Adriano Albuquerque é jornalista esportivo e serviu como editor e repórter do site BasketBrasil (http://www.basketbrasil.com.br) por cinco anos, entre 2005 e 2010. Já passou pelas redações do diário LANCE! e do site Globoesporte.com, e cobriu diversos esportes como basquete, futebol americano, futebol, beisebol, streetball, tênis, vôlei e natação. Também foi assessor de imprensa da Federação de Futebol Americano do Rio de Janeiro e do Botafogo Mamutes. Atualmente, cobre MMA para o SporTV.com. É torcedor do Detroit Pistons desde os tempos dos Bad Boys de Isiah Thomas, Joe Dumars e Bill Laimbeer.

Anderson Varejão: 'Uso lesões como motivação'

Os últimos anos foram difíceis para Anderson Varejão no Cleveland Cavaliers. A saída de LeBron James para o Miami Heat coincidiu com um aumento na carga de minutos do pivô em quadra e com uma série de lesões, que o limitaram a apenas 31 jogos em 2010/11, 25 em 2011/12 e mais 25 na última temporada. Após focar demais nos problemas, o brasileiro parece renovado antes da temporada 2013/14, que começa cheia de esperança nesta quarta-feira para sua equipe. Tristan Thompson e Anthony Bennett prometem ajudar a diminuir o nível de exigência ao "Coisa Selvagem", e a chegada de Andrew Bynum traz um gigante capaz de chamar a atenção dos pivôs e abrir espaço para ele.

Durante o NBA 3X, evento no Rio de Janeiro em agosto, Anderson Varejão conversou com o blog sobre suas expectativas para a temporada. Confira abaixo:

NBA.COM: Muita gente comenta seu estilo de jogo, dizem que causa essas lesões pela forma como você se entrega em quadra. O que você diz disso? Você não vai mudar seu estilo de jogo, né?

ANDERSON VAREJÃO: Não, todas as lesões que eu tive foram acidentes de trabalho. Infelizmente, as lesões fazem parte do esporte de alto nível. Se a gente colocar na balança, tive muito mais anos sem lesão e sem problema nenhum do que machucado. Acho que às vezes até eu acabo focando, além das pessoas, nas coisas ruins, e poderia ser o contrário. Olha o que aconteceu comigo na minha carreira. Então, eu uso cada lesão como motivação para voltar cada vez melhor.

Seu time dependia muito de você e do Kyrie Irving. Agora, contratou o Andrew Bynum e teve a primeira escolha. Com mais ajuda, você espera mais sorte com esses tipos de lesão, e menos exigência em quadra para você e para o Irving?

Eu acho que o time que a gente montou agora tem grandes chances de chegar aos playoffs se não tiver problemas de lesão. O Bynum está chegando para somar, o Anthony Bennett está chegando para somar, é mais um ano do Kyrie, do Dion Waiters, Tristan Thompson… Acho que a gente tem tudo para fazer uma temporada especial e chegar nos playoffs. Pegamos o Jarrett Jack também, que veio do Golden State… O time está com uma cara boa para a temporada e eu acho que tem grandes chances de surpreender.

Como você acha que se encaixa com o Bynum ou com o Thompson? Como você vê essa briga por espaço no garrafão?

Eu já joguei nas duas posições, joguei na posição 4 e na posição 5. O que o coach Brown quiser, eu vou me adaptar e fazer o meu melhor.

Como você vê essa volta do técnico Mike Brown? Gostou dessa mudança, da volta dele? Você se dá bem com ele?

Sim, sempre me dei bem com ele. Mesmo depois que ele saiu, mantivemos um bom relacionamento, é um bom técnico e acho que vai fazer um bom trabalho.

O Leste deu uma reforçada também: Detroit se reforçou, Brooklyn, Washington… Como você vê o Cavaliers dentro dessa briga por posicionamento nos playoffs?

Eu acho que o Leste ficar mais forte é bom, aumenta a competitividade. Acho que, da mesma forma como os outros times melhoraram, a gente melhorou também. E é como eu falei, se fizermos uma boa temporada sem muitas lesões, temos grandes chances de ir bem.

Você acha que este ano é o ano em que você vai para o All-Star Game, finalmente? Ano passado você estava na boca antes de sofrer a lesão…

Não é o meu foco… Acho que, se acontecer, claro, é uma maravilha para minha carreira, para meu currículo, mas meu maior foco é não ter lesão e ajudar o Cleveland.

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