Blog Squad: Guilherme Buso

Bem vindos à seção do "Blog Squad Brasil", uma coleção de matérias de opinião, de jornalistas, artistas, jogadores e especialistas em basquetebol ao redor do mundo, quem quer compartir os seus pensamentos e opiniões sobre a NBA com você. Aqui você poderá consultar as colunas de opinião de cada um dos nossos convidados especiais.

Os pontos de vista expressados no Blog Squad Brasil representam unicamente a visão daqueles que escrevem neste. Não representam a posição da NBA.com/Brasil, da NBA ou de alguma equipes da liga.


Guilherme Buso - Jornalista
Deu seus primeiros arremessos numa quadra de basquete aos 9 anos de idade. Desde então, disputou todos os campeonatos das categorias de base, atuou por uma temporada de High School nos Estados Unidos e foi parte da equipe adulta de Santo André até sua formação acadêmica como jornalista na Universidade Metodista de São Paulo. Produziu o documentário "Bola ao Cesto", que faz uma retrospectiva detalhada da Seleção Brasileira de basquete masculina. Foi repórter da TV Federação Paulista de Futebol, mas jogar, assistir e comentar os jogos da bola laranja sempre foram sua tarefa predileta. Atualmente, assumiu o cargo de assessor de comunicação da Liga Nacional de Basquete e escreve para a NBA desde 2007.
Blog Arquivo: 2009-10 | 2008-09 | 2007-08



Boa surpresa!
Publicado por Guilherme Buso 23 de fevereiro de 2011

Os torcedores de Nova Iorque já começam a imaginar como será assistir à equipe nos playoffs, situação que não acontece desde 2004.
NBAE via Getty Images
Os torcedores dos Knicks celebram a chegada do ala Carmelo Anthony, que, nesta segunda-feira, teve sua transferência confirmada do Denver Nuggets para o time de Nova Iorque. A negociação envolveu também uma série de jogadores. Além de receber Anthony, os Knicks levarão também os armadores Chauncey Billups e Anthony Carter, e os alas Shelden Williams e Renaldo Balkman.

Os Nuggets, do brasileiro Nenê, por sua vez, contarão agora com o ala Wilson Chandler, o armador Raymond Felton, o ala italiano Danilo Gallinari e o pivô russo Timofey Mozgov. Além deles, a equipe do Colorado terá o direito das escolhas da segunda rodada do Draft em 2012 e 2013 mais a primeira rodada de 2014.

A vinda de Carmelo Anthony é, sem dúvida, um grande marco para o processo de reformulação dos Knicks, que desde a chegada do pivô Amaré Stoudemire, tem sido um dos principais times da Conferência Leste. Entretanto, o grande feito da franquia de Nova Iorque foi poder ter trazido, junto com Melo, o experiente armador Chauncey Billups.

Na temporada 2008/2009, escrevi aqui no NBA Blogsquad que o Denver Nuggets passou a ter cara de time campeão quando trocou o craque polêmico, Allen Iverson, por Billups, que estava no Detroit Pistons. Minha previsão se concretizou, quando naquele playoffs, Billups e os Nuggets foram até a final da Conferência Oeste, perdendo para o campeão de 2009, os Los Angeles Lakers.

Com esse novo trio, os Knicks se fortalecem bastante e vão dar muito trabalho nos playoffs desta temporada. O objetivo não é o título, ainda. Mas a reformulação do time de Nova Iorque está acelerada e com alguns reforços, a equipe, definitivamente, será elevada a um dos principais times no próximo campeonato.

Com Carmelo, Amaré e Chauncey, os nova-iorquinos já começam a ficar arrogantes novamente e a imaginar como será torcer para o time nos playoffs, situação que não acontece desde 2004, quando os Knicks perderam para o New Jersey Nets logo na primeira fase.



LA, baby!
Publicado por Guilherme Buso 18 de fevereiro de 2011

Dallas superou as expectativas de público e do espetáculo em si, mas o All-Star Game de Los Angeles 2011 deve ser melhor tecnicamente e estar repleto de celebridades nas arquibancadas.
NBAE via Getty Images
Eu tive a fantástica oportunidade de acompanhar o All-Star Game da NBA de 2010, em Dallas, um evento incrível em todos os sentidos. Tecnicamente, ele deixou a desejar, o Torneio de Enterradas foi bem fraco, os outros desafios não tiveram nada que chamasse a atenção e o Jogo das Estrelas, em si, não teve nada demais, apesar do equilíbrio e o placar alto (141 a 139 para o Leste).

No entanto, o All-Star Game de 2010 entrou para a história da NBA, e, lógico, para minha vida também, no quesito espetáculo, principalmente, no último dia. A partida entre Leste e Oeste foi realizada no moderno estádio do Dallas Cowboys, de futebol americano. Parecia impossível que as arquibancadas ficariam lotadas, quando eu entrei no estádio, mas, sim, ele ficou completamente chapado. O evento teve a presença de 108.713 fãs, estabelecendo o novo recorde de público numa partida de basquete.

Falando em espetáculo, os shows que foram realizados durante o evento foram muito além do esperado. Na apresentação dos times, Usher ditou o ritmo, enquanto os jogadores de ambas as equipes surgiam do chão do palco. No intervalo, Alicia Keys e Shakira fizeram performances sensacionais, que poderiam ser vistas em Full HD no imenso telão de 2241 polegadas no meio do estádio.

Fica difícil de comparar e esperar algo mais grandioso do que aconteceu no último Jogo das Estrelas em Dallas. Mas, a NBA é sábia e sabendo disso, colocou o All-Star Game 2011 em Los Angeles, capital mundial do entretenimento.

Não haverá, dessa vez, jogo num estádio de futebol americano para mais de 100 mil pessoas e o show do intervalo será bem mais simples, com performance de Lenny Kravitz (lembra dele?). Mas, o interessante de um evento em LA é a quantidade de celebridades que estará no ginásio acompanhando as estrelas do basquete. Uma motivação a mais, não é verdade?

Tecnicamente, a competição deste ano deve ser superior que da edição anterior. No Campeonato de Enterradas, o pivô dos Los Angeles Clippers, Blake Griffin, deve chamar a atenção; nas habilidades, os principais armadores estarão na disputa; e nos 3 pontos, os jogadores do Celtics, Ray Allen e Paul Pierce, odiados pela torcida do Lakers (no estilo Nezinho, em Franca), dividirão a quadra com a sensação Kevin Durant.

No domingo, o dono da casa Kobe Bryant lidera um selecionado bem interessante do Oeste, com Ginobili, Durant, Westbrook, Griifin e Love mais as estrelas de sempre como Duncan, Carmelo e Nowitzki. Do outro lado, o quarteto dos Celtics, com Garnett, Pierce, Allen e Rondo, terão o trio de Miami, com James, Wade e Bosh, como os principais destaques da equipe do Leste.

Pena que eu não vou dessa vez.



Sem Nenê, por enquanto
Publicado por Guilherme Buso 04 de fevereiro de 2011

Nenê ainda tem chance de entrar no All-Star Game se a NBA convocá-lo para substituir o chinês Yao Ming, lesionado
NBAE via Getty Images
A esperança dos brasileiros era muito grande, mas a NBA não atendeu às expectativas. Pelo menos por enquanto. A Liga profissional norte-americana divulgou, nesta quinta-feira, os 14 jogadores reservas que estarão na disputa Leste contra Oeste do All-Star Game, no dia 20 deste mês, e o pivô do Denver Nuggets, Nenê, ficou de fora.

Nenê vem fazendo sua melhor temporada na NBA. O pivô tem médias de 15,1 pontos e 7,3 rebotes por partida mais um incrível aproveitamento de 64,1% nos arremessos de quadra. Números de All-Star.

No entanto, o brasileiro ainda tem chances de ser escolhido para o jogo, pois o pivô mais votado no lado Oeste, o chinês Yao Ming, está lesionado. Cabe agora ao comissário da NBA, David Stern, escolher quem será o substituto de Yao. Além de Nenê, alguns jogadores como Steve Nash (Phoenix Suns), Kevin Love (Minnesota Timberwolves) e LaMarcus Aldridge (Portland Trail Blazers) também entram forte nessa disputa pela vaga.

O time do Oeste está escalado com os titulares: Chris Paul (New Orleans Hornets), Kobe Bryant (Los Angeles Lakers), Carmelo Anthony (Denver Nuggets), Kevin Durant (Oklahoma City Thunder) e Yao Ming (Houston Rockets). Completando o time estão Tim Duncan (San Antonio Spurs), Pau Gasol (Los Angeles Lakers), Russell Westbrook (Oklahoma City Thunder), Blake Griffin (Los Angeles Clippers), Manu Ginobili (San Antonio Spurs), Dirk Nowitzki (Dallas Mavericks) e Deron Williams (Utah Jazz).

Os titulares da equipe Leste são Derrick Rose (Chicago Bulls), Dwyane Wade (Miami Heat), LeBron James (Miami Heat), Amaré Stoudemire (New York Kincks) e Dwight Howard (Orlando Magic). Os reservas que completam a equipe serão o quarteto do Boston Celtics, formado por Ray Allen, Paul Pierce, Rajon Rondo e Kevin Garnett, mais Chris Bosh (Miami Heat), Al Horford (Atlanta Hawks) e Joe Johnson (Atlanta Hawks).



NBA e NBB
Publicado por Guilherme Buso Janeiro 19 2011

Ned Dishman é o fotógrafo oficial do Washington Wizards (NBA), Washington Mystics (WNBA) e Washington Redskins (NFL)
Ned Dishman/NBAE via Getty Images
Não é preciso explicar muito para chegar a conclusão de que a NBA é uma liga que se destaca dentre todas as outras no cenário esportivo mundial. Não são só os atletas de alto nível que fazem da liga norte-americana uma referência, mas também, tudo o que eles tem em sua estrutura organizacional.

Por esse motivo, federações, confederações e ligas sempre buscam o aperfeiçoamento inspirados na NBA. E não deve ser diferente. Quanto mais próximos eles chegarem da NBA, a certeza é maior de realizar um campeonato de sucesso.

Numa iniciativa pioneira, a Liga Nacional de Basquete (LNB) organizará um workshop com o fotógrafo da NBA, Ned Dishman, durante o Jogo das Estrelas do NBB 2011. Nos dias 28 e 29 de janeiro, Dishman orientará o curso, que será voltado totalmente para a fotografia do basquete.

Cerca de 30 fotógrafos de diversos estados do Brasil terão a oportunidade de aperfeiçoarem suas técnicas de fotografia com um dos melhores fotógrafos da liga norte-americana. Com certeza, será uma experiência muito especial que a LNB proporcionará aos profissionais de imprensa brasileiros.

Biografia de Ned Dishman

Ned Dishman é um fotógrafo especializado em esportes. No momento, Ned vive em Washington DC, capital dos Estados Unidos, e trabalha como fotógrafo oficial do Washington Wizards (NBA), Washington Mystics (WNBA) e Washington Redskins (NFL). Além do trabalho que ele realiza nos jogos dessas equipes, ele também faz a cobertura fotográfica de outros eventos, como coletivas de imprensa e ações sociais na comunidade.

Enquanto cursava a Universidade de Tulane, em New Orleans, Ned trabalhava para o departamento atlético da universidade cobrindo diversos eventos esportivos e os jogos do New Orleans Hornets (NBA). Esses primeiros trabalhos o ajudaram a descobrir sua verdadeira paixão pela fotografia de basquete.

Depois de se formar, Ned foi contratado para ser assistente da divisão de fotografia da NBA Entertainment. Durante esse tempo, trabalhou com fotógrafos renomados da NBA, como Nathaniel S. Butler e Andrew D. Bernstein, e pôde cobrir os principais eventos da Liga, como os Playoffs, a Final e o All-Star Game.

Em 2007, Ned mudou-se para Washington D.C. para trabalhar para o Washington Wizards e o Washington Mystics. Desde então, ele vem construindo uma carreira que o coloca entre os principais fotógrafos da NBA. Utilizando um estilo de iluminação diferenciado nos ginásios com anos de experiência produzindo imagens com câmeras de controles remotos, Ned continua criando novas e interessantes imagens para seus clientes.

Além do seu trabalho na NBA, Ned também fez cobertura para Getty Images, Nike Basketball, Jordan Brand e ESPN Rise Magazine. Seus trabalhos já foram publicados na Sports Illustrated, ESPN Magazine, USA Today, Slam Magazine e, mais frequentemente, na NBA.com.



Perigo
Publicado por Guilherme Buso Janeiro 10 2011

Varejão precisa correr contra o tempo para poder se recuperar para o Pré-Olímpico das Américas, em Mar Del Plata, entre os dias 30 de agosto e 11 de setembro.
Garrett Ellwood/NBAE via Getty Images
Quando ouvi que o pivô do Cleveland Cavaliers, Anderson Varejão, rompeu o tendão do tornozelo direito e ficaria fora do resto da temporada 2010/2011 da NBA me bateu uma preocupação enorme. A lesão de Varejão pode dificultar sua preparação para o Pré-Olímpico das Américas de 2011, que será realizado em Mar Del Plata (ARG), entre os dias 30 de agosto e 11 de setembro, competição que será a grande chance da Seleção Brasileira de conseguir a vaga para a Olimpíada de Londres 2012.

O pivô capixaba vinha fazendo uma boa temporada com o fraco time dos Cavs, que ainda sofre muito com a perda de seu principal jogador, o ala LeBron James. Varejão tinha médias 9,1 pontos e 9,7 rebotes no campeonato.

É claro que a saída de James foi importante para que o brasileiro tivesse mais tempo e liberdade em quadra. Mas, no basquete é muito importante estar bem fisicamente e com a moral elevada. No último Mundial, vimos um Varejão que não estava recuperado de uma lesão no mesmo tornozelo e, com isso, não se sentia seguro para correr, pular e, principalmente, desenvolver seu basquete ofensivo, que já não é seu forte.

Por mais que muitos critiquem Anderson Varejão pela sua falta de presença ofensiva, a Seleção Brasileira perde muito sem o pivô. Defensivamente, o jogador dos Cavs é um dos melhores do basquete mundial. E, além disso, Varejão consegue exercer muito bem o papel de líder da equipe.

Para conquistarmos a sonhada vaga olímpica precisaremos de todos os nossos principais jogadores, saudáveis e focados. Anderson Varejão é, sem dúvida, um dos principais nomes da lista que o técnico argentino Rubén Magnano conta para partir em busca desse feito.

Só nos resta, agora, torcer para que a recuperação de Varejão seja bastante rápida para que ele tenha tempo de melhorar a forma física e voltar a ter a confiança que ele vinha mostrando nesta temporada da NBA.



O time da NBA
Publicado por Guilherme Buso Dezembro 8 2010

A NBA não quer que os Hornets saiam de New Orleans, diferente da história da franquia que já passou por Charlotte e Oklahoma City.
Greg Foster/NBAE via Getty Images
Pela primeira vez na história, a NBA terá o controle de uma franquia que disputa o campeonato profissional. A Liga anunciou, nesta semana, a compra do New Orleans Hornets e espera, agora, a aprovação do conselho de proprietários.

Essa situação já aconteceu no esporte norte-americano, quando a MLB (Major League Baseball) comprou o Montreal Expos e a vendeu para a criação do Washington Nationals. Dessa vez, no entanto, a NBA não tem o interesse de vendê-la tão facilmente.

Desde o início desta temporada, os Hornets vivem problemas financeiros e o atual dono da franquia, George Shinn, tenta vendê-la, porém, sem sucesso. O co-proprietário do time, Gary Chouest, tinha o interesse na aquisição, mas revelou, recentemente, que retirou sua intenção de comprar a outra parte das ações.

Por esse motivo, o comissário da NBA, David Stern, resolveu assumir o controle dos Hornets, visando “assegurar a estabilidade e o financiamento adequado da franquia”. A Liga, inclusive, já colocou uma pessoa responsável pela administração do “seu” novo time, o advogado Jac Sperling, que também é vice-presidente do Minnesota Wild, da NHL (Natonal Hockey League).

A aquisição feita pela Liga não será definitiva. O intuito da NBA é deixar a franquia mais atrativa para poder achar um comprador no futuro. No momento, os Hornets sofrem com uma crise de público nas partidas em casa. Nesta temporada, a média de torcedores no ginásio foi de “apenas” 13.800 pessoas, que significa pouco para os padrões da liga profissional norte-americana.

Outro fator que pesou na falta de interesse dos compradores foi o anúncio de que o principal jogador dos Hornets, o armador Chris Paul, estava interessado em sair. Paul é um dos grandes nomes da nova geração da NBA e sua saída poderia acabar com todas as chances de uma boa negociação pela franquia.

Segundo algumas fontes, as cidades de Seattle, Kansas City, Anaheim e Las Vegas estão interessadas na compra da equipe. Porém, Stern não é favorável ao deslocamento dos times, situação que já ocorreu algumas vezes com os Hornets. A franquia é original de Charlotte e, em 2002, se mudou para New Orleans. Três anos mais tarde, após o furacão Katrina, o time passou a jogar em Oklahoma City, voltando para Louisiana somente em 2007.

Stern acredita muito no potencial de New Orleans. Em 2009, o comissário organizou o All-Star Game na cidade e o evento foi considerado um sucesso. A NBA revela que possui o apoio tanto da prefeitura de New Orleans quanto do governo do estado da Louisiana e, com isso, está bastante confiante de que essa atitude trará frutos para os Hornets e para a Liga.



Difícil de não comparar
Publicado por Guilherme Buso Novembro 5 2010

Assim como Oden, Sam Bowie sofreu muitas lesões e sempre sentiu a pressão de ter sido escolhido no Draft antes de Michael Jordan.
NBAE/Getty Images
Há um ano, escrevi um post aqui no Blog Squad sobre o pivô do Portland Trail Blazers, Greg Oden. Lá, eu comparava Oden a Sam Bowie, jogador escolhido pelos Blazers na segunda colocação do Draft de 1984, à frente de ninguém menos que Michael Jordan (o terceiro colocado). Bowie teve uma carreira complicada na NBA, sofrendo diversas lesões e ficando conhecido como uma das piores escolhas da história da loteria.

A comparação com Greg Oden foi, talvez, exagerada na época. Treze anos após a escolha de Bowie, os Blazers escolheram Oden, um excelente pivô da Universidade de Ohio State. A decisão do time de Portland parecia correta, afinal, nunca existirá outro Jordan no mercado e ninguém imagina que um atleta possa sofrer tantas lesões quanto Bowie.

Porém, logo na primeira temporada como novato, Oden sofreu uma lesão no joelho direito e ficou fora de todas as partidas. No ano seguinte, mais uma lesão, dessa vez o pé direito, na estreia dos Blazers diante do Los Angeles Lakers. Foram mais 20 jogos afastado na liga norte-americana. Em 2009/2010, no dia 05 de dezembro (data do meu post), numa partida contra o Houston Rockets, o jogador lesionou o joelho esquerdo e ficou fora das quadras novamente.

Nesta temporada, o pivô nem estreou. Oden ainda sentia a lesão no joelho, por isso, nesta quinta-feira, a diretoria dos Blazers anunciou que ele passará por uma nova cirurgia e não poderá atuar neste campeonato. Incrível!

E, pior de tudo. A escolha número 2 do Draft de 2007 foi o ala Kevin Durant, do Oklahoma City, que não substituirá Michael Jordan, mas pode chegar bem perto disso.

Está cada vez mais difícil de não comparar.



Muchas Gracias, Oberto!
Publicado por Guilherme Buso Novembro 5 2010

Oberto conquistou o título da NBA com os Spurs, mas o seu grande trunfo foi com a Seleção Argentina com o ouro olímpico em Atenas 2004.
NBAE/Getty Images
A rivalidade entre brasileiros e argentinos existe há muito tempo, principalmente, no esporte. No basquete, então, o ódio é quase mortal, afinal, faz tempo que o Brasil não consegue superar a Argentina nos torneios mais importantes. Agora, temos que ser coerentes e admitir que nos últimos tempos os argentinos revelaram para o mundo da bola laranja craques históricos.

Por esse motivo, escrevo nessa coluna meus sinceros agradecimentos ao pivô argentino Fabricio Oberto, que nesta quinta-feira, abandonou as quadras devido a um problema cardíaco. Oberto, de 35 anos, se sentiu mal na última partida do seu time, o Portland Trail Blazers, diante do Milwaulkee Bucks e decidiu que era a hora de se aposentar.

Segundo ele: “Estou colocando minha saúde e minha família à frente do basquete. Foi uma decisão muito difícil de ser tomada depois de tantos anos jogando, mas foi a decisão correta”.

Admito que já fiquei muito irritado ao ver Oberto superar nossos pivôs no garrafão, com aquele estilo pouco físico, mas sempre eficiente de jogar basquete. O pivô tem no currículo o título da NBA da temporada 2006/2007, com o San Antonio Spurs, além de diversas conquistas nas Ligas Argentina, Grega e Espanhola por onde passou. Porém, o grande trunfo do ex-jogador foi com a Seleção da Argentina, conquistando o ouro olímpico em Atenas 2004, o bronze em Pequim 2008, e a prata no Mundial de 2002.

Por tudo que Oberto fez na carreira, fica aqui meu agradecimento e a esperança de que ele possa continuar dando alegrias não só para o povo argentino, mas também para o mundo do basquete, que sempre admirou seu trabalho.

Muchas Gracias, Oberto!



Uma classe muito talentosa
Publicado por Guilherme Buso Outubro 14 2010

Desde 2002, Leadrinho carrega a responsabilidade de liderar o basquete brasileiro.
NBAE/Getty Images
Eu me lembro muito bem da primeira vez que vi Leandrinho jogar. Foi em 1998, quando eu tinha 13 anos de idade e estava começando minha rápida e satisfatória carreira como jogador de basquete. Fui com minha família assistir ao jogo da categoria infanto-juvenil da APABA/Santo André contra o Palmeiras, no saudoso ginásio do Parque Duque de Caxias, hoje Celso Daniel. Lá estava o tal Leandro Barbosa, que víamos nas estatísticas da Federação Paulista de Basquete como o cestinha do alviverde e do campeonato estadual.

O armador magrinho e habilidoso destoava dos demais. Ele já era um grande ídolo para todos nós garotos, apesar das vaias e do desejo de ver o time de Santo André vencer o favorito Palmeiras. Não me lembro direito se ele foi cestinha nem quem saiu vitorioso do jogo, mas me recordo que o comentário geral era que ele seria o futuro do nosso basquete.

Muitos jogadores nas categorias de base já tiveram que carregar essa responsabilidade nas costas: “ser o futuro do basquete brasileiro”. A maioria não chega nem perto de atingir esse status, mas acho que Leandrinho foi o atleta que mais sentiu isso na pele.

O ala/armador se destacou cedo e provou que mesmo jovem já tinha condições de jogar no alto nível. Aos 19 anos, Leandrinho já estava na Seleção Brasileira que disputou o Campeonato Mundial de 2002, nos Estados Unidos. O jogador começou a competição como uma simples promessa e terminou como um dos principais nomes do basquete nacional.

A ascensão foi rápida demais e, consequentemente, as cobranças vieram também. Dizem que ele é fominha, que ele não sabe jogar coletivamente, que o arremesso dele não é bom, que ele não sabe marcar, que ele é arrogante, entre outras coisas.

Em toda competição que Leandrinho disputa com a Seleção Brasileira, a torcida sempre pega no pé. E na temporada passada, então, que o atleta ainda encontrou dificuldade no seu time da NBA, o Phoenix Suns. Muitas pessoas duvidaram do potencial dele.

Agora, ninguém se lembra desse mesmo Leandrinho, aos 20 anos de idade, sendo personagem principal do Tilibra/Bauru na conquista do título brasileiro de 2002, e aparecendo como o segundo cestinha da competição, atrás apenas do lendário Oscar Schmidt. No ano seguinte, esse mesmo garoto chegou à NBA, escolhido pelo Phoenix Suns na primeira rodada do Draft, e, mais tarde, conquistou o honroso título de “Melhor Sexto Homem” da temporada 2006/2007, com médias de 18 pontos, quatro assistências e 2,7 rebotes por partida.

Leandrinho é uma realidade do basquete mundial, não só em nível brasileiro. A ida para o Toronto Raptors será fundamental para o ressurgimento do ala/armador na NBA e nós brasileiros temos que torcer por isso. Estamos bem próximos de conseguir a sonhada vaga olímpica para Londres 2012, daqui menos de um ano, e precisamos estar com força total. Torcedores, críticos e fãs do basquete, queiram vocês ou não, Leandrinho ainda é o cara da nossa Seleção.



Uma classe muito talentosa
Publicado por Guilherme Buso Setembro 23 2010

O grande destaque do Draft 2010 é o quinteto da Universidade de Kentucky, liderados pelo número um, o ala/armador John Wall.
NBAE/Getty Images
A temporada 2010/2011 da NBA está bem perto de começar e, como em todo ano, muitos jogadores farão sua estreia na maior liga de basquete do mundo. A classe de rookies está cheia de talento e a expectativa é muito grande em cima de muitos deles.

Para começar a lista de novatos, o número um do Draft da temporada anterior, o pivô do Los Angeles Clippers, Blake Griffin, não jogou uma partida sequer no último campeonato, devido a uma lesão no joelho. Dessa maneira, o jogador entra com força total para rechear mais ainda a classe de rookies de 2010.

Outro destaque nessa turma talentosa é o brasileiro Tiago Splitter, que assim como Griffin, passou pelo Draft há um tempo, em 2007. O pivô chega para atuar no San Antonio Spurs nesta temporada com o status de MVP da segunda maior liga do mundo, a ACB da Espanha, e tem grandes chances de brigar entre os melhores novatos este ano.

Além dos dois, os selecionados no Draft em 2010 também são bastante talentosos. Os alas Evan Turner, do Philadelphia 76ers, e Wesley Johnson, do Minnesota Timberwolves, mais o pivô Derrick Favors, do New Jersey Nets, são nomes que devem se sobressair nessa turma.

Agora, o grande destaque entre os novatos desta temporada, com certeza, vai para o quinteto da tradicional Universidade de Kentucky. Desde 1957, 79 atletas de UK já foram “draftados” e pela primeira vez na história da NBA, uma única universidade conseguiu ter cinco jogadores escolhidos na primeira rodada, entre os 30 primeiros colocados, do Draft.

O time comandado pelo técnico John Calipari não conseguiu o título da NCAA (Campeonato Universitário), mas foi a sensação do basquete norte-americano no último campeonato. Fãs de todas as idades, incluindo artistas, rappers e outras celebridades, paravam para ver o jogo rápido e atlético do ala/armador John Wall e seus companheiros.

Wall foi o número um do Draft 2010, escolhido pelo Washington Wizards, e também entrou para a história de Kentucky por esse feito. Antes dele, o pivô Sam Bowie havia sido o melhor “draftado” de UK, sendo a segunda escolha do Portland Trail Blazers, em 1984. O engraçado desse caso, é que na terceira posição, o Chicago Bulls escolheu o ala da Universidade de North Carolina, Michael Jordan. Será que os Blazers se arrependeram disso?

Completando o quinteto de Kentucky, o pivô DeMarcus Cousins foi escolhido na quinta posição pelo Sacramento Kings; o ala/pivô Patrick Patterson foi o 14º pelo Houston Rockets; o armador Eric Bledsoe foi o 18º pelo Oklahoma City Thunder, mas foi trocado para o Los Angeles Clippers; e o pivô Daniel Orton foi o 29º pelo Orlando Magic.


NBA nas redes sociais

Vídeo

  • James Gets Busy

    Mike James abuses the defender with the sick step back jumper and drills the triple.
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  • Spurs Win Summer League Championship

    Becky Hammon leads the San Antonio Spurs to a championship in the Las Vegas Summer League. Jonathan Simmons wins Summer League Championship game MVP.
  • Spurs Win Summer League Championship

    Becky Hammon leads the San Antonio Spurs to a championship in the Las Vegas Summer League. Jonathan Simmons wins Summer League Championship game MVP.
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    Mike James makes the quick steal and goes in for the one-hand jam.
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