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Muitas incógnitas pós Las Vegas Publicado pelo Erica 6 Setembro 2007, 11:49 am
Muito triste o fim da Seleção em Las Vegas. Confesso que fico muito chateada em saber que o basquete deve ficar fora da Olimpíada pela terceira vez consecutiva. Serão 12 anos...é muito tempo. Mais triste ainda é ver como Lula foi humilhado por alguns jogadores. Independente da competência técnica — que não creio que seja um fator que eu deva opinar — achei péssima a falta de respeito pelo profissional que tinha o mesmo objetivo dos jogadores: o de levar o Brasil aos Jogos Olímpicos. Lula sempre foi solícito e paciente com todos ao seu redor, isso ninguém pode negar. Apenas por toda a cortesia e profissionalismo ele merece respeito. É ridícula a declaração de alguns jogadores, como a do experiente Marcelinho Machado, que disse que a imprensa colaborou para piorar a situação do grupo. Se a crise foi criada por eles e não soube ser administrada sem que as informações vazassem, que culpa a imprensa tem de noticiar os fatos? Patético também foi Nezinho, flagrado pela ESPN Brasil negando-se a entrar em quadra e depois rindo ao lado de Leandrinho. Como já perguntou Oscar Schmidt: "Quem é Nezinho para se recusar a entrar em quadra pela Seleção Brasileira?" Ele se queimou feio. Sempre foi chamado para a Seleção só porque Lula acreditava em seu potencial (duvidoso). Depois disso, mesmo que tenha algum potencial, não deve nunca mais ser chamado para integrar a equipe brasileira. Na minha opinião, em toda essa bagunça, o pior de todos os vilões foi Marquinhos. Em entrevista dada ao jornal "Lance!", brilhantemente apurada por David Abramvezt, ele conseguiu tumultuar ainda mais. Depois, em entrevista à SporTV e ESPN Brasil, mostrou que não passa de um jogador mimado. Em suas declarações, deixou escapar mágoa por não ter jogado tanto quanto jogou no Pan. Parece que só ele acreditava que o nível do Pan seria o mesmo de um Pré-Olímpico e que ele não teria de dar lugar a outros jogadores mais experientes. A declaração "Meus agentes disseram que se era para jogar por cinco minutos, melhor ficar treinando no meu time", expôs quão pequeno ele pensa. A frase mostra que ele estava muito mais preocupado em aparecer em quadra do que em cooperar na campanha rumo à Olimpíada. O que posso desejar? Boa volta à NBA, Marquinhos. Publicado pelo Erica 28 Agosto 2007, 12:23 pm
Estamos entrando na reta final do Torneio Pré-Olímpico de Las Vegas. De lá até aqui, os brasileiros tiveram altos e baixos. Aliás, essas oscilações marcaram o grupo desde o começo da preparação, desde que o time ganhou os Jogos Pan-Americanos do Rio, em julho. Pouco antes da competição, que dará duas vagas para os Jogos de Pequim, o téncico Lula Ferreira soube que não poderia contar com dois jogadores de peso, Anderson e Baby ambos com problemas de contrato na NBA. O time seguiu em frente, teve uma estréia bastante nervosa, mas atingiu o objetivo de bater o Canadá, que veio sem sua estrela, Steve Nash, com 75 a 67. Depois de uma apresentação ruim, a ascensão: contra a Venezuela, o Brasil entrou mais confiante e apresentou evolução, com vitória de 101 a 75. Mas quando todos acreditavam que o time havia embalado, as Ilhas Virgens surpreenderam. No sufoco, o time de Lula arrancou a vitória por apenas quatro pontos: 93 a 89. Então veio a primeira derrota programada: para os Estados Unidos. Só não dava pra pensar que seria de tanto: 113 a 76. Um massacre. Acho que naquele momento, todos os torcedores do basquete temeram pela campanha brasileira. A desvantagem elástica no placar poderia ter abalado o grupo, que teve a segunda - e inesperada - derrota na competição: 97 a 75 para Porto Rico. Foi uma derrota inexplicável. Naquele jogo, nada deu certo. As coisas ainda pioraram: o ala Marquinhos quebrou o dedo mínimo e foi dado como baixa no time. Mais uma grande ausência de um jogador da NBA no nosso time. De qualquer forma, o poder de reação dos brasileiros foi importante contra os mexicanos. Os adversários foram os únicos que marcaram mais de 100 pontos contra os Estados Unidos. Era um fator a ser respeitado. Mas com um jogo coletivo fortíssimo e todos os jogadores em noite inspirada, o Brasil fez sua melhor apresentação em Las Vegas. Vitória de 104 a 90. O mais complicado de entender foi o bate-boca entre Nenê e o assistente Guerrinha. O que foi aquilo? A troca de ofensas fez com que o clima pesasse no grupo. E agora? De onde tirar forças para apagar a discussão e não rachar o time? Até aqui, esses altos e baixos foram tolerados. Mas o que será do time brasileiro daqui em diante? Será que ainda dá tempo de acertar todo o time para a conquista da vaga olímpica, que não vem há duas edições dos Jogos? Estamos torcendo. E, infelizmente, só torcer não basta. O jogo de ontem, contra a Argentina, não pode ser considerado um desastre. Agora é manter a calma e acreditar na superação depois de corrigir os erros da derrota. Ainda dá para acreditar na vaga! Publicado pelo Erica 24 Agosto 2007, 5:31 am
Foi sofrido, mas vencemos a primeira batalha rumo aos Jogos de Pequim. Foi muito bom ver a Seleção Brasileira superando o Canadá na estréia do Pré-Olímpico de Las Vegas, com o placar de 75 a 67. Um passo importantíssimo, mas apenas inicial, vale lembrar. Nesse campeonato, qualquer derrota põe em risco a classificação para a Olimpíada, já que todos os resultados são levados para a segunda fase. É claro que há de se levar em conta o nervosismo da estréia em grandes campeonatos. Com o Brasil, não foi diferente. O time do téncico Lula Ferreira teve momentos de distração que podem custar caro daqui em diante. Deu para ver também que Nenê ainda não se entrosou 100% com o grupo. Ao meu ver, a estrela do Denver Nuggets pareceu nervosa. Em menos de dois minutos em quadra, o pivô já tinha duas faltas. O experiente Marcelinho Machado, que durante o Pan fez ótimas partidas e falou muito em coletividade, se precipitou algumas vezes e arremessou duas ou três bolas de três pontos em momentos errados. Ansiedade por marcar e ganhar a partida com ampla vantagem? Talvez. Apesar da vitória, achei meio preocupante ver Nenê e Thiago Splitter fora com cinco faltas - se fossem outros os adversários, talvez a situação tivesse se complicado muito. Mas esta quinta-feira é dia de folga, dia de estudar os erros e consertá-los para o segundo confronto, nesta sexta, contra a Venezuela. Também é bom falar sobre os pontos positivos: quando concentrada, a defesa brasileira trabalhou muito bem e anulou vários ataques canadenses. Leandrinho, eleito o melhor sexto homem da última temporada NBA, marcou 30 pontos, foi o cestinha do jogo, e disse que não atuou bem. Imaginem quando ele embalar na competição...Tem tudo para arrebentar em Las Vegas. E fora da quadra, há quem acredite em superstições. Como bem lembrou Alberto Bial, competente técnico e comentarista do SporTV, nos últimos dois Torneios Pré-Olímpicos o Brasil havia perdido do Canadá e ficou sem a vaga. Bial apostou antes do jogo: "Se o Brasil ganhar do Canadá é porque vai ficar com a vaga." Tomara que ele esteja certo. Outros jogos - Não dá pra negar: a partida de abertura do Pré-Olímpico foi bem emocionante. Na prorrogação, o Uruguai conseguiu uma virada sobre o Panamá para fechar o placar em 88 a 84, após empate em 75 pontos no tempo normal. É verdade que não foi um jogo bonito de se ver. Os panamenhos erraram muitos lances livres e se complicaram com vários jogadores pendurados com cinco faltas. Os uruguaios, que ficaram com bronze nos Jogos Pan-Americanos, souberam aproveitar a prorrogação liderados por Osimani - que no Rio ganhou dos torcedores brasileiros o apelido de Giba (o jogador da Seleção Brasileira de Vôlei). A zebra do dia ficou para a vitória do México sobre Porto Rico: 100 a 89. Nem Carlos Arroyo, do Orlando Magic, conseguiu salvar sua equipe da derrota na estréia.
Torneio Pré-Olímpico de Las Vegas Publicado pelo Erica 20 Agosto 2007, 10:48 am
Falta pouco para começar o Torneio Pré-Olímpico de Las Vegas, que dará duas vagas para os Jogos Olímpicos de Pequim, no ano que vem. As expectativas em cima dos brasileiros são enormes, isso ninguém pode negar. Justamente por estar tão recheada de estrelas da NBA e atletas que jogam na Europa, espera-se que a equipe comandada por Lula Ferreira consiga colocar o Brasil na Olimpíada após duas edições sem disputar a principal competição esportiva mundial. Nenê, Leandrinho, Marquinhos...nomes fortes e que fazem do Brasil, ao menos no papel, o segundo time mais forte do torneio em Las Vegas. Com a (quase) certeza que os Estados Unidos ficarão com a primeira vaga, os brasileiros poderiam ter como principais rivais os argentinos. Mas de todas as estrelas, apenas Delfino, do Toronto Raptors, estará na equipe. A Argentina certamente sentirá a falta de Ginóbli e Oberto (San Antonio Spurs), Nocioni (Chicago Bulls) e Herman. Em preparação para o Pré-Olímpico, os brasileiros estão na capital de Porto Rico, San Juan, disputando um torneio amistoso contra os donos da casa, argentinos, e canadenses. A maior dúvida até agora é saber se Anderson Varejão vai desfalcar o Brasil em Las Vegas. Ele não foi a Porto Rico porque ainda espera pelo fim das negociações sobre o seu próximo contrato com o Cleveland Cavaliers. "Estou muito triste com isso tudo. Sabia que as negociações seriam longas, não é uma coisa que se resolva da noite para o dia, mas eu me planejei para estar no Pré-Olímpico, queria muito jogar pelo Brasil e brigar por essa vaga olímpica", lamentou Varejão, um dos xodós da NBA e da torcida brasileira. Nem mesmo o pivô acredita que terá tempo para integrar a Seleção. Seria um desfalque e tanto. Ainda mais porque o capixaba foi um dos atletas que mais se empenharam para estar na equipe. Eu sou mais uma que está na torcida por ele. Acho que será uma ausência e tanto. Não querendo desmerecer nenhum dos outros jogadores, mas o Anderson é titular absoluto. |



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