Adriano Albuquerque é jornalista esportivo e serviu como editor e repórter do site BasketBrasil (http://www.basketbrasil.com.br) por cinco anos, entre 2005 e 2010. Já passou pelas redações do diário LANCE! e do site Globoesporte.com, e cobriu diversos esportes como basquete, futebol americano, futebol, beisebol, streetball, tênis, vôlei e natação. Também foi assessor de imprensa da Federação de Futebol Americano do Rio de Janeiro e do Botafogo Mamutes. Atualmente, cobre MMA para o SporTV.com. É torcedor do Detroit Pistons desde os tempos dos Bad Boys de Isiah Thomas, Joe Dumars e Bill Laimbeer.

Fique de olho nestes cinco

Pra começo de conversa: Como é bom estar de volta! Foram meses e meses de incerteza à espera de uma definição quanto ao Acordo de Negociações Coletivas, mas ele enfim saiu e teremos basquete da NBA a partir do dia 25 de dezembro! Nunca os jogadores estiveram tão felizes em jogar no Natal, diz aí...

Então, com a temporada há apenas alguns dias de distância, é hora de discutir as questões mais importantes da temporada 2011-12. A pedido do NBA Brasil, listei os cinco jogadores latino-americanos que terão maior expectativa sobre seus ombros neste ano. Ei-los...

1. Nenê, do Denver Nuggets

Um pequeno palpite: o Denver Nuggets não pagou 67 milhões de doletas (mais de R$ 123,5 milhões, galera!), em meio a um período de recessão nos EUA e logo após um locaute motivado justamente a terminar com gastos exorbitantes com jogadores meia-bomba, para Nenê ser apenas o segundo melhor jogador do time. Com 29 anos e em seu segundo megacontrato com o Nuggets - lembrem-se, amigos, que em 2006, Nenê assinou um contrato de US$ 60 milhões por seis anos, o que significa que a franquia comprometeu mais de US$ 10 milhões anuais por uma década ao brasileiro - o pivô de São Carlos está no auge de sua carreira, e é hora de chamar a responsabilidade como principal jogador da equipe. Fazer 14,5 pontos e 7,6 rebotes, suas médias por jogo na temporada passada, não vai ser suficiente. Além da pressão vinda de Denver, tem a pressão vinda do Brasil, que espera um desempenho irretocável para mostrar ao técnico Rubén Magnano e ao elenco da seleção brasileira que sua presença nos Jogos Olímpicos de Londres-2012 é imprescindível. Boa sorte, Nenê.

2. Tiago Splitter, do San Antonio Spurs

OK, Gregg Popovich odeia novatos, Splitter não participou da pré-temporada no ano passado por causa de lesão, Antonio McDyess ainda tinha algo no tanque, Splitter perdeu a confiança... Todas essas desculpas já eram. Tiago não é mais um novato, participou de toda a pré-temporada (apesar dela ter sido bem mais curta), McDyess está definitivamente em final de carreira, e o brasileiro certamente recuperou a confiança com a conquista da vaga olímpica e um rápido retorno à Espanha. Só que a pressão é ainda maior. Popovich diz que ainda está em busca de um pivô titular. Ele promete mais minutos para Splitter nesta temporada, mas ainda está insatisfeito com o que tem em mãos. O catarinense vai ter de suar para provar ao treinador mais exigente da NBA que é, de fato, o herdeiro de Tim Duncan em San Antonio.

3. José Juan Barea, do Minnesota Timberwolves

Barea foi o "fator X" do Dallas Mavericks na conquista do título da NBA no ano passado - o Miami Heat simplesmente não conseguia impedir o baixinho de entrar no garrafão. O portorriquenho aproveitou a fama repentina para assinar um grande contrato como free agent com... Minnesota? Hein? O time que já tinha Luke Ridnour e finalmente terá Ricky Rubio neste ano? Dono da pior campanha da última temporada? Barea certamente viu enorme potencial num time recheado de jovens talentos - Kevin Love, Michael Beasley, Rubio, Derrick Williams, Nikola Pekovic, Wesley Johnson e Wayne Ellington - e decidiu ajudar o técnico Rick Adelman a criar a meninada. As expectativas sobre Barea podem não ser tão grandes quanto as que a torcida terá sobre Rubio e Williams, mas ele é o maior reforço obtido pela franquia e tem pedigreé de campeão, então pode apostar que a direção do Timberwolves quer ver a capacidade de Barea alterar jogos e, principalmente, de ensinar Rubio a encontrar seu nicho na NBA.

4. Charlie Villanueva, do Detroit Pistons

Charlie... Chaaaaaaaarliiiiiiiiiiiiiiiiiieeeeeeeeeeeee... Desculpa, isso é só uma referência a um vídeo antigo do youtube. Enfim, o jogador mais marrento da República Dominicana está entrando em seu terceiro ano de contrato com o Detroit Pistons e segue sem mostrar exatamente por que tem tanta marra. Em dois anos, Villanueva, contratado a "módicos" 35 milhões de doletas - US$ 7 milhões por ano - não foi mais do que um jogador de banco, com médias de 11,5 pontos, 4,3 rebotes e 22,8 minutos por jogo. Pra piorar a situação do indivíduo, Detroit tem outros quatro jogadores para sua posição, sendo um deles a promessa Austin Daye, que às vezes joga de ala-armador, mas que deve mesmo ocupar a vaga de ala de força que o dominicano ocupa. Sua batata está assando, Charlie V... Hora de mostrar serviço, ou ser trocado.

5. Greivis Vásquez, do Memphis Grizzlies

Em 2010-11, sua estreia na NBA, o armador venezuelano teve uma temporada regular modesta, com médias de 3,6 pontos e 2,2 assistências por jogo, mas ganhou minutos importantes nos playoffs e subiu de produção, marcando 4,3 pontos por partida na pós-temporada e se tornando parte importante da vitória na série contra o San Antonio Spurs. Nesta temporada, Memphis espera mais ainda de Vásquez, especialmente com os boatos insistentes de que OJ Mayo estaria no bloco de trocas. O bom desempenho nos playoffs também não garante nada ao sulamericano, já que o Grizzlies draftou o promissor Josh Selby, da universidade de Kansas, para a posição de armador.

E para vocês, quem mais estará com as "costas na parede" e cheio de responsabilidade entre os latinos nesta temporada? Comente à vontade!

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