryant já marcou muito mais pontos do que isso. Em 2006, o astro dos Lakers anotou 81 pontos contra o Toronto Raptors.
NBAE/Getty Images

Quando o nome do ala do Los Angeles Lakers, Kobe Bryant, é anunciado nos ginásios das equipes adversárias, uma sonora vaia ecoa pelas arquibancadas. É sempre assim.

Muitos torcedores acreditam que vaiando o jogador vão conseguir desconcentra-lo. Outros simplesmente não gostam de Bryant, pelo seu jeito considerado arrogante ou por algumas polêmicas que aconteceram em 2003. No entanto, a cada ano que passa, o astro dos Lakers parece jogar melhor quando está sob pressão.

Foi o que aconteceu na última segunda-feira, diante da torcida mais fanática da NBA, do New York Knicks. Diante de um Madison Square Garden praticamente lotado, Kobe Bryant marcou 61 pontos na vitória dos Lakers (126 a 117). O ala estabeleceu o novo recorde do ginásio, superando por um ponto a marca de Bernard King (Knicks), em 25 de dezembro de 1984.

Bryant ainda bateu o recorde do melhor jogador de todos os tempos e maior carrasco do time de Nova Iorque, Michael Jordan. O ex-ala do Chicago Bulls possuía a maior pontuação de um visitante no Madison Square Garden, 55 pontos, marcados no dia 28 de março de 1995.

Fazer 61 pontos pode parecer bastante para um jogador de basquete, mas vale lembrar que Kobe Bryant já conseguiu marcar muito mais numa única partida. No dia 22 de janeiro de 2006, o ala dos Lakers anotou 81 pontos diante do Toronto Raptors, ficando com a segunda maior pontuação na história, atrás somente dos 100 pontos de Wilt Chamberlain, em 1962.

Se Bryant pode, LeBron James também pode

Nesta quarta-feira, o New York Knicks recebe o Cleveland Cavaliers no Madison Square Garden. Será a vez do ala LeBron James tentar bater o seu próprio recorde no ginásio, 50 pontos, na temporada do ano passado.

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Homens brancos e europeus também sabem enterrar
Publicado por Guilherme Buso Janeiro 20 2009, 2:38 PM
O bicampeão das enterradas Dominique Wilkins nasceu na França, mas naturalizou-se norte-americano ainda criança. Assim, Rudy Fernandez será o primeiro estrangeiro a disputar a competição.
NBAE/Getty Images

Pela primeira vez na história, um legítimo jogador europeu vai participar do Campeonato de Enterradas do “All-Star Game”. O ala espanhol Rudy Fernandez (Portland Trail Blazers) foi o “rookie” eleito pelo público para disputar a competição contra o pivô Dwight Howard (Orlando Magic), o ala Rudy Gay (Memphis Grizzlies) e o armador Nate Robinson (New York Knicks).

O espanhol garantiu sua vaga no “Sprite Slam Dunk Contest” superando os novatos Joe Alexander (Milwaukee Bucks) e Russell Westbrook (Oklahoma City Thunder) por mais de 100 mil votos.

Por mais incrível que pareça, Fernandez será o primeiro estrangeiro a tentar o título do Campeonato de Enterradas. Desde 1984, a competição é disputada somente por jogadores norte-americanos, com uma ligeira exceção dos alas Dominique Wilkins e Cedric Ceballos.

Wilkins nasceu em Paris, na França, mas quando criança foi morar nos Estados Unidos e naturalizou-se norte-americano. Disputou cinco Campeonatos de Enterradas e venceu dois. Em 1988, o ala do Atlanta Hawks perdeu para Michael Jordan, por apenas dois pontos, na competição considerada a maior de todos os tempos.

Ceballos é natural do Havaí, portanto norte-americano. Participou de dois “Slam Dunk Contests” e venceu um, em 1992, superando grandes nomes das enterradas como Larry Johnson, John Starks e Shawn Kemp.

Sendo assim, o espanhol Rudy Fernandez terá a chance de ser pioneiro na disputa da competição mais empolgante e divertida do Jogo das Estrelas. E mais uma vez na história do basquete, os estrangeiros estão alcançando a hegemonia norte-americana. Até nas enterradas.

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Jovens x Celtics
Publicado por Guilherme Buso Janeiro 14 2008, 2:48 PM
No lado oeste, o jovem armador Chris Paul está fazendo uma excelente temporada. Ele lidera as estatísticas em assistências e roubos de bola.
NBAE/Getty Images

Em 2008, o trio Garnett, Allen e Pierce ensinou os jovens jogadores da NBA como ser um time forte e fazer uma campanha vencedora durante toda a temporada. Este ano, a situação é diferente. São os mais novos que estão mostrando com muito talento e força física quem manda no lado leste.

Aos 24 anos de idade, o ala do Cleveland Cavaliers, LeBron James, é o “cara” nesta temporada. Segundo cestinha da liga, com média de 27,7 pontos por partida “King James” lidera os Cavs à melhor campanha do lado leste, com 30 vitórias e seis derrotas. O time de Ohio ainda é o único invicto nas partidas jogadas em casa (19 vitórias).

Ninguém consegue pará-lo. Além de ser o principal pontuador do time e da liga, o ala ainda está errando menos nas partidas. James melhorou as estatísticas de arremessos de quadra e lances livres e ainda, diminuiu a média de “turnovers” (erros) de 3,4 para 2,9 nesta temporada.

Um ano mais novo que LeBron, o “Superman” Dwight Howard também lidera seu time ao posto de segundo time do lado leste da NBA. O Orlando Magic faz uma campanha melhor do que o Boston Celtics, graças à força e eficiência do pivô, que lidera a liga em rebotes (13,8 por partida) e tocos (3,2).

Enquanto os Celtics passam por uma fase ruim com derrotas consecutivas, Cavs e Magic comandados por James e Howard, respectivamente, vão crescendo e ganhando o favoritismo para a final da conferência leste.

No lado oeste...

O Los Angeles Lakers de Kobe Bryant é a melhor equipe do lado oeste. É líder absoluto. Entretanto, o New Orleans Hornets, liderado pelo jovem armador Chris Paul mostra uma força incrível nesta temporada e pode ser a pedra no sapato tanto dos Lakers quanto da outra franquia experiente do oeste, o San Antonio Spurs.

Paul é o 22º cestinha da liga, com média de 20,2 pontos por partida e, mesmo pontuando bastante, contribui com 11,2 assistências e 2,8 roubos de bola. Ele é líder da NBA em ambos os critérios.

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Brasil, vamos votar!
Publicado por Guilherme Buso Janeiro 6 2008, 11:39 AM
Além de Yao Ming, os chineses estão quase colocando Yi Jianlian no "All-Star Game" deste ano. O jogador está em terceiro na lista dos alas da equipe do Leste.
NBAE/Getty Images

Até o ano de 2003, a escolha dos times Leste e Oeste do “All-Star Game” era feita, praticamente, pelos fãs norte-americanos. Depois, a decisão tornou-se global, não só com a facilidade de votar pela internet, mas também com o fenômeno chinês Yao Ming.

Logo na sua primeira temporada, o pivô do Houston Rockets ficou entre os quatro primeiros mais votados no “All-Star Game”. Com 1,286 milhão de votos, superou o rival na posição Shaquille O’Neal e fez com que o astro dos Lakers, começasse o jogo das estrelas no banco de reservas.

No ano seguinte não foi diferente. Graças à força e o tamanho do povo chinês, Yao Ming bateu Shaq por uma diferença menor, apenas 31 mil votos, e foi titular novamente do time do Oeste.

Em 2005, Shaq saiu dos Lakers e foi para o Miami Heat. Pela primeira vez, as pessoas poderiam votar nos dois pivôs, um para o Leste e o outro para o Oeste. Mesmo assim, Yao Ming venceu de novo. Com 2,558 milhões de votos, o chinês não foi só o jogador mais votado naquele ano, como também, bateu o recorde de votos na história do “All-Star Game”, superando Michael Jordan, em 1997.

Desde então, os chineses continuaram votando e sempre colocaram o pivô Yao Ming no time titular do Oeste. No “All-Star Game” deste ano, que será realizado no dia 15 de fevereiro, outros jogadores estão recebendo a ajuda de seus respectivos países.

A China está quase colocando mais um chinês no jogo das estrelas. O jogador do New Jersey Nets, Yi Jianlian, está em terceiro na votação dos alas do Leste. Jialian está atrás de LeBron James e Kevin Garnett e supera grandes nomes como Chris Bosh e Paul Pierce.

Outros estrangeiros que estão bem cotados na votação do “All-Star Game” são os argentinos Manu Ginóbili (San Antonio Spurs) e Luis Scola (Houston Rockets), os espanhóis Pau Gasol (Los Angeles Lakers) e José Calderon (Toronto Raptors) e os turcos Mehmet Okur (Utah Jazz) e Hedo Turkoglu (Orlando Magic). Sem contar, o canadense Steve Nash (Phoenix Suns), o alemão Dirk Nowitzki (Dallas Mavericks) e o francês Tony Parker (San Antonio Spurs), que já são reconhecidos globalmente.

Os brasileiros Nenê, Leandro Barbosa e Anderson Varejão também podem ser escolhidos para o “All-Star Game” de 2009. O Brasil pode fazer igual aos outros países: apoiar os nossos jogadores e votar!

Contato do Guilherme Buso



Feliz 2009 Nenê!
Publicado por Guilherme Buso Janeiro 17 2008, 11:39 AM
Além da eficiência no ataque, Nenê é o líder do Denver Nuggets em rebotes e tocos nesta temporada.
NBAE/Getty Images

Lesões, cirurgias e muitas dúvidas. Foi assim a temporada 2007/2008 para o brasileiro Nenê. O pivô do Denver Nuggets atuou em apenas 16 partidas e colecionou uma série de lesões e uma cirurgia para retirar um câncer nos testículos.

Trágico, porém superável. Mais forte do que em todas as outras sete temporadas na NBA, Nenê tem suas melhores marcas da carreira em 2008/2009. Com 14 pontos, quase oito rebotes e 1,5 toco por jogo, o brasileiro é peça fundamental para a boa campanha do Denver Nuggets de 23 vitórias e 12 derrotas.

Nenê é o grande reboteiro e bloqueador da equipe e está atrás de Carmelo Anthony e Chauncey Billups entre os cestinhas. No entanto, a grande marca do pivô nesta temporada é a regularidade nos arremessos de quadra.

O brasileiro é o líder nas estatísticas de “field goal” da liga. Foram 191 acertos em 309 tentativas, o equivalente a 61% de eficiência. Se não fossem três arremessos de 3-pontos tentados nessa temporada, Nenê aumentaria um ponto percentual na estatística de arremessos de 2-pontos.

Os mais pessimistas vão querer comparar os números de Nenê com os de Amare Stoudemire, Dwight Howard e Pau Gasol, jogadores da mesma posição do brasileiro. E vão notar que eles têm médias de pontos superiores e que eles arremessam muito mais do que o pivô do Denver. Mas, essa comparação não deve ser feita.

Esses jogadores são os principais jogadores de seus times e têm total liberdade para arremessar. No Denver Nuggets, Billups e Anthony são os grandes arremessadores e Nenê possui outras funções, como defender bem. E isso, ele também está cumprindo com extrema eficiência.

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Varejão em Miami?
Publicado por Guilherme Buso Dezembro 17 2008, 11:39 AM
Shawn Marion não se adaptou ao esquema de jogo do Miami Heat. Todas as suas estatísticas caíram, em comparação com os tempos de Phoenix Suns.
NBAE/Getty Images
Miami é uma cidade conhecida por abrigar muitos latinos. Segundo o censo norte-americano, quase 65% de sua população é de origem hispânica. Os restaurantes, as danceterias e as ruas de “M.I.A.” tem o clima da salsa e da música caribenha.

Por muito tempo, Miami foi também a capital dos brasileiros nos Estados Unidos. Quem visitava Walt Disney World, em Orlando, sempre ficava mais alguns dias na Flórida para comprar eletrônicos e perfumes nas lojas pintadas em verde-e-amarelo de Miami.

Existe uma grande especulação na NBA de que a cidade volte a ser casa de um brasileiro. O pivô do Cleveland Cavaliers, Anderson Varejão, deverá ser envolvido, em breve, numa troca com o ala do Miami Heat, Shawn Marion. Além do brasileiro, o ala Wally Szczerbiak também deverá ir para o Heat.

A franquia mais interessada nessa negociação é o Cleveland Cavaliers, pois o contrato de Szczerbiak está próximo de encerrar. Os Cavs sentem a necessidade de conseguir mais um “All-Star” para o elenco. Isso aumentaria o poder ofensivo e defensivo da equipe, que visa o título inédito da liga.

A saída de Shawn Marion pode até ser considerada um erro da diretoria do Miami, mas não é. O ala não se adaptou ao esquema de jogo do Heat. Todas as suas estatísticas diminuíram, em comparação com os tempos de Phoenix Suns.

É evidente que o ala não está mais jogando ao lado do armador Steve Nash e uma queda no rendimento é normal. No entanto, para quem já foi convocado para o “All-Star Game” e para a seleção dos Estados Unidos, o declínio foi muito grande.

Sem Marion e com a chegada de Anderson Varejão e Wally Szczerbiak, o Miami Heat também evoluiria bastante. O pivô brasileiro é um excelente defensor e, ainda, poderá ser uma boa opção no ataque. Do mesmo jeito que ele ajuda LeBron James com os corta-luzes nos Cavs, com certeza, seria muito útil a Dwyane Wade também.

Contato do Guilherme Buso



Problemas para Leandrinho
Publicado por Guilherme Buso Dezembro 11 2008, 6:29 PM
Jason Richardson ficou bastante conhecido após a conquista de dois títulos consecutivos do campeonato de enterrada no "All-Star Game" em 2002 e 2003
NBAE/Getty Images
O Phoenix Suns anunciou nesta quarta-feira a troca do ala Raja Bell, do pivô Boris Diaw e do armador Sean Singletary pelos alas do Charlotte Bobcats, Jason Richardson e Jared Dudley, e mais uma escolha na segunda rodada do Draft de 2010. Essa negociação foi uma tentativa dos Suns de trazer mais um “All-Star” para equipe.

O gerente da franquia, Steve Kerr, está muito confiante com a chegada de Jason Richardson, cestinha dos Bobcats na temporada. “Nós queríamos ter em quadra outro jogador que fizesse mais de 20 pontos por partida e que tirasse a pressão de cima do (Steve) Nash”, disse Kerr ao site oficial dos Suns.

Jason Richardson ficou bastante conhecido após a conquista de dois títulos consecutivos do campeonato de enterrada no “All-Star Game” em 2002 e 2003. Entretanto, o ala mostrou com o tempo que era muito mais do que um jogador que só enterrava. No Golden State Warriors, fez seis excelentes temporadas, sendo o principal jogador na maioria delas.

Sua transferência para o Charlotte Bobcats aconteceu em 2007. Lá, também foi cestinha da equipe com médias de 21,7 na primeira temporada e 18,1 este ano.

Agora, Richardson terá sua primeira oportunidade de jogar num time competitivo, favorito a chegar nos playoffs. Esse será o grande desafio de sua carreira, já que a responsabilidade nos Warriors e nos Bobcats é bem menor do que atuando nos Suns.

A vinda desse jogador, não será benéfica somente para Leandrinho, que já não estava sendo utilizado pelo treinador Terry Porter como fora nas temporadas anteriores. O brasileiro foi titular em apenas uma partida na temporada e seu tempo de atuação em quadra diminuiu bastante.

Contato do Guilherme Buso



Rookies talentosos
Publicado por Guilherme Buso Dezembro 8 2008, 12:49 PM
A turma de 2008 ainda conta com dois jogadores draftados em 2007, mas que estrearam nesta temporada: Greg Oden e Rudy Fernandez
NBAE/Getty Images
Depois de LeBron James, Carmello Anthony, Dwyane Wade e Chris Bosh, em 2003, nunca se teve uma turma de novatos tão talentosa quanto a deste ano. Pelo menos dois jogadores já são considerados “franchise players” (jogadores principais) enquanto os outros fazem uma excelente estréia na NBA.

Do mesmo jeito que LeBron e Carmello saíram do Draft na primeira e terceira posições respectivamente, a dupla Derrick Rose e OJ Mayo também foram escolhidos assim. Ambos vieram para a liga profissional após somente um ano de atuação no basquete universitário. Com um começo de temporada intenso, os dois já são as estrelas de seus times.

Derrick Rose chegou num Chicago Bulls repleto de jovens talentos, que há pouco saíram do Draft, como Ben Gordon, Kirk Hinrich e Luol Deng. No entanto, nada impediu que o armador de Memphis se tornasse titular e o jogador mais produtivo da equipe, com médias de 18 pontos, seis assistências e quatro rebotes.

No caso de OJ Mayo, a situação é um pouco diferente. O ala de USC foi draftado pelo Memphis Grizzlies, time que não possuía um grande ídolo no elenco. Após 20 jogos, tornou-se cestinha e o “go-to-guy” (o “cara”) da equipe. Mayo está com uma média de 21,9 pontos por partida, a maior de um rookie desde Allen Iverson (23,4 ppp) na temporada 1996/1997.

Além dos dois jogadores, o ala/pivô Michael Beasley do Miami Heat, o ala Geroge Hill do San Antonio Spurs e o pivô espanhol Marc Gasol também fazem boas temporadas como rookies.

“Os nem tão novatos”

A turma de 2008 ainda teve a sorte de contar com dois grandes jogadores que foram escolhidos no Draft do ano passado, mas estrearam na NBA nesta temporada. É o caso do pivô Greg Oden e do ala espanhol Rudy Fernandez, ambos do Portland Trail Blazers.

Oden foi a primeira escolha do Draft em 2007 e era o principal nome entre os rookies, porém uma lesão no joelho o tirou da temporada. Todos esperavam o retorno desse gigante, que ainda não está 100% recuperado, atuou em apenas 16 partidas, mas já demonstrou indícios de que será um dos melhores pivôs da liga.

O companheiro de Oden, Rudy Fernandez optou por jogar mais um ano no basquete europeu em 2007 e retornou aos Blazers após um excelente desempenho nos Jogos Olímpicos de Pequim. O ala foi fundamental na conquista da medalha de prata com a seleção espanhola e deu muito trabalho para os norte-americanos na final.

No momento, o espanhol, de 23 anos, ainda está no banco de reservas, mas já é o principal arremessador de 3-pontos e lances livres da equipe, com 43,4% e 95,7% de acerto respectivamente.

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A nova dinastia
Publicado por Guilherme Buso Dezembro 1 2008, 6:00 PM
Celtics e Lakers são os times mais tradicionais e mais vitoriosos da liga.
NBAE/Getty Images

Os anos 60 foram marcantes na história da NBA. Dois times, o Boston Celtics e o Los Angeles Lakers fizeram seis finais de 1961 a 1969. Está certo que os Celtics venceram todas, mas a hegemonia dessas duas equipes em suas respectivas conferências foi evidente. A disputa era entre os pivôs Bill Russell e Wilt Chamberlain, sendo que o mais baixinho e franzino Russell sempre venceu o gigante Chamberlain.

Anos mais tarde, a equipe de Los Angeles pôde reencontrar o rival duas vezes numa final, em 1985 e 1987, e finalmente venceu. Era uma época em que duelavam em quadra Magic Johnson e Larry Bird, jogadores que desde a universidade já se encaravam em finais de campeonato.

A dupla Johnson/Bird só não disputou mais títulos porque na década de 90 surgiu um jogador chamado Michael Jordan, que não quis dividir a dinastia com ninguém. O Chicago Bulls foi campeão seis vezes.

Em 2008, as duas franquias mais tradicionais e mais vencedoras da liga chagaram novamente na decisão. Muitas comparações com as equipes do passado foram feitas, mas ninguém imaginou que Celtics e Lakers poderiam voltar a ser uma hegemonia.

O início da temporada 2008/2009 é a prova de que os dois times podem repetir os feitos de Russell/Chamberlain e Johnson/Bird. Até o momento, os Lakers possuem 14 vitórias e somente uma derrota, enquanto os Celtics venceram 16 e perderam duas.

Existe uma grande expectativa de que a final da NBA se repita nesta temporada, principalmente por dois fatos. O primeiro é Kobe Bryant. O jogador foi muito cobrado após a derrota para o rival do leste na final e está determinado a conquistar mais um título na carreira.

O outro fato é o trio Garnett/Pierce/Allen. Os três jogadores já são quase veteranos e não se sabe até quando eles conseguiram manter esse alto nível de atuação. Lembrando que nos playoffs deste ano, os Celtics sentiram o forte ritmo das outras equipes e tiveram dificuldade para chegar às finais.

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Paul Pierce: decisivo e fundamental
Publicado por Guilherme Buso Novembro 17 2008, 6:00 PM
Paul Pierce anotou quase 22 pontos de média, nas seis partidas da série. Merecidamente, recebeu o troféu de MVP das finais.
NBAE/Getty Images

Quando o Boston Celtics anunciou a chegada das estrelas Kevin Garnett e Ray Allen na temporada passada, todos acreditaram que o time seria o grande favorito ao título. Porém, ninguém imaginava que o “prata-da-casa” Paul Pierce é que continuaria sendo o jogador mais importante do elenco.

Paul Pierce sempre foi o ídolo da torcida. Mesmo atuando ao lado de jogadores sem muita expressão, conseguiu levar os Celtics a cinco playoffs. O ala se mantém como cestinha do time desde a temporada 2000/2001, apenas dois anos após seu Draft na liga, quando foi escolhido na 10ª posição.

A presença dos “All-Stars” Allen e Garnett não intimidaram Pierce. Pelo contrário. Elevaram o jogo do ala, que passou a manter uma regularidade maior, sem precisar carregar todo o peso da responsabilidade nas costas. A camisa verde do Boston, que possui tanta tradição na NBA, ficou bem mais leve para ele.

Pierce foi fundamental na conquista do título na última temporada. Foi perfeito nos playoffs. Principalmente, na série final diante dos Lakers, quando Ray Allen parecia estar fora de foco e Garnett não mostrava o jogo que lhe deu o título de MVP em 2004, com o Minnesota Timberwolves.

O técnico dos Lakers, Phil Jackson, não encontrou uma solução para marcá-lo e, assim, Paul Pierce anotou quase 22 pontos de média, nas seis partidas da série. Merecidamente, recebeu o troféu de MVP das finais.

Na temporada 2008/2009, o Boston Celtics entrou forte como no ano passado e Paul Pierce segue fazendo ótimas partidas. Inclusive, foi decisivo na vitória sobre o Atlanta Hawks (103-102), acertando o último arremesso, com 0,5 segundos no placar.

Contato do Guilherme Buso



Aqui é A.T.L.!
Publicado por Guilherme Buso Novembro 12 2008, 6:00 PM
Liderados pelo experiente armador Mike Bibby, que chegou em Atlanta no começo deste ano, os Hawks estão demonstrando uma incrível harmonia entre os jogadores e os torcedores.
NBAE/Getty Images

Na temporada passada, eles já haviam mostrado potencial. Dificultaram a classificação do futuro campeão, Boston Celtics, nas quartas-de-final da conferência leste. Perderam somente no último jogo da série. Esse é o Atlanta Hawks, que continua numa excelente fase, ainda invicto, na temporada 2008/2009.

Os Hawks já começaram surpreendendo a todos nas vitórias sobre o Orlando Magic (99 a 85), New Orleans Hornets (87 a 79) e Toronto Raptors (110 a 92). Está certo que seis vitórias no início da temporada não significam nada. Entretanto, para o torcedor que não via uma boa campanha dos Hawks desde a temporada 93/94, quando o time ainda era liderado pelo ala Dominique Wilkins, um começo assim representa muita coisa.

Atlanta é uma cidade movida a muito rap, Coca-Cola e esporte. Muitos rappers mundialmente famosos, como Ludacris e T.I., nasceram ou vivem na conhecida “A.T.L.”. A Coca-Cola foi fundada no estado da Geórgia e tem uma grande sede na capital Atlanta. E lá, se joga todo e qualquer tipo de esporte. O beisebol é representado pelos Braves, o futebol americano, pelos Falcons e o basquete, pelos Hawks.

Desde o polêmico fim de carreira do mais recente ídolo do esporte em Atlanta, o quarterback dos Falcons, Michael Vick, os cidadãos perderam um pouco a paixão pelo futebol americano. Por esse motivo, a torcida passou a dar mais valor aos garotos do Atlanta Hawks, que começaram a jogar muito nas quadras de basquete e a representar bem a comunidade de “A.T.L.”.

Liderados pelo experiente armador Mike Bibby, que chegou em Atlanta no começo deste ano, os Hawks estão demonstrando uma incrível harmonia entre os jogadores e os torcedores. O fator mando de quadra faz muita diferença no Philips Arena, em Atlanta.

O ala Joe Johnson, que inclusive foi convocado para o All-Star Game em 2008, é o cestinha da equipe, enquanto Josh Smith garante os rebotes e é um dos líderes da liga em tocos.

O primeiro grande teste desse jovem time de “A.T.L.” será nesta quarta-feira diante dos campeões, o Boston Celtics. Agora, caso haja uma vitória dos Hawks, é possível afirmar que a temporada 2008/2009 tem mais um favorito ao título da conferência leste.

Contato do Guilherme Buso



Demorou, mas os Spurs venceram
Publicado por Guilherme Buso Novembro 6 2008, 6:00 PM
Sem o ala argentino Manu Ginobili, afastado por uma lesão no tornozelo esquerdo, os Spurs sentem muita dificuldade no setor ofensivo.
NBAE/Getty Images

O San Antonio Spurs lutou. E lutou muito. Depois de duas prorrogações e uma partida perfeita do armador francês Tony Parker, que anotou 55 pontos, os texanos conseguiram sua primeira vitória na temporada. Eles venceram o Minnesota Timberwolves por 129 a 125, mas ainda não convenceram na competição.

Fazia tempo que o San Antonio Spurs não começava um ano tão desacreditado como nesta temporada 2008/2009. Não pelas três derrotas consecutivas, logo de cara, e sim, pelo desempenho do time.

Na estréia, os Spurs perderam para o Phoenix Suns, por 103 a 98. Em seguida, para o Portland Trail Blazers, por 100 a 99. E na terceira partida, tiveram a pior derrota até agora, para o rival texano Dallas Mavericks, por 98 a 81.

Sem o ala argentino Manu Ginobili, afastado por uma lesão no tornozelo esquerdo, os Spurs sentem muita dificuldade no setor ofensivo. O ataque fica concentrado na dupla Tim Duncan e Tony Parker, que corresponderam nos dois primeiros jogos, com médias de quase 30 pontos, mas que assim, atrapalham a principal característica do San Antonio: o trabalho em equipe.

“Role players”, jogadores de equipe, que parecem arremessar livres a cada troca de passes no tradicional sistema ofensivo dos Spurs, estão com dificuldades em pontuar dessa maneira. O ala Bruce Bowen, por exemplo, não marcou sequer uma cesta nos primeiros dois jogos do time. Ele teve, inclusive, poucas chances de arremesso, apenas dois de 2-pontos e um de 3-pontos.

Está certo que três derrotas no começo do ano não significam muito, já que serão disputados outros 79 jogos no campeonato. Entretanto, para um time acostumado a vencer, ser campeão e ter sempre uma das melhores campanhas na temporada regular, um começo ruim pode atrapalhar as chances dos Spurs de chegarem nos playoffs.

Desde a temporada 1997/1998, os Spurs sempre estiveram entre os cinco primeiros times com melhor campanha na NBA. Sem contar, que nos anos de 98/99 e 2002/2003, venceu o título com o melhor desempenho do campeonato: 37 vitórias e 13 derrotas (foram disputados apenas 50 jogos na temporada) e 60 vitórias e 22 derrotas, respectivamente.

Contato do Guilherme Buso



Denver Nuggets ganha o armador que precisava
Publicado por Guilherme Buso Novembro 4 2008, 6:00 PM

NBAE/Getty Images
A.I. ao lado de Richard Hamilton e Rasheed Wallace podem talvez se inspirar em Thomas, Joe Dumars e Bill Laimbeer e reerguer o moral dos Pistons nesta temporada.

O Denver Nuggets e o Detroit Pistons entraram em negociação logo no começo da temporada. O astro polêmico Allen Iverson foi trocado pelo armador Chauncey Billups, o ala Antonio McDyess e o pivô Cheikh Samb.

A troca deve favorecer os Nuggets, já que desde a saída de Andre Miller, em 2006, a equipe teve dificuldade para achar um armador que pudesse fazer o time jogar. Principalmente, após a vinda de Allen Iverson, que passou a ser mais um pontuador no ataque de Denver, ao lado de Carmelo Anthony.

Os Nuggets ainda ganham com a experiência e força física do ala Antonio McDyess. O jogador não vem para ser titular, mas será um ótimo reserva para Nenê e Kenyon Martin. McDyess entra em sua 12ª temporada e retorna a Denver, time pelo qual foi draftado e atuou em seis campeonatos, a melhor fase da carreira.

Já o pivô senegalês, Cheikh Samb não será muito aproveitado pelo Denver Nuggets. O jogador atuou em apenas quatro partidas no ano passado e durante sua carreira na NBA, teve mais chances na NBDL (Liga de Desenvolvimento) do que na própria liga profissional. Mesmo assim, foi destaque como líder em tocos na competição, com uma média de quatro por partida.

Para o Detroit Pistons, a contratação de Allen Iverson vem para reanimar os torcedores, que ainda não engoliram as últimas três eliminações consecutivas na final de conferência e o vice-campeonato em 2005. Nos últimos anos, os Pistons contaram com um elenco sem grandes estrelas, porém com um time eficiente. Este ano, a idéia da franquia é de mudança e Iverson é, sem dúvida, um grande nome para exercer essa função.

O estilo de Iverson nos faz lembrar o grande armador Isiah Thomas, que reinou em Detroit nos anos 80, liderando os “Bad Boys” à conquista de dois títulos, em 1989 e 1990. A.I. ao lado de Richard Hamilton e Rasheed Wallace podem talvez se inspirar em Thomas, Joe Dumars e Bill Laimbeer e reerguer o moral dos Pistons nesta temporada.

Contato do Guilherme Buso



Candace Parker é pioneira mais uma vez
Publicado por Guilherme Buso Outubro 7 2008, 6:00 PM

NBAE/Getty Images
Uma mesma pessoa vencer os títulos de Rookie e MVP da temporada não é comum acontecer nem na NBA. Apenas Wilt Chamberlain e Wes Unseld conseguiram esse feito
As notícias e colunas deste site geralmente são sobre os jogadores e os times da NBA. A liga dos homens. Mas, pela primeira vez, uma garota será a matéria principal da “NBA Brasil”. Por mais que muitos possam achar que a WNBA não faz parte dessa nossa rotina de trabalho.

Candace Parker entrou para a história do basquete feminino muitas vezes em sua carreira. Ela foi a primeira mulher a vencer o campeonato nacional de enterradas colegiais (McDonald’s All American), com um detalhe, enfrentando os meninos. Também foi a primeira a conseguir enterrar duas vezes numa mesma partida da Liga Universitária Norte-Americana (NCAA).

Com apenas 22 anos, ela já é comparada aos grandes nomes do basquete feminino, como Cheryl Miller (irmã de Reggie Miller), Lisa Leslie e Diana Taurasi. Porém, nenhuma dessas jogadoras conseguiu o feito que Candace Parker acabou de realizar.

Para quem não sabe, Parker entrou na WNBA este ano. Foi a primeira a ser escolhida no Draft pelo Los Angeles Sparks. Na sua estréia, para variar, alcançou mais uma marca histórica. Anotou 34 pontos, 12 rebotes e oito assistências, superando o recorde de Cynthia Cooper, de 25 pontos, em 1997.

Ainda nessa temporada, a rookie conseguiu dar uma enterrada no jogo contra o Indiana Fever, tornando-se a segunda mulher a enterrar na WNBA. Entretanto, para bater mais um recorde, na partida seguinte, ela enterrou de novo e passou a ser a primeira mulher a cravar em jogos consecutivos.

Agora, no final da temporada, parecia evidente que o título de Melhor Rookie da liga iria para ela. Como foi. Porém, o que ninguém imaginava é que ela também levaria para casa o troféu de Melhor Jogadora do ano.

Nem preciso dizer que com esse feito ela bate mais uma marca histórica. Como sempre na carreira, Parker tornou-se a única mulher na WNBA a ganhar os títulos de Melhor Novata e MVP na mesma temporada.

E tem mais. Um feito como esse não é comum nem na NBA, a liga dos homens. Apenas Wilt Chamberlain (1960) e Wes Unseld (1969) tiveram a oportunidade de faturar os dois prêmios. Isso faz de Candace Parker, logo no seu primeiro ano na WNBA, um mito do basquete mundial, tanto no feminino quanto no masculino.

Contato do Guilherme Buso



O adeus de um ídolo
Publicado por Guilherme Buso Outubro 6, 2008, 6:00 PM

NBAE/Getty Images
Em 2000, Jason Williams virou febre entre a garotada. Ele jogava bonito, com dribles desconcertantes e assistências impossíveis. A camisa de número 55 dos Kings era a mais vendida nos Estados Unidos
Eu me lembro bem da temporada 1999/2000 da NBA. Era uma época que eu havia começado a jogar basquete e tinha muitos ídolos na liga profissional norte-americana. Eu e meus amigos assistíamos aos jogos da terça, quarta e sexta-feira (na época as TVs por assinatura transmitiam três jogos por semana) e tentávamos imitar as jogadas nos treinos.

Nosso programa predileto era o “NBA Action”, que se eu não me engano ia ao ar de quinta-feira na ESPN. Esperávamos ansiosos pelo “Top-10”, com as melhores jogadas da semana. Naquela temporada, era certeza de que haveria pelo menos uma jogada do ala do Toronto Raptors, Vince Carter, e também do armador loirinho do Sacramento Kings, Jason Williams.

Vince Carter já era um astro, mas Jason Williams virou febre entre a garotada naquele ano. Ele sempre fazia uma jogada espetacular por semana. Ele jogava bonito, com dribles desconcertantes e assistências impossíveis. Inclusive, foi comparado ao craque da NBA dos anos 70, Pete Maravich, jogador que inovou o basquete com passes, até então, considerados cenas de “circo”.

Williams estava com a bola toda. Na semana do “All Star Game” em 2000, ele participou do jogo entre os Rookies e foi dono de uma das assistências mais impressionantes da história. Num contra-ataque rápido, levou a bola para trás do corpo e com o cotovelo passou para o pivô Raef LaFrentz, que facilmente fez a bandeja.

Infelizmente, cenas como essa só foram vistas por mais pouco tempo. Williams ajudou Chris Webber, Vlade Divac e Peja Stojakovic nas excelentes campanhas de 2000 e 2001. Porém, muitas polêmicas atrapalharam a carreira do armador.

Ele foi transferido para o Memphis Grizzlies, onde atuou por quatro temporadas. Em 2005, foi para o Miami Heat, ano da conquista do título da NBA, porém nunca mais conseguiu atingir o status de “superstar”, que uma vez foi considerado.

Jason Williams acabou de anunciar sua aposentadoria das quadras, após 10 anos de carreira. Uma pena para muitos que se lembram daquelas jogadas maravilhosas desse armador. São essas jogadas que definitivamente ficarão na memória e na história da NBA.

Contato do Guilherme Buso



"The answer" is Elton Brand
Publicado por Guilherme Buso Setembro 29 2008, 6:00 PM

NBAE/Getty Images
Elton Brand chega na Philadelphia para ser a esperança dos fanáticos torcedores desde a saída do grande ídolo Allen Iverson em 2006
O Philadelphia 76ers é um time que sempre deu muito trabalho. O principal motivo era Allen Iverson, jogador que infernizava os adversários com os dribles de torcer tornozelos e arremessos precisos. Foi ele quem liderou o time às finais da NBA, em 2001, diante do campeão Lakers. Os Sixers não chegavam a uma final desde o título de 1983, com aquela equipe de Dr. J e Moses Malone.

Há dois anos, tive a oportunidade de visitar Philadelphia e notei que por toda a cidade havia um outdoor com uma imagem de Allen Iverson estampada. O orgulho dos torcedores em saber que Philly are a casa do armador mais “bad boy” da NBA era imenso, apesar de toda a polêmica que ele causava. Dias depois da minha visita, Iverson foi embora. Foi jogar no Denver Nuggets. E a pergunta ficou no ar. Quem será seu substituto?

Na temporada 2006/2007, o Philadelphia terminou o campeonato com uma fraca campanha de 35 vitórias e 47 derrotas. Iverson tinha acabado de sair, então era compreensível que os Sixers encontrassem dificuldade por um tempo.

No entanto, no ano seguinte, o ala Andre Iguodala chamou a responsabilidade e os Sixers conseguiram alcançar os playoffs. A campanha não foi lá essas coisas. Mas, o fato de passar à próxima fase na sétima colocação do lado leste, já significa estar entre os 16 melhores da NBA.

O Philadelphia já possui bons jogadores no elenco, como o próprio Iguodala, o armador Andre Miller e o pivô Samuel Dalembert, mas ainda havia a necessidade de um jogador chave, o “cara” do time.

Esse homem chegou. Os Sixers trouxeram para a temporada 2008/2009, o ala/pivô Elton Brand. O currículo de Brand possui títulos como “Rookie do Ano” em 2000, dois “All-Star Games” e duas convocações para a seleção norte-americana. Na carreira, o jogador tem uma média de 20 pontos, 10 rebotes e dois tocos por partida, em nove temporadas na NBA.

A única dúvida é se ele está totalmente recuperado de uma lesão no tendão de Aquiles, que o permitiu jogar apenas seis jogos pelo Los Angeles Clippers na temporada passada. Mesmo assim, Elton Brand chega na Philadelphia para ser a grande esperança dos fanáticos torcedores. E com ele em quadra, os Sixers voltam a ser aquele time chato de ser batido.

Contato do Guilherme Buso



Valeu Abdur-Rahim!
Publicado por Guilherme Buso Setembro 24 2008, 6:00 PM

NBAE/Getty Images
Em 2002, Abdur Rahim foi o sexto jogador mais jovem da NBA a alcançar os 10.000 pontos na carreira
O ala do Sacramento Kings, Shareef Abdur-Rahim, de apenas 31 anos, anunciou antecipadamente sua aposentadoria da NBA. Após 12 anos de carreira, o jogador não consegue se recuperar de uma lesão no joelho direito, que o impede de retornar 100% às quadras de basquete.

Há mais de um ano e meio, Abdur-Rahim luta para entrar no ritmo de jogo sem que a lesão no joelho o atrapalhe. Na temporada 2007/2008, o jogador conseguiu participar de apenas seis partidas, atuando em uma média de oito minutos.

A frustração é grande tanto para o jogador quanto para a franquia, o Sacramento Kings. Em 2005, Abdur-Rahim chegou em Sacramento para substituir ninguém menos que Chris Webber, que havia deixado o time uma temporada antes.

O ala/pivô foi a terceira escolha do Vancouver Grizzlies no Draft em 1996. Lá, tornou-se o principal jogador do time, com médias superiores a 20 pontos e 7 rebotes por jogo. Inclusive, na temporada 1999/2000, alcançou uma média de “double-double” nesses dois quesitos (20,3 pontos e 10,1 rebotes), atuando em todas as 82 partidas do campeonato.

Neste mesmo ano, Abdur-Rahim foi convocado pelo técnico Rudy Tomjanovich para defender os Estados Unidos na Olimpíada de Sydney. Juntamente com Ray Allen, Kevin Garnett e Vince Carter, ele conquistou o ouro olímpico sobre a França na final.

Na temporada seguinte, foi defender o Atlanta Hawks. Com eles, o ala teve mais duas conquistas. Em 2002, foi escolhido para atuar no All-Star Game e também conseguiu alcançar os 10.000 pontos na carreira. Abdur-Rahim tinha 26 anos na época, tornando-se o sexto jogador mais jovem a chegar na marca, atrás apenas de Kobe Bryant, Bob MacAdoo, Shaquille O’Neal, Michael Jordan e Kareem Abdul-Jabbar.

Após três anos em Atlanta, o ala transferiu-se para o Portland Trail Blazers e mais tarde para o Sacramento Kings. Essas últimas cinco temporadas, já foram difíceis para Abdur-Rahim, que não conseguiu desempenhar bons jogos.

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Vai ser bem difícil para o Junior
Publicado por Guilherme Buso Setembro 15 2008, 6:00 PM

NBAE/Getty Images
Ewing Jr. terá um longo caminho pela frente, afinal, seu pai detém os recordes de pontos, rebotes e tocos da franquia de Nova Iorque
A NBA foi fundada há mais de 60 anos. Muitas gerações de jogadores já atuaram na liga mais famosa do mundo. Algumas famílias tiveram a oportunidade de dividir espaço na história do basquete norte-americano como filhos, pais e, inclusive, netos e avôs. No entanto, nunca houve um jogador que conseguisse superar seu próprio pai ou avô quando este foi um grande craque das quadras.

O ala Rick Barry, por exemplo, foi um excelente jogador de basquete durante as décadas de 60 e 70. Rookie do ano em 66, cestinha da liga no ano seguinte, oito vezes indicado para o All-Star Game e campeão da NBA em 75, ele é considerado um dos 50 melhores jogadores da história.

Rick Barry teve três filhos que também chegaram à NBA, Jon, Brent e Drew, mas nenhum deles conseguiu supera-lo. Apenas Brent foi o que chegou mais perto, pois conquistou o título com o San Antonio Spurs, em 2005, fazendo história como a única dupla “pai / filho” a conquistar títulos na liga.

Posso citar mais alguns exemplos de filhos de peixe que não foram grandes peixinhos, como o gigante Bill Walton, duas vezes campeão da NBA, e seu filho Luke, reserva do Lakers; e o membro do “Hall da Fama” Dolph Schayes, pai do razoável pivô Danny Schayes.

A verdade é que se cria muita expectativa em cima dos filhos de estrelas do esporte. Sempre se imagina que eles serão tão bons ou até melhores que seus “coroas”. É o caso da nova contratação do New York Knicks, o ala Patrick Ewing Junior. Como o nome já diz, ele é filho do maior pivô da história dos Knicks, Patrick Ewing.

Essa não será a primeira vez que Ewing Jr. seguirá os passos do “Big Pat”. Ele começou a carreira universitária em Indiana, mas após dois anos se transferiu para a universidade do pai, Georgetown. Vestindo a número 33 dos Hoyas, Ewing Jr. não conseguiu ser titular e terminou a faculdade com uma média bem baixa de 4,3 pontos, 3,3 rebotes e uma assistência por partida.

Mesmo assim, o jovem Patrick Ewing chegou ao Draft da NBA deste ano e foi escolhido pelo Sacramento Kings na 43ª posição. Logo em seguida, foi negociado com o Houston Rockets, até os Knicks oferecerem uma troca pelo pivô Frederic Weis.

Ewing Jr. terá um longo caminho pela frente, afinal, seu pai detém os recordes de pontos, rebotes e tocos da franquia de Nova Iorque, além de recentemente ter sido introduzido no “Hall da Fama” do basquete.

Junior vestirá a camisa de número 6, já que a 33 está aposentada e pendurada no alto do Madison Square Garden. Esse número também já foi usado pelo seu pai numa rápida passagem pelo Orlando Magic, em 2001/2002, e no lendário “Dream Team”, nos Jogos Olímpicos de Barcelona, em 1992.

Contato do Guilherme Buso



Adeus Sonics! Seja bem-vindo Thunder!
Publicado por Guilherme Buso Setembro 10 2008, 12:30 PM

NBAE/Getty Images
Quem não se lembra da dupla Shawn Kemp e Gary Payton, que nos anos 90 revolucionou o “alley-oop” (ponte-aérea) na NBA?
Quem não se lembra da dupla Shawn Kemp e Gary Payton, que nos anos 90 revolucionou o “alley-oop” (ponte-aérea) na NBA? E daquele time, que em 1996, quase complicou a vida do Chicago Bulls de Michael Jordan nas finais da liga? E daquela polêmica troca envolvendo o mesmo Gary Payton com o ala do Milwaukee Bucks Ray Allen, em 2003?

Todos esses fatos continuam na memória dos torcedores da gelada cidade de Seattle, estado de Washington, terra onde nasceu o movimento de música “grunge” e viveu por mais de 40 anos os SuperSonics.

Porém, a partir da temporada 2008/2009, o Seattle SuperSonics dará sua vaga na maior liga de basquete do mundo para o Oklahoma City Thunder. Após uma batalha jurídica e um pagamento milionário à cidade de Seattle, ficou decidido que toda a estrutura dos Sonics será levada para o estado de Oklahoma.

Na verdade, quase nada deixou a cidade de Seattle, a não ser o elenco. O líder dessa equipe será Kevin Durant, o melhor rookie do ano passado, que já se mudou para Oklahoma City e está pronto para fazer história em sua nova casa, ao lado de Desmond Mason, Joe Smith, Nick Collison e companhia.

Mesmo fazendo sua estréia neste ano, Oklahoma City já possui muita experiência na NBA. Durante duas temporadas (de 2005 a 2007), o ginásio da cidade, o Ford Center, recebeu os jogos do New Orleans Hornets, que se recuperava dos estragos do furacão Katrina na região do estado de Louisiana.

Essa na verdade será a única lembrança que virá com o Oklahoma City Thunder, já que a franquia não terá nenhuma ligação histórica com o antigo time. Todas as conquistas dos SuperSonics, como o troféu de campeão da NBA da temporada 78/79 e as camisas aposentadas de Nate McMillan, Lenny Wilkens e outros, permaneceram em Seattle. Elas provavelmente serão expostas em um museu na cidade ou até mesmo no glorioso ginásio Key Arena, que não receberá mais jogos da NBA por um tempo.

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  • Clippers vs. Pistons

    Chris Paul scores 23 points and dishes out seven assists in the Clippers 104-98 win over the Pistons.
  • Korver Dish

    Kyle Korver dishes to Paul Millsap for the reverse ;ayup.
  • Perfect Pocket Pass

    James Harden goes between the legs of DeAndre Jordan on the feed to Tarik Black for the finger roll inside.
  • Warriors vs. Hornets: First half

    Brian Roberts leads all scorers with 14 points as the Hornets are beating the Warriors 55-49 at the half.
  • Warriors vs. Hornets: First half

    Brian Roberts leads all scorers with 14 points as the Hornets are beating the Warriors 55-49 at the half.
  • Aminu Fast Break Slam

    Al-Farouq Aminu gets the pretty bounce pass J.J. Barea and slams it home.
  • Monroe Jam

    Greg Monroe blows by the Bucks' defense and finishes with authority.
  • Westbrook Big Time Slam

    Russell Westbrook drives baseline and throws down the two-hand slam.
  • Stuckey's Hang Time

    Rodney Stuckey drives strong, hangs and hits the tough jumper over his defender.
  • D-Mo Delivers

    Donatas Motiejunas gets the feed from James Harden and makes the behind-the-back pass to Tarik Black for the inside bankshot.
  • Roberts 3-pointer

    Big Al Jefferson dishes to Brian Roberts for the deep three.
  • Ross Fingeroll

    Terrence Ross runs the break and finishes with the smooth lob layup from Kyle Lowry.