Blog Squad: Guilherme Buso 2007-08 Archive

Untitled Document Bem vindos à seção do “Blog Squad Brasil”, uma coleção de matérias de opinião, de jornalistas, artistas, jogadores e especialistas em basquetebol ao redor do mundo, quem quer compartir os seus pensamentos e opiniões sobre a NBA com você. Aqui você poderá consultar as colunas de opinião de cada um dos nossos convidados especiais.

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Guilherme Buso - 2007-08 Blog Arquivo
Repórter
Deu seus primeiros arremessos numa quadra de basquete aos 9 anos de idade. Desde então, disputou todos os campeonatos das categorias de base de São Paulo, atuou por uma temporada de High School nos Estados Unidos e foi parte da equipe adulta de Santo André, até a sua formação acadêmica como jornalista na Universidade Metodista de São Paulo. Recentemente, produziu o documentário "Bola ao Cesto", que faz uma retrospectiva detalhada da Seleção Brasileira de basquete masculina. Hoje, é repórter da Federação Paulista de Futebol, mas jogar, assistir e comentar os jogos da bola laranja continuam sendo uma de suas tarefas prediletas..

De volta para casa!
Publicado por Guilherme Buso Agosto 27 2008, 2:39 PM

NBAE/Getty Images
Os Estados Unidos conseguiram o objetivo de se redimir perante o mundo do basquet.
Na cerimônia de abertura da Olimpíada de Atenas, em 2004, os organizadores logo disseram: “Welcome home, Olympic Games” (no português, “Bem-vindo para casa, Jogos Olímpicos”). Afinal, a competição foi criada pelos gregos no ano 776 a.C e, após uma longa pausa em meados do século V d.C, foi restaurada pelo Barão de Coubertain, sendo novamente sede da primeira Olimpíada da Era Moderna, em 1896.

Enquanto os Jogos Olímpicos voltavam para sua terra de origem após mais de um século, naquele mesmo ano, o oposto acontecia com o basquete masculino. A medalha de ouro olímpica saía das mãos dos donos da bola laranja, os norte-americanos, e passava para os argentinos.

A comparação é válida já que o jogo de basquete foi inventado nos Estados Unidos, em Spingfield, estado de Massachussets, pelo professor James Naismith.

Em Pequim, os Estados Unidos encararam a disputa com a necessidade de retomar o ouro olímpico. Ele precisava voltar para casa, após o vergonhoso terceiro lugar e a medalha de bronze em Atenas. Os jogadores sentiam que era necessário se redimir dessa situação e não serem marcados como uma geração derrotada.

Por esse motivo, foi criada toda uma atmosfera de redenção no país. O “Dream Team”, que em Barcelona 92 encantou o mundo com sua magia, deu lugar ao “Redeem Team”, um time não tão talentoso, mas dedicado e eficiente.

Os jogadores mais experientes Kobe Bryant e Jason Kidd lideraram os jovens LeBron James, Carmello Anthony, Dwyane Wade e Dwight Howard à conquista do ouro olímpico. Essa foi a décima terceira vez que os Estados Unidos sobem no ponto mais alto do pódio, em 17 Olimpíadas disputadas, desde a estréia do basquete em 1936.

Os Estados Unidos conseguiram o objetivo de se redimir perante o mundo do basquete. O ouro olímpico volta para casa. Agora, vamos ver quem será ousado de tocar a campainha, em Londres 2012.

Contato do Guilherme Buso


Dá-lhe, dá-lhe Argentina!
Publicado por Guilherme Buso Agosto 21 2008, 4:36 PM

NBAE/Getty Images
O ala do San Antonio Spurs, Manu Ginobili, foi o “cara” diante da seleção da Grécia, pelas quartas-de-final dos Jogos Olímpicos.
Na manhã em que os brasileiros acordaram de ressaca após a derrota... na realidade, o chocolate que a Seleção Olímpica de futebol sofreu dos rivais argentinos, outro “hermano” brilhou em Pequim. Dessa vez, na quadra de basquete.

O ala do San Antonio Spurs, Manu Ginobili, foi o “cara” diante da seleção da Grécia, pelas quartas-de-final dos Jogos Olímpicos. O jogador marcou 24 pontos, sendo que 18 deles foram da linha dos 3-pontos.

No final da partida, quando os argentinos venciam os gregos por apenas dois pontos, Ginobili pôs a bola embaixo do braço e chamou a responsabilidade para si. Foi a hora do show! Ele converteu uma cesta de três e mais uma bandeja, totalmente marcado por três adversários, e liquidou qualquer chance de reação dos europeus.

E não foi só nessa partida em que Manu foi o grande nome da equipe de seu país. O ala é o cestinha dos Jogos Olímpicos de Pequim com uma média acima de 20 pontos, em seis partidas disputadas. O argentino é sem dúvida o maior destaque entre os astros internacionais da NBA, está à frente do espanhol Pau Gasol e do chinês Yao Ming.

Agora, o quinteto portenho formado por Ginobili, Prigioni, Nocioni, Oberto e Scola precisa passar novamente pela forte seleção dos Estados Unidos nas semifinais olímpicas. Esse é definitivamente o duelo mais esperado pelos fãs de basquete.

A verdade é que a Argentina, liderada pelo capitão Ginobili, é a única equipe do mundo que venceu a seleção dos Estados Unidos, com os astros da NBA, tanto no Mundial quanto nas Olimpíadas.

No Mundial de 2002, os argentinos foram os responsáveis por acabar com a série invicta de 58 jogos do “USA Basketball”, desde o “Dream Team” de Barcelona 92. E na Olimpíada de Atenas, a Argentina eliminou os norte-americanos nas semifinais, para em seguida vencer a medalha de ouro inédita.

Se existe um time que os EUA temem nessa competição, esse time se chama Argentina. Mas isso não significa, que Kobe Bryant e LeBron James estão com medo. Muito pelo contrário.

Essa semifinal promete...

Contato do Guilherme Buso


Os embaixadores olímpicos
Publicado por Guilherme Buso Agosto 11 2008, 10:26 AM

NBAE/Getty Images
Depois, os fãs brasileiros de basquete ficaram com um pouquinho de inveja, pois o porta-bandeira da Argentina foi Manu Ginóbili.
A definição da palavra embaixador no dicionário é: “a categoria hierarquicamente mais importante de representante diplomático de um Estado junto a outro”. Na abertura dos Jogos Olímpicos, cada nação escolhe a pessoa mais importante da delegação para desfilar na frente dos demais atletas carregando a bandeira do país. Logo, o porta-bandeira nada mais é do que o “embaixador olímpico” daquele momento.

Na cerimônia de abertura da Olimpíada de Pequim, o basquete masculino teve cinco jogadores à frente de suas nações. Esse número é bastante representativo, já que 12 equipes estão na competição e quase metade delas possuem atletas considerados “embaixadores olímpicos”, dentre todas as 34 modalidades.

O primeiro a entrar no Estádio Olímpico de Pequim foi o armador da Lituânia, Sarunas Jasikevicius. O jogador já atuou na NBA de 2005 a 2007, no Indiana Pacers e no Golden State Warriors respectivamente. Hoje, ele é o grande nome do Panathinaikos (GRE) e, principalmente, do esporte lituânio.

Depois, os fãs brasileiros de basquete ficaram com um pouquinho de inveja, pois o porta-bandeira da Argentina foi Manu Ginóbili. O ala do San Antonio Spurs liderou a seleção argentina ao inédito ouro olímpico em Atenas 2004 e, merecidamente, recebeu a honra de levar a bandeira azul e branca na abertura.

O terceiro jogador de basquete a carregar a bandeira do país foi até uma surpresa para os bons entendedores de esporte. O ala/pivô Andrei Kirilenko foi o embaixador da Rússia. O país é considerado uma potência olímpica, com excelentes atletas em diversas modalidades, porém o astro do Utah Jazz foi o escolhido.

Sem nenhuma surpresa, o ala/pivô Dirk Nowitzki liderou a delegação da Alemanha na cerimônia de abertura. Nowitzki é outro jogador que não traz boas lembranças ao torcedor brasileiro, afinal, os alemães eliminaram o Brasil no Pré-Olímpico Mundial.

Para terminar, o pivô Yao Ming, pela segunda vez consecutiva, foi o porta-bandeira da China. O gigante chinês é também o grande embaixador dos Jogos em Pequim.

“Basqueteiros” embaixadores do Brasil

O basquete nacional já teve a oportunidade de ter três “embaixadores olímpicos” na história. Mario Jorge da Fonseca Hermes foi o pioneiro, na Olimpíada de Helsinque em 1952. O pivô foi escolhido para homenagear a Seleção medalha de bronze em Londres 48.

Doze anos depois, o ala Wlamir Marques foi o porta-bandeira da delegação brasileira em Tóquio. Naquela olimpíada, o Brasil conquistou a sua segunda e última medalha, mais uma vez, a de bronze.

Por último, nos Jogos Olímpicos de Munique, em 1972, Luiz Cláudio Menon carregou a bandeira brasileira na cerimônia de abertura.

Contato do Guilherme Buso


A maior competição em Pequim
Publicado por Guilherme Buso Julio 28 2008, 11:45 AM

NBAE/Getty Images
Os outros astros do basquete que aparecem na lista da Forbes são: o pivô chinês Yao Ming, na quinta posição
Cerca de 11 mil atletas participarão dos Jogos Olímpicos de Pequim. Serão 205 países disputando por medalhas em 35 modalidades esportivas. Cada competição tem a sua característica, suas regras e sua forma de disputa, porém, o maior esporte na olimpíada deste ano será o basquete masculino.

A revista norte-americana Forbes anunciou o nome dos atletas com maiores salários e que estarão na China em busca da medalha de ouro. Nessa lista, o basquete masculino, mais precisamente a NBA, possui sete jogadores entre os 10 primeiros.

No topo dos atletas mais bem remunerados está o ala do Los Angeles Lakers, Kobe Bryant. Estima-se que o jogador recebe uma quantia anual de 39 milhões de dólares, entre salários com o clube e publicidade com a Nike, Sony e Coca Cola.

Seguindo essa lista, está o ala do Cleveland Cavaliers, LeBron James. “The King” perde de Bryant na liderança dos atletas mais ricos por apenas um milhão de dólares.

O brasileiro Ronaldinho Gaúcho e o suíço Roger Federer aparecem na terceira e quarta posição respectivamente. Além deles, apenas a tenista russa Maria Sharapova se encontra entre os 10 primeiros do ranking de milionários do esporte. Sharapova está na sétima colocação.

Os outros astros do basquete que aparecem na lista da Forbes são: o pivô chinês Yao Ming, na quinta posição; o armador Dwyane Wade, em sexto; o ala/pivô alemão Dirk Nowitzki, em oitavo; o armador Jason Kidd, em nono; e o pivô espanhol Pau Gasol, em décimo.

O interessante dessa lista de jogadores milionários da NBA é que três deles não estarão defendendo as cores dos Estados Unidos na Olimpíada. A popularidade do basquete atingiu tamanhos globais.

É claro que Tiger Woods não estará em Pequim. Não haverá nenhum atleta do futebol americano e do beisebol, ninguém da Fórmula 1 e quase nenhuma estrela do futebol. Porém, do mesmo jeito que aconteceu em Barcelona 92, quando o Dream Team foi o grande acontecimento dos Jogos, o basquete masculino traz novamente os atletas mais ricos do esporte mundial.

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Coach K é o cara!
Publicado por Guilherme Buso Julio 28 2008, 11:45 AM

NBAE/Getty Images
Coach K está em busca de seu segundo título em Olimpíadas, já que ele foi simplesmente auxiliar técnico de Chuck Daly, na Olimpíada de Barcelona, em 1992
“Um bom time de basquete começa por um bom técnico”. Essa frase pode ser meio óbvia, mas num esporte que possui sistemas táticos, tanto para defender quanto para atacar, a função do treinador passa a ser muito mais importante.

A ESPN norte-americana realizou uma pesquisa para determinar os 50 melhores programas universitários do país a partir da temporada 1984/85, quando os playoffs tiveram 64 times. Alguns dos critérios de análise foram quantidade de títulos, participações nos playoffs, campanhas vitoriosas, número de jogadores no Draft da NBA, entre outros.

Na primeira colocação, superando as tradicionais Kentucky, UCLA e a rival North Carolina, está a universidade de Duke. Os Blue Devils, como são conhecidos, tem no comando do time o atual técnico da seleção dos Estados Unidos, Mike Krzyzewski, desde 1980.

Nesses 28 anos, o treinador liderou a equipe a três títulos da NCAA (1991, 1992 e 2001). Ele conquistou também 21 títulos da conferência ACC, oito temporadas com mais de 30 vitórias e dez chagadas ao Final Four.

Da universidade de Duke saíram 12 jogadores escolhidos entre os 10 primeiros do Draft, como Grant Hill, Christian Laettner, Elton Brand e Shane Battier.

Além disso, Coach K atingiu a lista seleta de treinadores da NCAA com mais de 800 vitórias na carreira. Ele terminou esta temporada 2007/2008 com 803 vitórias e faz parte do mesmo grupo de técnicos como Bob Knight, Dean Smith e Adolph Rupp.

Se Duke conseguiu liderar o ranking das melhores universidades dos Estados Unidos é porque Mike Krzyzewski esteve no comando por todo esse tempo. Inclusive, o treinador chegou a negar contratos da NBA em três ocasiões, sendo que em uma delas, seria para substituir Phil Jackson nos Los Angeles Lakers, em 2004.

Agora, o treinador de Duke tem um novo objetivo pela frente: a conquista da medalha de ouro em Pequim. Na verdade, Coach K está em busca de seu segundo título em Olimpíadas, já que ele foi simplesmente auxiliar técnico de Chuck Daly, na Olimpíada de Barcelona, em 1992.

Você se lembra? Aquela seleção que ficou conhecida pelo nome de Dream Team.

Contato do Guilherme Buso


Internacionalização reversa
Publicado por Guilherme Buso Julio 24 2008, 11:21 AM

NBAE/Getty Images
O ala/armador Josh Childress, ex-Atlanta Hawks, que acabou de negociar um contrato de três anos e quase 20 milhões de dólares com o Olympiacos, da Grécia
Internacionalização é a palavra mais falada nos últimos anos na NBA. Pivô chinês, laterais europeus e armadores latinos são comuns nos elencos das 30 franquias da liga profissional norte-americana.

Ninguém perde com nesse negócio. A NBA ganha em qualidade, estilos de jogo diferentes e popularidade no mundo inteiro. Enquanto os outros países podem ver seus jogadores brilhando na maior competição do planeta e evoluindo tecnicamente ao lado dos grandes astros do basquete.

No entanto, uma nova situação vem preocupando os dirigentes da liga, o que podemos chamar de “internacionalização reversa”. Alguns jogadores estão deixando a NBA para jogar no basquete europeu.

Na verdade, isso sempre aconteceu. Muitos jogadores norte-americanos que não são utilizados pelas equipes nos EUA vão tentar a sorte na Europa, Ásia e América Latina. Muitas vezes, eles até se naturalizam e jogam pela seleção do novo país. É o caso de algumas seleções como a Alemanha e a Rússia, que possuem pelo menos um norte-americano no elenco.

Hoje, o problema é que os atletas que deixaram a NBA são de alto-nível e trocaram a maior liga de basquete mundial por melhores contratos e salários na Europa.

Este ano, cinco jogadores já acertaram sua transferência para times do velho continente. O caso mais recente foi o do ala/armador Josh Childress, ex-Atlanta Hawks, que acabou de negociar um contrato de três anos e quase 20 milhões de dólares com o Olympiacos, da Grécia.

Childress era definitivamente o melhor reserva do Hawks, o sexto homem. Possuía uma média 11 pontos e quase seis rebotes por partida, em seus quatros anos de NBA. Ele foi fundamental na campanha do time de Atlanta até os playoffs, após oito anos sem conseguir passar da primeira fase.

Além de Childress, o argentino Carlos Delfino, o espanhol Juan Carlos Navarro e os eslovenos Primoz Brezec e Bostjan Nachbar viram melhores oportunidades no basquete europeu. O pivô brasileiro Tiago Splitter também preferiu permanecer no Tau Cerâmica (ESP) a fazer sua estréia na NBA.

Contato do Guilherme Buso


E eles tinham um jogador da NBA
Publicado por Guilherme Buso Julio 21 2008, 11:57 AM

NBAE/Getty Images
ala do Dallas Mavericks, Dirk Nowitzki, fez a diferença e conseguiu eliminar o Brasil nas quartas-de-final do Pré-Olímpico Mundial.
Muitos acreditam que a NBA se transformou depois da aposentadoria de Michael Jordan. Com a saída do grande astro, a liga passou a se expandir internacionalmente. Cada franquia passou a ter pelo menos um jogador estrangeiro em seu elenco. E, praticamente cada país teve a oportunidade de ver um jogador atuando no maior campeonato de basquete do mundo.

No Brasil não foi diferente. O pivô Nenê foi o primeiro a se beneficiar com a nova empreitada da NBA. Após uma excelente partida diante dos Estados Unidos, no Goodwill Games, em 2001, o jogador chamou a atenção dos olheiros norte-americanos pela sua força física e eficiência nos rebotes. Foi draftado em 2002, na sétima posição pelo Denver Nuggets.

No ano seguinte, foi a vez do armador brasileiro Leandrinho ser escolhido no Draft. O jogador havia encerrado a Liga Nacional como a revelação e segundo cestinha, atrás apenas de Oscar Schmidt, com uma média de 28 pontos por partida. O San Antonio Spurs o chamou na 28ª escolha, mas o Phoenix Suns acabou o contratando.

Em 2004, dois brasileiros foram para a loteria: os pivôs Rafael “Baby” Araújo e Anderson Varejão. Baby pegou a oitava escolha do Toronto Raptors, após uma excelente temporada na liga universitária pela BYU, mas não durou muito na NBA. Já Varejão, com seu cabelo estiloso e uma determinação inigualável dentro de quadra, faturou a 30ª escolha e se manteve até hoje na equipe de LeBron James, o Cleveland Cavaliers.

Porém, nenhum desses jogadores participou da Seleção Brasileira no Pré-Olímpico Mundial. O Brasil precisava chegar entre os três primeiros da competição para conseguir a vaga para Pequim. Para isso, era necessário superar a Alemanha nas quartas-de-final e depois vencer na semifinal ou, caso perdesse, na disputa de terceiro lugar.

Entretanto, na seleção da Alemanha havia dois jogadores que atuam na NBA. Um deles, em especial, foi eleito o MVP da temporada 2006/2007, o primeiro europeu a conseguir esse feito. O ala do Dallas Mavericks, Dirk Nowitzki, fez a diferença e conseguiu eliminar o Brasil nas quartas-de-final do Pré-Olímpico Mundial.

Com certeza, se o Brasil tivesse levado os três jogadores da NBA, o jogo teria sido mais parelho. Os alemães teriam que se preocupar com as infiltrações do Leandrinho, deixando assim os Marcelinhos com mais espaço para jogar. Fora, a tranqüilidade de saber que o rebote estaria mais fácil nas mãos de Nenê e Varejão, e Nowitzki seria mais bem marcado.

Numa análise bem superficial, o panorama do jogo entre Brasil e Alemanha foi o seguinte: eles tinham um jogador da NBA no elenco, mas o Brasil não.

Contato do Guilherme Buso


O caminho para a redenção
Publicado por Guilherme Buso Julio 16 2008, 11:06 AM

NBAE/Getty Images
Os EUA se sentem na obrigação de vencer em Pequim, afinal, eles são os criadores do esporte e donos da maior liga de basquete do mundo, a NBA.
Nesta semana, o basquete brasileiro terá sua última oportunidade de se classificar para os Jogos Olímpicos de Pequim. A preocupação é grande porque há 12 anos a Seleção masculina não participa das Olimpíadas. A vontade dos jogadores, comissão técnica, dirigentes e torcedores é de que o Brasil consiga a vaga olímpica, porém a pergunta certa para se fazer agora é: será que nós merecemos ir para Pequim?

Eu tive a oportunidade de assistir o documentário produzido pela ESPN, em parceria com a Nike, “Road to Redemption” (em inglês, Caminho para a Redenção). Ele mostra como está sendo a preparação da seleção masculina de basquete dos Estados Unidos para os Jogos e, ainda, revive momentos como os fracassos em Atenas 2004 e no Mundial do Japão 2006, além da vitória no Pré-Olímpico das Américas no ano passado.

Os EUA se sentem na obrigação de vencer em Pequim, afinal, eles são os criadores do esporte e donos da maior liga de basquete do mundo, a NBA. Para isso, toda uma nova estrutura foi criada a partir de 2005.

Para começar, a comissão técnica foi mudada. Os técnicos da NBA passaram a ser auxiliares do treinador da Universidade de Duke, Mike Krzyzewski. Muitos podem achar um absurdo, mas o intuito da seleção norte-americana é de aprender e aperfeiçoar o estilo de jogo internacional, que vem os superando nos últimos anos. A maneira de jogar na NCAA é bem mais parecida com a mundial.

É claro que Mike Krzyzewski não é um treinador qualquer. Com Duke, ele já conquistou 3 títulos nacionais e foi parte da comissão técnica norte-americana nos Jogos Olímpicos de Barcelona, em 1992, ano do “Dream Team”. É impressionante notar o respeito que os jogadores têm pelo Coach K, como é conhecido. Só para ressaltar, ele é técnico das categorias de base nos EUA, se é que possível traçar um paralelo.

Outro aspecto que envolve a nova estrutura é o compromisso dos jogadores com a seleção. Coach K convocou para a primeira fase dos treinamentos, na véspera do Mundial no Japão, 24 jogadores. Entre eles, as três novas sensações da NBA, LeBron James, Carmello Anthony e Dwyane Wade.

Esses jogadores fizeram um acordo com a comissão técnica de que até a Olimpíada de Pequim eles fariam parte integral da seleção. O foco não era mais convocar 12 jogadores para participar dos torneios e sim, formar uma equipe que jogasse da mesma forma, com um único objetivo: a medalha de ouro olímpica.

A prova da união desse grupo se deu em dois momentos, ambos no Pré-Olímpico das Américas. A primeira foi quando houve as inclusões de Kobe Bryant e Jason Kidd no elenco. Os dois fizeram questão de participar da seleção norte-americana e os jogadores os receberam muito bem.

E a segunda, foi a demonstração de companheirismo e dedicação do ala/armador Dwyane Wade. Ele havia sido cortado do time, devido a uma lesão no ombro, mas mesmo assim, foi a Las Vegas apoiar seus colegas de time.

Além do trabalho duro dentro de quadra, os jogadores e comissão técnica dos EUA tiveram palestras com soldados recém-chegados do Iraque e com um dos líderes do Dream Team, o armador Magic Johnson. Em ambas as oportunidades, os ídolos da NBA ouviram sobre a importância e o orgulho de representar uma nação.

Depois de todas essas informações, de todo o trabalho que os EUA fazem para retornar ao topo mais alto do pódio, a pergunta surge novamente. O Brasil, após três Olimpíadas sem participar, merece a vaga para Pequim?

O “caminho para a redenção” norte-americano pode ser também tema para a recuperação do basquete brasileiro. Enquanto os EUA tiveram apenas três anos para se reestruturar e achar uma seleção ideal, o Brasil, por outro lado, já passou 12 anos fora da Olimpíada e mais de duas décadas sem uma conquista importante, como o título do Pan-Americano de Indianápolis.

Merecendo ou não, estaremos na torcida para a nossa Seleção nesse Pré-Olímpico Mundial. E como uma forma de motivação para os jogadores e também para os grandes fãs do basquete, vale a pena conferir o documentário “Road to Redemption”, que é possível de achar no link da NBA TV.

Contato do Guilherme Buso


A luta por mais uma chance
Publicado por Guilherme Buso Julio 8 2008, 3:28 PM

NBAE/Getty Images
O ala Marcus Vinicius será o único brasileiro a tentar uma nova oportunidade na NBA. A partir da semana que vem, o jogador fará parte do elenco do Phoenix Suns na Summer League.
Na NBA, segundas chances não acontecem com muita freqüência. A liga possui uma quantidade enorme de atletas para completarem a lista de 15 jogadores de cada franquia. Um arremesso desperdiçado, um passe errado ou uma simples bobeada no rebote defensivo pode significar uma temporada inteira no banco de reservas, ou até mesmo, a dispensa do time.

Para não serem injustos com futuros talentos e, também, para dar uma segunda chance a alguns jogadores, a NBA criou a Liga de Desenvolvimento (NBDL), durante a temporada regular, e no período de férias, a Summer League (Liga de Verão). Em ambas as competições, os jogadores que tiverem bons desempenhos podem ser chamados para completar os times na liga principal.

O ala Marcus Vinicius será o único brasileiro a tentar uma nova oportunidade na NBA. A partir da semana que vem, o jogador fará parte do elenco do Phoenix Suns na Summer League.

Esta será a terceira oportunidade de Marcus Vinicius na liga norte-americana. Em 2006, ele foi escolhido pelo New Orleans Hornets na 43ª posição do Draft. O jogador atuou apenas 13 jogos na temporada 2006/2007 e foi enviado à equipe da NBDL, Tulsa 66ers, para ter mais desenvolvimento em quadra.

Na temporada 2007/2008, os Hornets o convidaram para retornar ao time e Marcus Vinicius repetiu a mesma quantidade de partidas do ano anterior. No final do campeonato, o atleta brasileiro foi envolvido numa negociação de três franquias e foi parar no Memphis Grizzlies, onde não participou de nenhum jogo até ser dispensado.

Ao todo, o jogador disputou apenas 26 jogos na NBA, com uma média de seis minutos e quase dois pontos por partida. Na NBDL, o jogador teve mais oportunidade de jogar e obteve uma boa média de minutos por jogo (33,3), pontos (16,8) e rebotes (6,7).

Agora, Marcus Vinicius terá que mostrar à comissão técnica do Phoenix Suns todo seu talento em cinco partidas, entre os dias 10 e 20 de julho, na cidade de Las Vegas. A estréia do Suns na Summer League será contra o Houston Rockets, no dia 14.

Boa sorte ao ala brasileiro Marcus Vinicius!

Contato do Guilherme Buso


Jogando contra uma estrela da NBA
Publicado por Guilherme Buso Junio 28 2008, 4:37 PM

NBAE/Getty Images
Aos 15 anos, Mayo estava na oitava série, mas já era titular da equipe principal de seu colégio. Nos Estados Unidos, isso significa jogar contra atletas com quase cinco anos de diferença.
É comum no nosso dia-a-dia, ouvirmos as pessoas se gabarem ao dizerem que são amigos, parentes ou conhecidos de alguma personalidade. No esporte não é diferente. Na verdade, os atletas não dizem que conhecem e sim, que já jogaram contra ou até no mesmo time do tal craque. Muitas vezes, gostam inclusive de aproveitar para fazer algumas críticas como, “ele não joga nada, sempre foi meu reserva”. Mas, a sensação de vermos conhecidos anônimos tornarem-se famosos é muito boa.

Quando criança, eu me lembro de ouvir um grande amigo do meu pai, o armador da Seleção Brasileira da década de 80, Nilo, contar como foi enfrentar um jovem e magrelo ala, que vestia a camisa 09 da seleção dos Estados Unidos nos Jogos Pan-Americanos de 1983. Ele se chamava Michael Jordan e seria, anos depois, o maior jogador de basquete de todos os tempos.

Situação parecida aconteceu comigo muito recentemente. Um jogador que enfrentei, quando fiz High School nos Estados Unidos, acabou de ser escolhido no Draft. É claro que não estou falando de nenhum MJ. E nem sei se esse novo rookie chagará a ser um All-Star. Entretanto, para que você não ache que estou exagerando, comprovarei com números o que esse garoto já fez, muito antes de chegar na NBA.

Em 2002, tive a oportunidade de fazer intercâmbio nos Estados Unidos. Eu freqüentei a Casey County High School, na pequena cidade de Liberty, Kentucky. Naquele ano, LeBron James era o grande sensação colegial norte-americana, porém nas revistas especializadas em basquete era possível ver o nome do ala da Rose Hill Christian School, OJ Mayo, ser comparado com o “rei”.

Aos 15 anos, Mayo estava na oitava série, mas já era titular da equipe principal de seu colégio. Nos Estados Unidos, isso significa jogar contra atletas com quase cinco anos de diferença. Era notória a desenvoltura do garoto, que já tinha o arremesso perfeito e enterrava como gente grande.

Foi exatamente nessa situação que meu timinho de Casey County teve que encarar o jovem, forte e muito talentoso OJ Mayo, num torneio de pré-temporada. Não preciso nem dizer quem ganhou a partida, nem dizer se Mayo foi o melhor jogador do jogo. O que importa é analisar o quanto esse garoto merecia chegar na NBA.

Desde os 14 anos de idade, já era tido como astro do basquete. Foi o melhor jogador colegial três anos seguidos, do estado de Ohio (Sophomore e Junior) e de West Virginia (Senior). Foi recrutado pela USC, onde jogou apenas um ano, anotando 20 pontos por partida e quebrando muitos recordes como freshman.

Mesmo sabendo do talento que possuía, do status que tinha e da possibilidade futura de se tornar astro de NBA, o jovem jogador de Kentucky não perdeu a humildade e continuou trabalhando para chegar lá. Resultado: a terceira escolha do Draft e contrato com o Memphis Grizzlies.

Eu já joguei contra OJ Mayo...

Contato do Guilherme Buso


Campeões não são número um no Draft
Publicado por Guilherme Buso Junio 28 2008, 7:01 AM

NBAE/Getty Images
A Universidade de Kansas, campeã de 2008, só foi ter um jogador no Draft 2008 na 13ª escolha. Foi o caso do armador Brandon Rush, novo atleta do Portland Trail Blazers.
Geralmente, jogadores que conquistam títulos com suas equipes são considerados os melhores jogadores de uma competição. Na NBA, por exemplo, o MVP da final é sempre do time campeão.

No Draft, no entanto, isso não acontece. Pelo vigésimo ano consecutivo, o campeão da NCAA (Liga Universitária) não conseguiu colocar seu melhor jogador na primeira posição da loteria. Ironicamente, a escolha número um deste ano foi de Derrick Rose, da Universidade de Memphis, segunda colocada no Final Four. O jogador foi para o Chicago Bulls.

A Universidade de Kansas, campeã de 2008, só foi ter um jogador no Draft 2008 na 13ª escolha. Foi o caso do armador Brandon Rush, novo atleta do Portland Trail Blazers.

Desde 1988, as franquias da NBA não têm optado por recrutar jogadores campeões universitários. Naquele ano, o Los Angeles Clippers contratou o ala Danny Manning, coincidentemente, da Universidade de Kansas, vencedora do Final Four.

Durante esses 20 anos, situações curiosas também aconteceram. Em cinco oportunidades, os clubes da NBA nem sequer escolheram jogadores campeões da NCAA.

Em 2006, quando o pivô italiano Andréa Bargnani foi o número um, a universidade de Florida não teve atletas draftados. O mesmo aconteceu em 1997. O pivô de Wake Forrest, Tim Duncan, foi para o San Antonio Spurs, mas os jogadores de Arizona não foram escolhidos.

Em 1994, a Universidade de Purdue nem se classificou para o Final Four, mas o ala Glenn Robinson conseguiu a posição número um do Draft. Azar dos campeões, Arkansas, que ficaram de fora da loteria.

As outras duas ocasiões que as equipes campeãs universitárias não tiveram atletas draftados ocorreram em dois anos consecutivos, 1990 e 1991. O título da NCAA foi para UNLV em 90, mas o ala Larry Johnson, o grande ídolo do time só concorreu ao Draft no ano seguinte, quando inclusive foi a primeira escolha do Charlotte Hornets. No ano de L.J., Duke foi a campeã do Final Four e, curiosamente, também não teve jogadores na NBA após o título.

Contato do Guilherme Buso


Remando contra a maré
Publicado por Guilherme Buso Junio 26 2008, 10:09 AM

NBAE/Getty Images
Chris Bosh atua na posição 4 e de vez em quando na 3, quando joga ao lado do esloveno Rasho Nesterovic e do italiano Andrea Bargnani, no Toronto Raptors.
Durante as décadas de 80 e 90, a maior reclamação dos críticos do basquete brasileiro era a falta de pivôs. Na verdade, sempre tivemos bons jogadores na posição, os chamados “carregadores de piano”, que auxiliavam muito nos rebotes e no sistema ofensivo, porém não eram efetivos puxadores de pontos.

Atualmente, se analisarmos os cinco grandes nomes do basquete nacional, três deles são pivôs: Anderson Varejão, Nenê e Tiago Splitter. A solução para o aumento da estatura do time brasileiro e a segurança nos garafões foi finalmente resolvida.

No entanto, nas outras equipes fica evidente a falta da necessidade de se ter no elenco tantos atletas nas posições 4 e 5. Nesta semana, os Estados Unidos anunciaram a equipe que representará o país nos Jogos Olímpicos de Pequim. Dentre os doze jogadores convocados, três são pivôs, sendo que apenas um deles é, de fato, um “center” (pivô em inglês).

Chris Bosh atua na posição 4 e de vez em quando na 3, quando joga ao lado do esloveno Rasho Nesterovic e do italiano Andrea Bargnani, no Toronto Raptors. O mesmo acontece com Carlos Boozer, do Utah Jazz, que não é um pivô fixo, pois é titular junto com o turco Mehmet Okur. Sendo assim, Dwight Howard do Orlando Magic é o único 5 da seleção norte-americana.

Por outro lado, na Seleção Brasileira que tentará a vaga olímpica no próximo mês, o técnico Moncho Monsalve poderá contar com cinco pivôs. Além disso, os considerados alas Marcus Toledo e Jonathan Tavernari, ultimamente, vêm atuando na posição 4, e não na 3 como foram anunciados na convocação.

Marcus foi utilizado pelo técnico Lula Ferreira nos Jogos Pan-Americanos de 2007, como segundo pivô. E Jonathan, fez a posição 4 nos últimos jogos da BYU este ano. Portanto, dos 12 atletas do Brasil, sete podem ser pivôs.

Baseado nesse fato, podemos fazer uma outra análise: a falta de alas no basquete nacional. Marcelinho Huertas, Fúlvio, Marcelinho Machado, Alex e Duda, além de Leandrinho e Valtinho que estão fora da equipe, não são jogadores para atuar na posição 3. Eles não podem ser considerados laterais ou alas, como Oscar, Marcel, Rogério e Vanderlei eram na Seleção.

Está certo que no basquete atual, os jogadores precisam ser cada vez mais versáteis e atuar em diversas posições. Porém, a comparação entre as duas seleções existe. Se os Estados Unidos ainda são realmente a referência no basquete mundial, o Brasil está indo no sentido contrário, “remando contra a maré”.

Contato do Guilherme Buso


Sem esperanças no Draft deste ano
Publicado por Guilherme Buso Junio 24 2008, 9:56 AM

NBAE/Getty Images
A temporada 2008/2009 da NBA continuará com apenas três jogadores brasileiros: Nenê do Denver Nuggets, Leandrinho do Phoenix Suns e Anderson Varejão do Cleveland Cavaliers
Pela primeira vez desde 2002, o basquete brasileiro não terá representantes no Draft da NBA. A liga profissional norte-americana divulgou a lista oficial com os nomes dos jogadores que poderão ser escolhidos pelas 30 franquias da NBA, no dia 26 de junho.

A falta de atletas brasileiros na lista oficial já era esperada, pois durante esse período, os jogadores, que possivelmente arriscariam entrar no Draft, estarão representando o país no Pré-Olímpico Mundial.

Pela idade, apenas dois jogadores da Seleção Brasileira atual teriam condições de entrar na loteria da NBA. Os alas Jonathan Tavernari, da BYU (EUA), e Marcus Toledo, do Tarragona (ESP), são as futuras promessas do basquete nacional a tentarem uma vaga na NBA. O pivô Paulão, que pediu dispensa da equipe do Pré-Olímpico, também seria outro possível candidato ao Draft.

Sendo assim, a temporada 2008/2009 da NBA continuará com apenas três jogadores brasileiros: Nenê do Denver Nuggets, Leandrinho do Phoenix Suns e Anderson Varejão do Cleveland Cavaliers. Respectivamente, escolhidos no Draft em 2002, 2003 e 2004.

Além desses três jogadores, o basquete brasileiro conseguiu, recentemente, mais três escolhas no Draft da NBA. Em 2004, Rafael “Baby”Araújo foi para o Toronto Raptors, na oitava chamada. No ano seguinte, Marcus Vinicius foi draftado pelo New Jersey Nets, na 22ª escolha. E na temporada passada, o pivô Tiago Splitter conseguiu ser a escolha número 28 do San Antonio Spurs.

Tiago foi outra decepção para os fãs da NBA. O jogador desistiu de se juntar ao San Antonio Spurs nesta próxima temporada, após acertar um contrato por mais quatro anos com o Tau Cerâmica (ESP).

A única boa notícia para o torcedor brasileiro é que no Draft 2008, a lista é composta somente por atletas norte-americanos e europeus. Assim como o Brasil, a Argentina também não conseguiu colocar nenhum jogador na loteria deste ano. Menos mau...

Contato do Guilherme Buso


Leandrinho também está fora do Pré-Olímpico
Publicado por Guilherme Buso Junio 19 2008, 2:20 AM

NBAE/Getty Images
Ele disse que gostaria muito de ajudar o Brasil a conquistar a tão sonhada vaga olímpica, mas não tinha certeza se poderia ir, devido a sua lesão.
Há alguns dias, o armador do Phoenix Suns, Leandrinho, esteve em meu antigo colégio, em Santo André, para o lançamento de sua escolinha de basquete. Com o ginásio lotado de crianças esperando para ver o craque da NBA, era emocionante imaginar que, depois de muitos anos, o Brasil tinha um novo ídolo no esporte da bola laranja.

Após as homenagens feitas ao jogador, foi aberto um espaço para que a garotada pudesse perguntar o que quisessem a ele. Evidentemente, a primeira questão foi sobre a sua ida ao Pré-Olímpico Mundial e a resposta foi bastante parecida com a do comunicado que o técnico da Seleção Brasileira, Moncho Monsalve, recebeu nesta terça-feira. Ele disse que gostaria muito de ajudar o Brasil a conquistar a tão sonhada vaga olímpica, mas não tinha certeza se poderia ir, devido a sua lesão.

Para a decepção de muitos, o maior astro do basquete nacional se juntará aos outros cinco jogadores que já haviam pedido dispensa da Seleção. Nenê, Anderson Varejão, Guilherme Giovanonni, Valtinho, Paulão e, agora, Leandrinho assistirão a competição de casa. Situação que deverá incomodá-los demais, já que a vontade deles, sem dúvida, era a de servir o seu País.

Uma Seleção que não poderá contar com os três astros da NBA, os embaixadores do basquete no País, perde muito. Não somente dentro de quadra, mas principalmente, na promoção do esporte.

É notória a falta de ídolos no basquete nacional e é preocupante a necessidade de se encontrar espelhos para motivar os futuros jogadores. Uma classificação para os Jogos Olímpicos de Pequim seria a grande alternativa para a mudança do panorama que o esporte se encontra hoje: falta de apoio, de títulos de expressão e grandes revelações dentro de quadra.

Se na Seleção Brasileira de futebol, Ronaldinho Gaúcho e Kaká podem pedir dispensa de competições sem expressão, como a Copa América, no basquete, definitivamente, essa não era a hora certa para ficar do lado de fora.

Contato do Guilherme Buso


Celtics acabam com Lakers e levam o título
Publicado por Guilherme Buso Junio 18 2008, 2:59 AM

NBAE/Getty Images
Festa do trio Garnett, Allen e Pierce, também campeões pela primeira vez. Fim do jejum de 22 anos dos Celtics
Os esperançosos torcedores do Los Angeles Lakers acreditavam no que, segundo as estatísticas, era quase impossível. Dos 34 times que chegaram a final da NBA perdendo a série por 3 a 2, apenas um deles conseguiu vencer de virada. Foi o caso do Houston Rockets, em 1994, que bateu o New York Knicks no sexto e no sétimo jogo, conseguindo assim o seu primeiro título na história.

Na primeira jogada da quinta partida final da NBA, ele estava lá. Kobe Bryant, marcado por dois jogadores do Boston Celtics, abriu o placar com um arremesso de 2 pontos. Não foi só a primeira cesta, mas também uma seqüência de três arremessos certeiros de 3 pontos deram início a esse quinto jogo. No começo do primeiro quarto parecia que a sétima e decisiva partida estava por vir.

Se Kobe mostrava indícios de uma partida regular e eficiente, seu companheiro de time Pau Gasol errava lances bobos e desequilibrava o ataque dos Lakers. Enquanto isso, o Boston Celtics tinha uma atuação com poucos desperdícios.

O segundo quarto começou com uma pequena vantagem do Boston, 24 a 20. Nada demais para um jogo disputado, uma final de NBA. Porém, para os Lakers essa seria a menor diferença que eles iriam ver no placar dali em diante.

Com Gasol no banco de reservas e um Lamar Odom apagado, a defesa dos Celtics não tinha com o que se preocupar a não ser com o número 24 do time adversário. E foi exatamente isso o que aconteceu. Doc Rivers colocou James Posey na cola de Bryant e conseguiu anulá-lo. Nesse quarto, o craque dos Lakers errou cinco arremessos de quadra e teve duas bolas perdidas.

Os erros repetitivos de Bryant também continuaram no terceiro quarto. O ala ficou um pouco mais de 18 minutos sem fazer uma cesta. Reflexo disso: a falta de confiança tomou conta de todos os jogadores dos Lakers.

Em compensação, Ray Allen, James Posey e Eddie House acertaram 11 arremessos de 3, Rajon Rondo conseguiu marcar 21 pontos e até PJ Brown deu toco em Bryant. Isso sem falar em Garnett, que fez seu melhor jogo da série, com 26 pontos e 14 rebotes.

Resultado dessa brincadeira, um incrível 131 a 92, 39 pontos de diferença para o Boston Celtics. Banho de Gatorade em Doc Rivers, seu primeiro título na NBA. Festa do trio Garnett, Allen e Pierce, também campeões pela primeira vez. Fim do jejum de 22 anos dos Celtics. E Paul Pierce, que nem precisou jogar tão bem como nos outros jogos, foi eleito o MVP das finais.

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  • Brewer Dunk

    Cory Brewer steals the ball and goes coast-to-coast for the slam.
  • Cleaning the Glass

    Anthony Bennett cleans the glass with a major slam.
  • Ilyasova Circus Shot

    Ersan Ilyasova drives the basket and gets the circus shot to drop.
  • Rookie Duel: Parker v. Wiggins

    Jabari Parker and Andrew Wiggins, the two top picks in the 2014 NBA Draft, faced one another for the first time in the regular season.
  • Grizzlies vs. Lakers

    Marc Gasol (19 points, 11 rebounds) leads the Grizzlies to a 99-93 victory over the Lakers
  • Nuggets vs. Suns

    Gerald Green scores 24 points in the Suns 120-112 win over the Nuggets.
  • Bucks vs. Timberwolves

    Larry Sanders scores 15 points, grabs seven rebounds and adds five blocks to help Bucks to a 103-86 victory over the Timberwolves.
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    Manu Ginobili scores 28 points in the Spurs 106-100 win over the Pacers.
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    Manu Ginobili uses the window to get the layup and foul.
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    Ed Davis with another monstrous block on the Grizzlies.
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