Nas Suas Palavras: Larry Bird

O Larry Bird é um dos grandes nomes da NBA. Ele fez história na liga como um dos melhores jogadores com o Boston Celtics. Como técnico, ele teve sucesso liderando o Indiana Pacers, e agora dirige esta equipe como o Gerente Geral. Nesta entrevista, o Bird analisa o presente da sua equipe e fala da sua motivação para continuar vinculado a NBA, entre outros temas:
Larry Bird
Larry Bird.
NBAE/Getty Images

Neste momento os Pacers tem um estilo agressivo e muito lutador, você acha que isso mudará na volta do jogador titular Jermaine O’Neal?
Estou de acordo com isto, e gosto desse estilo de jogo. Quando ele voltar não terá problemas em se adaptar a este estilo de jogo porque ele é um dos nossos melhores jogadores e os grandes jogadores fazem o necessário para se adaptar. Se tiver que anotar, o faz. Se tiver que defender, não tem problemas. Acho também que será um grande complemento para o Peja Stojakovic e vice-versa.

Falando do Peja, qual será a principal motivação para mantê-lo na equipe?
Ele pode estender o seu contrato este ano. Uma vez que termine a temporada nos reuniremos no verão para ver qual será a melhor escolha para o seu futuro e o nosso. Temos que ver se podemos continuar trabalhando juntos em Indiana.

Neste momento, ademais das lesões, qual é o principal problema dos Pacers?
Muita gente nos questiona com respeito a posição de pivô, mas acho que estamos muito bem cobertos nesta posição. O Jeff Foster luta com muita intensidade cada rebote e joga muito bem na defesa. O David Harris faz um grande trabalho, e o Scotty Pollard nos apóia muito quando está longe das lesões. Não queiro apontar para um especifico detalho que devemos melhorar porque sempre tem espaço para melhoramento, mas acho que temos um grupo muito completo.

Você pode nos explicar como é o trabalho de um Gerente Geral durante o verão?
Um gerente geral tem muitas coisas para fazer. Ele tem que dirigir o tema dos agentes livres, do draft e tem que conversar com as outras equipes para explorar possibilidades de transferências. Tudo isso com a intenção de melhorar a sua equipe. Parece muito fácil falar de transferências, mas é complicado porque ambas as equipes têm que estar de acordo com os termos, analisar o impacto dos contratos em relação ao tope salarial, e etc. Agora, nesta época estamos trabalhando muito no draft, acompanhando os jogadores e vendo os prospectos que queremos ter na equipe futuramente. Faz um par de anos que conseguimos adicionar o David Harrison, e no ano passado veio o Danny Granger. Estes novos acrescentamentos falam da direção que queremos tomar com a nossa equipe. Assim que necessitamos continuar juntando talentos que se acomodem as nossas necessidades porque estamos construindo uma equipe jovem baseada no draft para complementar os nossos jogadores veteranos.

O que você pensa da situação do Jamal Tinsley?
Ele não tem tido sorte nos dois últimos anos, e tudo por causa de dois infelizes acidentes. O primeiro foi quando ele estava correndo na quadra, sofreou um golpe por parte de um outro jogador e assim deslocou um tendão no seu tornozelo. Pensamos que não fosse uma lesão séria, mas posteriormente com uma ressonância magnética descobrimos que era pior do que pensávamos. Foi uma lesão que requere tempo para se recuperar, a mesma que o Corey Maggette sofreu. O único necessário para se recuperar é tempo. A segunda lesão aconteceu quando um jogador deu uma cotovelada nele, a qual sangrou muito e também precisou de muito tempo para curar-se. Ele é um jogador que não teme jogar forte, e estou seguro que é um dos melhores 10 armadores da liga quando ele está em perfeita forma física.

O que nos pode dizer da chegada de um veterano armador como o Sarunas Jasikevicius?
Ele sempre tem sido um líder. Tenho visto muitos jogos dele na Europa, e é um jogador que sempre mostra muita paixão quando está na quadra. Ele também não tem nenhum receio de falar aos seus companheiros o que devem fazer em certos momentos do jogo. O seu processo de adaptação esta continuando mesmo sendo um novato na NBA apesar de ter 29 anos-de-idade. Ele está aprendendo rápido o estilo de jogo da NBA.

Por que o processo de transferência do Ron Artest demorou tanto tempo?
Bom, basicamente porque necessitávamos analisar as propostas de cada equipe. Recebemos cerca de 15 chamadas de diferentes equipes que queriam somar o Ronnie em suas equipes, mas ao mesmo tempo não estavam interessados em ceder um de seus jogadores no momento. O Ronnie está entre os melhores 10 ou 12 jogadores na liga desde que estou aqui. Sempre disse ao Donnie que tínhamos que ser pacientes e finalmente conseguimos um bom acordo com o Sacramento.

O que tem mudado no jogo desde que você deixou a liga como um jogador?
Eu sempre joguei este esporte com muito amor pelo jogo de basquete. Não sei se tem mudado tanto. Queremos que o jogo seja divertido, não somente para os nossos jogadores senão para os nossos fãs. Sei que os nossos aficionados gostam de ver esta paixão pelo esporte e ver que os jogadores brigam por cada bola como se fora à última, e é por isso que queremos criar um grande espetáculo para todos. E isso nos leva a ganhar jogos, e assim temos sucesso.

O que te mantém motivado para seguir vinculado a NBA?
Gosto muito da energia e química que tem a nossa equipe. Gosto da forma como jogam com paixão, como fazíamos alguns anos atrás. Gosto de como os jogadores se entregam ao jogo, e no final reconhecem os fãs. Tenho visto partidas nas quais os jogadores têm entregado tudo de si, jogado com o coração, e apesar de perder em casa saem aplaudidos pelo esforço que deram na quadra. É uma sensação muito boa, ademais acho que temos uma boa relação com os nossos faz e com o grupo de jogadores. Temos química que se vive na quadra, e é uma das razoes que me motiva a continuar trabalhando.

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