Entrevista com o Rafer Alston do Miami Heat

Ultimamente a equipe de Miami tem melhorado muito, sobre tudo contra equipes rivais muito difíceis, como Seattle e New Jersey. O que você nos pode disser a respeito dessa melhora?
Alston: Acho que a equipe vem fazendo um grande esforço para jogar concentrada durante todo o jogo. Antes tínhamos uma vantagem de 20 pontos e a equipe rival em poucos minutos nos igualava. Agora temos 10 ou 12 pontos de diferencia e manejamos melhor o nosso desempenho durante a partida.
Ao que se deve a melhora do nível de seu jogo na segunda metade da temporada?
Alston: Mais do que nada acho que tem que haver com a confiança que tenho em meu jogo, minhas habilidades, e a confiança que o técnico me tem dado. Os meus companheiros me apoiam muito também. Como estou tendo uma boa porcentagem nos arremessos de três pontos, as defessas me pressionam mais e eu tenho que procurar novas maneiras de penetrações em direção a cesta.
Ao que se deve a confiança de cada um dos jogadores do Heat que esta fazendo a equipe crescer em um todo?
Alston: Muitas vezes faz falta encestar e ganhar algumas partidas para ter essa confiança que você menciona. Agora estamos encestando arremessos, fazendo as jogadas que queremos, jogando muito bem na defessa e isso é fundamental na hora de ganhar jogos.
Você pensa que esta competição com outras equipes para conseguir um lugar nos Playoffs é uma grande pressão ou um lindo desafio?
Alston: Não penso que seja pressão. Para nós, isto é algo divertido. Sabemos que ninguém nos vai dar uma mãozinha. As outras equipes que estão competindo com nós vão continuar ganhando, e apenas temos que fazer o mesmo. Neste momento dependemos de nós mesmos e temos que continuar assim.
Você é um dos grandes nomes do “streetbasketball” nos Estados Unidos. Foi difícil adaptar o seu jogo ao estilo mais estruturado da NBA?
Alston: Não, não foi difícil. São dois estilos de jogo muito diferentes, e eu me adaptei a cada um deles. Acho que isso é uma das minhas melhores características, que eu posso jogar de acordo com a ocasião.
Como foram suas experiências jogando em varias ligas menores, como por exemplo a NBDL?
Alston: Muito importantes. Foi aonde eu tive a oportunidade de me desenvolver como jogador e continuar crescendo. Na NBDL, você esta constantemente sendo observados pelos Scouts das equipes da NBA. Você sempre esta a um passo de entrar nesta liga.
Fora das quadras você tem estado envolvido em um novo projeto. Nos conta como vai com o seu segmento televisivo como repórter esportivo?
Alston: É divertido. É algo que gostaria de fazer no futuro quando terminar a minha carreira, e esta é uma boa oportunidade para ter um pouco de experiência. Isto me da a oportunidade das pessoas me conhecerem de uma maneira diferente, mais pessoal.
Nos últimos anos muitos jogadores internacionais, entre eles vários latinos, tem chegado com êxito na NBA. O que você pensa deste fenômeno?
Alston: Os jogadores internacionais estão jogando muito bem. A NBA é a melhor liga do mundo e por isso estão os melhores. Tem vários latinos que estão fazendo muito bem as coisas, que tem muito bons fundamentos de jogo, sobre tudo para arremessar. Penso que esta globalização é boa para todos.
Você tem raízes latinas já que a sua avó é de origem cubana, verdade?
Alston: Sim, minha avó é de Cuba. Não falo espanhol, mas entendo bastante.
























