Adriano Albuquerque é jornalista esportivo e serviu como editor e repórter do site BasketBrasil (http://www.basketbrasil.com.br) por cinco anos, entre 2005 e 2010. Já passou pelas redações do diário LANCE! e do site Globoesporte.com, e cobriu diversos esportes como basquete, futebol americano, futebol, beisebol, streetball, tênis, vôlei e natação. Também foi assessor de imprensa da Federação de Futebol Americano do Rio de Janeiro e do Botafogo Mamutes. Atualmente, cobre MMA para o SporTV.com. É torcedor do Detroit Pistons desde os tempos dos Bad Boys de Isiah Thomas, Joe Dumars e Bill Laimbeer.

Melhor de todos os tempos?

Estamos devendo, há muito tempo, escrever algo neste espaço sobre mais um forte início de temporada do Boston Celtics. Desde a formação do “Grande Trio”, em 2007, esta tem sido a regra em Massachussets: começar o campeonato com tudo. Em 2008-09, a equipe engatou uma sequência de 19 vitórias consecutivas, quarta maior da história da NBA. No momento, os verdinhos estão invictos há 13 jogos, mas dando toda a pinta de que estão aí para quebrar recordes.

Não vai ser mole; só para igualar a campanha de duas temporadas atrás, Boston terá de passar por Indiana (duas vezes), Philadelphia, Orlando, Detroit, New Orleans e Toronto; para alcançar as 22 vitórias seguidas do Houston Rockets de 2008, ainda terá de superar Minnesota, San Antonio e Toronto novamente. Se eles chegarem lá, aí discutimos se têm pernas para buscar os 33 triunfos consecutivos do Los Angeles Lakers de 1971-72, recorde absoluto da NBA – e eu não quero me adiantar nem secar, mas no fantástico caso de Boston conseguir esse feito, terá justamente o Lakers pela frente, em 30 de janeiro de 2011, na tentativa de quebra do recorde.

A conquista desse feito é absolutamente verossímil com este time, e não só para o torcedor de Boston. Quando comecei a ponderar algo para escrever sobre os verdinhos, minha primeira ideia foi compará-los ao Detroit Pistons de 2005-06, que tem inúmeras semelhanças com esta equipe – ambos os grupos estão juntos há cerca de quatro anos, chegaram à temporada motivados por derrotas em Jogos 7 de Finais e pela atenção exacerbada concedida a outro concorrente reforçado (coincidentemente, em ambos os casos, o Miami Heat) e começaram o ano pegando fogo (Detroit fez 35-5 na primeira metade daquele campeonato). Ambos funcionam como relógios suíços, tanto no ataque quanto na defesa.

Assistindo aos jogos do Celtics, no entanto, reparei que a comparação era injusta. Apesar de aquele Pistons ter sido um timaço (ah, que saudades!), este Boston vai muito além. O reforço de Shaquille O’Neal trouxe uma nova dimensão a um quarteto inicial já formado por feras – agora, é um quinteto inteiro de All-Stars e potenciais Hall of Famers. Sim, Shaq fez pouca coisa em suas últimas paradas por Phoenix e Cleveland, mas eram times em que ele era um dos três principais jogadores. Em Beantown, o pivô encontrou um grupo coeso, entrosado, em que ele só precisaria se encaixar em sua função. Para um jogador inteligente e de categoria como Shaq, isso é fácil. Como ninguém reparou que Shaq somado a KG, Pierce, Allen e Rondo tornaria o Celtics tão forte este ano? Sinal que nossa sociedade ainda dá muito valor à idade das pessoas, se encanta com a juventude e menospreza o valor da experiência e categoria.

E não é só no time titular que o Celtics tem tanto talento. Reservas como Delonte West, Nate Robinson, Glen Davis, Marquis Daniels, Jermaine O’Neal e Von Wafer seriam titulares em muitos times da NBA – arrisco-me a dizer que Davis, inclusive, poderia ser um dos principais jogadores em um time de playoff, algo que O’Neal já foi. À exceção de Robinson e Davis, todos os outros já estiveram nos playoffs como titulares de outras equipes.

Além disso, a atual série invicta mostra que Boston pode derrotar oponentes das formas mais variadas possíveis. É um time tão eficiente defensivamente quanto no ataque, onde todos os cinco titulares e quase todos os reservas são capazes de criarem seus próprios chutes e passar bem a bola. Por isso que o Celtics consegue permanecer num jogo como o de quarta-feira passada (15 de dezembro), contra o New York Knicks. Times defensivos geralmente se frustram quando sofrem muitos pontos, e logo começam a falhar também no ataque – grande calcanhar de Aquiles do Pistons em 2005-06; com os C’s, isso dificilmente vai acontecer, pois eles têm muitas armas, e a experiência para saber que, com poucos ajustes, sua máquina pode voltar a funcionar. Se no ataque não vai, segura lá atrás; se o adversário está impossível, tudo bem, vamos ver quem tem mais poder de fogo.

Muito se fala sobre Miami Heat e Los Angeles Lakers nesta temporada, o que é natural; um é a nova mania do pedaço, e o outro é o atual campeão. Mas o Boston Celtics merece muita atenção. Podemos estar vendo um dos melhores times de nossa geração em quadra. E o próprio Celtics já nos mostrou, neste ano, que a temporada regular pouco importa no esquema geral das coisas – importante é estar tinindo nos playoffs – mas isso não nos impede de apreciar e decretar Boston como o melhor time da NBA no momento.

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