Guilherme Buso deu seus primeiros arremessos numa quadra de basquete aos 9 anos de idade. Desde então, disputou todos os campeonatos das categorias de base, atuou por uma temporada de High School nos Estados Unidos e foi parte da equipe adulta de Santo André até sua formação acadêmica como jornalista na Universidade Metodista. Produziu o documentário "Bola ao Cesto", que faz uma retrospectiva detalhada da Seleção Brasileira de basquete masculina. Foi repórter da TV Federação Paulista de Futebol, mas jogar, assistir e comentar os jogos da bola laranja sempre foram sua tarefa predileta. Atualmente, é gerente de comunicação da Liga Nacional de Basquete e escreve para a NBA desde 2007.
Alguém encara?Admito. No dia que comprei os ingressos para os Jogos Olímpicos de Londres 2012, a única coisa que imaginava era qual seria o time dos Estados Unidos de basquete masculino. Comprei alguns ingressos bem bacanas, como a final do futebol e a grande chance de ver o inédito ouro do Brasil, finais do vôlei, handball e atletismo, mas o que mais me inspirou foi, sem dúvida, poder assistir às finais do basquete masculino. É claro que como um amante do basquete, só o fato de poder acompanhar a Seleção Brasileira em Londres atuando contra as melhores equipes do mundo, já fará dessa viagem inesquecível. Mas acho que nada substitui a oportunidade de ver, ao vivo, o Dream Team. Concordo que só existiu um Dream Team, o primeiro, mas é inevitável comparar a seleção norte-americana convocada, nesta segunda-feira, com o Time do Sonhos de 1992. Se naquela ocasião, os Estados Unidos levaram tudo o que tem de melhor, em 2012, isso se repete com louvor. Só na posição de ala, Bryant, James, Anthony, Wade e Durant, sem critério nenhum de ordem, já fazem desse time um dos melhores da história. Não faltou ninguém! Um ou outro jogador poderia ter sido convocado, mas não há dúvidas que o Team USA vai aos Jogos Olímpicos para ficar de vez com a medalha de ouro. No livro The Gold Standard – Building a World-Class Team (O Modelo Dourado – Construindo um Time de Classe Mundial), o treinador Mike Krzyzewski explica como foi difícil reestruturar a seleção norte-americano, colocando na cabeça dos atletas, comissão técnica e dirigentes que o basquete vivia um novo momento. É admirável ver a postura não só do Coach K, como ele é conhecido, mas de todos os atletas que fizeram parte do projeto Pequim 2008. Na lista para Londres, os EUA contam com oito jogadores que atuaram na Olimpíada de 2008 e mais 10 atletas que defenderam a seleção no Mundial de 2010. Isso é a prova concreta de que todos estão extremamente determinados para manter o ouro em casa. E por muito tempo. Alguém encara? Confira a lista dos 20 convocados para defender os Estados Unidos em Londres 2012: Armadores: Chauncey Billups (Los Angeles Clippers), Chris Paul (Los Angeles Clippers), Derrick Rose (Chicago Bulls), Russell Westbrook (Oklahoma City Thunder) e Deron Williams (New Jersey Nets) Alas: Kobe Bryant (Los Angeles Lakers), Lebron James (Miami Heat), Dwyane Wade (Miami Heat), Kevin Durant (Oklahoma City Thunder), Carmelo Anthony (New York Knicks), Andre Iguodala (Philadelphia 76ers), Rudy Gay (Memphis Grizzilies) e Eric Gordon (New Orleans Hornets) Pivôs: LaMarcus Aldridge (Portland Trail Blazers), Blake Griffin (Los Angeles Clippers), Chris Bosh (Miami Heat), Tyson Chandler (New York Knicks), Dwight Howard (Orlando Magic), Kevin Love (Minnesota Timberwolves) e Lamar Odom (Dallas Mavericks) |
|