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Shaquille O’neal: Gato por lebre
Publicado por Fabio Sormani 4 Março 2008, 11:59 am
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Hoje mais lento e veterano, ele que precisa lançar mão de uma técnica que não tem para dominar o inimigo. Por isso, entra em quadra e não apresenta armas para intimidar o oponente.
E o resultado é que o Phoenix caiu dramaticamente de produção com a chegada de O’Neal. Shaq fez seis jogos com a camisa 32 do Suns. Apenas duas vitórias e quatro derrotas, o que dá um desempenho pífio de 33,3%. Antes da mudança, o Phoenix tinha um aproveitamento de 69,8%.
Um desastre, como se vê.
O técnico Mike D’Antoni se inspirou no final de carreira de Kareem Abdul-Jabbar para justificar a contratação de O’Neal. Só que Kareem, ao contrário de Shaq, era um jogador completo. Tinha um repertório de jogadas que Shaq não tem. Impunha-se diante dos adversários pela qualidade de seu jogo, com seus ganchos mortais, e não pela força de seu braço. Por isso, jogou até os 42 anos; e muito bem.
É certo que O’Neal não está no melhor de sua forma física -- e, como eu disse, ele depende demais do físico para jogar. Além disso, o entrosamento está apenas no começo. Nova cidade, novos jogadores, novas jogadas, tudo novo. É preciso dar tempo ao tempo, eu sei disso.
Mas como eu não sou engenheiro de obra pronta, pelo que vi e vejo de Shaquille O’Neal nos últimos tempos, acho pouco provável que ele consiga levar o Phoenix ao título -- como todos desejam.
Acho que essa troca não poderia ter sido pior.
Contato do Fábio Sormani: fabio.sormani@hotmail.com
Coisas boas e ruins
Publicado por Fabio Sormani 17 Janeiro 2008 , 3:59 pm
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Uma coisa boa que aconteceu foi a ascensão do Lakers; confesso que não esperava por isso. A coisa ruim foi a contusão do pivô Andrew Bynum, que deve ficar ausente das quadras por oito semanas. O Lakers que se cuide.
Outra coisa boa foi a confirmação de que o Boston é mesmo uma realidade. Muita gente falava que tudo não passava de fogo de palha, que o time quando fosse ao Oeste iria ser saco de pancada, isso e aquilo. E não foi o que aconteceu.
Coisa ruim é a situação do técnico Isiah Thomas do New York. É incompreensível a sua permanência à frente do Knicks. Deve ter coisa por detrás disso, mas a gente não sabe. Fazemos uma idéia do que possa ser, mas...
Quer outra coisa boa? A bola que Chris Paul, armador do Hornets vem jogando.
Vamos com outra coisa boa: a NBA ter mandado repetir os 51.9 segundos restantes do jogo entre Atlanta e Miami por causa de um erro grotesco da mesa. O futebol deveria pensar nessa lisura que o basquete procura e sempre está atrás.
Coisa ruim é a baixa presença de público nos jogos do Indiana Pacers em seu Conseco Fieldhouse Center: apenas 11.987 torcedores por jogo, quando a arena tem capacidade para 18.345 fãs.
Mais uma coisa ruim: a bola que o Denver está jogando. Escrevi sobre isso no meu texto passado. É incompreensível a falta de vibração do time. Com o elenco que tem, teria que estar brigando pela ponta e não pelo miolo.
E por falar em Denver...
Coisa ruim foi a doença do Nenê. A coisa boa é que ela foi detectada precocemente. Isso quer dizer que o pivô do Nuggets tem tudo para sair dessa por cima. Dentro e fora das quadras.
Todos têm noticiado isso. Especialistas dão depoimentos nesse sentido. As estatísticas também jogam a favor de Nenê. Há casos de atletas que passaram por isso e saíram dessa numa boa, como o ciclista americano Lance Armstrong e os futebolistas Francisco Molina, espanhol, ex-goleiro do La Coruña, e Lubo Penev, búlgaro, atacante que também jogou na Espanha.
Melhor ainda: a cirurgia foi feita pelo Dr. Fernando Kim, paulistano de São Paulo, formado na USP e com um currículo invejável. Além da competência inquestionável, o fato de ser brasileiro ajuda e conforta Nenê, que pode conversar com o médico, entender o que ele fala; enfim, sentir-se em casa.
Fecho o nosso papo com uma coisa boa: tudo conspira a favor de Nenê. Ele vai sair dessa, tenho certeza; e acho que ainda este ano ele estará de volta às quadras.
Para a alegria de todos nós.
Contato do Fábio Sormani: fabio.sormani@hotmail.com
Um time esquisito
Publicado por Fabio Sormani 18 Dezembro 2007, 10:57 am
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Quem não gostaria de ter um quinteto com Allen Iverson, J.R. Smith, Carmelo Anthony, Kenyon Martin e Marcus Camby? E um banco com Nenê, Anthony Carter e Linas Kleiza? Eu, pelo menos, gostaria. E muito.
Mas a campanha do Denver, até agora, é apenas aceitável para o grupo que foi reunido no Colorado. Nesses primeiros 24 jogos da temporada, 14 vitórias e 10 derrotas! Muitos reveses. Um aproveitamento aceitável de pouco mais de 58%, embora o time seja atualmente o quarto melhor da Conferência do Oeste.
Fora de casa o desempenho desmorona para 40%. Ou seja: quatro vitórias e seis derrotas. Em casa é melhor: 10-4 (71,4%). Nos últimos cinco jogos, 50% de aproveitamento: cinco vitórias e cinco derrotas. Não dá.
Quem quer chegar à final da NBA tem que ter conforto e vantagens nos playoffs. E do jeito que está o Denver, quando chegar ao mata-mata, pelos números apresentados até agora, não terá vantagens que possam lhe garantir vitórias.
O que acontece com o Nuggets?
Alguns sustentam a teses de que George Karl não é tão bom assim como treinador. Afinal, em 19 temporadas na liga (sem contar essa) chegou a apenas uma final de NBA, em 1995/96, quando foi derrotado pelo Chicago de Michael Jordan por 4-2 na decisão. Esteve em três finais de conferência, tendo vencido a de 95/96 (vitória de 4-3 sobre o Utah) e perdido as de 1992/93 para o Phoenix (4-3) e 2000/01 para o Philadelphia (4-3).
Para outros torcedores, o time é complicado e de qualidade duvidosa. Kenyon Martin é maluco, bagunça vestiário, divide ao invés de somar, embora na quadra seja eficiente em muitos jogos. Marcus Camby é um ótimo defensor, mas não tem a mesma pinta como definidor; por isso mesmo não se completa. J.R. Smith não passa de um fominha, que na hora H some.
Sobram Carmelo e Iverson. AI já chegou a uma final de NBA, levando nas costas o time do Philadelphia à decisão de 2000/01 na derrota por 4-1 para o Lakers. É um belíssimo jogador. Nesta temporada, é o terceiro melhor pontuador, com média de quase 26 pontos por partida e é o décimo em assistências (7,5 por jogo). Mas e Carmelo? Números muito bons como artilheiro (24,3 por jogo), mas ainda falta-lhe poder de decisão nos momentos difíceis. Fazer, por exemplo, o que Iverson faz. Carmelo parece ser ainda imaturo, embora espetacular.
Quer dizer: do quinteto titular, com força para levar um time ao título, apenas Iverson. Muito pouco -- até porque AI não é mais nenhum menino (32 anos) e pressionado pela marcação de times fortes sente o peso da idade. Faltam-lhe companheiros com aquele algo mais, que ajudem a desafogar a marcação em cima dele e que possam levar, a seu lado, tormento aos adversários nas partidas importantes.
É certo que algumas contusões estão atrapalhando. No ano passado foi Martin que perdeu toda a temporada e Nenê não jogou no melhor de sua forma. Agora é Nenê que volta a se contundir, embora deva retornar no máximo na semana que vem. De qualquer modo, a meu ver, não se justifica o desempenho final, que, repito, pelo menos para mim, não convence.
Contato do Fábio Sormani: fabio.sormani@hotmail.com
Um embate desigual
Publicado por Fabio Sormani 28 Novembro 2007, 9:43 am
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Nenê enfrenta seu mais poderoso adversário nos últimos tempos: as contusões; igual oponente de Alex Garcia, que por isso mesmo acabou dispensado pelo New Orleans.
Marquinhos não conta, porque nunca contou, enquanto que Baby foi dispensado pelo Utah e joga hoje na Rússia.
Quem poderia estar ajudando Leandrinho era Anderson Varejão. Era porque, infelizmente, problemas contratuais estão colocando Varejão fora da NBA.
Hoje (27/11) o site da ESPN estampou que o jogador não quer mais jogar no Cleveland. Talvez nem mesmo na NBA.
Pensa em dar um tempo e voltar para a Europa. Diz não ter encontrado reconhecimento por parte da franquia -- leia-se Danny Ferry, gerente do Cavs.
Tem mantido a forma ora em Vitória ora em São Paulo. Treina apenas fundamentos. Nem mesmo o um contra um ele quer fazer, pois teme uma torção de tornozelo, uma lesão no joelho etc., e tudo realmente se acabe para ele nesta temporada.
A mídia norte-americana noticia que ele quer um contrato de US$ 50 milhões por cinco anos (US$ 10 milhões por temporada), enquanto que o Cleveland teria oferecido US$ 32 milhões pelo mesmo período (US$ 6,4 milhões por campeonato disputado).
Muito? Pouco? Mais ou menos? Não interessa. Isso diz respeito apenas a Varejão e ao Cleveland.
O que a gente espera é que tudo seja resolvido.
Mas tudo mesmo.
Que Nenê se recupere rapidamente e rapidamente volte a jogar no nível que dele se espera; que Marquinhos dê um toco em sua timidez; e que Varejão se entenda com o Cleveland.
Isso porque, do alto da nossa rivalidade com a Argentina, estamos tomando uma lavada quando cotejamos nossos jogadores com os dela.
É um embate desigual.
Manu Ginobili é hoje uma das estrelas da liga. Ao lado de Tim Duncan e Tony Parker compõe a santíssima trindade do melhor basquete do planeta.
Fabrício Oberto, seu companheiro de Spurs, se não é tão brilhante quanto, toma muita porrada dentro do garrafão e no melhor estilo argentino não reclama de nada.
Andres Nocioni, embora seja visto como um jogador “sujo” por alguns adversários, mostra que não é apenas bom de briga, mas de jogo também. Tanto que o Chicago acabou de renovar seu contrato e vai pagar US$ 8,5 milhões por seus préstimos nesta temporada.
Luis Scola, novato do Houston, tem surpreendido positivamente. Está absolutamente à vontade ao lado de Tracy McGrady e Yao Ming, as duas estrelas do Rocktes; seu desempenho melhora a cada partida.
Os dois primos-pobres argentinos na NBA são Carlos Delfino e Valter Herrmann.
Mesmo assim, Delfino tem garantido 25 minutos em média por jogo e todos no Toronto sabem de sua importância no sistema do time.
Herrmann é o que tem aparecido menos. Modestos quatro pontos por jogo de média e pouco mais de onze minutos em quadra com a camisa 5 do Charlotte.
Parece ser a exceção que confirma a regra.
Como seu disse, um embate desigual. E não é de se estranhar.
Basta olhar a administração do basquete de um e de outro.
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Leandrinho e seu maior desafio
Publicado por Fabio Sormani 12 Novembro 2007, 11:03 am
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39 pontos!
Seu melhor desempenho em pontuação em toda a sua ainda curta história na NBA. Afinal, está começando apenas a sua quinta temporada. Do jeito que se cuida e trabalha, passará das dez fácil, fácil.
39 pontos!
Depois do jogo, festa para LB -- como ele também é chamado em Phoenix. Com direito a entrevista depois do jogo para a televisão. Headset na cabeça -- aqueles fones de ouvido com microfone acoplado --, gastando seu já muito bom inglês, explicando para os jornalistas como chegou a marca.
“Eu me senti muito bem”, disse LB. “Meus companheiros me passavam a bola e eu estava acertando os arremessos. Foi uma grande noite para mim e para o meu time. Nós viemos aqui para vencer e foi o que fizemos.”
39 pontos!
Depois do jogo, o técnico do Orlando, Stan Van Gundy disse: “Leandrinho é o cara mais rápido da NBA”.
Essa rapidez valeu a ele o apelido de “Brazilian Blur”. O que significa? Borrão brasileiro. Sabe quando uma imagem passa rápida diante de nós e a gente vê um borrão? Pois é, é isso o que significa.
39 pontos!
Kobe Bryant, um dos maiores jogadores da liga -- se não for o maior --, após uma das derrotas do Lakers para o Phoenix nos playoffs da temporada passada, perguntado sobre como parar Leandrinho em quadra, respondeu: “Dê a ele uma bola de futebol. Diga a ele que os brasileiros deveriam jogar futebol e não basquete”.
LB ainda não atingiu o status de grande jogador, embora seja idolatrado pelos torcedores em Phoenix. Os críticos volta e meia dizem que ele precisa melhorar a defesa, especialmente quando tem pela frente armadores mais altos do que ele. Falam também que ele precisa se controlar mais em quadra para não atingir 78 rotações enquanto seus companheiros trabalham em 46.
Mas ele pode e deve corrigir esses defeitos. Até porque é um cara disciplinadíssimo, fruto de uma interferência sadia de seu irmão mais velho, Arthur, ex-tenente do exército, que ensinou a ele disciplina. LB é um trabalhador incansável.
39 pontos!
Logo depois de ter feito uma temporada quase que irrepreensível, quando acabou sendo eleito o melhor reserva da temporada. Prêmio que nenhum jogador sul-americano havia ganho até então.
Embora tenha feito um contrato questionável do ponto de vista financeiro, comparando-se com outros jogadores da liga, LB tem um baita futuro pela frente. E vai ganhar muito dinheiro. Merecido, pois é um exemplo de esforço pra muita gente.
39 pontos!
Quando a gente olha mais uma vez para essa pontuação, para os galardões que ele tem recebido, vem à mente a seleção brasileira. E o Pré-Olímpico de julho do ano que vem, a derradeira chance de o Brasil se classificar para uma Olimpíada, o que não acontece há duas edições.
E a gente se pergunta: quando é que a seleção vai ver em quadra esse Leandrinho da NBA?
Será que ele precisa sempre de um Steve Nash, um Shawn Marion e de um Amare Stoudemire para brilhar?
Se a resposta for sim, então jamais veremos esse Leandrinho da NBA na seleção brasileira. Isso porque nosso basquete não tem Nash, Marion e Stoudemire para fazerem uma cortina a facilitar o jogo de Leandrinho.
Esse talvez seja o maior desafio de sua carreira.
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O reconhecimento a um ídolo; por que não fazermos o mesmo?
Publicado por Fabio Sormani 5 Novembro 2007, 12:32 pm
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Neste último “weekend”, muita coisa legal aconteceu.
Na sexta-feira, Vince Carter chegou aos 15.000 pontos na carreira na derrota do Nets para o Raptors por 106-69.
No mesmo dia, na vitória do Clippers sobre o Golden State (120-114), Mike Dunleavy completou seu jogo de número 329 a frente do time californiano, recorde da franquia.
Ainda neste jogo, os 120 pontos que o Clippers marcou foi o maior placar da equipe em um jogo de abertura da NBA desde que a franquia saiu de San Diego e foi para LA, em 1984.
No sábado, Jason Kidd marcou seu 50º. triple-double com a camisa do Nets na vitória sobre o Philadelphia por 93-99. Este foi o 88º. triple-double da carreira de Kidd.
Mas o momento mais significativo, mais marcante, aconteceu na noite de sexta-feira, em Boston. A franquia, em reconhecimento aos serviços muitíssimo bem prestados por Red Auerbach, que morreu no ano passado, colocou sua assinatura no piso do ginásio, que a partir de agora será conhecido como "The Red Auerbach Parquet".
A cerimônia foi comovente. Os 18.624 torcedores que ocuparam todos os assentos do belíssimo TD Banknorth Garden, em Boston, aplaudiram de pé a justíssima homenagem.
Auerbach foi um dos arquitetos do maior time da história da NBA: o Celtics que ganhou nada menos do que nove títulos em uma década. Para ser exato, de 1957 a 1966. Foi o mais dominante time da história da liga.
A cidade ama Auerbach. Há uma estátua dele do lado de fora do Quincy Market, um dos cartões postais da cidade. Lá está ele, sentado, com sua bengala e o indefectível charuto.
Eu ficaria escrevendo, sem parar, por muito tempo sobre Auerbach. Mas é desnecessário. Todos sabem na ponta da língua a história do patriarca do Celtics.
E reconhecemos como os norte-americanos sabem reverenciar seus cidadãos e, principalmente, seu ídolos.
Se me permitem, quero transportar o tema para a nossa realidade. Para o futebol.
É sabido por todos que o técnico Telê Santana, que também morreu no ano passado, é amado por toda a torcida tricolor. Ele é para o São Paulo o que Auerbach é para o Boston.
O maior time do São Paulo de todos os tempos, bicampeão da Libertadores e do Mundial Inter-clubes, foi arquitetado por Telê.
Bem que o São Paulo poderia repetir o Boston: edificar acima do distintivo do time, que fica no gramado, a assinatura de Telê. Seria justíssimo e inesquecível.
Temos que reverenciar um pouco mais os nossos ídolos. Telê foi um deles.
Vou falar com Julio Casares, meu amigo, diretor de marketing do São Paulo. Contarei a ele o que o Boston fez com Auerbach. Vou sugerir que o Tricolor faça o mesmo.
Afinal, Telê merece.
Contato do Fábio Sormani: fabio.sormani@hotmail.com
Duncan, um exemplo a ser seguido
Publicado por Fabio Sormani 31 Outubro 2007, 2:42 pm
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É poder olhar para a tabela e ver onde está o seu time do coração. Fazer contas e projeções e ver se dá para ele chegar aos playoffs; ver se dá pra chegar entre os quatro e ter vantagens nos playoffs; ver se dá para fazer a melhor campanha da conferência e quem sabe brigar pelo título.
Isso é que conta; isso é que emociona. Pre-season é como amistoso, jogo-treino; emociona somente até a página 9.
A presença de brasileiros nesta temporada é raquítica. A culpa é dos nossos próprios jogadores. Eles colhem o que plantaram.
A decepcionante campanha da nossa seleção no Pré-Olímpico das Américas jogou um balde de água fria nas pretensões daqueles times que tinham como alvo jogadores brasileiros.
Nesta temporada, apenas dois canarinhos estarão em quadra: Nenê e Leandrinho.
Baby foi para a Europa, vítima de sua fraqueza técnica.
Marquinhos está com um pé fora do New Orleans, pelo mesmo motivo.
Alex foi laçado novamente pelo seu eterno perseguidor: o físico.
Varejão não sensibiliza o pessoal do Cleveland, que não topa abrir mais o cofre.
Sobraram Nenê e Leandrinho. O que eles podem fazer?
O de sempre: coadjuvar; com destaque, é verdade, mas coadjuvar. Poderiam ser ator principal, mas o sistema não abre mais espaços para eles e nem eles estão a fim de dar um murro nessa faca pontuda.
Precisariam de uma luva de aço. E isso eles não têm. Poderiam ter, mas não querem ir atrás.
Do jeito que está, está ótimo -- raciocinam.
Favoritos ao título?
Bem, do lado do Leste, o Boston com Kevin Garnett e Ray Allen, mais o talento de Paul Pierce, é o time a ser batido.
Do lado do Oeste, o San Antonio ainda é o bicho-papão.
Por falar em San Antonio, vocês viram o que fez o extraordinário Tim Duncan?
Ao extender seu contrato até 2012 com o time texano, aceitou receber US$ 40 milhões em troca ao invés de US$ 51 milhões. Motivo: quer que o San Antonio, com os US$ 11 milhões que sobraram, se reforce. E ele -- já quatro vezes campeão da NBA, -- possa ganhar mais títulos.
Prova incontestável de que, para Duncan, dinheiro não é tudo na vida.
Um exemplo.
Contato do Fábio Sormani: fabio.sormani@hotmail.com
Compra de jogadores. Por que não?
Publicado por Fabio Sormani 29 Outubro 2007, 9:52 am
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Já deixou isso claro para a Califórnia; para o Lakers; e toda a NBA.
A chance de ele ir para o Chicago existe. O problema é que o Lakers não vai soltar Kobe por um pedaço de fumo e uma melancia. Quer algo substancioso -- e com razão.
Quer Luol Deng, Ben Gordon, Tyrus Thomas e o novato Joakim Noah. O Chicago não quer oferecer um pacote tão grande assim. E se o fizer, quem não quer o Chicago é Kobe -- e com razão.
Afinal, ele quer deixar o Lakers por alguns motivos -- entre eles, a falta de competitividade do time. Se o Chicago perder esses jogadores, quem fica fraco é o Bulls.
O que é intrigante para a gente, que costuma acompanhar outros esportes -- principalmente o futebol --, é não entender por que um jogador não é negociado em troca de dinheiro.
Isso acontece, eu sei, mas é raro.
Deveria ser mais corriqueiro. E vultoso.
O Barcelona pagou 24 milhões de dólares para o Arsenal para ter Thierry Henry; no ano passado, Ronaldo, em baixa, deixou o Real Madrid e foi para o Milan por 9,7 milhões de dólares; há dois anos, Robinho deu adeus ao Santos porque o Real Madrid pagou 30 milhões de dólares para o time brasileiro.
E por aí vai.
Por que isso não funciona na NBA?
Não sei -- e gostaria de saber.
Seria muito mais fácil de resolver problemas desse tipo.
Cenário: Chicago quer Kobe Bryant.
Negociação: o Bulls paga para o Lakers -- sei lá -- algo em torno de 50 milhões de dólares.
Não seria legal?
Claro que sim.
Com esse dinheiro, o Lakers sairia às compras. E poderia adquirir alguns jogadores novos e com futuro promissor.
Montaria um time para daqui a alguns anos.
Todos ganhariam.
Nesse caso, o Bulls e o Lakers.
Outros poderiam ganhar também.
Não seria demais?
Eu acho que sim.
Por que não?
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Por que voltou, voltou por quê?
Publicado por Fabio Sormani 17 Outubro 2007, 9:52 am
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Por isso, dá para entender quando vemos Vampeta, Petkovic e Edmundo, entre outros, em ação. Aqui, todos sabemos, temos jogadores em início de carreira e veteranos, aquele que voltam da Europa, com o bolso cheio e com alguma vitalidade.
Hoje (10/10 -- se vivo estivesse, Thelonius Monk estaria completando 90 anos) leio que o ala Allan Houston, 36, está voltando às quadras. Voltará a vestir a camisa do New York Knicks.
Eu me pergunto: por quê?
Ao contrário do Brasil, não há êxodo de jogadores de basquete dos EUA para a Europa. A NBA é a Europa do basquete.
Assim como no futebol brasileiro, pipocam jogadores de basquete nos EUA. Com os que estão em atividade, mais os estrangeiros e a molecada que sai do universitário, não faz o menor sentido ver Allan Houston em ação novamente.
Nada contra Houston. Mas um jogador tem que saber o momento exato de parar.
Essa foi uma das grandezas do Rei Pelé.
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Definição na Europa e um papo com a Rainha Hortência
Publicado por Fabio Sormani 10 Outubro 2007, 11:01 am
A Rússia ganhou o Pré-Olímpico europeu feminino. Repetiu a façanha do masculino. Isso é que é competência. E organização. Aliás, não é de se estranhar. Sempre foi assim.
Com a vitória diante da Espanha (74-68), as russas se garantiram nos Jogos Olímpicos de Pequim. Resta às espanholas o Pré-Olímpico mundial, em junho do ano que vem, ainda sem local definido.
Farão companhia à Espanha as européias República Tcheca, Bielorrúsia e Letônia.
Com esses quatro times europeus, fecham-se às portas para o Pré-Mundial. Eles terão as companhias de Brasil, Cuba, Argentina, Angola, Senegal, Japão, Taiwan e Ilhas Fiji.
Dá?
Claro que dá.
Como disse no nosso papo anterior, o time terá os retornos de Érika, Adrianinha e possivelmente de Kelly (se ela entrar em forma). Além disso, o técnico Paulo Bassul já terá empregado a sua filosofia de trabalho dentro do grupo.
Conversei outro dia com Hortência, ao lado de Paula as duas maiores jogadoras da história do basquete brasileiro. Falávamos sobre as chances do Brasil no Pré-Olímpico mundial.
A Rainha foi taxativa: “Se eu fosse o Bassul, chamava a Alessandra”.
Claro! Por que não?
Ah, ela está brigada com a CBB (leia-se Grego, o presidente desastroso da entidade), alguém pode dizer. Mas não custa tentar.
“Tenho certeza que a Alessandra voltaria”, disse Hortência. “Acho que com um bom papo ela muda de idéia”.
Com Alessandra no grupo, nossas chances aumentariam brutalmente. Alessandra adicionaria altura, força, qualidade técnica, pontos, rebotes e experiência à nossa seleção.
Belíssima sugestão, Rainha.
Assino embaixo.
Contato do Fábio Sormani: fabio.sormani@hotmail.com
Outra decepção
Publicado por Fabio Sormani 1 Outubro 2007, 11:01 am
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Não, não esperava o título, que sempre teve dono, os Estados Unidos. Mas esperava que o Brasil disputasse o título contra as norte-americanas.
O papel de coadjuvante na decisão ficou para Cuba. Na semifinal de sábado (29/09), bateu o Brasil por 69-67.
Por essa eu não esperava. Esperava por vitória!
Tudo bem, o Brasil é um novo Brasil. Paulo Bassul é o técnico em substituição a Antonio Carlos Barbosa. Janeth se aposentou. Érika não pôde jogar; Adrianinha também não. Kelly, visivelmente fora de forma (para ser educado), foi outra que não participou do Pré-Olímpico americano. E a equipe conta com muitas jogadoras inexperientes.
Mesmo com tudo isso, o Brasil tinha condições de ganhar de Cuba, um time baixo, lento e que tem apenas uma jogadora, a pivô Plutin.
Faltou à nossa seleção de saias o que faltou à de calças: personalidade. No momento decisivo, nosso(a)s atletas fraquejam; parecem perder a coragem; entram em pânico.
Uma pena.
Mas com os reforços de Érika, Adrianinha e Kelly (se entrar em forma, é claro), e com o técnico Bassul já com o time nas mãos, o Brasil tem condições de buscar uma das cinco vagas que estarão em jogo no Pré-Olímpico mundial, que será jogado no ano que vem.
Ao contrário do masculino, nossas chances no feminino são boas.
Contato do Fábio Sormani: fabio.sormani@hotmail.com
Chances remotas
Publicado por Fabio Sormani 24 Setembro 2007, 9:49 am
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Com o resultado, a Rússia se garantiu em Pequim. O outro europeu a papar a vaga foi a Lituânia, que ficou em terceiro lugar na competição ao vencer a Grécia por 78-69. A Espanha, mesmo derrotada na final, já está na Olimpíada, pois é a atual campeã mundial.
Com o resultado do Pré-Olímpico europeu, o Brasil já sabe quem vai ter pela frente no Pré-Olímpico mundial -- a oportunidade derradeira para a nossa seleção voltar a uma Olimpíada, o que não acontece há duas edições.
Além do Brasil, estarão no torneio as seleções de Camarões, Cabo Verde, Porto Rico, Canadá, Líbano, Coréia do Sul, Grécia, Alemanha, Croácia, Eslovênia e Nova Zelândia.
As chances do Brasil são remotas. Nosso time é apenas mediano, fruto da falta de um treinador capacitado e de jogadores que mostram sérias deficiências técnicas e emocionais quando estão em quadra com a responsabilidade de decidir.
Numa comparação com nossos adversários, o Brasil é inferior a qualquer um dos europeus. É inferior também ao time da Nova Zelândia. Sem contar que somos fregueses de caderneta de Porto Rico. E se o Canadá aparecer com Steve Nash, despencamos mais um degrau.
Como restam três vagas, eu pergunto: dá?
Só haveria, a meu ver, uma pequena chance -- veja bem, pequena chance, eu disse -- para o Brasil: sediar o Pré-Olímpico mundial. Rio de Janeiro, na belíssima arena multiuso.
Com o apoio da torcida, talvez a gente possa obter o que, fora do Brasil, é praticamente impossível: a vaga olímpica.
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Recuperação demorada
Publicado por Fabio Sormani 18 Setembro 2007, 11:57 am
Não sou médico, mas vivo o esporte há quase 30 anos. Impressiona-me o tempo que jogadores da NBA levam para se recuperar de cirurgias, especialmente nos joelhos.
Foi assim com Nenê.
Será agora com Greg Oden.
Primeira escolha no último NBA Draft, Oden (Ohio State) foi submetido a uma cirurgia no joelho direito hoje (13/09) em Portland. Previsão de retorno: só na próxima temporada. Ou seja: daqui a um ano.
Quase caí da cadeira. Um ano?!?!?!
O Brasil tem sérios problemas em muitas áreas, mas a nossa medicina esportiva é muito boa. Vejo jogadores de futebol com seríssimos problemas nos joelhos, semelhantes aos de atletas da NBA -- como é o caso de Oden --, passando por cirurgias e voltando em seis, sete meses no máximo.
Quer dizer: aplicando-se ao jogador do Portland, ele poderia estar de volta durante os playoffs desta temporada, por exemplo. Ah, mas como Oden vai jogar um playoff sem nunca ter jogado uma "regular season", alguém pode argumentar. Isso é outro problema. Estamos falando de tempo de recuperação de cirurgias.
Isso me leva a questionar não apenas os métodos cirurgicos, mas principalmente de recuperação de atletas que é feito nos EUA. O São Paulo, com seu Refis, e o Santos, com o Cepraf, são exemplos de recuperação de atletas em tempo curtíssimo.
Como nossos médicos trabalham? Como São Paulo e Santos recuperam atletas? A NBA deveria procurar saber.
Contato do Fábio Sormani: fabio.sormani@hotmail.com
O Brasil, uma decepção
Publicado por Fabio Sormani 4 Setembro 2007, 11:51 am
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Sobre o time norte-americano eu falo futuramente.
O momento agora é de se falar sobre o Brasil.
Por que a seleção deixou escapar essa chance de ouro de ficar com a segunda vaga e ir para os Jogos Olímpicos de Pequim? A comunidade do basquete já se manifestou sobre isso.
Agora é a minha vez.
Não será muito diferente do que as pessoas disseram. Vou bater também na mesma tecla porque as coisas não podem ficar do jeito que estão. Uma voz a mais para amplificar a insatisfação e a decepção de todos nós que gostamos de basquete.
Primeiro: o presidente da CBB, Gerasimis Bozikis, o Grego, se tivesse coragem, se afastaria da presidência da entidade. Não é do ramo. Não sabe planejar, não sabe escolher e nem sabe exercer a liderança que o cargo impõe. O basquete nas mãos dele definhou. Perdeu espaço no coração do torcedor brasileiro e na mídia também. Não comove a torcida como comovia antigamente. Está às traças, falido e sem visibilidade alguma. Não tem patrocinadores e vive mendigando. Os clubes estão falidos e nossos campeonatos são uma ficção. Por isso mesmo, o Brasil precisa urgentemente de uma liga. A CBB tem de cuidar das seleções; campeonato nacional tem que ficar a cargo de uma liga, que vai trabalhar de maneira profissional -- o que Grego até hoje não conseguiu fazer, porque, repito, não é do ramo.
Segundo: nossos treinadores são fracos, despreparados e arrogantes. Acham que não têm nada a aprender com outras escolas. Não se prepararam para a mudança de rumo que o basquete mundial tomou. Segue jogando à la escola americana, que não tem mais competitividade. Desprezam a cada dia os ensinamentos que o basquete europeu nos passa. Nossos treinadores deveriam ter a humildade de -- por exemplo -- pegar um avião e desembarcar na Argentina e perguntar para "los hermanos" como é que se monta um time vencedor. Ao contrário do Brasil, a Argentina se estruturou, planejou e ficou atenta à marcha do basquete mundial. Resultado: é a atual vice-campeã mundial e campeã olímpica. Mesmo com um time reserva, classificou-se para os Jogos de Pequim, papando a segunda vaga do Pré de Las Vegas, humilhando o Brasil em quadra, impondo-nos duas derrotas incontestáveis.
Terceiro: nossos jogadores se acham, quando na verdade são jogadores comuns. Os que estão na NBA aparecem com certo destaque porque não têm a responsabilidade de carregar seus times nas costas. São coadjuvanes. Nada além disso. No Phoenix quem dá as cartas é o canadense Steve Nash. Quando não, é Amaré Stoudemire. Leandrinho é coadjuvante. Nada além disso. No Denver, o bam-bam-bam é Carmelo Anthony. E Allen Iverson. Nenê é apenas coadjuvante. Nada além disso. No Cleveland, quem dá as cartas é Lebron James. Varejão é apenas coadjuvante. Nada além disso. E por aí vai.
Quarto: precisamos encontrar jogadores que saibam arremessar. Tiros de três, de dois e, principalmente, lances livres. Fundamentos que se aperfeiçoam com repetições, repetições e repetições. À exaustão. O jogador brasileiro é preguiçoso. Não treina. Por isso, não sabe arremessar. Desde que eu acompanho basquete, Oscar e Marcel foram as exceções. Infelizmente, não vi Vlamir Marques jogando. Dizem que era de outro planeta. Os demais que vi jogar não sabem -- ou não sabiam -- arremessar. Erram nos momentos decisivos. Não só porque não sabem arremessar, mas também porque do ponto de vista emocional são fracos, pois, como disse acima, não têm responsabilidades em quadra de carregar um time nas costas. Acabam se escondendo na sombra dos grandes jogadores. Quando têm que decidir, desabam emocionalmente e o que se vê é uma somatória de erros em quadra, para irritação de quem vê e/ou torce.
Quinto: é o fim do mundo um time desunido num momento tão importante como um Pré-Olímpico. Jogador que é dispensado -- não se sabe por que --, como Marquinhos, que volta para o Brasil -- quando deveria ter ficado lá, ao lado dos companheiros, dando apoio moral ao grupo -- e quando aqui chega detona todo mundo. Oscar Shmidt falou em "covardia" de Marquinhos com suas palavras fora de hora. Faço coro com ele. Outra coisa: como é que um jogador se nega a entrar em quadra como Nezinho fez? Pior do que isso: como é que o jogador volta a vestir a camisa do Brasil e entra em quadra? Talvez ele tenha pedido desculpas. Mas, se o fez -- se é que fez --, foi em particular, quando em público ele afrontou os treinadores e todo o grupo -- sem contar os torcedores brasileiros. Deveria ter a coragem e a dignidade de se retratar em público também. Por que Nenê sumiu depois de ter se contundido contra a Argentina? Assim como Marquinhos, deveria também ficar do lado de fora, dando força aos companheiros, mesmo que sentado numa cadeira de rodas, como as imagens mostraram logo depois de ele ter saído dos vestiários.
Seis: ninguém é obrigado a defender a seleção brasileira -- discordo, por exemplo, do posicionamento de Oscar, que acha que a seleção está acima de qualquer coisa; jogador tem que pensar na carreira e no futuro dele; é compreensível. Mas se o fez, aja como um profissional. Com respeito ao uniforme da seleção brasileira; com respeito à nação. Doe-se. Entregue-se. Vibre como nunca. Seja homem e não se comporte como moleque. Seja um jogador de grupo, jogue o ego no lixo. Pense no time e não apenas em si próprio. E jogue com o coração.
E por aí vai... Eu poderia seguir enumerando itens atrás de itens.
Mas vamos pensar no futuro. Há ainda uma chance de voltar a participar dos Jogos Olímpicos -- o que não acontece há duas edições. Em julho do ano que vem haverá o Pré-Olímpico mundial, em Pequim. Vai ser pedreira.
Mas se um técnico de fora assumir o comando da seleção e nossas "estrelas" abrirem os olhos e enxergarem que não passam de jogadores comuns e que precisam se doar em quadra em nome do grupo -- e do país --, acho que poderemos brigar.
Caso contrário, brigaremos, isto sim, para não ficar com a lanterninha do Pré-Olímpico mundial. Em mais um vexame para todos nós.
Contato do Fábio Sormani: fabio.sormani@hotmail.com
Roteiro previsto: EUA massacram o Brasil
Publicado por Fabio Sormani 26 Agosto 2007, 8:49 pm
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Não foi surpreendente. Nem mesmo o placar elástico.
O que surpreendeu foi a atuação pífia do armador Leandrinho Barbosa. Ídolo dos brasileiros e dos torcedores do Phoenix, onde joga, todos esperavam muito mais do jogador. Até ele próprio.
O sorriso amarelo que Leandrinho deu para o assistente-técnico Mike D'Anthony -- seu treinador no Suns -- ao final do jogo, mostrou que o jogador se decepcionou com seu desempenho. Ficou claro.
Acostumado a enfrentar todas as feras americanas -- à exceção do pivô Tyson Chandler, fraquíssimo -- que estavam em quadra, ninguém podia imaginar que Leandrinho sumisse como sumiu. Fez apenas quatro pontos. Desapontou a todos.
Nenê?
Também deixou a desejar. Mas pelo menos brigou muito mais do que Leandrinho. Tomou toco até do aro. Mas brigou.
Nenê precisa botar na cabeça que é pivô. E tem que se comportar como tal quando tiver a bola nas mãos dentro do garrafão.
Procurar um companheiro para dar um passe quando está debaixo da cesta, com o tamanho que ele tem, surpreende. Um pivô de verdade procura a cesta. Sempre. Passe é a última alternativa.
Um treinador gabaritado corrige isso. George Karl, no Denver, tem essa missão.
Agora é pensar na próxima fase. E na vaga para os Jogos de Pequim, que é o que conta.
Os EUA já estão lá, como eu já disse. Sobra uma vaga.
O perigo atende pelo nome de Argentina. Porto Rico e Canadá não mostraram nada até o momento que possa atemorizar a seleção brasileira.
Mesmo desfalcadíssimo, nossos eternos rivais estão funcionando como uma máquina muitíssimo bem azeitada. Têm padrão de jogo. Atuam dentro de um sistema, onde as individualidades aparecem por causa dele. E não o contrário.
É assim que deveria ser com o Brasil.
Contato do Fábio Sormani: fabio.sormani@hotmail.com
Como vejo os EUA
Publicado por Fabio Sormani 22 Agosto 2007, 10:40 am
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Aproveitaram e pediram para escrever sobre o time dos EUA, que estréia esta noite (22/08) no Pré-Olímpico contra a Venezuela. Duas foram as questões levantadas:
1) Os norte-americanos seriam mesmo os donos de uma das vagas antes de a bola subir?
2) Esta é a melhor equipe desde o "Dream Team" de Barcelona-92?
Sobre a primeira questão, já falei: os norte-americanos ficarão com a vaga por jogarem em casa e por não terem adversários à altura. Jogassem o Pré-Olímpico europeu, com um time desses, sem pivôs, e o risco de ficarem de fora de uma Olimpíada seria muito grande. A humilhação, maior ainda.
Quanto a segunda questão, nossa!, nem de longe essa seleção se aproxima do time de 1992. Nem daquele de Atlanta-96, para mim o melhor depois da equipe liderada por Michael Jordan e Magic Johnson na Espanha.
Em 1996, o time contava com remanescentes de Barcelona, como Charles Barkley, Karl Malone, David Robinson, Scottie Pippen e John Stockton -- que na verdade nem jogou em 1992 por causa de uma contusão. Isso sem falar em Shaquille O'Neal e Hakeem Olajuwon, no explendor de suas formas.
O time atual tem jogadores das posições 2 e 3 que estão acima da média: Kobe Bryant, Lebron James e Carmelo Anthony. Os três armadores, Jason Kidd, Chauncey Billups e Deron Williams, também são muito talentosos.
Mas falta gente grande para trancar o garrafão. Dos três -- isso mesmo, só três! -- jogadores destacados pelo técnico Mike Krzyzewski, apenas Amaré Stoudemire é pivô de ofício.
Tyson Chandler e Dwight Howard jogam mais na posição 4. Vão quebrar o galho -- o que será suficiente para esse Pré-Olímpico.
Mas se não encontrarem grandalhões à altura até Pequim, os EUA correm o risco de nem disputar o ouro. O que seria mais um baque para o melhor basquete do planeta.
Contato do Fábio Sormani: fabio.sormani@hotmail.com
Pré-Olímpico: O Brasil tem boas chances
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Correm atrás de uma das duas vagas em jogo. A outra tem endereço certo: EUA.
Os americanos jogarão no conforto do lar e com a torcida a seu lado. Mesmo não tendo se adaptado totalmente ao basquete jogado no resto do planeta -- e que neste momento provou ser mais eficiente do que o praticado nos EUA -- não deverão encontrar adversários à altura.
Os argentinos jogariam de igual para igual. Mas não vêm com a força máxima. Manu Ginobili (San Antonio), Andres Nocioni (Chicago) e Walter Hermann (Charlotte) são desfalques certos.
As outras seleções -- incluindo o Brasil -- não têm basquete para encarar os EUA. Alguns times europeus teriam, mas o Pré-Olímpico é das Américas. Sorte dos americanos.
Quanto ao Brasil, Baby e Varejão -- ambos sem time até o momento na NBA -- farão muita falta. Com eles e mais Nenê (Denver), Leandrinho (Phoenix), Alex e Marquinhos (ambos ex-New Orleans), nossa seleção seria a mais forte depois dos EUA.
O Canadá não vai contar com Steve Nash (Phoenix). Sozinho, o agora canadense Sam Dalembert (Philadelphia) não fará muita coisa.
O mesmo vale para o porto-riquenho Carlos Arroyo (Orlando).
As demais seleções não contam.
O Brasil teria tudo para ficar com a outra vaga. Agora nossa superioridade diminuiu.
Mas ainda dá para sonhar. O torneio tem nível técnico aceitável. Nada mais do que isso.
Contato do Fábio Sormani: fabio.sormani@hotmail.com

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