Adriano Albuquerque é jornalista esportivo e serviu como editor e repórter do site BasketBrasil (http://www.basketbrasil.com.br) por cinco anos, entre 2005 e 2010. Já passou pelas redações do diário LANCE! e do site Globoesporte.com, e cobriu diversos esportes como basquete, futebol americano, futebol, beisebol, streetball, tênis, vôlei e natação. Também foi assessor de imprensa da Federação de Futebol Americano do Rio de Janeiro e do Botafogo Mamutes. Atualmente, cobre MMA para o SporTV.com. É torcedor do Detroit Pistons desde os tempos dos Bad Boys de Isiah Thomas, Joe Dumars e Bill Laimbeer.

Faltou Feijão

O Indiana Pacers abriu 1 a 0 na série melhor de sete jogos das Finais da Conferência Leste no último domingo e pareceu um rolo compressor contra o atual bicampeão Miami Heat. Aproveitamento de 51,5% nos arremessos de quadra, 42,1% nos chutes de três pontos, 37 lances livres tentados, 107 pontos no total; nem parecia o mesmo time que quase deu adeus aos playoffs ainda na primeira rodada contra o limitado Atlanta Hawks e perigou dar emoção ao confronto semifinal contra o Washington Wizards. Na verdade, a explosão ofensiva dos Pacers não lembra nem mesmo o próprio time que conquistou a primeira posição na chave com defesa agressiva e um ataque apenas competente. Não espere muitos jogos parecidos no resto da série.

>> Muito Mais do que Confiança | Thunder X Spurs | Assita Ao Vivo!

Muito crédito aos cinco titulares dos Pacers, sem dúvida: reconheceram as aberturas na marcação do Heat e as atacaram sem hesitação, com confiança, única forma de evitar a rápida recuperação que torna Miami um dos times mais duros de se atacar. Muitos passes de toque, passes picados precisos no pick-n-roll, e leitura veloz nos cortes de fundo dos alas, por trás da defesa, explorando os buracos deixados pelas "armadilhas" do Heat. Paul George fez a maioria dos seus 24 pontos confundindo a defesa com sua movimentação e conseguiu suas sete assistências com essa consciência de quem estava aberto saindo de um bloqueio. Idem para as oito assistências de Lance Stephenson, todas saídas de seu pick-n-roll no alto do arco de três pontos.

Porém, ceder 107 pontos não é algo comum em Miami. Os microfones da ESPN captaram o treinador Erik Spoelstra repetir algumas vezes a seus jogadores: "Concentrem-se, cumpram o plano de jogo e eu garanto que venceremos este jogo". E ele estava certo. Quando a ajuda defensiva do Heat funcionou, saíram os 12 turnovers de Indiana, parte crucial de seu esquema; dali, saíram 15 pontos para Miami. O problema foi que Miami estava muito devagar na marcação; deu a impressão que faltou um pouco de feijão na refeição do dia. Muita confusão nas trocas de marcação, muito espaço deixado quando LeBron, Bosh ou Battier saíam para ‘trancar’ o jogador da bola no pick-n-roll alto. Ficou fácil para Paul George, George Hill, CJ Watson e Stephenson passar a bola para o jogador que fez o bloqueio, tanto que Frank Vogel passou a envolver mais Roy Hibbert nessas jogadas – normalmente prefere usar pick-n-roll secundários para que o pivô já receba a bola no garrafão. A ajuda chegava atrasada e... BUM! - falta do Heat, 37 lances livres tentados pelo Pacers.

Ofensivamente, Miami acertou 51,3% de seus arremessos e terminou a noite com 96 pontos marcados; normalmente, seria o bastante para derrotar Indiana. Todavia, há o que melhorar, e muito, nesse lado da quadra também. O principal problema do Heat no domingo foi que a bola de três pontos não estava caindo: apenas seis acertos em 23 chutes, a grande maioria sem marcação. Chris Bosh errou cinco deles. Spoelstra talvez devesse considerar seguir o plano dos Pacers com Hibbert e ativar seu pivô mais cedo, em suas posições preferidas (cotovelo e poste baixo esquerdo), para tentar recuperar sua confiança. Ele foi criticado por atuações abaixo da média contra Indiana no ano passado e é peça-chave para o Heat neste confronto. Dwyane Wade foi bem no geral e ainda teve pelo menos duas faltas a seu favor que foram ignoradas pela arbitragem, mas fez apenas um ponto no terceiro quarto e prejudicou seu time com arremessos forçados em isolamento - no primeiro tempo, alguns dos mesmos chutes caíram.

LeBron James teve uma atuação decente, mas espera-se mais do melhor jogador do mundo, principalmente na defesa. Se Spoelstra vai insistir em colocá-lo contra David West, James vai precisar de mais força para fechar a linha de passe direta para o ala-pivô e energia para voltar rápido à marcação quando sair nas dobras em cima do homem com a bola no pick-n-roll. No ataque, o ‘efeito Hibbert’ foi um pouco superestimado - LeBron marcou 18 de seus 25 pontos próximo ao aro e não teve medo de ir para cima do pivozão. Paul George, por sua vez, quando não foi com sede demais ao pote e manteve sua posição à frente de James, o forçou a cometer erros - foi o maior responsável por seus quatro turnovers no jogo.

Concentração e energia são as palavras-chave para Miami se quiser seguir adiante na briga pelo tricampeonato. Um pouco de feijão no dia do jogo 2 não faria mal.

*San Antonio Spurs x Oklahoma City Thunder*

Hoje começam as Finais da Conferência Oeste, com transmissão do Space a partir de 22h (horário de Brasília). Estou curioso para ver como o técnico Scott Brooks vai compensar pela ausência de Serge Ibaka, lesionado na panturrilha e peça-chave do Thunder para marcar Tim Duncan e conter Tony Parker. Minha impressão é que ele deve lançar Nick Collison e usar um pouco mais de Steven Adams na rotação com ele e Kendrick Perkins. Quem sabe, talvez até o clássico Hasheem Thabeet reaparece! Outra opção é lançar Caron Butler como 3 e deslocar Kevin Durant para a posição 4. Foi usando o "smallball" que o Dallas Mavericks deu muitos problemas ao Spurs na primeira rodada.

O fator ‘X’, porém, é o ala Kawhi Leonard que, contra o Portland Trail Blazers, voltou a lembrar o jogador que explodiu nos playoffs do ano passado e deu problemas a LeBron James nas Finais. Se o Thunder vier com uma formação tradicional, ele vai marcar Durant no mano a mano e tem boas chances de se sair bem, principalmente porque Tiago Splitter poderá ajudar largando Kendrick Perkins à vontade. Se OKC vier numa formação baixa, Splitter talvez seja forçado a marcar Durant sozinho, mas seu ótimo desempenho contra Dirk Nowitzki é um sinal de que ele poderá ao menos limitar a produtividade do MVP. Kawhi, por sua vez, estará com uma vantagem grande de tamanho e força para Caron Butler e pode acabar sendo peça fundamental no ataque.

NBA nas redes sociais

Vídeo

  • Davis Returns

    Highlights from Anthony Davis' big night as he scores 31 points and grabs 9 rebounds in the Pelicans win.
  • Davis Returns

    Highlights from Anthony Davis' big night as he scores 31 points and grabs 9 rebounds in the Pelicans win.
  • Westbrook Gets It Done

    Highlights from Russell Westbrook's big night as he scores 32 points, dishes out 7 assist and grabs 6 rebounds.
  • Westbrook Gets It Done

    Highlights from Russell Westbrook's big night as he scores 32 points, dishes out 7 assist and grabs 6 rebounds.
  • Westbrook Gets It Done

    Highlights from Russell Westbrook's big night as he scores 32 points, dishes out 7 assist and grabs 6 rebounds.
  • Westbrook Gets It Done

    Highlights from Russell Westbrook's big night as he scores 32 points, dishes out 7 assist and grabs 6 rebounds.
  • Thunder vs. Kings

    Russell Westbrook scores 32 points, grabs 6 rebounds and dishes out 7 assist as the Thunder defeat the Kings 104-92.
  • Postgame: John Wall

    John Wall talks about his big night following the the Wizards' win over the Timberwolves and is cutoff by Martell Webster.
  • Postgame: John Wall

    John Wall talks about his big night following the the Wizards' win over the Timberwolves and is cutoff by Martell Webster.
  • Westbrook Explodes to the Rim

    Anthony Morrow finds Russell Westbrook off the backdoor cut for the explosive two-handed jam.
  • Westbrook Explodes to the Rim

    Anthony Morrow finds Russell Westbrook off the backdoor cut for the explosive two-handed jam.
  • Westbrook Explodes to the Rim

    Anthony Morrow finds Russell Westbrook off the backdoor cut for the explosive two-handed jam.